Todo investidor que se preze tem medo do risco que uma operação possa trazer. Por isso, é importante que o investidor saiba que há formas de se proteger e diminuir a possibilidade de ser pego de surpresa por algum revés da economia. Uma das operações mais usadas e mais eficientes para proteção de investimento é o hedge.
Numa tradução literal do inglês, “hedge” quer dizer “cerca”. Na prática, é uma forma de proteger uma aplicação contra as oscilações do mercado.
“O hedge significa menos risco para a posição do investidor, seja ela qual for” apesar de ser usado em operações cambiais, o hedge é também muito comum na proteção de preço de commodities. “Principalmente as agrícolas, que têm fortes oscilações de preços”,.
Os operadores e analistas do mercado, em geral as pessoas mais acostumadas com esse tipo de operação, costumam usar a expressão “hedgiar” ou “fazer um hedge”. Isso significa que estão montando estratégias de proteção para diminuir o risco. As operações de hedge devem constar no regulamento dos fundos de investimentos. Portanto, se o investidor observar qualquer menção a esse tipo de operação, deve saber que o gestor do fundo está fazendo operações muito arriscadas e que está tomando providências para reduzir os riscos dessas operações.
Em geral, as operações de hedge são realizadas na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).
MAS E PARA O AGRICULTOR. O HEDGE FUNCIONA?
Com certeza.
Imagine que o produtor esteja plantando a soja. Nesta época o produtor não sabe qual será o preço na época da colheita.
O que pode ser feito neste caso?
Bom, se o medo do produtor é que o preço irá subir, ele entra comprando um contrato de soja. Se realmente o preço subir, na época da colheita ele sai da posição comprada e realiza a venda de um contrato. Neste caso ele ganhou pois o preço real aferido da soja é a soma do preço físico mais a diferença apurada na operação de HEDGE.
Mas se o medo do produtor é que a soja caia na hora da colheita. O que Fazer?
O produtor entra no mercado futuro vendendo e se ele estiver certo e a soja realmente cair ele tem um resultado positivo. Neste caso o produtor efetua a compra de um contrato com preço inferior (afinal ele estava certo, o preço caiu) e afere a diferença. Este ganho somado ao preço praticado no mercado físico representa o real preço da soja comercializada.
1º Ex.
Vendeu o contrato a US$ 36,00
Comprou US$ 32,00 Afinal o preço caiu
Mercado físico R$ 32,00
Preço que o produtor apurou da soja é a diferença entre o contrato de venda e de compra. Ou seja R$4,00 + o preço do mercado físico R$32,00
Valor apurado R$36,00
2º Ex.
O produtor realiza a troca da soja por insumos para a lavoura.
O que pode ser feito neste caso?
Se ele acha que o preço vai subir, ele entra no mercado comprando e na colheita sai da posição comprada e entra na posição vendida. Se ele estava certo que o preço iria subir, ele tem um ganho que somado ao preço que ele efetuou a troca terá o preço final da sua soja.
Ex.
Realizou a troca por insumos e fixou a soja a R$32,00
Diferença entre a compra e a venda R$ 4,00
Preço da soja apurado no dia da colheita é:
SOMA =32,00 +4,00= 36,00
Esta é uma operação de mercado futuro utilizando o HEDGE. Existem varias operações que podem ser realizadas utilizando Hedge, mas depende de cada situação que o produtor se em contra no momento.
Por: Valdecir Jose Pinto
Bons negócios e uma ótima semana!!
BOAS VINDAS
SEJAM BEM VINDOS AO BLOG DE
VALDECIR JOSE PINTO
OBRIGADO PELA VISITA.
VALDECIR JOSE PINTO
OBRIGADO PELA VISITA.
sábado, junho 05, 2010
sexta-feira, junho 04, 2010
Nova crise na zona do Euro!
Um dia após fechar todos os vencimentos em forte alta motivada pela noticias sobre o clima nos Estados Unidos, com previsão de fortes chuvas aliada a sustentação em compras técnicas e previsão de seca nos próximos meses nos EUA motivou o mercado.
Hoje (sexta feira) o mercado financeiro viveu mais um dia de forte indecisão.
Após a crise da Grécia, hoje a noticia que abalou o mercado financeiro foi a crise desencadeada na HUNGRIA.
Nem a noticia de que a China teria recusado dez navios causou tanto impacto no mercado quanto a movimentação financeira.
