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terça-feira, fevereiro 14, 2012

CARNES: AVESUI REAFIRMA ESPAÇO DE NEGÓCIOS COM CADEIAS DE AVES E SUINOS


SAFRAS (14) - A Feira Latino-Americana da Indústria de Aves e Suínos -

AveSui América Latina - maior evento do gênero na América Latina, em 10 anos

de história consolidou-se como importante espaço para a efetivação de

negócios e apresentação de produtos e serviços de empresas do setor de aves

e suínos do Brasil e exterior.

Entre os dias 02 e 04 de abril de 2012 o espaço de eventos ExpoCenter

Norte, Pavilhão amarelo, receberá milhares de visitantes - mais de 18 mil na

última edição realizada na cidade de Florianópolis (SC), em 2011 - público

formado quase que na sua totalidade por empresários, produtores, pesquisadores,

acadêmicos, alunos de universidades de zootecnia e medicina veterinária e

outros grandes formadores de opinião. Somente em 2011, impulsionada pelo ritmo

positivo do mercado de aves e suínos no Brasil, a AveSui registrou balanço

positivo com volume de negócios de R$ 400 milhões, crescimento de 5% em

relação à edição de 2010.

Segundo Andrea Gessulli, diretora de eventos da Gessulli Agribusiness,

empresa organizadora do evento, em 2012 a Avesui reunirá as maiores empresas

ligadas aos segmentos de nutrição, saúde animal, genética, equipamentos,

meio ambiente, transporte, processamento de carne, embalagens.

Além disso, a presença de empresas ligadas aos setores graxarias, de

reciclagem de subprodutos de origem animal e inovações tecnológicas ligadas

à reutilização de resíduos agrícolas - florestais, pecuários, madeira e

matéria orgânica - como fontes renováveis de energia de curto prazo está

garantida com a AveSui Reciclagem Animal e a Feira Biomassa & Bioenergia,

agregadas dentro de AveSui América Latina. "Lembrando que para as feiras de

negócios, a entrada é gratuita, bastando apenas o interessado se cadastrar

pela internet", explica Andrea.

Ainda segundo Andrea Gessulli, a AveSui América Latina é considerada por

seus expositores e visitantes como o ponto de encontro do setor avícola e

suinícola no continente, e isso pelo fato de reunir em um só local feira de

negócios, seminários técnicos e de mercado, cursos práticos, discussões

sobre produção e sustentabilidade e muito mais. "Em uma década de

existência a AveSui alcançou 80% de satisfação dos expositores e visitantes

e teve 95% das expectativas dos expositores atendida, em relação ao principal

motivo de sua participação na feira: Fazer ótimos negócios", conclui.

Carlos Ricardo Rizardi, supervisor de vendas da Termoaves, empresa

fabricantes de aquecedores para granjas, de Erechim (RS), destaca que no quesito

negócios a AveSui 2012 foi excelente. "Foi o primeiro ano que participamos

como expositores e pudemos perceber que as pessoas que visitam o pavilhão

estão de fato interessadas em adquirir produtos e serviços", destaca Rizardi.

"Firmamos parcerias importantes e fizemos contato com fontes do mercado que

seria muito difícil conhecermos fora do ambiente da feira. Focamos em novas

oportunidades, principalmente com o mercado externo e do norte do País.

Conseguimos detectar a necessidade que eles possuem e como podemos atendê-los

de maneira satisfatória", comemora.

Marcio Delchiaro Nieble, diretor de marketing e novos negócios da Owens

Corning, de Rio Claro (SP) - empresa especializada na fabricação de artigos

usados na infra-estrutura da granjas - também disse que a Avesui 2011 foi

excelente em termos de negócios. "Fizemos muitos contatos que não tínhamos

antes, desenvolvemos novos negócios, iniciamos conversas e encaminhamos

negócios novos. Posso dizer que estamos muito bem encaminhados aqui dentro da

AveSui, que nos proporcionou o ambiente ideal para encontrarmos parceiros de

negócios através de reuniões".

