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quarta-feira, setembro 22, 2010

Exportação de milho no Brasil em setembro caminha para recorde

Exportação de milho no Brasil em setembro caminha para recorde

Pela movimentação dos navios nos portos, as exportações de milho do Brasil neste mês poderão atingir um recorde mensal ou ficar bem próximas de batê-lo, disseram fontes do mercado nesta terça-feira.

Os maiores embarques mensais do cereal até hoje do país foram registrados em outubro de 2007, quando as exportações em um mês somaram 1,8 milhão de toneladas, segundo dados do Ministério da Agricultura.

"Pelas nomeações (de navios) tem mais (do que 1,8 milhão) para embarcar (em setembro). Já vi número até de 2 milhões, mas acho que não embarca tudo, porque até o dia 15, 16 de setembro, tinha 800 mil e poucas carregadas", afirmou o responsável por exportações de uma importante multinacional do setor.

"Assim, se simplesmente dobrasse o volume (considerando os embarques na segunda quinzena de setembro), chegaria em 1,6 milhão... É bem possível que chegue perto do recorde, ficando entre 1,4 a 1,6 milhão de toneladas", acrescentou o trader, que prefere ficar no anonimato.

Dessa forma, as exportações de setembro superariam o volume de agosto, quando o Brasil exportou 1,19 milhão de toneladas.

"Está grande o embarque no mês, acho que pode bater (o recorde)... Eu acho que dá 1,9, pelo que vi de tudo que tem que embarcar. E as condições nos portos estiveram boas, choveu um pouquinho agora, mas não atrapalhou muito não", disse um corretor do Paraná, que também prefere ficar anônimo.

Uma terceira fonte de uma exportadora no porto de Paranaguá (PR) confirmou: "Parece que é como se estivesse no pico da soja, mas é milho que está operando".

No segundo semestre, após encerrado o período de pico de exportação de soja, o Brasil tradicionalmente exporta mais milho. Mas nesta segunda metade do ano as exportações devem registrar volumes mais expressivos, como ocorreu em agosto, por conta de um programa do governo brasileiro conhecido como PEP (Prêmio de Escoamento do Produto), que subsidia para os compradores o frete do interior do país até os portos.

O governo leiloou contratos de PEP equivalentes a quase 11 milhões de toneladas para apoiar a comercialização da safra 2009/10. E espera-se que pelo menos 9 milhões do volume total seja destinado à exportação.

Os compradores dos contratos (tradings ou indústrias) recebem a subvenção se comprovarem o escoamento do produto e também o pagamento de um preço pré-determinado aos produtores, que cobre os custos de produção --após os leilões, as cotações internas que estavam fragilizadas, ficaram mais firmes.
As multinacionais foram as principais participantes dos leilões.

Entre os destinos do milho do Brasil figuram Espanha, Portugal, Holanda, além de países do Oriente Médio e Ásia, especialmente Coreia do Sul e Malásia, segundo a fonte.

Sem novos negócios

No acumulado ao ano até agosto, os embarques do Brasil somam aproximadamente 3,5 milhões de toneladas, contra 3,9 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado.

O volume exportado até o momento deverá pelo menos dobrar até o final do ano. Com os leilões de PEP, estima-se que o Brasil exporte entre 8 e 10 milhões de toneladas em 2010, contra 7,7 milhões de toneladas em 2009.

E é provável que as vendas externas apoiadas pelo PEP prossigam fortes até o início do próximo ano. Mas isso não tem relação com a recente alta nos preços de Chicago, segundo o corretor. E isso com os leilões do governo.

"Nem com preço acima de 5 (dólares por bushel em Chicago) viabiliza exportação (sem PEP). O produtor está sentado em cima. O que tinha que ser vendido na exportação já foi vendido por meio de leilões", disse ele.

Com a alta nos preços do mercado interno, em meio à expectativa de redução drástica na safra de verão e com um mercado mais firme em Chicago, o corretor afirmou que o milho no interior está liquidando acima do valor FOB no porto de Paranaguá.

Por informes de produtividades mais baixas que o esperado nos Estados Unidos, os preços têm registrado um rali nos últimos dias em Chicago, para perto do maior valor em dois anos. Isso pode beneficiar o país, que consome a maior parte da produção internamente, mas que nos últimos anos está aparecendo entre os três maiores exportadores do cereal do mundo.
 
