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quinta-feira, outubro 07, 2010

“Chuvinhas” ainda não permitem plantio em MT

As chuvas irregulares e de pequena intensidade que caíram sobre Mato Grosso nos últimos dias ainda não permitem o plantio em larga escala de soja em Mato Grosso. Poucos produtores se arriscaram até agora a plantar soja no Estado e correm o risco de perder as sementes.


“As condições climáticas ainda não permitem o plantio. Tivemos chuvinhas intercaladas que, somadas, não chegam a 60 mm. É muito pouco e quem iniciar o plantio pode ter prejuízos”, diz o presidente do Sindicato Rural de Tapurah (433 Km ao Médio Norte de Cuiabá), Marusan Ferreira.

Ele lembrou que em 2009, nesta mesma época do ano, os produtores já tinham semeado 15% da área do município. Marusan diz ter informações de que apenas um produtor da região começou a plantar soja. O município deverá repetir a área plantada do ano passado, 125 mil hectares.

O engenheiro agrônomo da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro, explica que a hora certa de semear é aquela indicada pelo zoneamento agroclimático da região. "Cada espécie tem sua melhor época de plantio já definida pela pesquisa agropecuária e é indicada pelo serviço de zoneamento agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)".

Os pesquisadores acreditam que a maioria das regiões continuará com o plantio atrasado em função das chuvas tardias durante a primavera. “O produtor deve fazer um bom planejamento da safra de soja, com um eficiente manejo do solo, escolha correta das cultivares, tratamento de sementes e uso correto de insumos. Todo cuidado é pouco neste momento em que se fazem previsões sombrias ante o La Niña”, afirmam.

ORIENTAÇÕES - A preocupação com o fenômeno La Niña é tão grande que o Mapa constituiu uma comissão de cientistas para orientar os produtores sobre mudança de época para plantio das safras futuras, principalmente de alimentos como soja, milho, arroz e feijão. A intenção é evitar perdas causadas pelas condições climáticas, em especial a falta de chuvas para as culturas mais dependentes de umidade.

Em texto publicado no Sistema de Alerta, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) orientam produtores a reduzir perdas em soja, em decorrência desse fenômeno climático. O texto reúne algumas orientações técnicas como definição de época de semeadura de soja, escolha de cultivares, manejo de pragas e doenças, além dos benefícios do tratamento de sementes com fungicidas.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Soja, Divânia de Lima, para minimizar os riscos de perda de produtividade os produtores podem adotar práticas como o escalonamento de épocas de semeadura, aliada a utilização de cultivares de diferentes ciclos de maturação.

“Não se pode plantar toda a área num determinado período de um, dois ou três dias. É procurar fazer este plantio num intervalo entre oito e dez dias e utilizar, sempre que possível, cultivares de ciclos diferentes. São materiais de ciclo precoce, semiprecoce e até de ciclo médio”, explica.

De acordo com o agrônomo Gustavo Schnaider, escalonar a plantação ajuda o produtor a fugir da estiagem. "O produtor que adotou o escalonamento tende a sofrer menos problemas do que aquele que plantou tudo de uma vez". Escalonar é plantar uma determinada cultura em diversas épocas. “Caso haja algum problema, o próximo plantio vai reduzir os prejuízos anteriores”, diz.

Na opinião da pesquisadora Divânia de Lima, utilizando essas práticas o produtor terá num mesmo período lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento, evitando assim que o déficit hídrico atinja toda a lavoura em fases críticas de desenvolvimento, como por exemplo, no enchimento de grãos.

Fonte: Diário de Cuiabá

Nova safra sofre redução de plantio e de produção

A safra de grãos 2010/2011 deve ficar entre 145,72 e 147,93 milhões de toneladas, de acordo com o primeiro levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão é que haja uma redução de 887,60 mil (-0,6%) a 3,10 milhões de toneladas (-2,1%0) em relação à safra passada, que chegou ao recorde de 148,82 milhões de toneladas. Já a área destinada ao plantio deve variar entre 47,32 (-0,1%) e 47,99 milhões de hectares (+1,3%), em relação à anterior (47,37 milhões de ha).


Os números divulgados nesta quinta-feira (7) se baseiam na média de produtividade obtida nas últimas cinco safras. Foram descartados os anos atípicos e agregado o ganho tecnológico.

O algodão em caroço é o grande destaque, em decorrência dos preços favoráveis praticados no mercado. Com isso, a produção do grão aumenta de 2,43 (+32,5%) a 2,57 (+39,3%) milhões de toneladas, em comparação à safra passada, que foi de 1,84 milhão de toneladas. Já a área plantada pode crescer de 1,01 (+21,9%) a 1,07 milhão de ha (29,1%).