Mais informações sobre os eventos podem ser obtidas nos sites

www.avesui.com e www.feirabioenergia.com.br. Para saber mais sobre esses setores

da economia, basta acessar o portal Biomassa & Bioenergia

www.biomassabioenergia.com.br. "Não deixe de participar da AveSui América

Latina 2012 e ficar por dentro de tudo o que acontece nas cadeias produtivas de

aves e suínos", finaliza Andrea. Com informações da assessoria de imprensa

da AveSui América Latina 2012. (AB)









Análise Brasil: Milho

Análise Brasil: Milho
CLIMATEMPO
MLHO

RIO GRANDE DO SUL: A massa de ar seco que predomina deixa o tempo firme

com sol em praticamente todo o Rio Grande do Sul nesta terça-feira

(14). Chove rápido apenas no norte e leste do Estado. Ao longo da

semana a umidade aumenta e voltam a ocorre pancadas de chuva no período

da tarde. Até o 19 de fevereiro o acumulado de chuva deve varia entre

20 e 30 mm na maior parte do estado. Entre os dias 20 e 24 o total de

chuva esperado fica entre 15 e 30 mm, com picos de até 50 mm no sudeste

gaúcho.SANTA CATARINA: O sol predomina e a temperatura sobe durante a

tarde em Santa Catarina nesta terça-feira (14). Ao longo da semana a

umidade fica elevada e são esperadas pancadas de chuva no período da

tarde. Até o 19 de fevereiro o acumulado de chuva deve variar entre 20

e 30 mm na maior parte do estado. Entre os dias 20 e 24 o total de

chuva esperado chega a 40 mm no nordeste catarinense e varia entre 5 e

20 mm nas demais localidades.PARANÁ: O sol predomina e a temperatura

sobe durante a tarde no Paraná nesta terça-feira (14). Ao longo da

semana a umidade fica elevada e são esperadas pancadas de chuva no

período da tarde. Até o 19 de fevereiro o acumulado de chuva deve

variar entre 10 e 20 mm na maior parte do estado. Entre os dias 20 e 24

a chuva aumenta, com acumulados de até 50 mm no norte paranaense. Nas

outras áreas o acumulado deve fica entre 20 e 40 mm.SÃO PAULO: Áreas de

instabilidade de uma frente fria ficam espalhadas por São Paulo nesta

terça-feira (14). O interior tem tempo abafado e temporais à tarde e à

noite. Ao longo da semana o sol volta a predominar e a temperatura

sobe. São esperadas apenas pancadas isoladas de chuva, típicas de

verão. Até o dia 18 de fevereiro o acumulado de chuva deve variar entre

10 e 30 mm. Entre os dias 20 e 24 de fevereiro a chuva aumenta

novamente, com acumulados de até 80 mm no oeste e no norte paulistas.

Nas outras áreas o acumulado fica entre 30 e 60 mm.MINAS GERAIS: Áreas

de instabilidade de uma frente fria ficam espalhadas pelo centro-sul e

oeste de Minas Gerais nesta terça-feira (14). Há risco de temporais,

principalmente à tarde e à noite. No norte o sol predomina e pouco

chove. Ao longo da semana o sol volta a predominar e a temperatura sobe

em todo o Estado. São esperadas apenas pancadas isoladas de chuva,

típicas de verão. Até o dia 18 de fevereiro o acumulado de chuva deve

variar entre 10 e 30 mm. Entre os dias 20 e 24 de fevereiro a chuva

aumenta novamente, com acumulados de até 80 mm no centro-sul mineiro.

Nas outras áreas o acumulado fica entre 20 e 50 mm.MATO GROSSO DO SUL:

A massa de ar quente que predomina deixa o tempo aberto com sol e

temperatura elevada em Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (14). O

aquecimento causa pancadas isoladas de chuva no período da tarde. Ao

longo da semana as condições do tempo praticamente não mudam. Até o dia

19 de fevereiro o acumulado de chuva deve variar entre 10 e 20 mm.

