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sexta-feira, janeiro 07, 2011

Expectativas são boas para o agronegócio neste ano

As expectativas são boas para o agronegócio em 2011. Segundo os especialistas, a economia do Brasil deve continuar crescendo, os preços das commodities seguem em alta e, apesar da atuação do fenômeno La Niña, o país pode colher uma excelente safra de grãos. Porém, a crise mundial ainda exige atenção em muitos países, e o dólar baixo prejudica exportadores. Afinal, quem deve ganhar e quem pode perder com essa situação no ano que começa?



A partir de respostas obtidas em pesquisa em todas as regiões do Brasil, os consultores calculam o Índice de Confiança do Produtor Rural.



– O índice foi construído em função da participação das culturas na produção brasileira e o número de produtores que a gente acessa de cada cultura realmente faz com que fique um índice fidedigno ao que está acontecendo no campo e realmente às expectativas do produtor – diz a consultora Camila Dias de Sá.



Com esta espécie de termômetro da agricultura brasileira, foi possível concluir que o homem do campo começa 2011 otimista.



– O produtor rural está confiante em uma rentabilidade positiva para 2011. A avaliação que ele faz de condições gerais do seu negócio, de câmbio, de valores de aquisição de fertilizantes e defensivos, máquinas e implementos, colocando tudo numa cesta, ele confia que vai ter um retorno positivo para sua atividade no ano de 2011 – diz Matheus Kfouri.



Quem confirma essa expectativa é o agricultor José Carlos Dolphine, de Campo Verde, em Mato Grosso. Os preços estimularam o produtor a plantar 1,7 mil hectares de soja nesta safra. A área aumentou em 60%. A previsão é de conseguir produzir pelo menos 50 sacas por hectare. Quase metade já foi vendida. Isso protege o produtor de uma eventual queda de preços na época da colheita, pois outros agricultores também plantaram mais.



– A gente ainda não sabe dizer o que vamos lucrar, por se tratar de uma cultura que você não tem 100% dos custos e nem 100% do valor que você vai obter comercializando. Então é um valor ainda que a gente não sabe dizer quanto vai ser. Mas a gente acredita que vai gerar um certo lucro pra estar atendendo às necessidades dos anos anteriores em que a gente teve bastante problema na agricultura. Eu posso dizer que sou animado sempre. Eu acho que o agricultor que não é animado não pode nem entrar na atividade, porque a agricultura, por se tratar de uma cultura de risco, um negócio em que você depende de clima, depende de mercado, depende de vários fatores, então você tem que estar animado – declara Dolphine.



Proteção nunca é demais. Afinal, uma virada de preços pode acabar com todo esse otimismo. Na condição de exportador de alimentos, o Brasil está vulnerável a mudanças bruscas - principalmente no cenário externo. A crise internacional ainda não terminou.



A saúde financeira dos países mais ricos, que importam alimentos do Brasil, continua fragilizada. Isso pode impedir que os preços agrícolas continuem em alta em 2011.



– Você tem alguns mercados emergentes, crescendo, mas você tem por outro lado grandes mercados, as maiores economias do mundo, vivendo de maneira bastante frugal. Quer dizer, desemprego elevado, isso evidentemente limita a expansão de mercado de soja, derivados, etc – avalia o consultor Fábio Silveira.



No mercado interno, o setor agrícola também enfrenta problemas. E são os mesmos de anos anteriores. Com a falta de infraestrutura e logística para a comercialização da safra, a formação de preços depende da oferta de produto. Na maioria das vezes, um ganha porque o outro perdeu. E em 2011 não deve ser diferente.

– É muito triste você imaginar que nós temos um cenário positivo para 2011 porque tem produtores que vão ir mal. Isso não é uma coisa para se comemorar. Nós temos que pensar que temos um cenário positivo porque temos a China aumentando e porque o Brasil fez investimento em infraestrutura, aprovou código ambiental. Enfim, que o Brasil melhorou seus portos – diz o presidente da Aprosoja-MT, Glauber Silveira.