Fonte: Reuters

Oil World: Preços da soja podem perder sustentação com números das safras e dos estoques

Oil World: Preços da soja podem perder sustentação com números das safras e dos estoques

Segundo a consultoria alemã Oil World, a oferta global de soja na safra 2010/11 deve continuar abundante."A oferta mundial de soja será ampla na primeira metade da nova temporada, de setembro de 2010 a fevereiro de 2011. Uma vez que a colheita avançe e o produtor aumente as vendas, os futuros da soja terão dificuldades em sustentar a recente alta", foi o que informou a consultoria em seu relatório semanal.

Os números da Oil World apontam, uma safra global de soja de 258,92 milhões de toneladas, volume menor do que o recorde do ano anterior - 260,64 milhões de toneladas. Esse montante, de acordo com a consultoria, se mantém acima do consumo da temporada, que está estimado em 256,40 milhões de toneladas.No ciclo 2009/10, a procura mundial somou 237,8 milhões de toneladas. No relatório, há ainda uma possibilidade de superação da projeção do USDA para a safra norte-americana de 94,80 milhões de toneladas.

A Oil World estima estoques globais da oleaginosa alcançando as 68,28 milhões de toneladas. No início da temporada 2009/10 foram de 45,50 milhões de toneladas.

América do Sul - Mesmo com o La Niña e a seca trazida por ele, a consultoria manteve sua estimativ a para a safra 2010/11. Para a Argentina, 51 milhões de toneladas, em 2009/10 foram 55 milhões. Já para o Brasil, previsão de 66,5 milhões de toneladas ante 68,4 milhões na temporada 09/10. Entretanto, a Oil World lança um alerta: "A contínua seca em áreas de soja na região central e norte do Brasil pode levar a intenções de plantio menores e desfavorecer projeções de safra."
Fonte: Redação NA

Mercado do boi gordo segue firme

O mercado segue firme, mesmo com a ligeira melhora na oferta de animais confinados.
As escalas em São Paulo atendem entre 3 e 4 dias, com algumas programações em patamares mais confortáveis, quando os animais foram negociados a termo ou são de confinamentos próprios.
Mesmo com as escalas um pouco melhores, em relação às das últimas semanas, não houve recuo nos preços e a referência para o boi gordo está em R$92,00/@, a prazo, livre de imposto. As fêmeas são negociadas por R$86,00/@, nas mesmas condições.

Os preços do boi gordo estão estáveis na maioria das praças. A exceção é o Sudoeste do Mato Grosso, onde a pouca oferta causou reajuste de R$1,00/@. Esta categoria é negociada por R$84,00/@, a prazo, livre de imposto.

Com oferta escassa de bois gordos na maior parte das regiões, os frigoríficos aumentam a demanda por vacas gordas para abate, o que as valorizou em cinco praças. Houve reajuste para as fêmeas em Goiânia – GO, Sul de Minas, norte e sudoeste do Mato Grosso, e Rio de Janeiro. No mercado atacadista com osso houve recuo no preço da ponta de agulha para charque.  Mercado do boi gordo segue firme.


Hyberville Paulo D’Athayde Neto
Fonte: Scot Consultoria

Milho e trigo recuam na CBOT devolvendo ganhos registrados no começo da sessão

Os contratos do milho negociados em Chicago perderam fôlego e já operam em queda na CBOT. As cotações devolvem os ganhos registrados mais cedo, com os compradores se afastando do mercado por conta da elevação dos preços.

De acordo com analistas, ainda não há uma direção definida. Entretanto, a fraqueza da moeda norte-americana ainda pode contribuir para um suporte nos preços do cereal.

Influenciadas pelo recuo do milho, as cotações do trigo também trabalham em queda na Bolsa de Chicago. De acordo com os traders, o mercado, que há alguns meses lidera as commodities agrícolas, pode influenciar os demais mercados.
Com informações da Dow Jones.
Fonte: Redação NA

terça-feira, setembro 21, 2010

Analistas mantêm previsões para soja do Brasil apesar de La Niña

Um início tardio do plantio da nova safra de soja do Brasil em relação à temporada passada, com o tempo seco que predomina nas principais regiões produtoras, ainda não é fator suficientemente forte para que especialistas mudem as suas previsões de produção da oleaginosa.

Com a atuação do fenômeno La Niña neste ano, as chuvas provavelmente ocorrerão somente em outubro no Centro-Oeste, principal região produtora de soja do país, impedindo que alguns agricultores já iniciem o plantio da nova safra em meados de setembro, como ocorreu em 2009/10.

