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sábado, abril 02, 2011

Bom preço da soja populariza troca de grãos por insumos

Prática ajuda a fixar preços e reduzir custos, além de livrar o produtor das constantes oscilações do mercado de comodditiesKatia Baggio
Bela Vista do Paraíso (PR)

O bom preço da soja no Brasil popularizou ainda mais a troca do grão por insumos para a safra seguinte. A prática ajuda a fixar preços e reduzir custos, e ainda pode livrar o produtor das constantes oscilações do mercado de comoddities, que tanto influenciam esse tipo de produto.

O agricultor Daniel Salomão nem terminou de colher a soja deste verão e já comprou os insumos para a safra de 2012. Ele pagou, mais uma vez, em sacas de soja. E vai cobrir de novo com o grão dos 580 hectares que tem. O produtor fechou as compras em fevereiro e calcula que economizou 2,9 mil sacas em relação às compras de 2010.

– Esse ano nós fizemos um custo de 13 sacas por hectare. A conta do ano passado foi com 18 sacas por hectare. A saca fica em torno de R$ 48. Bom negócio, e com o preço dos insumos mais baixo – afirma o agricultor.

A troca de produtos, ou compra antecipada, ficou comum na década de 90 entre agricultores do Mato Grosso. Eles precisaram encontrar uma forma de adquirir produtos além do valor que conseguiam financiar para as propriedades, que por lá são bem grandes. No Paraná, esse sistema de compras passou a ser adotado por pequenos e médios agricultores, que são a maioria no Estado desde 2005. E de lá para cá tem funcionado.

Boa parte dos agricultores faz um pacote de compras, que inclui fertilizante, inseticida, fungicida, herbicida e as sementes. Muitas revendas facilitam estocando os produtos até que o agricultor comece o plantio. Este mês, os preços estão até 10% mais altos em relação a fevereiro. Luiz Antonio de Araújo, gerente de revenda de produtos agrícolas de uma unidade em Bela Vista do Paraíso, norte do Estado, diz que o volume de compras varia conforme a cotação da soja. Mas, no geral, este ano está vendendo mais.

– Nós conseguimos fixar, do mesmo período do ano passado para esse ano, uns 70% da área de troca. Ele vai fixar o custo dele para o custo final até a colheita – diz o gerente.

O consultor de agronegócios Miguel Abrão afirma que o produtor rural descobre, cada vez mais, as vantagens de negociar em sacas, especialmente quando se fala em commodities.

– Nos últimos cinco anos, a gente está vendo o produtor conhecendo Chicago, conhecendo dólar, avaliando se é melhor tomar crédito rural ou se é melhor ficar devendo em moeda commodity, porque não sofre interferência nem de Chicago nem de dólar. Isso é interessante. Outro fator importante: estamos vendo o problema da infraestrutura, que é totalmente incompatível com a evolução da safra brasileira – explica.

As cooperativas confirmam que o produtor tem hoje uma visão de empresário rural. Por isso, o diretor da Cooperativa Integrada de Londrina (PR), Sergio Otaguiri, acrescenta que o preço remunerador da soja também pode ajudar a eliminar dívidas de safras perdidas. É uma estratégia para manter a saúde financeira da atividade.

– Principalmente aqueles que tiveram frustrações no passado, aproveitar os bons momentos, os bons preços, quitar essas dívidas passadas. E, aquele que não tem dívida, aproveitar o bom momento para se capitalizar, porque a gente não sabe o que vem pela frente, também. Essa é a recomendação não só nossa, mas de muitos especialistas da área – acredita.
CANAL RURAL

Colheita da soja termina com atraso em lavouras de Mato Grosso

A colheita da soja está terminando com atraso em Mato Grosso. O excesso de chuva dificultou os trabalhos e comprometeu a qualidade do grão. De acordo com o Imea, Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola, foram colhidos cerca de 80% das lavouras.

Na fazenda do agricultor Pedro Vigolo, em Sorriso, no norte de Mato Grosso, a colheita nos 850 hectares de soja já terminou. O produtor diz que diante das previsões de um ano mais chuvoso, tomou algumas precauções. “Tinha informação que iria chover acima do normal. Nós produtores nos preparamos com colhedoras para entrar no campo na hora certa ou antecipada. Nós conseguimos realizar os trabalhos sem danos nenhum.”

De acordo com o Imea, Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola, foram colhidos cerca de 80% das lavouras, o que representa um atraso se comparado ao mesmo período do ano passado, quando a colheita estava praticamente encerrada. É culpa da chuva que não tem dado trégua pela região.

O atraso traz um grande problema ao produtor. No armazém, os grãos são separados e a umidade é avaliada em máquinas. A soja só tem qualidade para o mercado com valores abaixo dos 14%. O resultado é sentido no bolso.

 A umidade é um prejuízo porque nós precisamos colher com alto teor de umidade e tem que secar esse grão para ele vir pelo menos a 14%. Para se fazer isso, dependendo da umidade que se recolher no campo, leva mais tempo para trazer a umidade ideal. E isso tem um custo de secagem, um custo operacional que vai recair nas costas do produtor”, explica Elson Pozzobom, presidente do Sindicato Rural de Sorriso.