– Nós temos um custo muito elevado por conta da logística de transporte e tudo mais, porto que também precisa melhorar muito, e isso é uma coisa que não vai se resolver a curto prazo, é algo que precisa ser resolvido a longo prazo, mas que impacta diretamente na nossa produção no nosso custo de produção. Então a logística realmente é um calo nos pés do agricultor –conclui Dolphine.

Fonte: Canal Rural

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Grandes mudanças se anunciam para a próxima safra, mas apenas uma está sacramentada


Para evitar surpresas como as enfrentadas este ano, quando a Política de Garantia dos Preços Mínimos para o Trigo foi alterada já com o plantio em andamento, os representantes do setor produtivo dos três principais produtores do país (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) estão desde o final do ano passado num trabalho intenso para garantir as mudanças esperadas para a Política Agrícola a ser implementada para a próxima safra. Ao que parece apesar de não ter gerado “efeitos concretos” as articulações parecem estar sendo desenhadas com sucesso e o Ministério tem assumido compromissos verbais de que vai anunciar mudanças para a produção tritícola com antecedência e com impactos efetivamente positivos para o produtor. Conforme declarações do diretor de Política Agrícola do Ministério aos representantes das cooperativas dos estados da região Sul, as propostas para o setor serão anunciadas até 10 de fevereiro deste ano com antecedência em relação ao período de maior concentração do plantio nacional.



A Política Agrícola para o trigo deve trazer importantes modificações para a próxima safra, que serão coletadas dentre as várias propostas feitas há muito pelo setor produtivo e já tem algumas definições certas, como o novo Regulamento Técnico para o grão, que era uma reivindicação também antiga do setor industrial que pedia há tempos o endurecimento dos padrões de classificação para que o produto aqui produzido fosse compatível com a padronização internacional.



Voltando ao campo do que ainda não está confirmado, os principais focos das discussões neste momento é o estabelecimento de restrições para importação com salvaguardas ao produto nacional, além dos pontos mais ligados à produção em si que seria adaptações e ampliações do seguro e do custeio rural. O que se sabe, é que a solução mais simples e menos “dolorosa”, ou seja, o aumento da TEC não resolverá os problemas do produtor brasileiro e não apaziguará os ânimos, já que ela não incide sobre as trocas comerciais entre os países do Mercosul. Além disso, como as medidas acima citadas envolvem outros Ministérios, relações exteriores e recursos extras, o consenso não será nada fácil e dificilmente se estabelecerá um plano de ação que satisfaça plenamente as expectativas.



Não é uma questão de pessimismo, mas o fato é que o governo já anunciou o corte de verbas para a maioria dos Ministérios em um ano que será de contenção de gastos públicos para reequilibrar a economia brasileira e garantir o tão falado crescimento sustentável do país. Após o ano de bonança e esbanjamento do dinheiro público que tivemos em 2010, a equipe econômica do novo governo sabe que se o orçamento não for enxugado será iniciado um ciclo vicioso que pode levar ao descontrole do sistema de metas de inflação, ao aumento expressivo da taxa básica de juros, a uma perda do poder de compra dos brasileiros, com consequente desaquecimento da economia como um todo. Dessa forma, o remédio é amargo, mas é necessário para garantir a estabilidade do Brasil e a sua caminhada rumo ao destaque entre os países emergentes. O que não deveria acontecer, é o corte de gastos em áreas importantes como a Agricultura, mas isso já uma outra história bem distante dos campos e bem mais próxima das paredes do Congresso Nacional.





Fonte: AF News

quarta-feira, janeiro 05, 2011

ACOMPANHE OS PRINCIPAIS EVENTOS DO DIA - 05/01/2011 .

Qua, 05 de Janeiro de 2011 04:58

Acompanhe a divulgação dos principais indicadores econômicos do dia:

INFLAÇÃO:
5h: Divulgação pela manhã do IPC - Fipe, referente a 3ª quadrissemana de dezembro de 2010 e fechamento do mês.

INDÚSTRIA:

9h: O IBGE publica os dados da produção industrial, referente a novembro de 2010.

INTERNACIONAL

ZONA DO EURO:

7h: Divulgação do PMI Composto, referente a dezembro de 2010.