O La Niña pode trazer também um clima mais seco do que o normal para o Sul do Brasil durante o verão, o que pode afetar a produtividade. Mas boa parte das consultorias já previa um rendimento agrícola menor em 10/11, em relação aos níveis recordes de 09/10, quando o El Niño trouxe chuvas abundantes para as safras de grãos.

"Não vemos alteração de área plantada por conta de atraso das chuvas, isso não", afirmou o diretor da Agroconsult, André Pessoa. "Era esperado um ano de clima mais irregular, sobretudo no Sul do país", acrescentou ele, lembrando que no Centro-Oeste, quando as chuvas se regularizam, elas ocorrem em bons volumes.

Segundo Pessoa, a Agroconsult manteve a sua estimativa de um plantio recorde de 24 milhões de hectares para 10/11. Mas a consultoria não previu produtividade média para a nova safra, já antevendo a irregularidade das chuvas.

Por ora, Pessoa acredita que um plantio tardio traz um período mais extenso de risco climático, que tem sido agora contabilizado pelo mercado de Chicago, referência global para a soja.

"É lógico, vai atrasando, estende o prazo de risco. Permanece o risco climático sobre as cotações por mais tempo. Quando isso se regularizar, parte do risco se dissipa", ponderou.
O Centro-Oeste, que produziu 45 por cento da safra brasileira 09/10 estimada em recorde de 68,7 milhões de toneladas, só deve receber chuvas a partir de outubro, segundo meteorologistas.

MAIOR ÁREA, MENOR PRODUÇÃO - Considerando os efeitos do La Niña, a consultoria AgraFNP, desde a sua primeira previsão, já considerava uma redução na produtividade, que afetaria o tamanho da safra.

A AgraFNP, divisão brasileira do grupo Informa, prevê produção de 66,6 milhões de toneladas para 10/11, 2 milhões a menos do que em 09/10, apesar do crescimento de área.

Uma safra menor ocorreria principalmente pelos veranicos esperados no Sul (responsável por 37 por cento da safra brasileira) em anos de La Niña. Mas o atraso no plantio do Centro-Oeste pode gerar problemas adicionais, mesmo que as chuvas se regularizem posteriormente.

"O produtor pode ser obrigado a mudar a estratégia pelo atraso. Se ele tinha uma semente de soja precoce, ou ele troca (por uma de ciclo tardio, ou ele planta uma semente não tão adequada às condições, e isso se reflete na produtividade lá na frente", disse a analista da AgraFNP Jacqueline Bierhals.

Outro analista, da Agência Rural, contemporiza a situação dizendo que o atraso das primeiras semeaduras em Mato Grosso, o principal produtor brasileiro, não é tão grave, considerando que a maior parte do plantio no Estado ocorre em outubro.

Dados da Agência Rural mostraram que nesta época, no ano passado, quando o plantio começou cedo historicamente, o Estado havia plantado 3 por cento da área estimada.

"O pessoal está mais preocupado com perspectiva de até quando o tempo seco vai durar", declarou Eduardo Godoi, da Agência Rural em Cuiabá (MT).

O Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), órgão ligado aos produtores, reforçou a sensação de que a situação ainda não é de alarme no Centro-Oeste.

"Apesar das chuvas serem mais tardias neste ciclo, ainda não chega a ser preocupante, uma vez que os maquinários estão cada vez mais eficientes e os produtores, preparados", informou o órgão nesta segunda-feira (20) em boletim semanal.
Fonte: Reuters





Grãos em alta na CBOT refletem preocupação com oferta global


Seguindo a movimentação da semana passada, o mercado continua reduzindo a expectativa de colheita de milho nas lavouras norte-americanas em meio a reportes recorrentes indicando produtividades abaixo do esperado nas principais regiões produtoras do país. Da mesma forma contribuem ao movimento, preocupações com relação ao tempo na China, com modelos sinalizando o risco de geadas para os próximos dias sobre áreas produtoras ao norte do gigante asiático, percepção que adere a previsões extra-oficiais de que a safra chinesa do grão tende a ser significativamente inferior ao projetado pelo governo na semana passada (em torno de 10 mi/tons).

