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quinta-feira, setembro 09, 2010

Trigo Brasil: Conab faz leve revisão positiva nas estimativas para a safra e preços continuam em ascensão


A estimativa de safra atualizada divulgada hoje pela Conab trouxe algumas pequenas alterações para a cultura do trigo, aumentando os números de área plantada e produtividade e, consequentemente, elevando também as projeções de produção desta safra 2010/11. De acordo com os dados de setembro, a área plantada deverá fixar-se em 2,15 milhões de hectares, ficando um pouco acima da estimativa feita no começo do mês passado, que apontava para uma área total de 2,14 milhões de hectares. A redução em relação ao ano passado, porém, continua bastante expressiva, na casa dos 11,2%. No entanto, a Companhia elevou em 0,4% a expectativa de produtividade, que passou para 2.502 kg/ha neste último relatório contra 2.492 kg/ha em agosto o que mantém a projeção muito otimista de que a produtividade da safra 2010/11 supere a anterior em 20,9%. Com isso, mesmo com o recuo expressivo da área plantada na maioria das regiões produtoras, a colheita deste ano deve resultar em um aumento de 7,3% em relação ao ano passado, com a produção chegando a 5,39 milhões de toneladas de acordo com a estimativa deste mês. Em números absolutos, este pequeno acréscimo representa 45,3 mil toneladas contabilizadas a mais em comparação com o que se esperava há um mês, resultado dos bons resultados apresentados no Paraná e Centro-Oeste até o momento. No entanto, com uma parcela significativa da produção concentrada no Rio Grande do Sul, ainda é muito cedo para consolidar este volume de produção, uma vez que setembro é o período decisivo para fixação do potencial produtivo das plantas. A previsão para os próximos meses preocupa, uma vez que a ocorrência de estiagens prolongadas deve se intensificar daqui até o final do ano, o que mostra-se potencialmente prejudicial nas próximas três semanas. Portanto, estimativas mais precisas só serão possíveis no final deste mês, quando a colheita no Paraná já estará bem avançada e a fase crítica de início de floração já terá sido superada no Rio Grande do Sul, onde se concentra 86,5% da produção nacional do cereal. Enquanto isso, os preços continuam em ritmo de alta no Paraná e demonstraram uma certa desaceleração no Rio Grande do Sul, que sofreu uma levíssima queda no preço médio do estado esta semana em função de uma menor procura por produto. O trigo paranaense, após o feriado prolongado apresentou uma alta de 0,52% e registrou hoje uma média de R$ 24,90/sc, isso considerando todas as regiões produtoras pesquisadas pelo Deral/PR. Este já é o maior valor praticado desde novembro do ano passado, quando a saca registrou um preço médio de comercialização de R$ 24,92.

Fonte: AF News

Soja espera números do USDA e fecha o dia em baixa em Chicago

A soja encerrou a sessão diurna em queda na sessão diurna desta quinta-feira na Bolsa de Chicago. Os preços recuaram levemente na CBOT a espera dos números do relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado nesta sexta-feira (10). Segundo expectativas do mercado, o boletim deve trazer uma redução nos estoques finais tanto de soja quanto de milho.   O mercado, segundo o analista de mercado Ricardo Lorenzet, da XP Agro, já está bem precificado frente a este relatório, apresentando bons patamares de preços, com ganhos significativos. Entretanto hoje trabalha um pouco mais pressionado apresentando uma realização de lucros dessa movimentação.

“O USDA tem como característica ser bastante conservador. Embora a produtividade possa ser menor do que o esperado, o departamento não deve fazer isso em um relatório só e aos poucos deve ir reduzindo essa estimativa [de produtividade]. O mercado visualizando esse mercado excessivamente comprado trabalha em realização. A combinação desses fatores é que desencadeou esse movimento”, afirma Lorenzet.

A notícia de uma incerteza do governo chinês em aceitar ou não operações de negócios futuros em seu território também provocou um impacto negativo nos preços.

Ainda segundo o analista, apesar do recuo visto hoje, o cenário macro para a soja se mantém favorável, assim como para as demais commodities agrícolas. A demanda mundial se mostra bastante firme e aquecida e fatores como o La Niña podendo atingir a safra sul americana e as expectativas de redução na produtividade nos Estados Unidos ainda dão suporte às cotações da oleaginosa.

No fechamento do pregão, o setembro encerrou valendo US$ 10,37 com queda de 3,50 e o novembro a US$ 10,46 caindo 2,75 cents.
Fonte: Redação NA

Mercado do boi gordo segue firme


Mercado firme.

Os frigoríficos seguem com dificuldade na compra dos animais, em função da oferta pequena.

Em São Paulo existem ofertas de compra do gado em R$90,00/@, à vista, livre do imposto, mas a maior parte dos negócios foi fechada por R$91,00/@, nas mesmas condições. Pelo valor mais baixo o mercado está travado.

No Mato Grosso do Sul foram observadas ordens de compra em até R$87,00/@, à vista, livre do imposto, tanto por frigoríficos locais quanto por paulistas. No entanto, a referência de preço em Campo Grande e Três Lagoas ainda é R$86,00/@, nas mesmas condições, com mercado lento.

O boi subiu também no Triângulo Mineiro e Goiânia-GO, chegando a R$86,00/@, à vista, livre do funrural.