Fonte: Globo Rural


Preços das commodities agrícolas desafiam turbulências do cenário internacional


Os preços das principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no mercado internacional não passaram incólumes pelas turbulências árabes, europeias e japonesa que agitaram os mercados globais em março, mas os fundamentos de oferta e demanda da maior parte dos produtos mostraram que ainda é pequeno o espaço para quedas bruscas mesmo em períodos de grandes incertezas.

Cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez) de commodities transacionadas nas bolsas de Chicago (soja, milho e trigo) e Nova York (açúcar, café, cacau, suco de laranja e algodão) apontam que apenas café e algodão encerraram o mês passado com variações positivas na comparação com fevereiro - de 4,78% e 7,05%, respectivamente.

As demais registraram quedas, entre 1,52% (milho) e açúcar (11,97%), mas mesmo assim os saldos continuam em geral positivos em 2011 e nos últimos 12 meses. Na comparação com as médias de dezembro, os resultados de março só são inferiores para açúcar (7,63%) e trigo (3,17%), e há ganhos significativos como os do algodão (45,41%). Em relação às cotações médias de março de 2010, todos os produtos aparecem com valorizações, de 12,89% (suco) a 137,42% (algodão).

"Os fundos saíram um pouco dos mercados de commodities agrícolas [diante das turbulências], mas a tendência é que continuem com posições sustentáveis diante de fundamentos firmes e do dólar fraco", diz Flávia Moura, analista da Newedge em Nova York. Flávia é especialista em grãos, que são mais negociados nas bolsas, mas a consideração pode ser ampliada para os demais produtos.

Não por acaso, quem mais recuou em março tem os quadros de oferta e demanda menos apertados. É o caso do açúcar, cuja produção deverá aumentar 3,2% no Brasil na safra 2011/12, e do trigo, que entre os grãos tem as projeções de estoques mundiais mais folgados. E o mercado está de olho nos estoques, vide o que aconteceu a partir da divulgação de novas estatísticas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na quinta-feira.

Em um dos levantamentos que divulgou, o USDA confirmou que a área plantada de milho deverá aumentar 4,5% nos EUA em 2011/12 (40% da safra virou etanol em 2010/11), para 37,3 milhões de hectares - a segunda maior desde 1944 -, que a área de algodão crescerá 14,5%, para 5,1 milhões de hectares, e que, em parte por causa desses incrementos, a de soja cairá 1%, para 31 milhões de hectares.



É evidente que o mercado registrou as informações, mas elas vieram dentro do esperado e foi o reporte de estoques do USDA, este sim surpreendente, que mexeu com os preços no dia, oferecendo sustentação. Em 1º de março, informou o USDA, os estoques americanos de milho estavam 15% inferiores ao registrado na mesma época de 2010, enquanto os de soja eram 2% mais magros. O trigo pegou carona na alta desses grãos e também subiu em Chicago na quinta-feira, mesmo com estoques 5% mais gordos - mas menores que o previsto pelos traders - e apesar da previsão do USDA para a área plantada total nos EUA na temporada 2011/12 ter indicado aumento de 8,2%.

Fonte: Valor Econ�mico



Soja realiza lucros e milho continua registrando forte alta

Depois das fortes altas da última quinta-feira por conta dos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), hoje a soja realiza lucros na Bolsa de Chicago.

Os principais vencimentos fecharam o pregão noturno em queda de 5 pontos em média. A firmeza do dólar também contribui para o movimento de baixa. Porém, trata-se de uma movimentação natural de correções técnicas depois das altas de quase 40 pontos na sessão de ontem. Na sessão diurna, as cotações estendem essas realizações de lucros e continuam operando no vermelho.

Ontem,o USDA reportou redução nos estoques físicos trimestrais de soja e milho e ainda reduziu em 1% a área destinada ao plantio da oleaginosa. Segundo análise da XP Investimentos, "o mercado da soja referencia um quadro fundamentalista positivo na percepção de que os estoques finais norte-americanos tendem a permanecer restritos também na próxima temporada".

Por outro lado, o milho manteve o significativo avanço registrado ontem e fechou a sessão noturna desta sexta-feira com alta de mais de 40 pontos, estendendo os ganhos de ontem para o pregão diurno desta quinta-feira. O mercado opera com limite de alta expandido para 45 pontos.

Os preços do cereal alcançaram o maior preço em um mês na CBOT frente aos rumores de que o aumento de área de plantio nos EUA - cerca de 5% em relação à safra passada - não será o suficiente para atender a demanda e repor os estoques globais.

"O milho está bastante sustentado pela pecuária e também pela produção norte-americana de etanol. O cereal ainda é uma commodity necessária. Há o consumo por trás de tudo isso", disse Jonathan Bouchet, analista da OTCex Group, de Geneva.

De acordo com um relatório divulgado hoje pelo Rabobank, enquanto o aumento na área do milho pode ser visto como um fator de pressão negativa nos preços, o cenário é revertido pelos níveis bastante ajustadados os estoques. O boletim informa ainda que as reservas norte-americanas de milho são as segundas menores desde a safra 1995/96.

"A expectativa é de que a produção do novo ciclo não será capaz de repor os estoques, o que deve manter os preços em alta", informou o reporte do banco.

Fonte: Noticias Agricolas // Carla Mendes