Com o temor de uma oferta mais ajustada, o mercado busca sustentação na tentativa de reprimir a demanda e, principalmente garantir área de plantio na próxima temporada, não apenas nos EUA, mas também nas demais áreas de produção globais, já que, com a possibilidade de que a produtividade final nos EUA fique abaixo dos 160 bu/acre, os estoques finais facilmente perderiam a marca psicológica de 1 bi de bushels.

Em meio a este quadro explosivo para o milho, as culturas concorrentes por área, da mesma forma com um cenário fundamental distante de uma condição de conforto, acompanham a briga por área, antevendo que, a firmeza da demanda global associada ao crescente poder de compra da população de economias emergentes tende a manter os estoques globais essencialmente ajustados. Neste caso, merecem destaque o algodão e a soja.

A oleaginosa, além da briga por área, encontra suporte na preocupação com a safra sul-americana 2010/11, cujo plantio esta atrasado em função da baixa umidade nos solos da região centro-oeste, elevando o risco de incidência de ferrugem ao final do ciclo de desenvolvimento da cultura especialmente no MT. Previsões reportadas na manhã de hoje indicam o retorno da umidade sobre áreas ao sul do MS, GO no final do mês, porém, a maior parte da região produtora do centro-oeste continuará registrando escassez de umidade. Se não bastasse o atraso no plantio da principal região produtora do país, modelos de médio prazo continuam sinalizando a possibilidade de umidade abaixo do normal sobre as regiões produtoras da Argentina, sul do Brasil e Paraguai nos próximos meses, também reflexo do fenômeno La Niña.

Em função disso, embora a percepção inicial de que os estoques globais de soja encontram-se em níveis “confortáveis”, a demanda firme associada as boas margens de processamento nas principais áreas consumidoras globais tende a manter este mercado essencialmente sustentado a frente seja pela necessidade de incentivo ao plantio, seja pelo risco climático na América do Sul.

Na manhã de hoje, o USDA anunciou a venda de 225 mil t de soja para a China, 165 mil t de milho para a Coréia do Sul e 110 mil t de milho para destinos não informados, confirmando a percepção de demanda firme, mesmo nos atuais patamares de preço.

Além do cenário fundamental, outro aspecto que atua de forma determinante as altas recentes nos mercados de grãos, fibras e oleaginosas tem sido o fluxo especulativo. Em meio a baixa rentabilidade em investimentos alternativos (mercados acionários instáveis, títulos soberanos com taxas historicamente baixas) e volatilidade extrema nos mercados cambiais com a percepção evidente de perda da referência para com as principais moedas globais no que tange a reserva de valor, grandes agentes seguem migrando para o investimento em ativos tangíveis, dentre as quais as commodities agrícolas destacam-se dado o cenário fundamental acima.
Fonte: XP Agro - Ricardo Lorenzet

Soja perde fôlego no final mas encerra com alta de dois dígitos em Chicago

Nesta segunda-feira, a soja encerrou a sessão diurna na CBOT em alta expressiva. Depois de começar com um forte avanço, perdeu fôlego no final do pregão, mas mesmo assim ainda encerrou com ganhos de dois dígitos.

A oleaginosa vem encontrando sustentação em fatores como a briga por área dos EUA para a safra 11/12 e a necessidade de incentivo ao plantio na América do Sul. Além disso, o clima no Brasil - tempo seco na região Centro-Oeste - e na China - com risco de geadas nos próximos três dias que podem prejudicar a produção local - também mexe com o mercado.

“O clima na China é extremamente importante, particularmente com respeito ao mercado da soja. Qualquer possível quebra de safra, seja em questões de qualidade ou quantidade, aumenta as previsões de que as importações da nação asiática podem ser ligeiramente maiores do que o mercado está esperando”, disse Mathews.

Diferente da soja, o milho não conseguiu sustentar a leve alta que exibiu no pregão noturno e no começo do diurno. O fechamento para o cereal, portanto, ficou em terreno negativo com os preços realizando lucros mesmo diante de preocupações quanto à produtividade das lavouras norte-americanas e o atraso no plantio da safra de grãos de inverno na Rússia
Fonte: Notícias Agrícolas

domingo, setembro 19, 2010

Queda do dólar: entenda o que está acontecendo com a moeda americana

“O dólar segue numa tendência de baixa desde a última semana de maio de 2009”, afirma José Raymundo de Faria Junior, diretor técnico da Wagner Investimentos. “Esse cenário deve permanecer no médio prazo”, diz.

Segundo João da Silva Ferreira Neto, diretor da corretora Futura, a expectativa é de que o dólar oscile entre R$ 1,70 e R$ 1,75 até o fim do ano. “A tendência é de estabilidade”, afirma.