A produção do feijão total cresce, variando entre 3,39 (+4%) e 3,42 milhões de toneladas (+5%), contra as 3,26 milhões de toneladas da safra passada. A produção de arroz também aumenta de 12,05 (+7,1%) a 12,26 milhões de toneladas (+8,9%).

Os principais responsáveis pela variação negativa na produção e na área plantada desta safra são a soja e o milho total (1ª e 2ª safras). A previsão é que os sojicultores colham de 67,60 (-1,5%) a 68,90 milhões de toneladas (+0,3%) sobre a safra anterior (68,68 milhões de toneladas). A área destinada à leguminosa varia positivamente de 23,76 (+1,3%) a 24,20 milhões de ha (+3,1%), sendo que a da safra anterior foi de 23,46 milhões de ha.

O milho total reduz-se de 51,83 (-7,5%) a 52,41 (-6,5%) milhões de toneladas, em comparação às 56 milhões de toneladas do último ciclo. A área também diminui de 12,71 (-2,1%) a 12,81 milhões de ha (-1,3%).

A pesquisa foi realizada por 50 técnicos, entre os dias 19 e 25 de setembro, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Para o Norte e Nordeste, onde o plantio começa em dezembro, foram considerados os dados de área da safra anterior e a produtividade média dos cinco últimos anos.

Fonte: CONAB

quarta-feira, outubro 06, 2010

Modelo de armazenagem australiano será apresentado em Conferência

Créditos: DivulgaçãoPara debater os desafios e as potencialidades enfrentados pelo Brasil na armazenagem de produtos agrícolas, a Associação Brasileira de Pós-Colheita (Abrapos) e o grupo Cotriguaçu promovem, de 19 a 21 de outubro de 2010, a 5ª Conferência Brasileira de Pós-Colheita e Fórum Latino Americano de Pós-Colheita, em Foz do Iguaçu (PR). Um dos temas em debate será a apresentação do inovador modelo australiano de armazenagem de grãos e de sementes.

Na década de 1990, a Austrália, sob pressão do mercado internacional de grãos, teve que adaptar seus silos para oferecer produtos dentro dos padrões de qualidade, exigidos pelos países compradores. "As indústrias australianas criaram silos herméticos, facilitando a eliminação de pragas com a difusão de produtos químicos gasosos (fosfina) pelo interior do silo", explica o presidente da Abrapos, Irineu Lorini, pesquisador da Embrapa Soja.

Para apresentar as técnicas adaptáveis ao sistema brasileiro de armazenagem, a 5ª Conferência Brasileira de Pós-Colheita convidou dois palestrantes do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do Estado de Queensland, Austrália, Manoj Nayak e Philip Burril, que abordarão o problema das pragas nos grãos armazenados e a técnica de hermeticidade de silos.

Segundo Lorini, dado o volume de grãos produzidos atualmente no Brasil - 143 milhões de toneladas(CONAB) - é urgente a busca por novos métodos de eliminação e controle de pragas, assim como uma maior proteção dos produtos armazenados. "Nossos armazéns são preparados apenas para guardar grãos. Não são adaptados ao sistema de expurgo de pragas por intermédio de gases, um dos métodos mais modernos e menos impactantes na eliminação das pragas na armazenagem", afirma Lorini.

Os armazéns herméticos favorecem o expurgo de pragas pela utilização de gás - como a fosfina. "É essencial que o local a ser expurgado permita a vedação completa, a fim de evitar desperdício do produto e potencializar sua eficácia", explica Lorini.

Outra opção é a aplicação de fosfina líquida ou pura, que pode ser introduzida no Brasil como nova forma de aplicação nos armazéns e silos. Para apresentar o sistema de aplicação e o futuro uso no Brasil, a programação contará com a palestra do pesquisador da indústria química Fosfoquim de Santiago, no Chile.
A 5ª Conferência Brasileira de Pós Colheita e Fórum Latino Americano de Pós Colheita são uma realização da Abrapos e do grupo Cotriguaçu, formado pelas cooperativas Coopavel, C. Vale, Lar e Copacol.

A programação completa do evento pode ser acessada no site da Abrapós.

FONTE
Embrapa Soja

Dólar cai e alavanca soja em Chicago

De São Paulo

A desvalorização do dólar em relação a outras moedas no mercado internacional foi a principal responsável pelos movimentos financeiros que resultaram na alta das cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Outras commodities, inclusive não agrícolas como petróleo e ouro, também encontraram sustentação na erosão da moeda americana, que no caso do grão interrompeu uma pequena sequência de dois dias de queda.

