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sábado, junho 25, 2011

Valorização do milho deve compensar perdas de produtividade, diz Pozzobon

Apesar de atrasada, a colheita de milho segue avançando. Até agora, os produtores de Sorriso colheram cerca de 8% da safrinha. Segundo o presidente do Sindicato Rural, Elso Pozzobon, os trabalhos estão dentro da normalidade, uma vez que o plantio também foi tardio, consequentemente, a colheita teve que ser adiada em cerca de 20 dias.

Este atraso se justifica pela falta de chuva durante a janela de plantio do grão. Com o tempo seco, cerca de 20% da safra devem ser perdidos, assim como a qualidade do grão também deve ser afetada. “Até agora nós ainda não vimos grandes perdas, mas acredito que vamos perceber mais para o final da colheita. Isto porque muitos produtores plantaram o milho ainda mais tarde, acreditando que iria chover, porém a chuva não apareceu prejudicando a safrinha”, disse Pozzobon, em entrevista ao Só Notícias.



Em contrapartida outro fator vem animando os agricultores, que é o preço. Neste ano já foram comercializados 70% do que foi plantado e o principal estímulo é a valorização do grão, que foi comercializado desde janeiro com preços entre R$ 13 a R$ 18. “O preço, de certa forma, vai compensar a perda de produtividade e qualidade motivada pela falta de chuva”, finalizou.
Fonte: Site: Noticias aagricolas/Aline Dessbesell

domingo, junho 19, 2011

Macroeconomia preocupa e pressiona grãos em Chicago


O caos instalado na economia da Grécia vem causando temores nos mercados nesta quinta-feira. Segundo informou uma matéria do jornal Valor Econômico hoje, a situação reforça a sensação de que é inevitável que a zona do euro enfrente seu primeiro default da dívida.

"Ao mesmo tempo que o premiê grego George Papandreou prepara uma mudança em seu governo na tentativa de obter aval do Parlamento para as medidas de austeridade, políticos europeus expressaram seu desânimo enquanto preparam o que pode ser o encontro crucial de líderes da União Europeia", diz a notícia do Valor.

Como não poderia ser diferente, as commodities - tanto agrícolas, como energéticas e metálicas - enfrentam mais uma dia de baixas diante deste cenário. Em Chicago, os grãos estendem suas perdas de ontem, quando o milho encerrou o dia próximo do limite de baixa e o trigo recuando mais de 20 pontos. Por volta das 15h05 (horário de Brasília), os principais vencimentos da soja operavam com mais de 14 pontos de baixa, o milho e o trigo com com quase 20.

Esse mau humor do mercado financeiro acaba estimulando a migração dos investidores para ativos mais seguros, como o dólar, afastando-se das commodities, que são bastante voláteis. Com isso, o dólar index avança e pesa sobre as cotações das agrícolas nesta quarta-feira. Há ainda temores acerca de uma desaceleração do crescimento econômico mundial e da demanda, o que também influencia fortemente a queda das commodities.

No caso da soja, os preços podem sentir ainda o peso do forte recuo do milho, o qual também reflete o mau momento do mercado financeiro. O cereal não consegue nem mesmo encontrar um ligeiro suporte nos dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na semana passada sobre uma expressiva redução nos estoques finais e na produção norte-americana para a sara 11/12.



"É impressionante como o medo dos Estados Unidos virtualmente ficarem sem milho na última sexta-feira foi substituído pelo pânico sobre a Grécia", disseram analistas da consultoria AgResource, em Chicago.



Como explicou o analista de mercado Daniel D'Ávilla, da NewEdge Consultoria, "a Grécia é uma economia pequena. O problema é que Espanha, Irlanda e Portugal também não estão bem. O problema está se espalhando e precisamos de uma solução rápida. Mas, para as commodities, não é o fim do mundo".



O analista acredita, porém, que o mercado tem chances de se recuperar, com problemas climáticos que ainda podem comprometer a safra norte-americana e também com a volta da China às compras, que, em junho, podem somar cerca de 5,5 milhões de toneladas.



"Em breve veremos esse mercado se recuperar. Assim que o mercado macroeconômico começar a acreditar um pouco mais em ações positivas para a crise europeia, veremos recursos e fundos entrando, levando o mercado para cima novamente", explica.