Na opinião do analista de mercado Ricardo Lorenzet da XP Investimentos a valorização do dólar tem provocado um forte recuo das commodities, as exportações semanais dos Estados Unidos ficaram abaixo das expectativas e esses fatores acabam instalando uma incerteza no mercado. “Por enquanto, as commodities devem apresentar uma alta volatilidade".
Para completar o cenário, a crise na Europa também contribui para essa incerteza, uma vez que o impacto pode ser maior do que o esperado, não só na economia europeia como nas demais economias ao redor do mundo.
Hoje (sexta feira) o mercado financeiro viveu mais um dia de forte indecisão.
Após a crise da Grécia, hoje a noticia que abalou o mercado financeiro foi a crise desencadeada na HUNGRIA.
Nem a noticia de que a China teria recusado dez navios causou tanto impacto no mercado quanto a movimentação financeira.
Na opinião do analista de mercado Ricardo Lorenzet da XP Investimentos a valorização do dólar tem provocado um forte recuo das commodities, as exportações semanais dos Estados Unidos ficaram abaixo das expectativas e esses fatores acabam instalando uma incerteza no mercado. “Por enquanto, as commodities devem apresentar uma alta volatilidade".
Para completar o cenário, a crise na Europa também contribui para essa incerteza, uma vez que o impacto pode ser maior do que o esperado, não só na economia europeia como nas demais economias ao redor do mundo.
Postado por
Valdecir José Pinto
às
6/04/2010 10:25:00 PM
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Postado por
Valdecir José Pinto
às
6/04/2010 09:57:00 PM
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Plano Safra da Agricultura Empresarial deve chegar a R$ 102,5 bilhões, diz Wagner Rossi
Ministro participa da Bahia Farm ShowMariane De Luca | Luís Eduardo Magalhães (BA)
Atualizada às 20h09min
O Plano Safra da Agricultura Empresarial, que vai ser anunciado na próxima segunda, dia 7, deve chegar a R$ 102,5 bilhões. A informação foi dada nesta quinta, 3, pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, durante visita à Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães. Ele também detalhou outras medidas que vão fazer parte do plano e anunciou mudanças nas regras do leilões de PEP e Pepro para o milho.
Wagner Rossi chegou ao complexo da Bahia Farm Show no final da manhã desta quinta. O ministro não chegou a dizer o valor a ser disponibilizado, apenas garantiu que vai ser cinco vezes maior que o Plano Safra 2002/2003, quando foram disponibilizados R$ 20,5 bilhões para financiar a agricultura.
Rossi também falou do programa que vai se chamar ABC: Agricultura de Baixo Carbono. Segundo ele, os produtores vão receber recursos adicionais como estímulo para adotarem boas práticas agronômicas.
— Vai ser o maior de todos os tempos e vai ser inovador, porque vai incluir um estímulo muito forte ao produtor para que, ao mesmo tempo em que aumente sua produção, exerça práticas agronômicas que preservem o meio ambiente — disse Rossi.
Outra medida que vai fazer parte do Plano Safra é o apoio à armazenagem de grãos. A ideia é financiar a construção de silos dentro das propriedades. Para isso, devem ser disponibilizados R$ 2 bilhões, com prazo de 12 anos para pagar, sendo três de carência. O limite deve ser de R$ 1,3 milhão para cada propriedade. Se houver um consórcio de propriedades, o valor pode chegar a R$ 4 milhões.
— Hoje ele é obrigado a vender no pico da safra, logo que colhe e isto faz com que, nesta época os preços estão reprimidos e a renda do produtor caia. Se ele puder ter o seu próprio armazém e vender no momento em que os preços estão mais pautados na entressafra, isso é um ganho real para o produtor — defendeu o ministro.
Os produtores da região aproveitaram a presença de Rossi para entregar uma carta pedindo mudanças nos programas de incentivo à comercialização de milho, como os leilões de Pep e Pepro. Segundo eles, o prêmio que deveria chegar ao bolso do agricultor não está chegando.
— O comprador do produto impõe condições, barganha de preço, já que tem milho sobrando, que tem uma oferta maior, ele acaba negociando esse prêmio e esse prêmio na verdade não está complementando o preço do produtor — disse o secretário executivo da Câmara Setorial de Grãos da Bahia, Sérgio Pitt.
