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quarta-feira, janeiro 26, 2011

Chuvas já causam prejuízos à colheita da soja no Mato Grosso

As sucessivas chuvas que caíram sobre o Mato Grosso nos últimos dias já atrapalham a colheita de soja em várias regiões do estado e podem gerar prejuízos aos produtores. A situação é preocupante também em função das precárias condições das estradas vicinais, ligando as lavouras às rodovias.

Conforme estimativa de colheita de soja da safra 2010/11 de soja, Mato Grosso colheu 1,3% da área, uma evolução semanal pequena, de apenas 0,6 pontos percentuais, devido as chuvas que tem atrapalhado a colheita. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a atual safra está atrasada em relação ao ciclo anterior em 5,1 pontos percentuais.

Segundo os produtores, os municípios mais prejudicados com o excesso de chuvas no período de colheita estão localizados no norte. As áreas de influência da BR-163 - abrangendo os municípios de Diamantino, Lucas do Rio Verde, Ipiranga, Sinop, Sorriso, Nova Mutum e Tapurah, além de Sapezal e Campos de Júlio - são as mais afetadas.

Fonte do Sindicato Rural de Sinop informou que atraso na colheita poderá comprometer o planejamento de safra para os agricultores que pretendem plantar o milho safrinha. O plantio d o milho acontece até o final de janeiro, mas quem não colher a tempo não terá como plantar. As tradings já acionaram o botão de alerta. "Ainda não estamos recebendo soja ardida, mas se as chuvas continuarem, a situação pode ficar complicada, principalmente nas lavouras que já foram dessecadas", disse o representante de uma empresa que exporta soja para a Europa.

As chuvas contínuas que afetaram as lavouras na região Norte do estado deixaram os produtores apreensivos. De acordo com o Sindicato Rural de Sorriso, os últimos dias de chuvas intensas já começaram a contabilizar prejuízos para produtores da região. Além das dificuldades de colheita, os produtores estão com a soja atingida pelas doenças fúngicas. A região, que permanecia livre da ferrugem asiática, nesta safra já começou a apresentar focos da doença na maioria das propriedades. .

Na região oeste do estado, a situação não é diferente. De acordo com o presidente do Sindicato rural de Campos de Júlio, Ademir Rostirolla, as estradas estão todas degradadas e em péssimas condições de tráfego. "Enviamos um ofício à Secretaria de Infraestrututura do estado em dezembro, alertando para a situação das estradas vicinais. Mas até agora não tivemos um retorno e a situação está cada vez pior".
Fonte: DCI

Grãos voltam a subir em Chicago. Soja tem alta de dois dígitos

O mercado dos grãos voltou a operar no campo positivo na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira. Segundo analistas, as boas altas do milho e principalmente do trigo influenciam a subida da soja e as cotações já recuperam as perdas de ontem.

Os futuros da oleaginosa voltaram a encontrar foco e sustentação nos estoques finais mais ajustados e na briga por área com o milho nos EUA.

O recuo do dólar e mais uma leve alta do petróleo e dos metais também influenciam e refletem positivamente nas cotações. O que ainda limita as altas são as condições climáticas na Argentina, que estão bastante favoráveis e podem reverter, mesmo que ligeiramente, os danos causados pela seca.

No caso do milho, as altas registradas hoje já são de dois dígitos. Os preços sobrem frente aos escassos estoques - que devem marcar o menor nível em 15 anos.

Além disso, os usuários de milho preocupam-se com a oferta já que a expressiva demanda das usinas de etanol e os pecuaristas acabram com as reservas. Paralelamente, as importações chinesas de milho dos EUA podem alcançar as 7 milhões de toneladas neste ano-safra, como informou presidente do Conselho de Grãos dos Estados Unidos, Thomas Dorr.

Assim como a soja e o milho, o trigo também opera em alta nesta quarta-feira. No entanto, no caso do cereal as altas são de mais de 20 pontos e refletem a forte demanda pelo produto norte-americano.

A Argélia comprou 800 mil toneladas de trigo para moagem no terceiro leilão deste mês. Com essa aquisição, as importações feitas este ano sobem para 1,8 milhão de toneladas. O país está comprando por conta dos temores que indicam a inflação dos alimentos.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mende