Os contratos com vencimento em janeiro encerraram a sessão em Chicago negociados a US$ 10,8150 por bushel, ganho de 17,50 centavos de dólar (1,64%) em relação à véspera. Mas, depois do tombo de sexta-feira e da baixa moderada de segunda, a variação acumulada em outubro ainda é negativa em 3,07%. Ainda assim, cálculos do Valor Data apontam que a valorização acumulada dos futuros de segunda posição de entrega em 2010 é de 3,15%, e que nos últimos 12 meses a alta desses papéis chega a 21,41%.

Mesmo que o dólar tenha sido a principal influência para o salto de ontem, os reflexos do fenômeno climático La Niña sobre as safras que já começaram a ser plantadas no sul da América do Sul voltaram a preocupar os traders. Do fim da semana passada até segunda-feira, o mercado foi mais imediatista e as chuvas que caíram sobre regiões produtoras do Centro-Oeste brasileiro e da Argentina, ainda que irregulares, ajudaram a pressionar as cotações. Mas o risco de que as estiagens normalmente geradas pela La Niña prejudique as lavouras até o início de 2011 voltou a ganhar espaço. (FL, com Dow Jones Newswires e Reuters)

terça-feira, outubro 05, 2010

Área e produtividade menores afetam safra de milho de verão, que cairá 8% - Vaivém

Área e produtividade menores afetam safra de milho de verão, que cairá 8% - Vaivém

O Brasil deverá terminar a safra 2010/11 de milho com estoques previstos em 5,9 milhões de toneladas, volume inferior aos 7,1 milhões da de 2009/10. Os dados são da consultoria Céleres, que divulgou ontem novas estimativas de produção para esta safra de verão.

Apesar da recente elevação dos preços do milho, os produtores estão semeando apenas 7,6 milhões de hectares nesta safra, área 5,9% inferior à de 2009/10.



Outro dado preocupante para o setor é que a produtividade não repete o desempenho da safra anterior e recua 2,1%. O resultado final será uma safra de milho 7,9% inferior à de 2009/10.





PRESSÃO SOBRE CUSTOS



Com números menos folgados na oferta de milho, principalmente devido às exportações e à safra menor, a indústria de carnes terá um peso forte na composição de custos de produção.



A safra de verão recua para 29,9 milhões de toneladas, o menor volume desde 2004/5. O peso do abastecimento interno vai recair sobre a safrinha, cuja produção, conforme dados ainda provisórios da Céleres, sobe para 21,9 milhões de toneladas.



As recentes chuvas estão sendo favoráveis ao plantio na região Sul, onde 23% da área de verão já foi semeada, ante 31% da safra anterior.



O plantio avança no Rio Grande do Sul, onde os produtores já semearam 40% da área. No Paraná, líder de produção na avaliação da Céleres, o plantio atinge 15%.


Plantio lento A falta de chuva atrasou o plantio de soja em Mato Grosso. Acompanhamento do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) indica que apenas 0,4% da área já foi semeada. Em igual período de 2009, o plantio atingia 5%.


Perda de ritmo O feijão, em alta constante nas últimas semanas, começa a perder fôlego. A saca do tipo carioquinha recuou para R$ 190 ontem nas lavouras, queda de 7%. A retração se deve à alta de preços, o que provocou recuo nas vendas.


Dia de queda O café teve forte recuo ontem nas Bolsas de negociação. Caiu 4,8% em Nova York, para US$ 1,73 por libra-peso no primeiro contrato. Aposta na safra brasileira derrubou os preços.

Cana A chuva, que favorece o plantio de grãos, atrapalha a colheita de cana. A moagem da primeira quinzena de setembro somou 37 milhões de toneladas, 12% menos do que na quinzena anterior.
País gasta US$ 3,2 bi no ano com importações de adubo

As importações de adubos e fertilizantes voltaram a subir forte no mês passado.
Os dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) registraram compras brasileiras no mercado externo no valor de US$ 508 milhões, o segundo maior patamar de gastos no ano.

Os dados da Secex indicam que de janeiro a setembro as importações nacionais somaram US$ 3,2 bilhões. Aumento nas compras e preços externos mais elevados puxaram os gastos das indústrias neste ano.

A demanda por fertilizantes, que estava centrada no primeiro semestre nos últimos anos -devido à antecipação de compras-, voltou a ter peso maior no segundo.