Entre os dias 20 e 24 a chuva aumenta bastante em Mato Grosso do Sul. O

acumulado deve ficar entre 40 e 60 mm na maior parte das áreas.MATO

GROSSO: Áreas de instabilidade formadas pelo ar quente e úmido ficam

espalhadas por Mato Grosso nesta terça-feira (14). O sol ainda aparece,

mas chove a qualquer hora do dia. Há risco de temporais, principalmente

à tarde e à noite. Ao longo da semana a instabilidade do tempo

persiste. A chuva é forte e volumosa. Até o dia 19 de fevereiro o

acumulado de chuva varia entre 70 e 100 mm no centro-norte mato-

grossense. Nas outras áreas chove entre 30 e 60 mm. Entre os dias 20 e

24 a chuva segue frequente e generalizada. A chuva esperada fica entre

60 e 80 mm no Estado.GOIÁS: Áreas de instabilidade associadas a uma

frente fria e ao ar quente e úmido ficam espalhadas por Goiás nesta

terça-feira (14). Chove a qualquer hora do dia e há risco de temporais,

principalmente à tarde e à noite. Ao longo da semana o sol volta a

predominar e a temperatura entra em elevação. São esperadas pancadas

isoladas de chuva, típicas de verão. Até o dia 19 de fevereiro o

acumulado deve variar entre 20 e 40 mm. Entre os dias 20 e 24 a chuva

aumenta e o acumulado deve variar entre 30 e 50 mm na maior parte das

áreas.BAHIA: A massa de ar quente que predomina deixa o tempo aberto

com sol forte e temperatura elevada em toda a Bahia nesta terça-feira

(14). Só há previsão de chuva passageira no oeste, no leste e no

nordeste do Estado. Ao longo da semana as condições do tempo

praticamente não mudam. Até o dia 19 de fevereiro, o acumulado de chuva

varia entre 10 e 30 mm no litoral e não passa de 10 mm no interior do

Estado. Entre os dias 20 e 24 a chuva segue escassa na maior parte das

áreas. O acumulado fica abaixo de 15 mm.

Veja os mapas de clima e outras informações clicando sobre a URL

abaixo:

[http://www.cma.com.br/clima/milho.asp?ID=clima]



terça-feira, janeiro 31, 2012

Roberto Rodrigues crê em mais um bom ano para o agronegócio brasileiro

31/01/2012 - Roberto Rodrigues crê em mais um bom ano para o agronegócio brasileiro



Rio de Janeiro - O ano de 2012 será positivo para o agronegócio brasileiro, disse nessa segunda-feira (30), na Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), no Rio de Janeiro, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. Ele avaliou que todos os fundamentos que levaram à alta dos preços dos alimentos nos últimos dois anos persistem. Além disso, continua firme a demanda dos países emergentes, apesar da crise na Europa.
“A expectativa que eu tenho é de preços bons em 2012 e, eventualmente, em 2013. O Brasil, salvo problemas localizados de clima no Sul, vai ter uma safra positiva e, talvez, uma renda agrícola importante para o país. 2012 será um ano bom para o agricultor”.

Manifestou, entretanto, que o país deve aproveitar esse momento positivo para fazer “o dever de casa” na área de logística e de política de renda. “Pegar o seguro rural e dar uma 'turbinada' nele, cuidar da defesa sanitária e acabar de uma vez por todas com a aftosa no Brasil”, recomendou o ex-ministro.
Edição: Vinicius Doria
Fonte(s): Agência Brasil



segunda-feira, janeiro 30, 2012

Sanções ao petróleo do Irã afetarão empresas européias

TEERÃ (Reuters) - Empresas européias que tem petróleo a receber do Irã podem perdê-lo se Teerã impor um embargo às exportações do produto para a União Europeia na próxima semana, disse o chefe da empresa estatal de petróleo do Irã neste sábado.




O Parlamento do Irã deve debater uma lei no domingo que cortaria o fornecimento de petróleo para a UE em questão de dias, em retaliação a uma decisão na segunda-feira passada, tomada pelos 27 países-membros da UE, de parar de importar o petróleo bruto do Irã até 1 de julho.



"Geralmente, as partes sujeitas a prejuízos com a recente decisão da UE serão as empresas europeias com contratos pendentes com o Irã", disse Ahmad Qalebani, chefe da National Iranian Oil Co. à agência de notícias ISNA.



