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terça-feira, maio 03, 2011

A cotação do petróleo caiu nesta terça-feira em Nova York e Londres, por realizações de lucros, ante as dúvidas dos investidores sobre as repercussões da disparada dos preços sobre a demanda.


No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (WTI) para entrega em junho fechou em US$ 111,05, em queda de US$ 2,47 em relação à segunda-feira. No IntercontinentalExchange de Londres, o barril do Brent do Mar do Norte com igual vencimento perdeu US$ 2,67, a US$ 122,45.

Esta recaída não foi provocada por "nenhuma notícia em particular", segundo Tom Bentz, da BNP Paribas.

"Simplesmente, o mercado havia subido muito", explicou.

Os preços, que aumentaram cerca de 25% desde o início do ano, alcançaram na segunda-feira US$ 114,83, seu nível mais alto desde setembro de 2008 no mercado nova-iorquino.

"O mercado teme que a alta dos preços dos combustíveis e da alimentação se traduza em perda do poder de compra dos consumidores e por uma desaceleração do crescimento econômico", explica Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

Indicadores publicados domingo e segunda-feira mostraram uma desaceleração da atividade industrial nos Estados Unidos e na China em abril.

Segundo Adam Sieminski, do Deutsche Bank, o mercado petroleiro continua assimilando o anúncio da morte de Osama Bin Laden, ocorrida na noite de domingo no ataque de um comando norteamericano no Paquistão.

"Vários operadores pensam que isto reduzirá o risco geopolítico para o mercado, embora seja difícil acreditar nisso", explicou.

(Redação com AFP - Agência IN)



Brasil, Argentina e Paraguai avançam no mercado internacional ao exportar 49,8 milhões de t nesta safra

Brasil, Argentina e Paraguai avançam no mercado internacional
ao exportar 49,8 milhões de t nesta safra

Com uma produção à beira dos 130 milhões de toneladas de soja, os três maiores produtores agrícolas da América do Sul – Brasil, Argentina e Paraguai – estão dando um passo à frente nas exportações. Na temporada 2010/11, as vendas do trio sul-americano representam metade de todo o volume comercializado no mercado internacional. Estão sendo remetidos ao exterior 49,8 milhões de toneladas, quase o dobro do número de 2000/01 (25,1 milhões de t).

Embora coloquem a América do Sul no topo do ranking das regiões exportadoras, os números ainda são insuficientes para retirar dos Estados Unidos a maior influência no mercado das commodities agrícolas. Sozinho, o país está exportando 43 milhões de toneladas de soja em 2010/11. Porém, o quadro vem mudando a cada safra. Dez anos atrás, os produtores norte-americanos exportaram 2 milhões de toneladas de soja a mais que Brasil, Argentina e Paraguai juntos. Agora, estão vendendo 6,7 milhões de toneladas a menos.

“Os norte-americanos são os maiores exportadores de soja do mundo. Por isso devem continuar formando preços”, lembra Steve Cachia, analista de commodities da Cerealpar, de Curitiba.

Por outro lado, ao mostrar capacidade em atender a crescente demanda internacional, a América do Sul tem chamado cada vez mais a atenção do mundo, considera.

As exportações da Amércia do Sul crescem mais que a média no mercado internacional. Em dez anos, a diferença foi de 83% (mundo) para 98% (trio sul-americano), conforme análise da Expedição Safra Gazeta do Povo com base em números do Departamento de Agri-cultura dos Estados Unidos (USDA).

O consultor de gerenciamento de risco da FC Stone, Glauco Monte, explica que esse comportamento está associado ao potencial de expansão agrícola do continente e tem favorecido principalmente o Brasil. “Os Estados Unidos não têm mais como crescer em produção. Com a demanda extremamente aquecida, especialmente pela China, e os eventuais problemas de safra na Argentina, o Brasil é o país que melhor atende o consumo”, avalia.

No último ano, por exemplo, as exportações brasileiras de soja subiram 4,2 milhões de toneladas – de 28,6 milhões de toneladas para 32,8 milhões de toneladas. Já as vendas argentinas do grão recuaram 2 milhões de toneladas no mesmo período.