Cenário atual do algodão é de preços em alta com oscilações (Artigo)


COMO OS ESTOQUES NÃO CONSEGUEM REGUAR AS OSCILAÇÕES, TEMOS A CONFIGURAÇÃO DO CENÁRIO DE VOLATILIDADE COM ALTA DE PREÇOS


PAULO PICCHETTI
ESPECIAL PARA A FOLHA

Os preços do algodão no mercado internacional seguiram o padrão de forte queda das demais commodities no cenário marcado pelo início da crise em 2008.

Depois, a partir do final de 2009, o cenário é de recuperação dos preços.

Essa recuperação foi marcada por fortes elevações nas últimas semanas, restabelecendo o patamar de preços do período pré-crise.

Se, de um lado, parte da explicação para isso está na recuperação da demanda mundial, por outro está na redução da oferta, causada principalmente pelas enchentes no Paquistão.

O país é um dos quatro maiores produtores e exportadores mundiais de algodão (ao lado de EUA, China e Índia, com 75% da produção).

Com a revisão para baixo na produção mundial esperada para 2010/11, a previsão para a relação entre o volume de estoques e o consumo nesse período é de 37,7%, valor historicamente baixo -o menor desde 1993/94, tendo atingido 55% em 2008/09.

Esse cenário impõe uma pressão não só sobre os preços praticados no mercado mundial, mas também sobre a volatilidade desses preços.

Essa volatilidade decorre da combinação de incertezas sobre as condições climáticas, bem como sobre a política de restrição de exportações por parte de alguns grandes países produtores e exportadores, justamente durante o período de colheita nesses países.

Somando-se a incapacidade de os estoques regularem essas oscilações no curto prazo, temos a configuração do cenário de volatilidade com a elevação dos preços.

Na medida em que a possibilidade de ganhos especulativos aumenta nessas condições, um componente adicional às incertezas citadas acima passa pelo aumento das transações dessa natureza nos mercados futuros, e seus impactos sobre os preços à vista.

O Brasil é o quinto maior produtor e exportador mundial de algodão, respondendo por cerca de 6% do total de 25,4 milhões de toneladas estimadas para 2010/11.
Como o cenário de preços externos favoráveis aumentou a expectativa de exportação pelo Brasil (em 60 mil toneladas), o país terá de importar uma parte daquilo que necessita para seu consumo.

O resultado é a elevação de preços e da volatilidade também no mercado interno.
O algodão em caroço comercializado no atacado subiu 30,9% em setembro (de acordo com os dados do índice de Preços no Atacado da FGV), após ter ficado praticamente estável em agosto.
Para o período 2011/12, espera-se aumento na oferta dos grandes países produtores, principalmente dos EUA, em resposta aos preços verificados atualmente.
Até lá, porém, a integração do nosso mercado interno ao mundial resultará em um cenário de preços elevados e volatilidade.
PAULO PICCHETTI, 48, doutor em economia pela Universidade de Illinois, é professor da EESP/FGV (Fundação Getulio Vargas) e coordenador do IPC-S/Ibre/FGV).

segunda-feira, outubro 04, 2010

Mercado continua trabalhando pressionado em Chicago


Os futuros dos grãos – soja, milho e trigo – negociados na Bolsa de Chicago continuaram o movimento de perda registrado na última sexta-feira e encerraram o pregão noturno em baixa. A oleaginosa encerrou o pregão com queda de dois dígitos.

Segundo analistas, o recuo dos preços é resultado das vendas técnicas e da liquidação dos fundos especulativos de longo prazo – vistos dirigindo o mercado nas últimas duas sessões. Além disso, os estoques de milho nos EUA muito acima do esperado pelo mercado divulgados no relatório de estoques trimestrais do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) na última quinta-feira (30) e os dados de boa produtividade para a soja, também nos Estados Unidos, serviram como catalisadores para o recuo.

A tendência é de que o mercado continue operando no vermelho na sessão diurna desta

segunda-feira na CBOT. Para o milho, o clima seco nos EUA contribui para a colheita e isso pressiona os preços.

Na soja, o fator que impulsiona o declínio também são as condições climáticas, mas na América do Sul – Brasil e Argentina. As chuvas dos últimos dias melhoraram a umidade do solo e aumentaram as possibilidades do início do plantio em importantes regiões produtoras.

No caso do trigo, o clima também impacta negativamente. As chuvas na Rússia e em demais países do Leste Europeu aumentam as estimativas para a safra, já o clima seco no Canadá contribui para a colheita e trabalha como fator de baixa para o grão.