8h: Divulgação do Índice de Preços ao Produtor, referente a novembro de 2010.

EUA:

11h30: Divulgação da pesquisa ADP Employment, com dados sobre o mercado de trabalho dos EUA, referente a dezembro de 2010.

13h: Divulgação do ISM Services, índice que mede o nível de atividade do setor não industrial do país, referente a dezembro de 2010.
(Redação - Agência IN)

Fronteira do RS com Uruguai continua sem previsão de acumulados de chuva que revertam a seca

Sul

Nesta quarta, as chuvas atingem preferencialmente o sul e leste do Paraná, Santa Catarina e o centro, oeste e norte do Rio Grande do Sul. Novamente, não há previsão de acumulados elevados que revertam a seca da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. As chuvas fortes desta quarta atingem o norte do Rio Grande do Sul, centro e norte de Santa Catarina e o leste do Paraná, com acumulado que oscila em torno dos 20mm. A temperatura permanece elevada em toda a região nesta quarta.



Sudeste

Prosseguem as chuvas sobre todo o Sudeste, sendo intensas na divisa de São Paulo com o Rio de Janeiro e de São Paulo com Minas Gerais. Mesmo assim, o calor retorna ao Estado de São Paulo. Por outro lado, a temperatura máxima permanece baixa no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.



Centro-Oeste

Na quarta, prosseguem as chuvas generalizadas, porém mais intensas que as de terça. Os maiores temporais atingem o norte de Mato Grosso, com acumulado de mais de 60mm. Apenas no centro e sul de Mato Grosso do Sul, o risco de chuva é menor nesta quarta. O calor predomina em todo o Centro-Oeste, indicando que, pelo menos em um dia, não haverá invernadas.



Nordeste

Nesta quarta, as chuvas passam a atingir toda a região Nordeste. Entretanto, as chuvas generalizadas concentram-se apenas sobre o oeste da Bahia, Maranhão, Piauí e o Ceará. O acumulado será maior no leste do Ceará e varia entre 20mm e 30mm. O calor passa a predominar em toda a região, indicando o término na invernada no interior da Bahia.



Norte

Na quarta, chove em grande parte da região, com exceção de algumas localidades do Acre e Amapá. Os temporais atingem o Tocantins e Pará. Em Novo Repartimento, no Pará, o acumulado passa dos 75mm ou 25% da média do mês de janeiro. Faz calor em boa parte da região Norte, com exceção do leste do Pará.



Confira a previsão para os próximos dias



Sul

Na quinta, as chuvas na forma de pancadas isoladas atingem o Rio Grande do Sul, centro e leste de Santa Catarina e o leste e norte do Paraná. De uma forma geral, o acumulado será baixo. Apenas na Serra de Santa Catarina e no litoral do Paraná, chove de forma mais intensa, com acumulado em torno dos 20mm. Faz um pouco de frio na madrugada no centro e sul do Paraná. Já à tarde, o calor predomina em toda a região, com máxima de mais de 35°C no Rio Grande do Sul. Na sexta, destaca-se a chuva forte, porém isolada, no extremo oeste do Rio Grande do Sul e no nordeste do Paraná. O acumulado varia entre 20mm e 40mm. No sábado, destaca-se a chuva intensa no centro, leste e norte do Paraná, com acumulado que varia entre 20mm e 60mm. Também chove forte, porém de forma isolada, no sul do Rio Grande do Sul. Apesar do acumulado de 20mm, a estiagem não é revertida com esta precipitação.



Sudeste

Nesta quinta, nada muda e as chuvas fortes atingem a divisa de São Paulo com o Rio de Janeiro e de São Paulo com Minas Gerais. Também chove forte no sul e leste de São Paulo, inclusive na Grande São Paulo. Uma novidade em relação aos dias anteriores é que as chuvas ficam mais isoladas sobre o centro e leste de Minas Gerais. Já no Espírito Santo, apesar do baixo acumulado, a chuva será generalizada nesta quinta. O excesso de nuvens deixa a temperatura máxima baixa em boa parte de Minas Gerais, nordeste de São Paulo e interior dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Na sexta e no sábado, a chuva forte atinge boa parte de São Paulo e o oeste e sul de Minas Gerais. Entre 9 e 13 de janeiro, chuvas fortes atingem todo o Sudeste, com acumulado de mais de 100mm no nordeste de São Paulo, oeste e sul de Minas Gerais e centro e sul do Rio de Janeiro.



