BOAS VINDAS

SEJAM BEM VINDOS AO BLOG DE
VALDECIR JOSE PINTO

OBRIGADO PELA VISITA.

quarta-feira, julho 06, 2011

Alertas de Mercado

TRIGO/CEPEA: No Brasil, clima tem sido favorável ao trigo

6 jul 2011 Cepea, 6 – Produtores brasileiros de trigo estão atentos às condições climáticas, especialmente chuvas e geadas que atingiram o Sul do Brasil e regiões do Sudeste e Centro-Oeste (sul de Mato Grosso do Sul). As lavouras não foram prejudicadas em função da atual fase de desenvolvimento, segundo informações do Cepea. De modo geral, o clima está sendo favorável à cultura. No Paraná, colaboradores do Cepea explicam que foram observados apenas alguns casos pontuais de condições não favoráveis às lavouras. Em geral, estas áreas estão no norte e no oeste do estado, onde o plantio está um pouco mais adiantado. No Rio Grande do Sul, segundo dados da Emater, 80% da área estimada já havia sido cultivada até 30 de junho. Quanto ao mercado dos derivados, a comercialização ainda segue lenta, de acordo com pesquisadores do Cepea. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )

Alta dos preços dos insumos agrícolas eleva custos de produção da agropecuária


A aceleração dos preços dos insumos agrícolas, em especial dos fertilizantes, elevou os custos de produção da atividade agropecuária no acumulado do ano até março. A análise divulgada, nesta terça-feira (5/7), pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostra que o aquecimento da demanda por fertilizantes é reflexo da elevação dos preços dos produtos agropecuários. O aumento das cotações, aliado ao aumento do volume produzido, elevou em 1,25% o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária em março, resultado que ampliou para 2,81% a expansão do PIB no primeiro trimestre do ano.

O estudo da CNA, feito em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), aponta que a alta das cotações dos grãos também influenciou o ritmo de alta dos preços das rações, cujos valores aumentaram 14,93% no acumulado dos três primeiros meses de 2011 em relação a igual período de 2010. Até fevereiro, essa variação foi de 13,96%.


Os preços médios do milho, um dos principais componentes da ração animal, subiram 27,1% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2010, alta que determinou a revisão para R$ 21,07 bilhões da estimativa de Valor Bruto da Produção (VBP) desse segmento em 2011. Se confirmada a previsão, o faturamento obtido com a venda do produto crescerá 28,75% este ano, em relação ao resultado de 2010, quando o VBP do milho foi de R$ 16,3 bilhões, segundo estimativas da CNA.

Para toda a agropecuária, a estimativa da CNA é que o VBP some R$ 281,8 bilhões em 2011, superando o resultado de R$ 257,6 bilhões obtido no ano passado, em função do aumento da área plantada e do volume de produção. A alta de 44,9% no preço das commodities agrícolas, nos últimos 12 meses, justifica o aumento da área plantada e da produção na safra 2010/2011.

BALANÇA – As exportações do agronegócio renderam US$ 8,47 bilhões, em maio. O resultado é 17,5% superior ao obtido em igual período do ano passado, com destaque para o complexo soja, que respondeu por 39,8% das exportações do agronegócio no mês. O saldo da balança comercial do setor cresceu 11,5%, em maio, atingindo US$ 6,911 bilhões.
Fonte: CNA

Safra nacional de grãos deve ser 8% maior em 2011, prevê IBGE


A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 161,5 milhões de toneladas em 2011, superior em 8% à safra recorde obtida em 2010 (149,6 milhões de toneladas), indica a sexta estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) em 2011, de junho, divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A área a ser colhida neste ano é estimada em 49,0 milhões de hectares, acréscimo de 5,3%, frente à de 2010.

As três principais culturas (o arroz, o milho e a soja), que somadas representam 90,5% do volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, respondem por 82,4% da área a ser colhida registrando, em relação ao ano anterior, variações de 1,5%, 5,3% e 3,4%, respectivamente, diz o IBGE. Em relação à produção os acréscimos estimados são, nessa ordem, de 18,1%, 3,2% e 9,3%.
Regiões
Entre as regiões, a produção apresenta a seguinte distribuição: região Sul, 68,1 milhões de toneladas; Centro-Oeste, 55,8 milhões de toneladas; Sudeste, 17,1 milhões de toneladas; Nordeste, 16,2 milhões de toneladas e Norte, 4,3 milhões de toneladas.

Em relação a 2010, são constatadas altas em todas as regiões: Norte, 8,0%, Nordeste, 37,1%, Sudeste, 0,3%, Centro-Oeste, 6,3% e Sul, 6,0%.

O Paraná, nessa avaliação de junho para 2011, mantém a liderança na produção nacional de grãos, com participação de 20,5%, seguido pelo Mato Grosso com 19,3% e Rio Grande do Sul com 17,7%.
Fonte: Do G1, em S�o Paulo

Rússia dará resposta sobre embargo a frigoríficos brasileiros em 15 dias

Comitiva que negocia uma saída para o impasse em Moscou esperava uma resposta imediata
O Serviço Federal de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) pediu 15 dias para se manifestar sobre a última negociação para acabar com o embargo às exportações de carne de 85 frigoríficos do Paraná, Rio Grande do Sul e de Mato Grosso.