O ministro da Agricultura explicou que não há como modificar as regras do leilão que vai ocorrer na semana que vem, mas garantiu que para os próximos vai haver mudanças.
— Nós vamos introduzir uma cláusula no aviso do leilão de que a comprovação obrigatoriamente na conta do produtor, com o preço cheio que garanta ao produtor o preço mínimo de garantia, que é isso que o governo precisa fazer — concluiu Wagner Rossi.
Fonte
CANAL RURAL
Atualizada às 20h09min
O Plano Safra da Agricultura Empresarial, que vai ser anunciado na próxima segunda, dia 7, deve chegar a R$ 102,5 bilhões. A informação foi dada nesta quinta, 3, pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, durante visita à Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães. Ele também detalhou outras medidas que vão fazer parte do plano e anunciou mudanças nas regras do leilões de PEP e Pepro para o milho.
Wagner Rossi chegou ao complexo da Bahia Farm Show no final da manhã desta quinta. O ministro não chegou a dizer o valor a ser disponibilizado, apenas garantiu que vai ser cinco vezes maior que o Plano Safra 2002/2003, quando foram disponibilizados R$ 20,5 bilhões para financiar a agricultura.
Rossi também falou do programa que vai se chamar ABC: Agricultura de Baixo Carbono. Segundo ele, os produtores vão receber recursos adicionais como estímulo para adotarem boas práticas agronômicas.
— Vai ser o maior de todos os tempos e vai ser inovador, porque vai incluir um estímulo muito forte ao produtor para que, ao mesmo tempo em que aumente sua produção, exerça práticas agronômicas que preservem o meio ambiente — disse Rossi.
Outra medida que vai fazer parte do Plano Safra é o apoio à armazenagem de grãos. A ideia é financiar a construção de silos dentro das propriedades. Para isso, devem ser disponibilizados R$ 2 bilhões, com prazo de 12 anos para pagar, sendo três de carência. O limite deve ser de R$ 1,3 milhão para cada propriedade. Se houver um consórcio de propriedades, o valor pode chegar a R$ 4 milhões.
— Hoje ele é obrigado a vender no pico da safra, logo que colhe e isto faz com que, nesta época os preços estão reprimidos e a renda do produtor caia. Se ele puder ter o seu próprio armazém e vender no momento em que os preços estão mais pautados na entressafra, isso é um ganho real para o produtor — defendeu o ministro.
Os produtores da região aproveitaram a presença de Rossi para entregar uma carta pedindo mudanças nos programas de incentivo à comercialização de milho, como os leilões de Pep e Pepro. Segundo eles, o prêmio que deveria chegar ao bolso do agricultor não está chegando.
— O comprador do produto impõe condições, barganha de preço, já que tem milho sobrando, que tem uma oferta maior, ele acaba negociando esse prêmio e esse prêmio na verdade não está complementando o preço do produtor — disse o secretário executivo da Câmara Setorial de Grãos da Bahia, Sérgio Pitt.
O ministro da Agricultura explicou que não há como modificar as regras do leilão que vai ocorrer na semana que vem, mas garantiu que para os próximos vai haver mudanças.
— Nós vamos introduzir uma cláusula no aviso do leilão de que a comprovação obrigatoriamente na conta do produtor, com o preço cheio que garanta ao produtor o preço mínimo de garantia, que é isso que o governo precisa fazer — concluiu Wagner Rossi.
Fonte
CANAL RURAL
Postado por
Valdecir José Pinto
às
6/04/2010 07:04:00 AM
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
quinta-feira, junho 03, 2010
Colheita do milho safrinha dará equilíbrio de preço
Os preços do milho tendem a continuar sustentados no mercado interno. Desde o anúncio do primeiro leilão de PEP, as ofertas ficaram mais restritas, obrigando os compradores a melhorarem suas propostas. Entre 20 e 27 de maio, o Indicador Esalq/BM&FBovespa registrou alta de 2,3%. No acumulado do mês (até o dia 27), a alta é de 6,7%. Na média das regiões pesquisadas pelo Cepea os preços subiram 1,1% no mercado de balcão (ao produtor) em sete dias e 1,6% no mercado de lotes (negociação entre empresas). O segundo leilão de PEP deve ocorrer na próxima semana. Como a promessa é a de realizar 12 leilões semanais, a tendência, a partir de agora, é que nessas operações se concentre grande parte da comercialização da safra. No mercado de lotes, apesar da alta de preços, a diferença entre o que pede o vendedor e oferece o comprador ainda é grande.
