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terça-feira, outubro 11, 2011

Preço pago pelo trigo compensa redução da área com o grão no PR

Saca está sendo comercializada por uma média de R$ 26.
Estimativa é de redução de 25% na safra em relação ao ano passado.
Do Globo Rural

Agricultores da região dos Campos Gerais, no Paraná, ampliaram a área plantada em 14% nesta safra com a expectativa de uma colheita muito maior em relação ao ano passado. Com mais trigo na lavoura, houve mais prejuízos por conta das condições climáticas. Faltou chuva e geou demais.

Nos 350 hectares do produtor Guilherme de Geus, que ficam no município de Tibagi, 175 mil quilos de trigo se perderam na lavoura desde o início do plantio. “A minha expectativa era colher cerca de 3,8 mil a 4 mil quilos por hectare. Hoje, vai reduzir de 3,4 mil a 3,5 mil por hectare", calcula.

O produtor Fred Biersteker também deve colher menos grãos nos 170 hectares cultivados. “O mais importante é que precisa ter qualidade desse trigo. Sem qualidade, a gente não consegue ter bons preços", diz.

A saca está sendo comercializada por uma média de R$ 26 e o custo de produção é de R$ 24. A qualidade dos grãos que resistiram à geada e à chuva é boa, o que fez com que os moinhos paranaenses voltassem a comprar o trigo cultivado no Paraná.

"Os moinhos estão mais interessados na nossa matéria prima. Assim, não temos que fazer boa parte da nossa venda via governo. O produtor tem um preço melhor e um fluxo de comercialização mais rápido, ou seja, o produtor recebe antes o pagamento pela sua produção", explica Anacleto Ferri, gerente da cooperativa.

domingo, outubro 09, 2011

Produtores de milho do Paraná apostam em bom retorno financeiro

Clima tem colaborado para desenvolver uma planta com alto potencial.
Expectativa é de uma produção 13% superior à da safra passada do estado.
Fonte: O Globo Rural

Na propriedade de Luis Antônio Caríssimo em Cascavel, no oeste do Paraná, nunca se plantou tanto milho. Foram 137 hectares, 21% a mais que a safra de verão passada. “Fazia muitos anos que ele não chegava nesse patamar de preço. Se mantiver na faixa de 20 a 24 reais no ano que vem, está bom”, diz Luis Antônio.

O clima tem colaborado. Sol com chuvas regulares uma ou duas vezes por semana. O resultado é uma planta saudável que cresce com alto potencial produtivo.

No Paraná, a expectativa é de uma produção 13% superior à da safra passada. Segundo a Secretaria de Agricultura do estado, o milho deve ter este ano, em média, um lucro de R$ 227 por hectare.

Se tudo correr como o planejado, Seu Luis vai ganhar mais nesta e na próxima safra. "Estou otimista, porque na realidade foi o ano que mais investi em milho. Sementes melhores, adubação melhor. Desde o preparo do solo fiz tudo melhor. Agora é só colher bem."

Primeira estimativa da Conab para a safra de grãos contém incertezas

Ela aponta, ao mesmo tempo, aumento no plantio e queda na produção. Valores são preliminares e próximos levantamentos podem mudar a previsão. Fonte: O Globo Rural

Conab divulgou na quinta-feira a primeira estimativa para a safra brasileira de grãos relativa ao ano agrícola 2011/2012. É uma previsão que vem com muitas incertezas. Os números apontam ao mesmo tempo para um aumento da área de plantio e uma queda de produção.

O que chama mais a atenção nessa primeira estimativa é o crescimento na área do milho primeira safra. Para a Conab, os agricultores vão aumentar em até 7,2% o cultivo. A soja cresce 3,5%. O algodão, 6,1%. No total de todas as culturas, a área deverá ter um incremento de até 2,9%.

Apesar dos agricultores estarem plantando mais, o levantamento da Conab indica redução no volume. A produção brasileira de grãos deve ficar entre 157 e 160 milhões de toneladas: 1,5% de queda em relação à colheita anterior. Isso não acontece desde 2009. Nas últimas duas safras, o Brasil vinha aumentando a quantidade produzida e batendo recordes.



Das principais culturas, duas vão ter redução de área: feijão primeira safra, queda de 8%, e arroz, menos 2,7%. No caso do Rio Grande do Sul, que é o maior produtor, a previsão da Conab é de uma redução de até 3% no cultivo.

“A questão mais significativa é a falta de água na região da Campanha, no Rio Grande do Sul. Tem uma perspectiva de reduzir em mais de 50% a área por conta da falta de água nas barragens”, explica Cláudio Pereira, presidente do IRGA, Instituto Rio Grandense do Arroz. É o que está acontecendo com o produtor Antonio Fontes, de Uruguaiana. Nesta safra, ele diz que vai reduzir em 10% por cento a extensão da lavoura.

Essa primeira estimativa fala em queda na produção no total da safra com base nas previsões de que pode faltar chuva no sul do país também para a soja e para o milho. O diretor de Política Pública Agrícola e Informações da Conab Silvio Porto acha, no entanto, que os números são preliminares e que os próximos levantamentos podem mudar a situação.

“A tendência de chuva, com regularidade para os próximos três meses, principalmente no Centro-Oeste está numa sinalização muito positiva e mesmo essa preocupação que se tem de uma estiagem no Sul poderá não se concretizar e, portanto, os dados e os números poderão ser surpreendentes em relação a este ano”, argumenta Silvio Porto.

O presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso Rui Prado acha que os dados da colheita do ano que vem podem ser melhores que os da previsão da Conab. “Ela deve estar sendo muito conservadora, mas de qualquer forma percebemos uma tendência muita clara dos produtores em plantar mais a segunda safra e em investir em tecnologia, ou seja, colocar mais insumos para a produção dessa segunda safra, que é principalmente a de milho. Isso fatalmente vai trazer uma safra maior. Estamos estimando em torno de 27% a mais de milho já no ano que vem”, diz.

CONAB, Mato Grosso, Rio Grande do Sul