"As empresas europeias terão que respeitar as disposições dos contratos de compra", disse ele. "Se não o fizerem, serão as partes que vão arcar com as perdas relevantes e ficarão sujeitas à repatriação de seu capital".



Ao virar as sanções contra a UE, parlamentares iranianos esperam negar à Europa o prazo de seis meses que o bloco planejava dar aos países mais dependentes do petróleo iraniano -inclusive alguns com as economias mais fragilizadas- para terem tempo de se adaptar.



A UE proibiu as importações de petróleo do Irã na segunda-feira, e impôs várias outras sanções econômicas, juntando-se aos Estados Unidos em uma nova rodada de medidas que visam desviar o programa de desenvolvimento nuclear de Teerã.



Segundo os contratos de recompra, característica comum da indústria de petróleo iraniana, os investimentos em projetos em campos de petróleo são pagos de volta no produto, geralmente durante vários anos.



A italiana Eni diz que tem a receber entre 1,4 e 1,5 bilhão de dólares em petróleo por contratos no Irã datando de 2000 e 2001, e recebeu a garantia de autoridades europeias que os seus contratos de recompra não farão parte do embargo europeu, mas a possibilidade de o Irã agir primeiro pode colocar isso em dúvida.



A UE respondeu por 25 por cento das vendas do petróleo bruto iraniano no terceiro trimestre de 2011.



© Thomson Reuters 2012 All rights reserved.



terça-feira, outubro 11, 2011

Preço pago pelo trigo compensa redução da área com o grão no PR

Saca está sendo comercializada por uma média de R$ 26.
Estimativa é de redução de 25% na safra em relação ao ano passado.
Do Globo Rural

Agricultores da região dos Campos Gerais, no Paraná, ampliaram a área plantada em 14% nesta safra com a expectativa de uma colheita muito maior em relação ao ano passado. Com mais trigo na lavoura, houve mais prejuízos por conta das condições climáticas. Faltou chuva e geou demais.

Nos 350 hectares do produtor Guilherme de Geus, que ficam no município de Tibagi, 175 mil quilos de trigo se perderam na lavoura desde o início do plantio. “A minha expectativa era colher cerca de 3,8 mil a 4 mil quilos por hectare. Hoje, vai reduzir de 3,4 mil a 3,5 mil por hectare", calcula.

O produtor Fred Biersteker também deve colher menos grãos nos 170 hectares cultivados. “O mais importante é que precisa ter qualidade desse trigo. Sem qualidade, a gente não consegue ter bons preços", diz.

A saca está sendo comercializada por uma média de R$ 26 e o custo de produção é de R$ 24. A qualidade dos grãos que resistiram à geada e à chuva é boa, o que fez com que os moinhos paranaenses voltassem a comprar o trigo cultivado no Paraná.

"Os moinhos estão mais interessados na nossa matéria prima. Assim, não temos que fazer boa parte da nossa venda via governo. O produtor tem um preço melhor e um fluxo de comercialização mais rápido, ou seja, o produtor recebe antes o pagamento pela sua produção", explica Anacleto Ferri, gerente da cooperativa.

domingo, outubro 09, 2011

Produtores de milho do Paraná apostam em bom retorno financeiro

Clima tem colaborado para desenvolver uma planta com alto potencial.
Expectativa é de uma produção 13% superior à da safra passada do estado.
Fonte: O Globo Rural

Na propriedade de Luis Antônio Caríssimo em Cascavel, no oeste do Paraná, nunca se plantou tanto milho. Foram 137 hectares, 21% a mais que a safra de verão passada. “Fazia muitos anos que ele não chegava nesse patamar de preço. Se mantiver na faixa de 20 a 24 reais no ano que vem, está bom”, diz Luis Antônio.

O clima tem colaborado. Sol com chuvas regulares uma ou duas vezes por semana. O resultado é uma planta saudável que cresce com alto potencial produtivo.

No Paraná, a expectativa é de uma produção 13% superior à da safra passada. Segundo a Secretaria de Agricultura do estado, o milho deve ter este ano, em média, um lucro de R$ 227 por hectare.

Se tudo correr como o planejado, Seu Luis vai ganhar mais nesta e na próxima safra. "Estou otimista, porque na realidade foi o ano que mais investi em milho. Sementes melhores, adubação melhor. Desde o preparo do solo fiz tudo melhor. Agora é só colher bem."

Primeira estimativa da Conab para a safra de grãos contém incertezas

Ela aponta, ao mesmo tempo, aumento no plantio e queda na produção. Valores são preliminares e próximos levantamentos podem mudar a previsão. Fonte: O Globo Rural

Conab divulgou na quinta-feira a primeira estimativa para a safra brasileira de grãos relativa ao ano agrícola 2011/2012. É uma previsão que vem com muitas incertezas. Os números apontam ao mesmo tempo para um aumento da área de plantio e uma queda de produção.

O que chama mais a atenção nessa primeira estimativa é o crescimento na área do milho primeira safra. Para a Conab, os agricultores vão aumentar em até 7,2% o cultivo. A soja cresce 3,5%. O algodão, 6,1%. No total de todas as culturas, a área deverá ter um incremento de até 2,9%.

Apesar dos agricultores estarem plantando mais, o levantamento da Conab indica redução no volume. A produção brasileira de grãos deve ficar entre 157 e 160 milhões de toneladas: 1,5% de queda em relação à colheita anterior. Isso não acontece desde 2009. Nas últimas duas safras, o Brasil vinha aumentando a quantidade produzida e batendo recordes.



Das principais culturas, duas vão ter redução de área: feijão primeira safra, queda de 8%, e arroz, menos 2,7%. No caso do Rio Grande do Sul, que é o maior produtor, a previsão da Conab é de uma redução de até 3% no cultivo.

“A questão mais significativa é a falta de água na região da Campanha, no Rio Grande do Sul. Tem uma perspectiva de reduzir em mais de 50% a área por conta da falta de água nas barragens”, explica Cláudio Pereira, presidente do IRGA, Instituto Rio Grandense do Arroz. É o que está acontecendo com o produtor Antonio Fontes, de Uruguaiana. Nesta safra, ele diz que vai reduzir em 10% por cento a extensão da lavoura.

Essa primeira estimativa fala em queda na produção no total da safra com base nas previsões de que pode faltar chuva no sul do país também para a soja e para o milho. O diretor de Política Pública Agrícola e Informações da Conab Silvio Porto acha, no entanto, que os números são preliminares e que os próximos levantamentos podem mudar a situação.

“A tendência de chuva, com regularidade para os próximos três meses, principalmente no Centro-Oeste está numa sinalização muito positiva e mesmo essa preocupação que se tem de uma estiagem no Sul poderá não se concretizar e, portanto, os dados e os números poderão ser surpreendentes em relação a este ano”, argumenta Silvio Porto.

O presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso Rui Prado acha que os dados da colheita do ano que vem podem ser melhores que os da previsão da Conab. “Ela deve estar sendo muito conservadora, mas de qualquer forma percebemos uma tendência muita clara dos produtores em plantar mais a segunda safra e em investir em tecnologia, ou seja, colocar mais insumos para a produção dessa segunda safra, que é principalmente a de milho. Isso fatalmente vai trazer uma safra maior. Estamos estimando em torno de 27% a mais de milho já no ano que vem”, diz.

CONAB, Mato Grosso, Rio Grande do Sul

quinta-feira, outubro 06, 2011

Safra de soja está sob ameaça com previsão de estiagem no Sul, diz Conab

O clima do país durante a safra 2011/2012 será determinante para superar ou não o recorde de 2010/2011, quando se colheu 163 milhões de toneladas de grãos, disse o diretor de Política Agrícola e Informação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto. As condições climáticas preveem chuvas regulares principalmente na região Centro-Oeste e a ocorrência de estiagem no Sul.



Essa estiagem no Sul do país pode prejudicar a produção regional, principalmente, de soja. Com essa hipótese houve um aumento da área plantada de milho de verão no Sul, após três anos seguidos de quedas expressivas, segundo dados da Conab.



De olho em possíveis prejuízos ao produtor, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, José Carlos Vaz, disse que o governo está preocupado na proteção de renda do produtor com a contratação de seguro rural. 'Vamos trabalhar nos próximos meses na construção de mecanismos de proteção de renda para 2011/2012 principalmente na região Sul', explicou.

Fonte: Valor Online

Carnes: Rússia embarga dois frigoríficos de Goiás

A Rússia voltou a impor restrições a frigorificos brasileiros. Dessa vez, o estado penalizado foi Goiás. O anúncio desta semana informa que as plantas SIF 4029, do Mataboi Alimentos, em Santa Fé de Goiás e a SIF 1940, do Minerva S.A., em Palmeiras de Goiás estão proibidas de exportar carnes aos país. A medida entre e m vigor no próximo dia 18 de outubro.

Segundo informações de um técnico ligado à defesa agropecuária, esse tipo de restrição temporária é bastante comum e, por meio de acordos, essas barreiras conseguem ser suspensas. O mais importante agora é colocar em prática os ajustes de conduta para atender às exigências do serviço sanitário da Rússia.

As informações são do Rosselkhoznadzor, o Serviço Federal de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária da Rússia.
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Em Chicago, Grãos realizam lucros com avanço da colheita nos EUA e fecham em queda

Após operar durante o dia todo em alta, a soja fechou mais um pregão em queda nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa acabaram devolvendo partes de seus ganhos por conta do clima favorável nos Estados Unidos que estimula o avanço da colheita no país. O milho fechou com poucas variações e as perdas do trigo foram mais acentuadas.

O clima mais quente e seco na principal região produtora norte-americana previsto anteriormente pela agência Telvent DTN favoreceu a maturação das lavouras tanto de soja quanto de milho.

No Brasil e na Argentina, a chuva que pode chegar em alguns dias deve contribuir para o bom andamento de suas safras e contribuir para essa pressão dos preços.

Não bastasse o clima favorável em importantes países produtores, no final da sessão de hoje, os traders acabaram optando pela realização de lucros, forçando ainda mais o fechamento negativo.

Assim como a soja, o milho também terminou o dia próximo da estabilidade, registrando um recuo bem pouco expressivo. O cereal vinha apresentando um dia de altas, porém, a baixa mais significativa do mercado vizinho do trigo, limitou as altas e acabou até mesmo levando as cotações para o lado negativo da tabela.

A previsão de tempo bom para o trigo nos Estados Unidos foi o principal fator de pressão para as baixas mais severas vistas hoje entre o complexo de grãos. Os agentes, neste caso, também optaram por realizar lucros e acabaram revertendo a tendência de alta do início dos negócios.

Os traders seguem operando com mais cautela na Bolsa de Chicago. Além do mercado de grãos apresentarem uma tendência de novas baixas nos próximos dias, os agentes sentem as expectativas para o próximo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado no dia 12.

Pesquisas de agências privadas apontam que o departamento irá reportar um aumento na produção, produtividade e estoques de soja, além de uma diminuição do consumo, dados que poderiam voltar a pressionar o mercado da oleaginosa.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Longa vida receberá investimentos de mais de R$ 1 bi


Motivado pelo crescimento da renda das famílias brasileiras, as indústrias de leite longa vida devem realizar o maior investimento da história do setor em 2011: mais de R$ 1 bilhão entre ampliações e construção de novas plantas. Essa é a estimativa do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV), Laércio Barbosa. "Não temos os números dos outros anos, mas pela nossa experiência é o maior investimento da história", afirmou.

Segundo ele, as vendas de leite longa vida, que representa 76% do total de leite fluido consumido no país, devem crescer 4% neste ano, para 5,7 bilhões de litros.

Apesar dos resultados positivos, com vendas em alta e investimentos em patamares históricos, o setor não consegue acompanhar o crescimento forte do consumo no país, intensificando as importações de lácteos. "Nossa produção não acompanhou o crescimento da demanda", reconhece Barbosa, para quem o déficit da balança de lácteos também será recorde neste ano, chegando a US$ 600 milhões. Entre janeiro e agosto de 2011, disse ele, o setor já acumulou déficit de US$ 300 milhões.

Ainda que as importações sejam estimuladas pela demanda nacional, Barbosa responsabiliza o câmbio apreciado por parte do déficit da cadeia de lácteos.

Segundo ele, o leite produzido no Brasil custa US$, 0,60 por litro, enquanto em países como Argentina, Uruguai e Nova Zelândia o custo é de US$ 0,40 por litro.

Em meio à demanda firme, os preços do leite devem continuar em alta. Para o economista Alexandre Mendonça de Barros, sócio-diretor da MB Agro, o produto nacional sofrerá pressões altistas por conta do clima seco que prejudica a produção em Goiás, Mato Grosso e no norte do país.

Na opinião do economista, os produtores de leite no país serão "fortemente desafiados pela concorrência com os grãos e a cana-de-açúcar", cuja área plantada deve crescer. "Tem muita gente dizendo que Goiás vai diminuir sua produção de leite".

A matéria é de Luiz Henrique Mendes, para o Valor, adaptada pela Equipe MilkPoint.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Alta no preço do suíno traz otimismo a criadores de MG

Nos últimos 15 dias a alta no estado foi de 20%.
Animados, os criadores fazem planos para o fim do ano.
Do Globo Rural

Os criadores de suínos em Minas Gerais têm dois bons motivos para comemorar. É que nos últimos 15 dias, o preço recebido pelo quilo do animal vivo aumentou mais de 20% e a expectativa é de que esse mercado deve se manter em alta até o fim do ano.

Os criadores estão recebendo R$ 2,80 pelo quilo do suíno vivo. Considerando que o custo final de cada porco de 110 quilos é de R$ 260, o lucro é de R$ 50 reais por animal.

O suinocultor Thiago Miranda, de Patrocínio, região do Alto Paranaíba, coloca no mercado 1,1 mil animais por mês. Ele também está confiante na manutenção dos preços em alta. "De certa forma, a gente está analisando o mercado com otimismo porque agora no fim do ano, tradicionalmente o consumo é mais elevado. Por outro lado, o mercado externo, o embargo da Rússia está sendo revisto e outros países do leste europeu, como a Ucrânia, estão comprando a nossa carne. Temos também novas fronteiras se abrindo com a China, o Japão e a África do Sul", conta.

Ministério da Agricultura suspende entrada de animais do Paraguai

Medida foi adotada depois de confirmado foco de febre aftosa no país.
Os estados do RS, SC, PR e MS estão em alerta.
Do Globo Rural

No Rio Grande do Sul, a preocupação é que a doença chegue pela fronteira com a Argentina, por isso, as ações se concentram nos municípios de Ijuí, Santa Rosa e São Luiz Gonzaga no noroeste do estado. Barreiras serão montadas nas estradas e as propriedades serão vistoriadas.

No Paraná, estado que tem fronteira com o Paraguai, o exército está ajudando a vistoriar veículos que passam por Foz do Iguaçu trazendo cargas de animais e produtos. A Secretaria de Agricultura do estado intensificou as inspeções em propriedades onde se encontram animais vindos de outros estados.

Em Mato Grosso do Sul, estado mais próximo do foco de aftosa identificado no Paraguai, as medidas para evitar a entrada da doença no Brasil já estão sendo adotadas. Uma delas é o reforço da fiscalização em 11 municípios que ficam na fronteira.

Em Florianópolis, houve reuniões durante todo o dia desta terça-feira (20). Santa Catarina é o único estado brasileiro livre de aftosa sem vacinação. O governo local chegou a anunciar emergência sanitária, mas o secretário de Agricultura de Santa Catarina, João Rodrigues, informou que foi decretado estado de alerta sanitário, considerado menos grave. A intenção é evitar preocupação nos mercados internacionais.

O governo catarinense decidiu proibir a entrada de caminhões com produtos vegetais, principalmente grãos. Somente a produção paraguaia destinada à exportação pelo porto de São Francisco será autorizada, desde que transite por um corredor sanitário estabelecido pelo governo.

Em Brasília, o Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, se reuniu com representantes dos quatro estados e disse que vai adotar medidas necessárias para evitar que a aftosa entre no Brasil.