Em Goiás um corretor informou que, apesar do indicativo de R$ 14/saca para o Estado, produtores pedem entre R$ 15/saca e R$ 16/saca. "O preço está bem mais alto e os negócios não acontecem. Há duas semanas, a cotação não passava de R$ 12,50/saca", disse a fonte.
Em Mato Grosso o analista da Cimpex Corretora, Wanderley Nascimento, diz que os preços de milho em Sorriso variavam de R$ 9/saca a R$ 12/saca na última semana. Ele acredita que somente após o terceiro leilão e o início da colheita da safrinha no Estado o mercado encontrará um equilíbrio.
Fonte: A Gazeta
Em Goiás um corretor informou que, apesar do indicativo de R$ 14/saca para o Estado, produtores pedem entre R$ 15/saca e R$ 16/saca. "O preço está bem mais alto e os negócios não acontecem. Há duas semanas, a cotação não passava de R$ 12,50/saca", disse a fonte.
Em Mato Grosso o analista da Cimpex Corretora, Wanderley Nascimento, diz que os preços de milho em Sorriso variavam de R$ 9/saca a R$ 12/saca na última semana. Ele acredita que somente após o terceiro leilão e o início da colheita da safrinha no Estado o mercado encontrará um equilíbrio.
Fonte: A Gazeta
Postado por
Valdecir José Pinto
às
6/03/2010 10:41:00 PM
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
quarta-feira, junho 02, 2010
Novas previsões mantêm cenário confortável para oferta de soja em 2010/11
Ainda que diferentes projeções sinalizem o aumento da demanda e a redução da produção mundial de soja no ciclo 2010/11, que está em fase de plantio e desenvolvimento no Hemisfério Norte, a colheita recorde de 2009/10 segue a engordar os estoques e a garantir um confortável volume de oferta, o que fortalece as estimativas de queda das cotações internacionais do grão nos próximos meses.
Novas previsões da publicação alemã "Oil World" divulgadas ontem e relatadas pela agência Reuters apontam para uma colheita global de 253,8 milhões de toneladas de soja na temporada em curso, 2% menos que em 2009/10. Para o fim do ciclo, em agosto do ano que vem, a publicação prevê estoques totais de 75,8 milhões de toneladas, alta de 8% na mesma comparação.
Mesmo que produtores e tradings saibam que entre projeções e confirmações existam fatores imponderáveis no momento como os reflexos do clima sobre as safras dos Hemisférios Norte e Sul - no Brasil o plantio da oleaginosa só terá início em setembro -, o horizonte desenhado pela "Oil World" é mais pessimista para os preços do que o traçado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
Uma das referências globais mais importantes para os fundamentos de oferta e demanda de produtos agropecuários, o USDA previu, em maio, uma queda maior da produção mundial em 2010/11, para 250,1 milhões de toneladas, e estoques totais finais mais magros que os estimados pela "Oil World" na temporada, ainda que também muito superiores aos de 2009/10.
A mesma diferença de visão entre a publicação alemã e o ministério americano aparece nas projeções para as produções nos EUA, no Brasil e na Argentina em 2010/11. Para os três maiores celeiros de soja do planeta, nessa ordem, ambos preveem colheitas menores que em 2009/10, mas a primeira trabalha com volumes maiores do que o segundo.
"A previsão negativa de oferta está sendo moldada nos Estados Unidos, onde produtores e exportadores terão de enfrentar um forte aumento da competitividade da América do Sul", analisou a "Oil World", segundo a Reuters.
"As informações disponíveis hoje indicam que teremos um mercado mais 'frouxo' em 2011 do que em 2010", afirma Flavio Roberto de França Junior, analista da Safras& Mercado. "Frouxo", neste caso, significa preços menores. Mas França ressalta que o atual nível de incertezas é bastante elevado.
Ele nota que o clima está beneficiando as lavouras americanas, o que pode frustrar as projeções mais pessimistas para a produção do país, mas lembra que a América do Sul terá de encarar o fenômeno "La Niña", que costuma provocar chuvas abaixo do normal dametade do Mato Grosso do Sul para baixo, afetando ainda Argentina e Paraguai.