A tendência é que as notícias sobre o andamento da safra na América do Sul sejam cada vez mais procuradas pelos investidores de todo o mundo, dizem os analistas. O consultor da FC Stone cita um caso recente para comparar a influência do continente sobre os preços na Bolsa de Chicago. De acordo com Monte, a confirmação de uma boa safra nos três países que integram o Cone Sul impediu que os contratos mais próximos da oleaginosa, como o março/11 e maio/11, se valorizassem tanto quanto os vencimentos mais distantes, como o novembro/11, que é referente à safra norte-americana.

“Do meio de março até agora, a valorização do contrato maio foi de 8%, saindo de US$ 12,87/bushel para US$ 13,92/bu. Já o contrato novembro subiu 10% no mesmo período, de US$ 12,40/bu para US$ 13,74/bu”, conta. Ele observa ainda que quando a produção de grãos é positiva na Argentina e no Brasil, as vendas externas dos Estados Unidos perdem ritmo, como é o caso deste ano.

O analista da Cerealpar lembra que os compradores atuais buscam garantir o abastecimento em épocas de entressafra norte-americana, o que acaba favorecendo Brasil e Argentina. “Além da China, o mercado espera que a Índia comece a aparecer mais em busca de alimentos. As perspectivas são boas”, projeta Cachia, que acredita em aumento de produtividade no Brasil, acompanhando a expansão da área plantada.

Com a colheita argentina e brasileira na reta final, o mercado se volta agora ao andamento da safra norte-americana. “O mercado considera garantida a safra na América do Sul. O Brasil confirmou produção acima dos 70 milhões de toneladas de soja e a Argentina afastou todo o riso de grande quebra anunciado no início da temporada”, analisa Monte.

Fonte: Gazeta do P

Clima deverá gerar tensão no mercado do milho neste ano


O mercado do milho vive um período de tensão no âmbito produtivo, tanto em nível internacional como em nível nacional.

Pelo lado externo, registra-se atualmente expressivo atraso nas operações de plantio nos Estados Unidos, que foram prejudicadas pelo clima frio e úmido e que marcou o início da safra 2011/12 no hemisfério Norte.

Até o dia 24 de abril, o plantio norte-americano de milho havia totalizado apenas 9% da área estimada, ante 46% semeados no mesmo período do ano passado.

Com a janela de plantio tornando-se estreita, há dúvidas se os produtores norte-americanos conseguirão semear os 37,3 milhões de hectares planejados. Com os baixos níveis de estoques de milho nos Estados Unidos, obviamente que há uma preocupação em relação à oferta futura do grão.

Em virtude desse cenário de incerteza, os preços futuros do milho negociado na Bolsa de Chicago voltaram a romper a barreira de US$ 7 por bushel.

No mercado doméstico, o clima seco no Estado de Mato Grosso gera preocupações em relação ao desenvolvimento da segunda safra de milho. O plantio da safrinha já havia sido prejudicado pelo excesso de chuvas, que acabou por retardar a colheita da soja.
Consequentemente, as áreas de milho safrinha que foram semeadas tardiamente são as mais expostas ao risco climático, como é o caso do noroeste mato-grossense.

Boa parte das áreas produtoras de Mato Grosso não registra chuvas há mais de 20 dias. Cruzando essa informação com os dados relativos à evolução de safra, é possível calcular o percentual da área plantada que estaria exposta ao risco de perdas caso o Estado não registre chuvas no curto prazo.

Até a última sexta-feira, cerca de 39% das lavouras mato-grossenses de milho encontravam-se no estágio de floração, período extremamente sensível à escassez de água. Nesse mesmo período, cerca de 7% das lavouras não haviam atingido ainda os 30 primeiros dias após a germinação.

Portanto, mais de 45% das lavouras de milho de Mato Grosso correm risco de registrar perdas caso não haja mudança nas condições climáticas. As incertezas em relação à segunda safra de milho podem ser observadas pelos preços futuros do grão negociado na BM&FBovespa.

Nos últimos dois meses, o contrato para setembro deste ano já registrou valorização superior a R$ 2,50 por saca. Do ponto de vista dos preços, as condições são pendentes para a manutenção das cotações em patamares altos, tanto no mercado externo como no doméstico.

Obviamente que tais condições poderão ser revertidas caso as mudanças climáticas tornem-se favoráveis.

No entanto, enquanto esse cenário não se concretiza -e não podemos afirmar se irá se concretizar- o mercado deverá permanecer em clima tenso, o que dará suporte para os altos preços do grão.
Fonte: Folha do Estado de S�o Paulo