Fonte: Not�cias Agr�colas // Carla Men

Clima nos EUA e movimentos técnicos pressionam mercado

Depois das fortes baixas de ontem, na Bolsa de Chicago, a soja opera em baixa nesta sexta-feira. Por volta das 13h37, os principais vencimentos perdiam pouco mais de 11 pontos. Segundo analistas, esse recuo de hoje é resultado de movimentos técnicos com operações de spreads com o milho.

Além disso, o mercado do clima continua atuando nas cotações da oleaginosa. A previsão é de que as áreas mais secas no sul do cinturão de produção recebam chuvas na próxima semana, melhorando ainda mais as condições das lavouras, confirmando a boa forma da produção e aumentando as boas perspectivas de produtividade das lavouras.

Essa volatilidade é normal das sextas-feiras, uma vez que os investidores ampliam sua aversão ao risco frente à chegada do fim de semana. Diante de incertezas, portanto, acabam saindo do mercado da soja.

Fonte: Noticias Agricolas // Carla Mendes



NORMATIVA 51

MINISTÉRIO CONFIRMA ENTRADA EM VIGOR DE NORMAS SOBRE QUALIDADE DO LEITE.

A Instrução Normativa 51, do Ministério da Agricultura, que regulamenta os novos parâmetros de qualidade para produção do leite nacional, equiparando-os aos parâmetros europeus, entrará em vigor em 1º de julho, apesar da resistência dos produtores. O anúncio foi feito pelo coordenador-geral de Inspeção do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Marcius Ribeiro de Freitas.

A instrução normativa foi discutida em audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Marcius Ribeiro explicou que, mesmo após a entrada em vigor das novas normas, o Ministério da Agricultura está disposto a discutir ajustes com todos os elos da cadeia produtiva do leite.

O presidente da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios, Paulo Roberto Bernardes, defendeu o adiamento do prazo da instrução normativa e a adoção da proposta da câmara setorial, que prevê uma redução gradual das percentagens de bactérias e células somáticas estabelecidas pelo governo.

No caso da percentagem de bactérias no leite, por exemplo, que hoje é de 750 mil por mililitro de leite, teria de baixar para 100 mil pela instrução normativa. A câmara setorial sugere baixar o índice para 600 mil, com a redução gradual a cada ano, até que a meta seja atingida.

Paulo Bernardes considera absurdas as exigências da instrução normativa do Ministério da Agricultura. "A Embrapa, que é uma empresa confiável do governo, diz que, se for aplicado o que está na Instrução Normativa, 95% dos produtores brasileiros serão excluídos. Isso é impossível. Vai ser a lei que não pega. E lei que não pega desmoraliza quem a faz."

Os agricultores familiares também apoiam a sugestão da Câmara Setorial. Além de cobrar tratamento diferenciado em relação aos pequenos e grandes produtores, eles criticam a insuficiência de políticas públicas destinadas às famílias produtoras de leite. A coordenadora-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar, Elisângela dos Santos Araújo, lembra que, em vez de medidas restritivas, o governo deveria viabilizar políticas públicas de assistências técnica, infraestrutura e logística para os agricultores familiares.

O autor do requerimento para a audiência pública, deputado Marcon (RS) destacou que a reivindicação dos produtores é justa e o consumidor brasileiro, segundo ele, pode ficar tranquilo em relação à qualidade do leite nacional. "O leite passa por um processo de industrialização que não tem problema nenhum quanto à contaminação de doenças e qualquer coisa." O deputado disse que somente com recursos e qualidade técnica os produtores poderão aumentar e melhorar ainda mais a qualidade da produção.

Paulo de Oliveira Polese, assessor da Secretaria de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, também manifestou apoio à proposta da Câmara Setorial. Ele afirmou que a instrução merece uma discussão mais ampla, que inclua inclusive uma avaliação dos impactos positivos que a instrução normativa já promoveu.

Já Gustavo Valone, representante do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor do Ministério do Desenvolvimento Agrário, disse que o grande potencial do Brasil está nos agricultores familiares. Ele avalia que a transformação imposta pela instrução normativa pode trazer crise para alguns, mas será benéfica. "Somente produto de alta qualidade pode concorrer com conglomerados internacionais". (Agência Câmara)