Assim, diz, mesmo que as áreas plantadas em Brasil e Argentina cresçam - França crê ao menos em manutenção, até pela vocação dos países -, as produções poderão cair.
Ele se fia nas projeções de crescimento da economia mundial em 2010 e prevê aumento da demanda global, e reforça o alerta quanto aos gordos estoques, inevitáveis se não houver fortes quebras climáticas.
"O mundo pode até crescer menos que o esperado por causa da crise europeia, mas vai crescer e a demanda seguirá aquecida, puxada pelos emergentes. Mas não a ponto de absorver a nova safra e os estoques da anterior". Em maio, houve recorde na exportação brasileira.
http://www.centrograos.com.br/site/noticias2007.php?id=1475&mod=1&origem=1&estado=MT
Novas previsões da publicação alemã "Oil World" divulgadas ontem e relatadas pela agência Reuters apontam para uma colheita global de 253,8 milhões de toneladas de soja na temporada em curso, 2% menos que em 2009/10. Para o fim do ciclo, em agosto do ano que vem, a publicação prevê estoques totais de 75,8 milhões de toneladas, alta de 8% na mesma comparação.
Mesmo que produtores e tradings saibam que entre projeções e confirmações existam fatores imponderáveis no momento como os reflexos do clima sobre as safras dos Hemisférios Norte e Sul - no Brasil o plantio da oleaginosa só terá início em setembro -, o horizonte desenhado pela "Oil World" é mais pessimista para os preços do que o traçado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
Uma das referências globais mais importantes para os fundamentos de oferta e demanda de produtos agropecuários, o USDA previu, em maio, uma queda maior da produção mundial em 2010/11, para 250,1 milhões de toneladas, e estoques totais finais mais magros que os estimados pela "Oil World" na temporada, ainda que também muito superiores aos de 2009/10.
A mesma diferença de visão entre a publicação alemã e o ministério americano aparece nas projeções para as produções nos EUA, no Brasil e na Argentina em 2010/11. Para os três maiores celeiros de soja do planeta, nessa ordem, ambos preveem colheitas menores que em 2009/10, mas a primeira trabalha com volumes maiores do que o segundo.
"A previsão negativa de oferta está sendo moldada nos Estados Unidos, onde produtores e exportadores terão de enfrentar um forte aumento da competitividade da América do Sul", analisou a "Oil World", segundo a Reuters.
"As informações disponíveis hoje indicam que teremos um mercado mais 'frouxo' em 2011 do que em 2010", afirma Flavio Roberto de França Junior, analista da Safras& Mercado. "Frouxo", neste caso, significa preços menores. Mas França ressalta que o atual nível de incertezas é bastante elevado.
Ele nota que o clima está beneficiando as lavouras americanas, o que pode frustrar as projeções mais pessimistas para a produção do país, mas lembra que a América do Sul terá de encarar o fenômeno "La Niña", que costuma provocar chuvas abaixo do normal dametade do Mato Grosso do Sul para baixo, afetando ainda Argentina e Paraguai.
Assim, diz, mesmo que as áreas plantadas em Brasil e Argentina cresçam - França crê ao menos em manutenção, até pela vocação dos países -, as produções poderão cair.
Ele se fia nas projeções de crescimento da economia mundial em 2010 e prevê aumento da demanda global, e reforça o alerta quanto aos gordos estoques, inevitáveis se não houver fortes quebras climáticas.
"O mundo pode até crescer menos que o esperado por causa da crise europeia, mas vai crescer e a demanda seguirá aquecida, puxada pelos emergentes. Mas não a ponto de absorver a nova safra e os estoques da anterior". Em maio, houve recorde na exportação brasileira.
http://www.centrograos.com.br/site/noticias2007.php?id=1475&mod=1&origem=1&estado=MT
Postado por
Valdecir José Pinto
às
6/02/2010 10:04:00 PM
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Produtores de trigo do PR estão preocupados com preços do grão
Apesar de as lavouras estarem evoluindo bem, a possível exportação do grão anunciada pela Argentina pode influenciar para baixo os preçosKatia Baggio | Cambé (PR)
Atualizada às 21h21min
Os produtores de trigo do Paraná estão preocupados. Apesar de as lavouras estarem evoluindo bem, eles acreditam que o anúncio da Argentina de liberar três milhões de toneladas do grão para exportação, que podem chegar aos seis milhões de toneladas, pode derrubar os preços do produto cultivado no Brasil.
