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sábado, novembro 06, 2010

Produtores paulistas intensificam plantio da soja

O feriado do Dia de Finados não teve descanso para os produtores de soja do oeste de São Paulo. Eles aproveitam a umidade das últimas chuvas e colocaram as máquinas no campo para intensificar plantio.

No campo, a pressa agora é amiga da produção. O agricultor Carlos Custódio apalpa a terra e sabe que este é o momento para o plantio da soja. É preciso correr para aproveitar a umidade do solo. “Você tem de trabalhar de sol a sol. Inclusive, entrar um pouco a noite. Quando não, fazer dois turnos para poder plantar no momento certo. Adiantar o plantio e aproveitar a umidade do solo, que é importante”, explicou.

Para escapar esta safra o produtor decidiu ampliar a área de plantio, de 200 para 220 hectares, e está otimista. “O agricultor está sempre esperançoso que chova e não falte umidade porque é disso que a gente precisa”, completou Custódio.

O agricultor Júlio César Antonucci decidiu manter a mesma área de plantio do ano passado, de 450 hectares. Mas para diminuir os custos ele investiu na agricultura de precisão. “Para não desperdiçar e não jogar adubo onde não precisa e calcário onde não precisa. Estamos trabalhando para aumentar a produtividade com menor custo”, justificou.

No oeste paulista, a saca da soja está em torno de R$ 47. Mas para os produtores o preço só vai ter importância daqui a quatro meses, quando começar a colheita.
Fonte: Globo Rural

Soja avança e se aproxima dos US$13 em Chicago

Soja avança e se aproxima dos US$13 em Chicago

A soja trabalha em alta na sessão desta sexta-feira na Bolsa de Chicago alcançando o maior preços em dois anos. Este é o terceiro dia consecutivo de avanços e durante o pregão noturno, o vencimento maio chegou a bater a máxima de US$13 por bushel.

As altas são resultado da desvalorização do dólar, que tem se mostrado mais expressiva depois do anúncio do Federal Reserve sobre a compra de 600 bilhões de dólares em títulos do tesouro norte-americano. O recuo da moeda impulsiona a demanda e faz com que as commodities tornem-se investimentimentos alternativos. A demanda chinesa aquecida também promove um importante suporte aos preços.



"A fraqueza do dólar elevou ainda mais as commodities", disse Hiroyuki Kikukawa, gerente da IDO Securities Co, em Tóquio.

Nesta quinta-feira, cerca de 24 commodities subiram aos seus maiores patamares desde outubro de 2008. Desde o início de junho, a soja já acumula um ganho de 43%. Para o milho, alta de 58% no mesmo período, estimulado pela especulação de uma possível redução na produção mundial.

Por volta das 14h (horário de Brasília), a soja, para o vencimento novembro operava a US$12,70, com alta de 5,25 pontos. O maio, referência para a safra brasileira, valia US$12,91, com alta de 6,25 pontos.

Fonte: Notícias Agrícolas

quinta-feira, novembro 04, 2010

Preocupação no MT continua sendo a ausência de chuvas firmes

Pela primeira vez em muitas safras, o produtor mato-grossense dá o pontapé da nova temporada sem ter preocupações relativas aos preços futuros da saca. No momento, o que tira o sono é a falta de chuvas firmes que possam dar a certeza de que a semeadura pode avançar sem medo do clima. A certeza sobre o bom valor da saca no mercado internacional tem tudo para se manter firme nos próximos meses, já que a tendência de plantio nos Estados Unidos, a partir de maio do ano que vem, aponta para expansão do milho sobre área de soja, ou seja, o mercado já preocupado com a menor produção de safra nos Estados Unidos e com as preocupações climáticas que atingem o Brasil, poderá colher menos grão em 2011 e assim, valorizar a soja.

Como destaca o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea)- órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), com a safra quase terminada nos Estados Unidos, o assunto entre os produtores norte-americanos passa a ser o atraso de plantio em Mato Grosso e a definição de área a ser cultivada no ano-safra 2011. "Com o mercado a patamares elevados, a relação de preço soja/milho para novembro do ano que vem está em torno de 2,2, o que puxa uma considerável vantagem para o milho. Muitos analistas de mercado já dão como certo uma elevação de área para o cereal e, potencialmente, uma redução na área de soja ano que vem. Se isso realmente acontecer, as chances de o mercado de soja atrapalhar em alta volatilidade são muito grandes".

Isso são perspectivas que deverão ser consolidadas ao longo de 2011. No entanto, o mercado atualmente está em alta, sustentado por um tripé de fatores: clima, oferta e demanda. "Do início do mês de julho para cá o mercado tem sido sustentado basicamente por um tripé no mínimo curioso", destaca o Imea.

As incertezas climáticas trazidas pelo La Niña prometem render bons ganhos sobre as lavouras mato-grossenses e argentinas. Com as incertezas climáticas vieram também os fortes rumores sob a real oferta da oleaginosa no ciclo 10/11, seja das lavouras norte-americanas, brasileiras e/ou argentinas. Já no campo da demanda, a China continua no posto de melhor e maior consumidor mundial da oleaginosa, devendo encerrar o ciclo com importação de 55 milhões de toneladas, o que corresponde a 22% da produção mundial. Como o plantio, em Mato Grosso, ainda segue bastante atrasado devido às chuvas irregulares, a China continua em ritmo acelerado nas compras e o relatório de Oferta e Demanda que será divulgado no dia 9 deste mês poderá rever os números de produção, o mercado ainda segue sem fundamentos baixistas. "Entretanto, como há tempos o mercado oscila não somente por problemas que atingem diretamente o produto físico as tendências nunca devem ser vistas como certeza", adverte o Imea.



Cotações - A semana findou com o mercado estável. O contrato maio iniciou a semana cotado a US$ 12,39/bushel e encerrou a sexta-feira (29) nos mesmos patamares. O contrato novembro fechou a semana valendo US$ 12,26/bushel. O forte ritmo de compras da China e o atraso no plantio das lavouras mato-grossenses, entre outros, seguraram as cotações que seguem firmes e já completam duas semanas acima de US$ 12,00/bushel. O dólar volta aos patamares praticados em setembro de R$ 1,70. Bushel é um padrão de medida norte-americano, utilizado no Bolsa de Chicago (referência às commodities agrícolas no mundo) que equivale a 27,22 quilos.

Exportações - De acordo com Secex, Mato Grosso já exportou 8,4 milhões de toneladas de soja em grão, volume 21% menor que o mesmo período do ano passado. A maior participação continua sendo da China, que importou 5,4 milhões de toneladas, volume que representa 65% de todo o volume exportado pelo Estado. O segundo maior comprador do grão mato-grossense é a Espanha, que reduziu suas compras em 295 mil toneladas em relação a 2009, participando este ano com 7% das exportações do Estado. Para a Holanda foram embarcadas 525 mil toneladas, país que está na terceira colocação, seguido pela Itália, com 315 mil toneladas. Os demais países participaram com 18%. A participação das exportações de soja mato-grossenses do volume nacional representou 31% no acumulado do ano.

Fonte: Diário de Cuiabá