Uma possível explicação para a queda recente do dólar é o processo de capitalização da Petrobras, que estaria atraindo dinheiro de investidores estrangeiros e, dessa forma, aumentando significativamente a entrada de moeda americana no país.

“O fluxo de dólares referente à operação da Petrobrás é o maior responsável pela queda do dólar, mas não é o único motivo. Diversos bancos, empresas e até mesmo o Tesouro Nacional estão fazendo captações no mercado externo, o que ajuda a derrubar a moeda americana”, afirma Ferreira Neto.

Nem todos, porém, concordam que a capitalização da Petrobras esteja atraindo tanto dinheiro de fora assim. "Os grandes investidores estrangeiros já se retiraram do Brasil nos últimos meses”, diz Carlos Alberto Di Agustini, professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

Fundo cambial

Com o dólar barato, é hora de entrar em fundos cambiais?

Os consultores financeiros aconselham cautela. "Até porque, se o dólar continuar caindo, quem investir neste tipo de fundo vai perder dinheiro", afirma o consultor Silvio Paixão.

Faria Junior, da Wagner Investimentos, diz que investir em dólar é recomendável apenas para quem já tem certeza que terá uma despesa no futuro em dólar, como uma viagem ao exterior.

“A recomendação para o investimento em fundo cambial é muito limitada. Esses fundos rendem a variação do dólar mais uma taxa, hoje em torno de 1% a 2% ao ano. E a tributação segue a tabela regressiva da renda fixa.”, diz Faria Junior.

Isso significa que esse investimento não vale a pena no curto prazo, porque se o invertidor resgatar a aplicação em menos de 180 dias, pagará imposto de 22,5% sobre os ganhos e, se regatar em menos de um ano, a taxa também será alta, de 20%.
Fonte: Uol

Preços agrícolas disparam e renda do produtor pode crescer R$ 5,6 bilhões


Entre algodão, soja, milho, arroz, feijão e trigo, safra 2010/2011 pode chegar a 152 milhões de toneladas, com receita de R$ 83,9 bilhões

A disparada dos preços do algodão, da soja e do milho, que começou no segundo semestre, mudou as perspectivas de plantio e renda dos agricultores. Entre algodão, soja, milho, arroz, feijão e trigo, a safra 2010/2011 pode chegar a 152 milhões de toneladas, com uma receita de R$ 83,9 bilhões, apontam os cálculos da RC Consultores. As projeções consideram as novas intenções de plantio e a elevação dos preços das commodities no mercado internacional.

Epitácio Pessoa/AE

De olho no céu. Com a terra já arada, Paulo Nunes espera a chuva para continuar o plantio: 'Estamos irrigando faz 40 dias e o nível do reservatório preocupa'



''A renda da agricultura de grãos em 2011deve praticamente voltar para o nível de 2009'', observa o Fabio Silveira, diretor da consultoria. De 2009 para 2010, a receita encolheu R$ 5,7 bilhões em razão da crise e agora pode crescer R$ 5,6 bilhões.

A subida dos preços agrícolas, desencadeada por quebras de safra no Hemisfério Norte, beneficia os produtores que se preparam para semear a nova safra. Mas também traz incerteza para a inflação, especialmente se a estiagem atual se prolongar.

O preço do algodão é recorde no mercado internacional e subiu quase 30% em reais desde julho. No metade deste mês, a cotação da arroba chegou a R$ 70,15, ante R$ 53,95 em julho e R$ 38,22 em setembro de 2009. As cotações do milho e da soja também aumentaram. Desde junho, a saca de milho subiu quase 30% em reais e a cotação da soja teve alta de 15% em igual período.

A quebra na safra de algodão do Paquistão, da China e do Brasil e os baixos rendimentos das lavouras dos Estados Unidos, além do consumo aquecido e dos estoques baixos, explicam a elevação dos preços, diz o analista da Agra FNP, Aedson Grelha.

No caso do milho e da soja, a arrancada das cotações começou com a quebra da safra de trigo da Rússia, que suspendeu as exportações do grão. Como os países da Europa destinam boa parte do produto para ração animal, aumentaram a demanda e os preços da soja e do milho, grãos também usados para esse fim.