O Paraná plantou 1,1 milhão de hectares com trigo, 16% menos do que a safra passada. Porém, a expectativa é de que a produtividade fique 30% acima da registrada em 2009. Em julho de 2009, o Estado sofreu com o excesso de chuvas, que provocou doenças nos trigais paranaenses e grandes perdas. Agora, o Estado deve voltar aos índices históricos de produção. A estimativa da Secretaria de Agricultura é de uma colheita perto de três milhões de toneladas, com material de classificação adequada para a indústria.
O agricultor Antonio Perucci, de Cambé, norte do Estado, fechou o custo da lavoura este ano em 37,5 sacas por hectare. O preço de venda teria que ser pelo menos o mínimo, de R$ 31,80 por saca. Entretanto, com a disposição da Argentina em colocar trigo no mercado, ele não acredita que qualidade e volume de produção possam garantir renda.
— Tem o preço mínimo, mas a política não garante esse preço mínimo. Tinha que ter o preço mínimo garantido pelo governo porque pelo menos por esse preço mínimo você conseguiria vender e aí sim teria um lucro — defende o produtor rural.
O Brasil deve discutir na próxima semana a proposta da Argentina, do Uruguai e do Paraguai de aumentar a tarifa externa comum (TEC) de 10% para 35% para importações de fornecedores fora do Mercosul. Para o presidente do Sindicato Rural de Londrina (SRL), Narciso Pissinatti, a medida não diminui um possível efeito negativo da importação de trigo, mesmo da vizinha Argentina.
— No ano passado, nós já tomamos prejuízo por causa da safra que foi de muita chuva. A qualidade caiu bastante, mas temos trigo bom, ainda para ser vendido nas cooperativas. E não sabemos se os moinhos estão com estoque suficiente para esperar um trigo de importação e deixar o nosso, mais uma vez. Agora, cabe ao governo essa garantia de ter um preço que remunere realmente o nosso produtor, tanto esse trigo que esta aí, que hoje R$ 24 não paga os seus custos, como também a próxima safra que a gente vai ter agora — diz Pissinatti.
Fonte:
CANAL RURAL
Atualizada às 21h21min
Os produtores de trigo do Paraná estão preocupados. Apesar de as lavouras estarem evoluindo bem, eles acreditam que o anúncio da Argentina de liberar três milhões de toneladas do grão para exportação, que podem chegar aos seis milhões de toneladas, pode derrubar os preços do produto cultivado no Brasil.
O Paraná plantou 1,1 milhão de hectares com trigo, 16% menos do que a safra passada. Porém, a expectativa é de que a produtividade fique 30% acima da registrada em 2009. Em julho de 2009, o Estado sofreu com o excesso de chuvas, que provocou doenças nos trigais paranaenses e grandes perdas. Agora, o Estado deve voltar aos índices históricos de produção. A estimativa da Secretaria de Agricultura é de uma colheita perto de três milhões de toneladas, com material de classificação adequada para a indústria.
O agricultor Antonio Perucci, de Cambé, norte do Estado, fechou o custo da lavoura este ano em 37,5 sacas por hectare. O preço de venda teria que ser pelo menos o mínimo, de R$ 31,80 por saca. Entretanto, com a disposição da Argentina em colocar trigo no mercado, ele não acredita que qualidade e volume de produção possam garantir renda.
— Tem o preço mínimo, mas a política não garante esse preço mínimo. Tinha que ter o preço mínimo garantido pelo governo porque pelo menos por esse preço mínimo você conseguiria vender e aí sim teria um lucro — defende o produtor rural.
O Brasil deve discutir na próxima semana a proposta da Argentina, do Uruguai e do Paraguai de aumentar a tarifa externa comum (TEC) de 10% para 35% para importações de fornecedores fora do Mercosul. Para o presidente do Sindicato Rural de Londrina (SRL), Narciso Pissinatti, a medida não diminui um possível efeito negativo da importação de trigo, mesmo da vizinha Argentina.
