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quarta-feira, novembro 17, 2010

Soja trabalha com alta volatilidade em Chicago


Os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago operam com alta volatilidade na sessão diurna desta quarta-feira.

O mercado da soja está prestes a abandonar sua condição comprada, entretanto, já está precificado diante do temor com o ajuste econômico na China. Sendo assim, com os compradores voltando à ativa, os preços podem novamente encontrar sustentação. Paralelamente, o cenário é de oferta restrita e demanda forte e aquecida. Com isso, as liquidações podem ser tidas como oportunidades de compra.

No caso do milho, o estímulo vem dos consumidores finais que estão comprando grandes volumes do cereal. De acordo com alguns traders, o mercado se recuperou durante o pregão eletrônico e as exportações voltam a acontecer por conta dos preços mais baixos. Porém, um possível recuo da demanda chinesa pode segurar levemente o avanço.

Segundo o analista de mercado Ricardo Lorenzet, da XP Agro, o movimento dos futuros da soja de hoje está atrelado a esta correção de vendas. Além disso, os preços ainda recebem a influência positiva dos mercados vizinhos - o milho e o trigo.

No entanto, diz ainda que o suporte macro vem do cenário fundamental que combina estoques ajustados nos Estados Unidos, a incerteza sobre a oferta sul-americana e mais a demanda aquecida.
Fonte: Notícias Agrícolas

terça-feira, novembro 16, 2010

Soja e milho encerrram próximos ao limite de baixa na CBOT

Os futuros da soja e do milho encerraram a terça-feira registrando significativas quedas - pressionados principalmente pelo fator China - e fecham a sessão próximas ao limite de baixa na Bolsa de Chicago. A movimentação dos fundos, ainda muito comprados, resultaram em um cenário bastante negativo para as commodities agrícolas

"Os fundos estão liquidando, e nada mais do que isso", diz o analista de mercado Ricardo Lorenzet, da XP Agro.

Os preços estão respondendo às preocupações com as medidas de ajuste econômico que a China pode assumir para conter sua inflação, novas perdas no mercado acionário chinês e também a preocupação com a zona do euro, que traz suporte ao dólar e aversão ao risco geral. Paralelamente, um movimento de liquidação de fundos também pressiona os preços.

"Com a baixa da última sexta-feira, o cenário gráfico de vários mercados ficou muito fraco e isto favorece as perdas. Os fundos no atual patamar não estão mais interessados em comprar soja", diz o analista de mercado da XP Agro, Ricardo Lorenzet.

Ainda de acordo com o analista, o momento exige bastante cautela, com a necessidade de bastante atenção para as movimentações no curto prazo. Entretanto, o viés macro de ata não é alterado e continua existindo.

Paralelamente, a alta do dólar também pressiona as cotações já que torna a oleaginosa norte-americana menos atrativa para os importadores e investidores. Hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda privada de mais 119 mil toneladas de soja.
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Fundos liquidam e as cotações da soja trabalham próximas ao um novo limite de baixa

Fundos liquidam e as cotações da soja trabalham próximas ao um novo limite de baixa

Soja: fundos colocam contratos à venda com a decisão da China em combater a inflação com aperto nos juros. Cotações se aproximam de novo limite de baixa em Chicago. Mercado deve entrar em período de baixa, até o aparecimento de fato novo.


Em mais um dia as cotações da soja beiram o limite da sua baixa na Bolsa de Chicago, com fundos liquidando suas posições após a China decidir tomar medida para combater a inflação com aperto nos juros da economia do país. Tendência deve seguir de baixa, até que o mercado absorva alguma notícia nova que impacte nos preços.
Segundo Fernando Muraro, analista da AgRural, a oferta e demanda por soja no mundo é fundamento suficiente para sustentar preços mais altas no mercado internacional, por outro lado, apenas a financeirização dos mercados dita o rumo que eles tomarão. Hoje a China é responsável pela inflação mais alta do globo e sua medida é enérgica para retomar sua economia, mas não deve limitar ou cessar suas compras de alimentos do mundo.
Muraro explica atualmente, os fundos detêm recorde em posições compradas nas Bolsas internacionais. Em junho, havia 96 milhões de toneladas em contratos em aberto, após as consecutivas altas, alcançou 157,4 milhões de tonelada. Ou seja, a expectativa continua para realização dos lucros por parte dos fundos para que em 2011 a China confirme que seu demanda por grãos se faz muito necessária.
“Daqui para o final de novembro, a gente tem uma tendência mais de liquidez, realização mesmo. O mercado precisa agora de mais notícias, que aconteça algum problema na América do Sul para a gente ver os preços reagindo novamente”, diz.  
Fonte: Notícias Agrícolas // João Batista Olivi e Juliana Ibanhes

A ameaça da inflação: Em 8 anos foi a maior variação num mês de outubro.

Mas os preços agrícolas não são o único fator de pressão. Há uma pressão de demanda, alimentada não só pelos salários e pelo crédito, mas também pelo aumento do gasto público. A demanda aquecida já facilita a propagação dos aumentos e esse quadro poderá piorar nos próximos meses.