Às 11h47 (horário de Brasília), a soja para novembro valia US$10,51/bushel com baixa de 5,25 cents e o maio operava a US$10,72/bushel recuando de 5,75 cents. Para o milho, vencimento dezembro a US$4,56/bushel predendo de 9,50 cents e o março a US$4,69/bushel com queda de 9 cents. No trigo, vencimento dezembro a US$6,46/bushel caindo 9 cents, para março declínio de 10,25 valendo US$6,78/bushel.

Fonte: Notícias Agrícolas

Notícias Mercado Financeiro Cautela afeta bolsas de valores mundiais Pesquisa:


Seg, 04 de Outubro de 2010 19:00 .A pressão vendedora tomou conta das principais bolsas de valores mundiais nesta segunda-feira. Notícias negativas impulsionaram a realização de lucros dos investidores. Nos Estados Unidos, a notícia de que o Goldman Sachs reduziu a recomendação das ações da Microsoft para neutra afetou o andamento dos negócios.

Nem mesmo um indicador melhor do que os analistas previam fez com que os agentes deixassem a cautela de lado. Diante disso, os índices acionários norte-americanos encerraram em baixa. Ao final do pregão, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average recuou 0,72%, aos 10.751 pontos. O S&P 500 caiu 0,80%, aos 1.137 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq desceu 1,11%, aos 2.344 pontos.

Na Europa, o dia também foi de baixa nas bolsas de valores. Segundo analistas, o movimento foi reflexo de temores quanto a saúde financeira dos países da região. Ao final dos negócios, o índice FTSE-100, de Londres, caiu 0,66%, aos 5.555 pontos, o CAC-40, de Paris, recuou 1,15%, aos 3.649 pontos. O DAX, de Frankfurt, teve desvalorização de 1,24% aos 6.134 pontos.

Na Argentina, o Índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, registrou recuo de 1,04%, aos 2.624 pontos.

E no Brasil, o Ibovespa terminou em leve alta, de 0,22%, aos 70.384 pontos. O comportamento do índice ficou limitado pela realização de lucros nos Estados Unidos. Na outra ponta, as ações do setor de energia ajudaram a garantir o dia de ganhos. Segundo Silvio Campos Neto, economista do banco Schahin, o movimento reflete a reação eleitoral. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 5,860 bilhões.

Na renda fixa, a curva de juros futuros se ajustou para baixo. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 projetou taxa anual de 11,42%. No câmbio, o dólar comercial avançou e acabou vendido a R$ 1,69.

Nas commodities, os preços do petróleo recuaram no mercado internacional, acompanhando a cautela nas bolsas de valores. O barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em novembro, caiu 0,08% para US$ 81,51 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento também em novembro, recuou 0,5% cotado a US$ 83,31 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)

Produtores se preocupam com a sustentabilidade da carne Pesquisa:

Produtores se preocupam com a sustentabilidade da carne .

Seg, 04 de Outubro de 2010 19:31 .A produção sustentável de carne, que gere menos danos ao meio ambiente, terá uma cobrança cada vez maior dos consumidores, tanto no mercado externo quanto no ambiente doméstico dos principais países produtores. Este foi o tema central das discussões que marcaram o XVIII Congresso Mundial da Carne, realizado na semana passada em Buenos Aires, na Argentina, segundo informou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Neste cenário, o presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira, avalia que o Brasil, segundo produtor e principal exportador mundial, terá plenas condições de assumir papel protagonista para suprir a demanda nos próximos anos. Segundo ele, o País já vem atendendo a esta exigência sem desmatar novas áreas e adotando práticas como a integração lavoura-pecuária e o manejo de pastagens, que contribuíram para redução da emissão de gases poluentes pelo rebanho bovino, nos últimos anos.

"Enquanto há países que reduziram sua produção ou que não dispõem de mais áreas, nós temos capacidade de aumentar nossa produção sem derrubar uma árvore sequer. Prova disso é que o desmatamento e a emissão de gases nocivos ao meio ambiente vêm caindo, enquanto a produção de carne cresceu nos últimos anos. Tudo está baseado em argumentos científicos e não em informações de ONGs ambientalistas", justifica Nogueira, que esteve no evento. Desta forma, reforça, o País consegue responder a demanda internacional, pois é o principal exportador mundial, e suprir o mercado interno, que consome mais de 80% da produção de carne. Antenor Nogueira ressalta, no entanto, que além de continuar produzindo de forma sustentável, o país precisa resolver questões sanitárias, como a erradicação da febre aftosa. "Há estados importante do Norte e do Nordeste que precisam ser incluídos neste cenário de exportação para responder ao aquecimento da demanda", enfatiza.

(Redação - Agência IN)