— No ano passado, nós já tomamos prejuízo por causa da safra que foi de muita chuva. A qualidade caiu bastante, mas temos trigo bom, ainda para ser vendido nas cooperativas. E não sabemos se os moinhos estão com estoque suficiente para esperar um trigo de importação e deixar o nosso, mais uma vez. Agora, cabe ao governo essa garantia de ter um preço que remunere realmente o nosso produtor, tanto esse trigo que esta aí, que hoje R$ 24 não paga os seus custos, como também a próxima safra que a gente vai ter agora — diz Pissinatti.
Fonte:
CANAL RURAL
Postado por
Valdecir José Pinto
às
6/02/2010 09:57:00 PM
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
terça-feira, junho 01, 2010
Confiança na economia da Europa cai, segundo Comissão Europeia
SÃO PAULO - O indicador de sentimento econômico dos países da zona euro recuou em maio, segundo informou hoje a Comissão Europeia. O índice saiu de 100,6 pontos em abril, para 98,4 pontos em maio.
"Enquanto a confiança da indústria melhorou, todos os outros sentimentos setoriais pioraram na zona do euro", informou a instituição em nota.
O indicador de confiança do consumidor também apresentou declínio no período, pois "os consumidores estão preocupados com as perspectivas econômicas em geral", segundo o relatório.
A desvalorização do euro, além das políticas de austeridade dos governos diante da crise, tem provocado cautela nos agentes da região sobre a recuperação econômica na Europa. O clima de negócios nesses países, por outro lado, apresentou pequena melhora, passando de 0,28 pontos para 0,34 pontos.
(Vanessa Dezem | Valor)
Fonte:
http://www.valoronline.com.br
"Enquanto a confiança da indústria melhorou, todos os outros sentimentos setoriais pioraram na zona do euro", informou a instituição em nota.
O indicador de confiança do consumidor também apresentou declínio no período, pois "os consumidores estão preocupados com as perspectivas econômicas em geral", segundo o relatório.
A desvalorização do euro, além das políticas de austeridade dos governos diante da crise, tem provocado cautela nos agentes da região sobre a recuperação econômica na Europa. O clima de negócios nesses países, por outro lado, apresentou pequena melhora, passando de 0,28 pontos para 0,34 pontos.
(Vanessa Dezem | Valor)
Fonte:
http://www.valoronline.com.br
Postado por
Valdecir José Pinto
às
6/01/2010 01:30:00 AM
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Dólar foi o melhor investimento do mês, com alta de 4,78%
SÃO PAULO - Maio ficou para trás e pode ser lembrado, pelo menos por ora, como mês da crise da Europa. Um problema antes concentrado na pequena economia grega se espalhou e atingiu toda a região, fazendo os mercados globais passarem por episódios de volatilidade, que trouxeram à memória os pregões do auge da crise financeira de 2008.
Dentro de tal ambiente, acertou o investidor que correu para os ativos que ganham rótulo de "proteção" em momentos de incerteza.
Mesmo perdendo fôlego no final do mês, o dólar comercial apresentou alta 4,78% no mês de maio, melhor resultado dentro do ranking de investimentos acompanhados pelo Valor Online.
A segunda melhor opção e clássico porto seguro foi o ouro. O metal precioso teve acréscimo de 4,35% na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).
Fechando a lista de ganhadores estão as aplicações em renda fixa. O CDI apresentou variação positiva de 0,75%, e o CDB também subiu 0,75%. Já a clássica caderneta de poupança teve avanço de 0,55% no mês.
No outro extremo da lista está a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que captou com maior intensidade o movimento de aversão a risco e fuga de recursos. Uma retomada nos últimos pregões ajudou a reduzir as perdas no mês, que chegaram a passar de 10%. Mas, ainda assim, o Ibovespa terminou maio devendo 6,64%.
Tal variação negativa fez desse o pior mês para a Bovespa desde outubro de 2008, quando o índice afundou 24,8%, no auge da crise financeira.
Como a crise atual pegou em cheio a crença na moeda comum europeia, não é de se estranhar que o euro tenha perdido valor. A divisa fechou o mês com baixa de 2,93%.
Olhando agora o desempenho desses mesmos ativos no ano, temos o ouro como melhor pedida, acumulando alta de 16,13%. Com variação mais modesta, mas ainda assim positiva, o dólar comercial têm valorização de 4,48% agora em 2010.
Liderando as perdas no ano está o euro, que já está 10,8% mais barato. A Bovespa vem logo atrás, com desvalorização de 8,08% em cinco meses.