Desde segunda, dia 4, a missão brasileira comandada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, manteve, em Moscou, reuniões com autoridades russas para tentar reverter a situação de embargo, em vigor desde 15 de junho. A comitiva esperava uma resposta imediata, o que não ocorreu.



“O Brasil respondeu a todos os questionamentos e os russos, de posse das informações, pediram 15 dias para nos dar um retorno”, informou o Ministério da Agricultura.



No final da semana passada, o ministro Wagner Rossi já havia adiantado que, dos 210 frigoríficos nacionais habilitados a exportar para a Rússia antes do início dos embargos, apenas 140 estariam na lista entregue pelos representantes do governo brasileiro ao Rosselkhoznadzor. Os demais terão que se adaptar às exigências.

Na ocasião, Rossi criticou a má qualidade das traduções, para o idioma russo, dos documentos encaminhados pelo Brasil. Segundo o ministro, os erros de tradução foram objeto de uma reclamação pessoal endereçada a ele pelo diretor do Rosselkhoznadzor, Sergey Dankvert. As falhas de tradução podem ter atrasado a avaliação das respostas brasileiras aos questionamentos da autoridade russa.


CANAL RURAL E AGÊNCIA BRASIL

Cooperativa do Paraná ganha prêmio com programa que auxilia produtores a gerenciarem suas finanças

Programa na Ponta do Lápis, criado pela Coamo, de Campo Mourão, ajuda produtores a controlarem gastos da propriedade ruralKatia Baggio
Peabiru (PR)



Saber como o dinheiro é usado na propriedade “na ponta do lápis”. Com essa expressão tão conhecida, que indica precisão no controle das finanças, a cooperativa Coamo, de Campo Mourão, no oeste do Paraná, elaborou para os produtores um projeto de aperfeiçoamento em gerenciamento rural. E está dando certo.

A lavoura é transformada em números que vão direto para o caderno de anotações. O lápis registra cada centavo empregado. O agricultor Aristides Fernandes adotou o kit oferecido pela cooperativa: além do caderno e do lápis, uma calculadora. Anotando o custo de produção em detalhes, ele percebeu como economizar.



– Antes a gente não fazia essas anotações. A gente usava um produto, sempre o mesmo produto, com a mesma eficiência. De repente, você, com essas anotações, compara de um ano para o outro e vê outros produtos com a mesma eficiência. Vê que pode ganhar dinheiro na hora de adquirir esses produtos – disse Aristides Fernandes.



Ganha mais, ou perde menos, quem tem uma visão financeira global da propriedade. E o programa “Na Ponta do Lápis” segue por esse caminho: despesas, investimentos, lucros e prejuízos, mas tudo bem real e registrado em cada detalhe. E é assim, não deixando nada que envolva dinheiro escapar que o produtor sabe o que vai bem e o que precisa de ajustes. Saber administrar hoje pode levar a um futuro mais sólido e tranqüilo.



Os irmãos André e Pedro Henrique Zawadzki assumiram os negócios da família depois da morte do pai. As lavouras, no município de Araruna, são apenas uma parte do patrimônio, que é preciso preservar. Eles adotaram a versão informatizada do programa, mas o processo é o mesmo do caderno impresso. Custos, preços e outros dados são atualizados e avaliados pelos irmãos diariamente. E os resultados do controle financeiro são bem positivos.



– Nós tivemos uma economia de 15% nos custos da produção. Então, vale a pena utilizar o programa. Dá um pouquinho de trabalho, você tem que anotar tudo, fazer os lançamentos, mas compensa. No final se paga – falou André Zawadzki.



O programa também ajuda no controle dos gastos que nem todos lembram de contabilizar. São as chamadas despesas invisíveis, como a conta do telefone, o conserto do carro, o desgaste do maquinário. O produtor rural Pedro Henrique diz que a família levou um susto quando percebeu o quanto itens como estes podem pesar no orçamento.



– A gente pode ver quais eram realmente as despesas invisíveis da propriedade e pessoais como o que era gasto com moradia, alimentação, água, luz, telefone. O celular mesmo, que a gente usava e só ia ver a conta no final do mês. Em reunião com meu irmão, a gente resolveu computar também todas as despesas da propriedade com manutenção de máquinas, depreciação, depreciação da própria terra, para ter um resultado econômico mais detalhado – observou Pedro Henrique Zawadzki.



O programa “Na Ponta do Lápis” da cooperativa Coamo foi adotado por mais de dois mil associados. A iniciativa ganhou o Prêmio de Gestão Profissional, da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB). O principal mérito é colaborar para a mudança de visão dos produtores na forma de administrar as finanças.



– Nesse ano, quando tivemos boa produção e bons preços, nós estamos vendo que houve uma evolução muito grande na questão da capitalização do produtor. E, ele conhecendo seus custos, já está vendendo uma parte da produção para o ano que vem já sabendo que sobre aquele custo de produção ele vai ter uma margem de renda boa. Isso é a evolução do produtor, vendendo em função de custos e já sabendo seus lucros na medida em que vai vendendo. É uma evolução bastante grande e é o que nós temos que fazer – frisou José Aroldo Gallassini, diretor presidente da Coamo.







CANAL RURAL