Nas praças citadas anteriormente a maior parte das escalas está sendo preenchida com animais terminados em confinamento. No entanto, o volume pequeno destes animais tem deixado o mercado em alta. No mercado atacadista de carne bovina os preços subiram novamente e o traseiro atingiu R$7,25/kg dadas as vendas boas e estoques baixos.

Fonte: Scot Consultoria

Estoques de petróleo caem para 360 milhões de barris nos EUA


O Departamento de Energia dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira que os estoques de petróleo caíram para 359,9 milhões de barris. Segundo o relatório de estoques, houve uma queda de 1,9 milhão de barris na semana que terminou em 3 de setembro.  As informações são formuladas em comparação com a semana terminada em 27 de agosto, quando os estoques estavam em 361,7 milhões de barris.

As reservas de gasolina ficaram praticamente estáveis em 225,2 milhões de barris, ante os 225,4 milhões de barris do período anterior (recuo de 0,1%). O crescimento na semana foi de 9,5 milhões de barris por dia.   O estoque dos produtos destilados (diesel e combustível para calefação) também permaneceu estável, caindo dos 227,6 milhões de barris na semana terminada em 27 de agosto para 227,4 milhões de barris em 3 de setembro.
O índice que mede a capacidade das refinarias apresentou uma leve alta, para 88,2%, ante o indicador 87% da semana anterior.  O nível dos estoques de petróleo dos EUA é um importante indicador porque o país é o maior consumidor importador mundial. Assim, a demanda norte-americana influencia no preço e oferta global. A elevação dos estoques diminui a pressão nos valores internacionais, enquanto a queda indica um maior consumo, valoriza o produto e faz o preço subir.

O Departamento de Energia divulga os estoques de petróleo sempre às quarta-feiras. No entanto, devido ao feriado do Dia do Trabalho (Labor Day), o relatório foi divulgado excepcionalmente nesta quinta-feira.
 
Fonte: Folha Online

Milho encerra em alta na CBOT aguardando dados do USDA

Milho encerra em alta na CBOT aguardando dados do USDA

Os futuros do milho trabalharam em alta na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira impulsionados pelas fortes altas do trigo (os primeiros vencimentos do cereal sobem mais de 20 pontos). Esses avanços nos preços são resultado da demanda mundial aquecida, que é uma das peças que montam o cenário macro favorável para as commodities agrícolas.

Assim como a soja, o mercado do milho também aguarda pelos dados que serão divulgados amanhã pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ) em seu relatório mensal de oferta e demanda. A expectativa é de que a produtividade seja menor do que o esperado nos Estados Unidos. Entretanto, há ainda analistas que acreditam que caso essa redução não seja confirmada no boletim desta sexta-feira, os preços do milho poderão sofrer expressivos ajustes.

Na CBOT, o vencimento setembro encerrou o pregão diurno em US$ 4,56 ganhando 8,75 cents e o dezembro a US$ 4,70 com alta de 8,25 cents.

Fonte: Redação NA

segunda-feira, setembro 06, 2010

Tendência de comercialização das commoditys agrícolas para a safra 2010/2011


Após as ultimas altas no mercado das commoditys surge uma nova tendência de comercialização. No passado, era a comercialização a termo onde os agricultores realizam a venda da produção antecipada e não se preocupavam mais com os preços para os volumes já comercializados. Pois o preço subindo ou caindo, eles não tinham mais produto físico para comercializar. Após veio a trava de preços através do hedge, onde os agricultores realizam negócios através de um corretor na bolsa de mercadorias com base nas cotações da BM&F ou da bolsa de Chicago. E agora, o que fazer? É a hora da venda através do seguro de preço. Esta operação visa oferecer aos agricultores e comerciantes a opção de comercializar a produção através do seguro de preço. E como funciona? O agricultor faz o seguro como se fosse o seguro de um carro. Paga um valor para garantir o preço em alta que está em determinado dia e fica torcendo para perder o valor do seguro. Claro! Como o agricultor garantiu o preço do dia ele fica torcendo para o preço subir e não precisar usar o seguro. Um exemplo hipotético é o caso de um agricultor que se dirige a uma instituição bancaria, querendo fazer proteção de preço de determinado produto a R$ 38,00 a saca até maio de 2011, quando irá realizar a colheita. Caso na data do vencimento o preço de mercado da commodity estiver em R$ 32,00 a saca, caberá ao banco pagar a diferença de R$ 6,00 a saca ao agricultor. Para isso, no entanto, o agricultor necessita pagar o preço pelo serviço. O valor do serviço vai variar de acordo com o preço que o produtor estabelecer para seu produto cujos custos variam bastante. Para alguns analistas, o que existe é uma tendência de redução do seguro agrícola voltado apenas aos fatores climáticos como granizo, estiagem ou até mesmo excesso de chuvas e sim esta nova modalidade garantidora de preço voltado à volatilidade do mercado, os chamado contratos de opção. Como especialista em agronegócio, oriento que neste momento os agricultores façam este investimento no seguro e garantam os atuais preços da soja principalmente e se mantenham buscando aumentar sua lucratividade na agricultura também na comercialização e não apenas no ganho de produtividade. Para as empresas do setor a possibilidade é de oferecer este serviço aos agricultores em troca da garantia do recebimento da produção física da safra que hora inicia o plantio á preço de mercado físico da época da colheita.

Valdecir Jose Pinto,
Especialista em Agronegócio com Ênfase em Mercados- UFPR,
Bacharel em Administração e cursando MBA em Gestão.