A presidente eleita, Dilma Rousseff, está arriscada a tomar posse, em 1.º de janeiro, num ambiente de inflação em alta, um dos piores cenários para um novo governo. Os preços agrícolas têm subido tanto no País quanto no exterior e as condições propícias à especulação com produtos básicos têm fortalecido essa tendência.

No Brasil, a contenção do custo de vida facilitou o aumento do salário real nos últimos anos e contribuiu para o bem-estar de milhões de famílias. O governo com certeza não quer perder esse precioso ativo político e já mostra preocupação com o novo cenário. No mês passado, o IPCA, o principal índice de preços ao consumidor, subiu 0,75%. Em oito anos foi a maior variação num mês de outubro.

A mais importante causa da aceleração do IPCA foi a alta de preços dos alimentos - 1,89% -, também um recorde para o mês desde 2002. A primeira reação oficial às novas pressões foi a decisão de vender na próxima semana 317,6 mil toneladas de milho, um dos principais insumos da produção de carnes. Também estão previstos leilões de feijão dos estoques federais.

As últimas vendas de milho haviam ocorrido em abril. Vendas de feijão têm sido frequentes, em 2010, mas insuficientes para conter a disparada de preços. O feijão carioca encareceu 109,78% neste ano, até outubro, segundo os dados do IPCA. No mesmo período as carnes ficaram 14,56% mais caras.

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, admitiu na quinta-feira haver uma pressão inflacionária no setor de alimentos e prometeu \\\"medidas adequadas\\\" para manter a inflação na meta. Exibiu tranquilidade, no entanto. Segundo ele, as projeções da instituição já indicam o cumprimento da meta em 2011, com a taxa de 4,5%, no centro do alvo.

O Copom, responsável pela política de juros, ainda terá uma reunião neste ano. Pelas indicações disponíveis, deverá mais um vez manter os juros básicos. Então, poderá deixar um problema grave para ser resolvido no começo do próximo governo.

Os preços dos alimentos têm sido pressionados pelas condições efetivas da oferta e pela especulação financeira. A produção brasileira de milho na safra 2010/2011, estimada entre 51,84 milhões e 52,71 milhões de toneladas, deverá ser menor que a deste ano, com uma diferença entre 6,5% e 7%. A oferta de trigo será maior. Também se prevê uma safra maior de feijão - com aumento de até 7% -, mas há muita insegurança quanto às condições do tempo, por causa do La Niña.

As condições de mercado nos Estados Unidos confirmam uma oferta mais apertada de produtos básicos, num mercado já pressionado, há meses, pela quebra de produção de trigo na Rússia. Soma-se a essas condições a enorme expansão monetária, principalmente nos Estados Unidos, com juros próximos de zero. Um dos efeitos mais comuns desses fatores é o deslocamento de aplicações para os mercados de matérias-primas, incluídos os produtos agrícolas.

A especulação internacional nos mercados de alimentos é uma das consequências da intensa emissão de dinheiro nos EUA e em outras economias avançadas. Outra consequência é o barateamento de várias moedas, com destaque para o dólar. Esse efeito tem atenuado as pressões inflacionárias no Brasil. Mas a especulação com os preços agrícolas tende neste momento a neutralizar o efeito anti-inflacionário do dólar barato.

Mas os preços agrícolas não são o único fator de pressão. O encarecimento de vários outros itens computados no IPCA superou 5% entre janeiro e outubro deste ano. Serviço doméstico (9,55%), passagem de ônibus urbano (7,18%), dentista (7,14%), colégios (6,64%), móveis (6,44%), calçados (6,23%) e eletrodomésticos (6,07%) são alguns dos vários exemplos. Há uma pressão de demanda, alimentada não só pelos salários e pelo crédito, mas também pelo aumento do gasto público. A demanda aquecida já facilita a propagação dos aumentos e esse quadro poderá piorar nos próximos meses. Não se trata, portanto, só de uma inflação da comida, e as autoridades não deveriam menosprezar esse fato.

Fonte: O Estado de S. Paulo

segunda-feira, novembro 15, 2010

Chicago: Soja e milho trabalham no limite de baixa

Sexta Feira- 12 de novembro

Os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago trabalham com forte queda na sessão diurna desta sexta-feira. Às 15h52, os preços da soja e do milho operavam em limite de baixa. A soja tem 8,7 mil contratos vendendo no limite de baixa e o óleo, que trabalha nas mesmas condições, tem 9,5 mil contratos.



O ajuste econômico promovido pela China com o aumento da taxa de juros para conter a inflação está pressionando os preços em todo o mercado de commodities nesta sexta-feira. A soja, dentre as commodities agrícolas negociadas na CBOT, é a que registra as perdas mais expressivas. O vencimento maio perdeu o patamar dos US$13/bushel ainda no pregão noturno.



De acordo com alguns analistas, essa movimentação pode ser rápida e passageira por conta da demanda chinesa - que continua firme e aquecida - e por conta de uma redução na produção de grãos nos Estados Unidos, além da briga por área, que deve atuar como fator de sustentação para os preços.

Os analistas apostavam também na China como expressivo comprador de milho devido à quebra da safra chinesa. Para a soja, a procura continua crescente. A agência AgResource acredita que essa queda nos preços pode ser uma oportunidade de compra na próxima semana.



Fonte: Notícias Agrícolas