Centro-Oeste

Na quinta, voltam as invernadas a Goiás, Distrito Federal e leste e noroeste de Mato Grosso (chuva constante e temperatura máxima mais baixa). Os maiores acumulados concentram-se sobre o sudeste e noroeste de Mato Grosso. Por outro lado, no sudoeste e sul de Mato Grosso do Sul, o risco de chuva é menor. A temperatura volta a ficar baixa no norte da região, porém o calor de mais de 35°C predomina em Mato Grosso do Sul. Na sexta, destaca-se a chuva forte prevista no nordeste de Mato Grosso do Sul. No sábado, a novidade fica por conta da volta das chuvas generalizadas ao Mato Grosso do Sul, inclusive sul do Estado. Entre 9 e 13 de janeiro, a previsão é de chuvas em todo o Centro-Oeste, com acumulado que passa dos 100mm no oeste de Mato Grosso do Sul, sudoeste e nordeste de Mato Grosso e no norte de Goiás.



Nordeste

Nesta quinta, as chuvas atingem todos os Estados, sendo generalizadas no litoral sul da Bahia, Maranhão, Piauí, Ceará e nos Estados do leste do Nordeste. Os maiores acumulados concentram-se sobre o leste do Ceará e o Maranhão, variando entre 20mm e 30mm. O calor predomina em toda a região Nordeste. Na sexta, destaca-se a possibilidade de temporais na costa de Pernambuco e da Paraíba. No sábado, as chuvas fortes atingem a costa do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco. Entre 9 e 13 de janeiro, a previsão é de chuva em todo o Nordeste, sendo mais intensa no sudoeste e oeste da Bahia, Maranhão, Piauí e na costa entre o Ceará e Rio Grande do Norte.



Norte

Na quinta, prosseguem os temporais localizados sobre o Pará, Amazonas e Roraima. Também volta a chover forte em Rondônia. Entre 7 e 11 de janeiro, chove em toda a região Norte. O acumulado varia entre 70mm e mais de 130mm no Tocantins, Pará, Amapá, Amazonas e Roraima.
Fonte: Somar Meteorologia

Demanda chinesa e seca na América do Sul sustentam soja

Segundo traders e analistas, os preços da soja, que no último dia 31 alcançaram as máximas em dois anos na Bolsa de Chicago, continuarão subindo firmemente.



O clima no Brasil e principalmente na Argentina deverá sustentar "as cotações significativamente, levando-as a registrar patamares acima das médias históricas", disse o analista de mercado Leonardo Menezes, da Céleres Consultoria.
Os fundamentos que deverão exercer mais influência no mercado em 2011 serão a demanda chinesa e o clima na Argentina, o terceiro maior exportador de soja, afirmou a Céleres. A consultoria disse ainda que o fator climático ganhou mais força nesse início de 2011.
Em 2010, a soja subiu expressivamente encontrando sustentação nas volumosas compras da China, maior importador mundial da commodity. Agora, o mercado acelera seus ganhos por conta da estiagem na Argentina.
A firme demanda demanda mundial atrelada aos problemas com as safras na América do Sul coloca ainda mais pressão para que os Estados Unidos tenham uma produção maior em 2011.
Enquanto há um limite para a alta dos preços, as pessoas continuam consumindo, disse David Brew, corretor da Brasoja Corretora de Cereais, no Rio Grande do Sul. "As cotações continuarão subindo. Eu acredito que há demanda suficiente para isso", disse Brew.
Além da demanda, os sojicultores brasileiros têm avançado nas vendas de suas safras. A Céleres estima que 37% da produção 2010/11 de soja do Brasil já tenha sido vendida, volume maior do que os 23% registrados há um ano. A consultoria estima a colheita brasileira em 68,1 milhões de toneladas, produção menor do que a anterior de 69,1 milhões de toneladas.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes