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quinta-feira, abril 07, 2011

MT produzirá 3,5% a mais

A produção de grãos em Mato Grosso alcançará 29,863 milhões de toneladas na safra 2010/2011. O volume representa expansão de 3,5% sobre o que foi colhido na temporada passada, de 28,855 milhões. Apesar do incremento, o Estado ainda se mantém na segunda posição do ranking nacional, perdendo apenas para o Paraná, com 32,544 milhões de toneladas. No total, serão 9,359 milhões de hectares plantados com os mais variados tipos de grãos. A produtividade média deste ciclo chegará a 3,191 mil quilos por hectare.

Os números foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (6). Aproximadamente 67% do volume produzido vem da produção de soja, chegando a 20,060 milhões de toneladas. No caso da oleaginosa, o aumento foi de 6,9%, ante a produção de 18,766 milhões (t) na safra 09/10.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Glauber Silveira, a produção de grãos mato-grossense só não é a maior do país porque não há investimento na infraestrutura para o transporte. Conforme ele, nesta safra, Mato Grosso deveria alcançar 25 milhões (t) de soja, bem à frente dos demais estados. "Temos que considerar que o Estado tem potencial para expandir as lavouras, diferentemente de outras regiões brasileiras".

Além disso, ele aponta que o milho também tem potencial para crescimento. "Deveríamos ter uma produção de 10 milhões (t) a 12 milhões (t)", afirma o presidente da Aprosoja-MT. Por enquanto, a produção de milho no Estado alcançou 7,139 milhões de toneladas, pontuando ainda com uma queda de 12,1% em relação ao resultado da safra anterior, de 8,118 milhões de toneladas. Outra cultura em crescimento é o algodão, cujo aumentou na produção chegou a 79,2%, passando de 583,5 mil toneladas para 1,045 milhão de toneladas de uma safra para outra.

Ao contrário desse cenário positivo, a produção de arroz amarga quedas consecutivas. De acordo com o levantamento da Conab, serão cultivadas nesta safra 687,4 mil toneladas do cereal. Na temporada passada foram 742,7 mil toneladas, 7,4% a menos este ano. O presidente do Sindicato das Indústrias do Arroz de Mato Grosso (Sindarroz-MT), Ivo Fernandes Mendonça, explica que a valorização das demais culturas enfraqueceu a produção de arroz. "O mercado determina se haverá aumento, ou não, da produção". Conforme ele, a previsão para os próximos anos é que o plantio do arroz no Estado se mantenha estável.

Nacional - A safra de grãos do Brasil, do período 2010/2011, deve ser de 157,4 milhões de toneladas. A produção é de novo recorde, com um aumento de 5,5% ou cerca de 8,2 milhões de toneladas a mais que a safra passada, que foi de 149,2 milhões de toneladas. A área cultivada também cresceu, com elevação de 3,9%, atingindo 49,2 milhões de hectares, ou seja, 1,8 milhão de hectares a mais.

Fonte: A Gazeta



quarta-feira, abril 06, 2011

Portos do Nordeste e Norte exportam mais


A cada ano que passa os portos das regiões Norte e Nordeste do país ampliam sua participação na exportação brasileira de GRÃOS. Dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (Mdic) mostram que os três principais canais de escoamento nas duas regiões - Itacoatiara (AM), Santarém (PA) e Salvador (BA) - já representam 10% de todo o volume de soja e milho exportados pelo país. Há 15 anos, os embarques dos produtos por essas saídas sequer apareciam nas estatísticas.

Com a maior relevância dos portos do Norte e Nordeste, cai a cada ano o peso que os três grandes portos do Sul e Sudeste - Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) - têm para as exportações de soja e milho.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, 85% de todo o volume de soja e milho exportado pelo país em 1996 passaram por um dos três portos localizados mais ao sul. Ao fim do ano passado, de toda a soja e milho que saíram do Brasil, "apenas" 67% passaram por Santos, Paranaguá e Rio Grande.

E ao que tudo indica, a tendência é que os portos instalados ao norte do país ganhem mais importância em detrimento dos demais. "Esse processo de migração é irreversível e não tem mais volta, entre outros motivos porque há um esgotamento da infraestrutura do Sul e Sudeste", afirma Mauro Osaki, pesquisador do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada (Cepea). Segundo o pesquisador, existe uma grande dificuldade em expandir o tamanho do calado dos portos, bem como a área destinada ao cais dos portos.

Um item importante que explica, em parte, essa migração são os custos do frete. Um exemplo: o transporte da soja originada em Campo Novo dos Parecis (MT) até Paranaguá ou Santos custa, respectivamente, R$ 212 e R$ 218 por tonelada. Já para o transporte até Porto Velho (RO), onde a soja segue de barcaça até Itacoatiara, o frete é de R$ 115 por tonelada.

Apesar da perda de participação relativa, em termos absolutos os portos do Sul e Sudeste ainda estão entre os que mais movimentam GRÃOS. No ano passado, Santos, Paranaguá e Rio Grande exportaram, juntos, 26,7 milhões de toneladas de soja e milho. Já os portos do Norte e Nordeste embarcaram pouco mais de 4 milhões de toneladas entre os dois principais GRÃOS.

"[Os portos de] Santos e Paranaguá ainda são muito competitivos, mas o crescimento médio dos últimos anos registrados nos portos do norte é muito maior que os do sul", afirma Sérgio Mendes, diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Ele lembra que um dos motivos que fez Paranaguá perder espaço, especialmente na soja, foi a proibição das exportações de transgênicos no governo Roberto Requião. A soja transgênica produzida no Paraná era obrigada a deixar o Estado por outros portos.

Nos últimos 15 anos, as exportações de soja pelo porto de Santos cresceram em média 16% ao ano. No mesmo período, Paranaguá avançou 11% em média a cada ano. Desde que começou a figurar entre umas das saídas para a soja, em 2004, as exportações pelo porto de Santarém cresceram em um ritmo de 26% ao ano.

Mesmo com a ainda elevada competitividade dos portos do Sul e do Sudeste, Mendes acredita que as saídas pelo norte ganham espaço em decorrência do próprio avanço da agricultura nas regiões das chamadas novas fronteiras agrícolas, que já não são tão novas assim. Entram nessa análise os Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e também municípios do norte e noroeste de Mato Grosso.

Dados da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) mostram que na safra 1995/96, os Estados das regiões Norte e Nordeste, juntamente com Mato Grosso, respondiam por 22% da produção nacional de GRÃOS, ficando os 78% divididos entre as regiões, Sul e Sudeste, em conjunto com os Estados do Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal. Para a safra 2010/11, considerando a mesma divisão, a proporção já está em 32% para o primeiro grupo e 68% para o segundo, em um claro sinal do crescimento do agronegócio nessa área do país.

"Acredito que haverá um balanceamento maior entre os portos do Norte-Nordeste com os do Sul-Sudeste para as exportações de GRÃOS. Mas é uma ilusão achar que as filas que vimos neste ano em Paranaguá motivarão a expansão e um esforço político para os portos do norte", diz Osaki.
Fonte: Valor Econ�mico

O mercado da soja e suas varações!



Iniciamos hoje uma serie de analise nas variações de preços histórico das commoditys agrícolas. Começamos hoje com analise da soja durante o período que compreende o inicio do ano de 2006 ate o dia 05 de abril de 2011. Em uma analise histórica, a soja tem atingido índices de preços interessantes tanto na variação em reais como em dólar. Com os preços em reais oscilando entre R$28,00 em 2006 e hoje próximo de R$50,00 na BM&F podemos confirmar esta grande evolução.

Mesmo com a forte queda de preço ocorrida em 2010 percebe-se que os preços médios se mantiveram acima de R$40,00 a saca de 60 kgs durante a maior parte do período analisado. Outro fator a ser analisado no gráfico a baixo é a variação ocorrida em US$ por sacos de 60 kgs. Ate o ano de 2007, muito se ouvia falar em soja de 11 a 12 US$ a saca, porem a partir daí novos conceitos surgiu em relação a preços. Estas mudanças surgiram em função da política do antigo governo de manter o cambio flutuante e também pela variação dos preços internacionais da Commoditie.

Para o produtor de soja as coisas estão razoavelmente boas, porem poderia estar bem melhor. Considerando que a soja esta em torno de US$30 a saca e o dólar atingiu R$2,22 em primeiro de fevereiro de 2006 concluímos que hoje a cotação da soja na BM&F estaria em torno de R$67,00 a saca de 60 kgs.

Nesta primeira analise, podemos orientar aos agricultores que observem a rotação de cultura em suas lavouras, porem mantenham sempre a maior área cultiva de sua propriedade com a cultura da soja baseado no histórico dos últimos anos.

Valdecir José Pinto

MBA em gestão de Sociedades cooperativas- UNOESC-SC

Especialista em Agronegócio com Ênfase em Mercados - UFPR

Bacharel em Administração - UNIUV-PR

terça-feira, abril 05, 2011

Futuros do milho podem alcançar US$ 8/ bushel nos próximos três meses


Em função da demanda robusta por ração animal e etanol diante do aperto da oferta, as cotações futuras do milho podem subir para US$ 8/ bushel nos próximos três meses na Bolsa de Chicago (CBOT). As adversidades climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos também podem impulsionar as cotações. Se o clima úmido persistir, o plantio de milho pode ser afetado e alguns produtores podem mudar para o cultivo de soja, o que também beneficiaria os preços. As previsões foram feitas pelo diretor de commodities, Colin O´Shea, da Hermes Fund Managers Ltd.

O fundo de investimento que administra mais de US$ 2 bilhões em ativos para investidores institucionais mantém uma visão favorável a respeito das commodities agrícolas, particularmente o milho. De acordo com o diretor da Hermes, os investidores estão alocando mais recursos para mercados de commodities com o objetivo de diversificar e se proteger contra a inflação.

Fonte:http://www.centrograos.com.br/site/cg/site/noticia_completa.php?id=2711&mod=1&origem=1&estado=
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segunda-feira, abril 04, 2011

Soja recua com pressão do clima desfavorável para o milho nos EUA


Ainda encontrando suporte nos números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última quinta-feira (31), o milho segue registrando fortes altas na Bolsa de Chicago, operando próximo do limite de alta.

Diante da redução dos estoques norte-americanos feita pelo departamento, há ainda previsões de 10 dias de tempo chuvoso em paraticamente todo o cinturão do milho nos EUA. Essas condições climáticas devem prejudicar e atrasar o início dos trabalhos de plantio no país, além de incentivar um aumento da área de soja em relação ao cereal.

De acordo com o Commodity Weather Group, o meio oeste deve receber muita chuva nas próximas duas semanas, cerca de 32mm nos próximos cinco dias.

Paralelamente, os estoques finais de milho devem ser os menores em 15 anos frente a uma demanda crescente, impulsionada pela demanda da produção de etanol, ração e alimentos.

Diante deste cenário para o milho, a soja opera no terreno misto na CBOT. A expectativa de um possível aumento na área da oleaginosa pressiona os preços, que, por volta das 14h (horário de Brasília), operavam com quedas de quase 10 pontos para os principais vencimentos.

Além disso, há rumores também de possíveis cancelamentos de compras feitas pela China. Com isso, o comportamento da nação asiática preocupa e o mercado já reflete com os preços no vermelho.

A entrada da safra da América do Sul também pesa sobre as cotações, acelerando as baixas em Chicago.
Fonte: Noticias agricolas  // Carla Mendes