Área plantada

O movimento de alta dessas commodities fez os agricultores brasileiros reverem as intenções de plantio. Em Mato Grosso, por exemplo, a expectativa era de redução da área plantada. ''Mas, com reação dos preços , os produtores voltaram atrás e vão repetir os 6,2 milhões de hectares da última safra'', conta o presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Glauber Silveira.

Segundo Grelha, a área plantada com soja deve ter expansão de 2%. A tendência é de redução de 7% da área de milho, apesar da alta dos preços. O analista diz que dois fatores explicam o movimento. A soja tem mais liquidez que o milho, isto é, vira dinheiro mais rapidamente. Além disso, com o risco de estiagem prolongada, resiste mais à seca.

No caso do algodão, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha, calcula que a área plantada cresça 25% e atinja 1,040 milhão de hectares. ''Os preços devem continuar firmes no mercado'', calcula. Diante dos baixos estoques mundiais, as companhias exportadoras e as fiações já compraram metade da safra que ainda não foi plantada, conta Cunha.

''O agricultor está animado com a próxima safra. Na anterior, a produção de soja foi boa, mas os preços não'', lembra o superintendente da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, de Maringá, José Cícero Aderaldo.

Segundo ele, com a subida dos preços, a rentabilidade do produtor nesta safra pode ser maior. ''Mas tudo está para ser escrito'', pondera, fazendo referência ao principal obstáculo de hoje à produção: o clima irregular.

A falta de chuvas já tem reflexos nas vendas de adubos e defensivos. ''As entregas estão mais devagar por causa da estiagem'', conta o diretor executivo da Associação Nacional para Difusão de Adubos, David Roquetti Filho.

No primeiro semestre, as vendas de defensivos caíram 20% em valor. Na análise do diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal, Eduardo Daher, além do avanço dos genéricos, essa retração ocorre por causa do clima. ''Com essa secura, os produtores adiaram as compras de defensivos, e esse atraso vai resultar num problema logístico'', diz Daher.
 
Fonte:  Márcia De Chiara - O Estado de S.Paulo

Atraso de pelo menos 3 semanas no início da safra

A informação de que poderá chover só a partir da segunda quinzena de outubro causou pânico nos produtores mato-grossenses, que ainda não iniciaram a semeadura justamente por falta de chuvas. A temporada de plantio foi aberta oficialmente ontem, mas por enquanto ninguém fala em plantar.

Na maioria das regiões produtoras do Estado não chove desde o mês de abril. O solo está quente, o calor é intenso e a umidade está em patamares críticos. Pela primeira vez, em anos, o plantio da nova safra brasileira de soja, sempre iniciada em Mato Grosso, está atrasada.

“Não há como pensarmos em plantar agora. Quem fizer isso corre o risco de perder toda a semente e nem ver a germinação da planta”, alerta o agrônomo Egydio Vuaden, vice-presidente da Fundação de Pesquisa Rio Verde, em Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao norte de Cuiabá).

Segundo ele, tem de chover pelo menos 50 milímetros (mm) para o produtor iniciar o plantio. “Pelas nossas previsões, o plantio realmente vai atrasar este ano em pelo menos três semanas”. Vuaden acredita que o plantio vai decolar a partir de outubro, se as condições estiverem propícias à semeadura.

No ano passado, a região de Lucas do Rio Verde plantou 230 mil hectares, área que deve se repetir este ano. O município é conhecido por utilizar variedades de soja precoce, de ciclo de desenvolvimento menor, e assim plantam e ofertam primeiro os grãos da nova temporada brasileira. Quando cultivados no início da segunda quinzena de setembro, há hectares que começam a ser colhidos antes da virada do ano.

“Com o clima seco e quente, a preocupação do produtor agora não é só com o atraso no plantio, mas com incêndios e queimadas que têm destruído palhadas de milho nas lavouras”.

TAPURAH - Marusan Ferreira Barbosa, presidente do Sindicato Rural de Tapurah (433 quilômetros ao norte de Cuiabá), também está preocupado com o fogo. “Estamos aguardando chuva para iniciar o plantio, mas no momento a nossa grande preocupação é com a ameaça de incêndios em áreas de lavoura já preparadas para receber a semente”, diz.

Segundo ele, a última chuva na região ocorreu no dia 4 de abril. “Estão prevendo que irá chover só no final do mês, mesmo assim em pouco volume. Isso é preocupante, pois o plantio já está atrasado e pode ficar adiado por mais alguns dias”.