Guerra fiscal e importações do Mercosul prejudicam setor leiteiro do Rio Grande do Sul

O fechamento de duas unidades de lácteos nos últimos dias, com a alegação da necessidade de redução de custos pelas empresas, revela as dificuldades de competição do setor no Rio Grande do Sul. O problema tem origem em diferenças tributárias e é agravado pelo avanço das importações de produtos do setor.

Apesar de o consumo interno estar em alta, o leite longa vida gaúcho, por exemplo, perde mercado devido a incentivos tributários à industrialização em outros Estados, o que faz o produto envasado no Rio Grande do Sul chegar 20% mais caro em São Paulo e 8% no Rio de Janeiro.

Nos últimos anos, a saída encontrada pelas empresas instaladas no Estado foi apostar na produção de leite em pó e queijos, com custos menores de transporte para o centro do país, observa o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini. A alternativa, porém, começa a esbarrar na importação cada vez maior de lácteos, capitaneada justamente por leite em pó e queijos do Mercosul, que têm a entrada facilitada pelos custos de produção menores e câmbio favorável. Conforme o Sindilat, até agosto, o país importou 56 mil toneladas de leite em pó, mais do que todo o volume de 2010.

- Não conseguimos concorrer com o preço do produto que está entrando - diz Palharini, sustentando que, enquanto o quilo do leite em pó do Mercosul chega a R$ 7, o custo de produção no Estado fica em R$ 8,50, em média.

Com as margens de manobras escassas e as exportações travadas pelo dólar baixo, a saída encontrada para reduzir custos, diz Palharini, é fechar unidades menos competitivas e transferir a produção, apesar de o Estado ser a segunda bacia leiteira do país.

Uma das frentes para suavizar a guerra fiscal é negociar equalização tributária com o governo gaúcho. Nesta segunda, dia 19, representantes do Conselho Estadual do Leite, que reúne indústria, produtores e cooperativas, vão à Secretaria Estadual da Fazenda expor a situação.

No caso que envolve o Mercosul, o Brasil negocia a renovação do acordo de autolimitação das exportações da Argentina. O teto era de 3,3 mil toneladas/mês, mas, como venceu em abril, os volumes aumentaram. Ao mesmo tempo em que os argentinos pedem a elevação do limite, pregam que o Brasil feche acordo semelhante com o Uruguai. Um novo encontro ocorrerá dia 28, em Buenos Aires. Para o presidente da Comissão de Leite da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Jorge Rodrigues, os três países deveriam construir em bloco uma política de exportações para fora do Mercosul.

O presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), José Ernesto Ferreira, reclama que o "descontrole" no ingresso de leite do Mercosul tem segurado os preços pagos ao produtor e atrapalhado o planejamento de investimentos de toda a cadeia. O analista Rafael Ribeiro de Lima Filho, da Scot Consultoria, avalia, no entanto, que, apesar do forte ingresso de importados, o preço ao produtor não recuou e o país registra elevação no consumo. Em 2000, o consumo per capita de lácteos era de 120 litros/ano. Em 2010 chegou a 161 - destaca.

A matéria é do Zero Hora (RS), adaptada pela Equipe MilkPoint

Argentinos recusam proposta para o trigo

Os produtores de trigo da Argentina rejeitaram uma proposta da Agricultores Federados Argentinos (AFA) que, supostamente, pretende acabar com as distorções na comercialização dos cereais no mercado local.

A AFA, cooperativa apoiada pelo governo, sugere que, uma vez realizada a projeção da produção anual pelo Ministério de Agricultura, os produtores recebam dois certificados emitidos pela Administração Federal de Renda Pública (Afip), equivalente à Receita Federal. Um deles compromete o produtor a vender 40% de sua safra ao mercado doméstico. O outro garante a exportação do trigo disponível.

Para o secretário da Confederações Rurais Argentinas (CRA), Javier Jayo Ordoqui, a medida "não resolve o problema porque a interferência do governo no mercado continua". Para ele, a proposta "é uma artimanha para disfarçar a transferência de valor do produto para os compradores, moinhos e exportadores". Segundo ele, quando o mercado sabe que a demanda está garantida por valor máximo controlado pelo governo, deprime os preços.

Fonte: DCI