Já na renda fixa, o CDI ganha 3,47%, e o CDB sobe 3,57%. A caderneta de poupança tem retorno de 2,66%.
Fonte:
http://www.valoronline.com.br
Dentro de tal ambiente, acertou o investidor que correu para os ativos que ganham rótulo de "proteção" em momentos de incerteza.
Mesmo perdendo fôlego no final do mês, o dólar comercial apresentou alta 4,78% no mês de maio, melhor resultado dentro do ranking de investimentos acompanhados pelo Valor Online.
A segunda melhor opção e clássico porto seguro foi o ouro. O metal precioso teve acréscimo de 4,35% na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).
Fechando a lista de ganhadores estão as aplicações em renda fixa. O CDI apresentou variação positiva de 0,75%, e o CDB também subiu 0,75%. Já a clássica caderneta de poupança teve avanço de 0,55% no mês.
No outro extremo da lista está a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que captou com maior intensidade o movimento de aversão a risco e fuga de recursos. Uma retomada nos últimos pregões ajudou a reduzir as perdas no mês, que chegaram a passar de 10%. Mas, ainda assim, o Ibovespa terminou maio devendo 6,64%.
Tal variação negativa fez desse o pior mês para a Bovespa desde outubro de 2008, quando o índice afundou 24,8%, no auge da crise financeira.
Como a crise atual pegou em cheio a crença na moeda comum europeia, não é de se estranhar que o euro tenha perdido valor. A divisa fechou o mês com baixa de 2,93%.
Olhando agora o desempenho desses mesmos ativos no ano, temos o ouro como melhor pedida, acumulando alta de 16,13%. Com variação mais modesta, mas ainda assim positiva, o dólar comercial têm valorização de 4,48% agora em 2010.
Liderando as perdas no ano está o euro, que já está 10,8% mais barato. A Bovespa vem logo atrás, com desvalorização de 8,08% em cinco meses.
Já na renda fixa, o CDI ganha 3,47%, e o CDB sobe 3,57%. A caderneta de poupança tem retorno de 2,66%.
Fonte:
http://www.valoronline.com.br
Postado por
Valdecir José Pinto
às
6/01/2010 01:14:00 AM
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Mercado climático deve provocar fortes emoções nos preços da soja
O mês de maio não foi fácil para os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago. Depois do rali que durou do final de março aos últimos dias de abril, a oleaginosa enveredou por um canal de baixa que continua em ação, apesar do alívio proporcionado pelas recentes valorizações.
Ao longo de maio, a soja foi pressionada por fatores fundamentais, como o aumento de área e o bom início de plantio nos EUA, e a influência negativa dos mercados externos, por meio da crise das dívidas em países da União Europeia. Evitando maiores perdas, a soja encontrou certo suporte na demanda firme pelo grão nos EUA, que continuaram vendendo grandes volumes para a China.
O problema é que, agora, o mercado já começa a falar na redução das importações chinesas a partir de julho. Se, de fato, a China passar a comprar menos, o desenvolvimento das lavouras de soja nos EUA vai ganhar ainda mais importância, num cenário que deverá proporcionar fortes emoções durante o mercado climático que vem por aí.
Nesta sexta-afeira, com mercado morno, mas com tensão na crise européia, o dólar voltou a subir e a soja ciu em Chicago. O primeiro vencimento, julho, perdeu 14 cents.
Fonte: Agrural
Ao longo de maio, a soja foi pressionada por fatores fundamentais, como o aumento de área e o bom início de plantio nos EUA, e a influência negativa dos mercados externos, por meio da crise das dívidas em países da União Europeia. Evitando maiores perdas, a soja encontrou certo suporte na demanda firme pelo grão nos EUA, que continuaram vendendo grandes volumes para a China.
O problema é que, agora, o mercado já começa a falar na redução das importações chinesas a partir de julho. Se, de fato, a China passar a comprar menos, o desenvolvimento das lavouras de soja nos EUA vai ganhar ainda mais importância, num cenário que deverá proporcionar fortes emoções durante o mercado climático que vem por aí.
Nesta sexta-afeira, com mercado morno, mas com tensão na crise européia, o dólar voltou a subir e a soja ciu em Chicago. O primeiro vencimento, julho, perdeu 14 cents.
Fonte: Agrural
Postado por
Valdecir José Pinto
às
6/01/2010 01:10:00 AM
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Assinar:
Postagens (Atom)