Para iniciar o plantio, Barbosa acha que deve chover entre 100 e 150 mm em áreas de argila. “Em outro tipo de solo o volume de chuva pode ser menor, mas o produtor deve ficar atento e só iniciar o plantio quando o solo estiver propício”. Na safra passada, Tapurah plantou 120 mil hectares de soja, devendo manter a área no ciclo 10/11.

SORRISO - Outro município que terá o seu plantio atrasado é Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá), que detém a maior área cultivada de soja no país e é um dos primeiros a iniciar o plantio no Estado. No ciclo 09/10, foram semeados 600 mil hectares e a produção chegou a 2 milhões de toneladas.

O milho é plantado somente na segunda safra e ocupou uma extensão de 240 mil hectares na última temporada. A janela de plantio do cereal vai da primeira quinzena de janeiro até 20 de fevereiro. O município já enfrentou problemas em 2010, porque as chuvas cessaram no início de abril, antes do que era previsto para a região, provocando quebra de 15% na produtividade de milho segunda safra no Estado.

NOVA MUTUM - Segundo o agrônomo Agmar Lima, de Nova Mutum (269 quilômetros ao norte de Cuiabá), “o solo está extremamente seco” na região e ninguém fala em plantar. “Lembro-me que em 2009, nesta mesma época do ano, já tinha muita gente plantando. Agora não podemos nem pensar [em plantar]. É preciso pelo menos duas chuvas boas”.

Nova Mutum deverá plantar este ano 320 mil hectares, sendo 230 mil hectares de soja, 40 mil hectares de algodão e, o restante, milho, arroz e outras culturas. Agmar Lima acredita que na região de Nova Mutum os produtores só vão plantar “no final de setembro para início de outubro”.

Fonte: Diário de Cuiabá



Falta de algodão nos estoques mundiais elevam cotações às máximas dos últimos 15 anos

As cotações do algodão sobem nas máximas dos últimos 15 anos na Bolsa de Chicago por falta de produto no mundo todo. No Brasil, onde os preços estão ainda melhores no mercado interno, produtores olham o preço subindo, mas não tem algodão nas mãos para entregar, pois tudo foi entregue antecipadamente.

O presidente da ABAPA (Associação Baiana dos Produtores de Algodão), João Carlos Jacobsen justifica que o cotonicultor, para custear a sua safra, fez a venda antecipada e hoje cria uma situação terrível ao mercado devido a escassez de oferta vivenciada agora. No entanto, o aconselha a trabalhar com negócios no mercado futuro dos contratos de opção.

Segundo ele, é a melhor forma de o produtor garantir sua rentabilidade e se proteger contra as oscilações do mercado, ao mesmo tempo, usufruir da alta, caso exista no momento da comercialização.

A alta do mercado faz com que os cotonicultores do oeste da Bahia tenham decidido aumentar em 25% a área plantada para a próxima safra. Apesar da estiagem na região, não afetará o plantio que está preparado para começar.
 
Fonte: Redação NA

Preços sobem forte em Chicago de olho no mercado climático da colheita americana

Publicado: 17 de setembro

As cotações das commodities agrícolas que têm se destacado no mercado internacional caminham positivas ao longo do dia na Bolsa de Chicago. Mercado está de olho na colheita norte-americana das safras de milho e soja, na expectativa de que o clima colabore com os números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) para cotações saírem da volatilidade.


Direto do Estado de Illinois, meio-oeste americano, a analista do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada), Anamaria Gaudencio Martins, conta que há duas semanas a colheita da soja foi iniciada na região e os produtores relatam que a produtividade caminha muito boa, talvez acima da de 2009 (considerada recorde). Porém, há previsão de fortes pancadas de chuvas para o final de semana, o que pode atrapalhar o início da colheita.

Por outro lado, rumores sobre uma possível queda na produtividade se darão em pontos isolados do país. Após o susto que o USDA deu no mercado, onde reportou produtividade da soja em 50,1 sacas por hectare, assustou também os produtores que não acreditavam em tal número, mas Anamaria explica que a divergência de informação deve-se ao fato de que a produtividade varia entre os Estados.

Quanto a colheita do milho, está confirmada a forte queda na produtividade do grão, cerca de 11% na média de Illinois. Apesar de a preocupação com as perdas, os agricultores estão mesmo preocupados em colher sua produção antes de decidir o rumo da próxima safra, mas a mudança do plantio nas áreas sensibiliza o mercado internacional.
Fonte: Redação NA