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sexta-feira, setembro 17, 2010

Mercados da Ásia fecham semana em alta

Os mercados da Ásia encerraram a semana em movimento de progresso, com a previsão, divulgada pelo Rabobank, de que as principais economias da região, principalmente a China, vão manter as taxas de crescimento econômico mais avançadas do que as outras grandes potências no mundo.

inda sob o efeito da intervenção do governo no mercado de divisas, os ganhos em Tóquio continuaram. Com o iene desvalorizado, o fluxo das exportações aumentou, alavancando as ações das empresas exportadoras, com destaque para as montadoras e tecnológicas. Além disso, o dia também apresentou um volume grande nas compras do iene, com os investidores aproveitando a baixa da moeda e visando futuros negócios.

Fechando o cenário de boas notícias para os índices asiáticos, o número de pedidos de seguro-desemprego caíram durante a semana, atingindo o menor nível em 2 meses.

Assim, em Tóquio, o índice Nikkei 225 subiu 1,23%, para 9.626,09 pontos, ao mesmo tempo que em Seul, o índice Kospi subiu 0,86%, para 1.827,35 pontos, e em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 1,29%, para 21.970,86 pontos. Ao contrário da maioria das bolsas asiáticas, Xangai terminou a semana com perdas, com o índice Xangai Composto recuando 0,15%, para 2.598,69 pontos.

(Gabriel Nunes - Agência IN)

'Disputa' com milho valoriza soja


Uma histórica relação entre preços de soja e milho influenciou o comportamento de ambos ontem na bolsa de Chicago. E, após uma sequência de expressivas valorizações do milho, que na esteira dos problemas de oferta global de trigo chegou a atingir o maior patamar em 23 meses no mercado, foi dia da soja subir mais forte e voltar a ganhar "folga" na relação.

No plantio de grãos, soja e milho muitas vezes disputam a primazia em uma mesma área. Nos Estados Unidos, levados em conta aspectos agronômicos e mercadológicos - além de uma pendência natural para o milho, preferido pela maior parte dos produtores até por questões culturais -, calcula-se que o ponto de equilíbrio dos preços de ambos, para que nenhum tenha vantagem clara no plantio, é quando a soja vale duas vezes mais do que o milho.

A lógica, é claro, pode ser transferida para a comercialização, que no momento está em fase inicial nos EUA e que terá reflexos na próxima safra. E a soja, antes da crise do trigo, aparecia com larga vantagem sobre o milho, com destaque para o peso da demanda da China, maior país importador da oleaginosa, na formação dos preços. Mas o milho reagiu, o que agora puxou a soja.

No último dia 7, já em meio à escalada do milho, a divisão entre a cotação de fechamento dos futuros de segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez) da soja e a do milho ainda resultava em 2,26. No dia 14, com o milho ganhando força, baixou para 2,09. Ontem, com a maior alta da soja, a divisão voltou a 2,26, fortalecendo a competitividade tendo em vista o próximo plantio, como afirmou Sid Love, analista Kropf & Love Consulting, à agência Dow Jones Newswires.

O bushel da soja para janeiro (segunda posição) fechou a US$ 10,5375, alta de 7,50 cents. Já o bushel do milho para março (segunda posição) subiu 0,25 cent, para US$ 5,0850 por bushel.

Fonte: Valor Econômico

De olho no ‘senhor tempo’

De olho no ‘senhor tempo’

A temporada de plantio da safra 10/11 foi aberta oficialmente hoje após o término do vazio sanitário. Em Mato Grosso, as máquinas estão alinhadas, prontas para semear os primeiros talhões (porções de área da lavoura). Mas, olhando para o tempo ensolarado e seco, os produtores preferem a cautela a iniciar o plantio agora e correr o risco de perder as sementes que podem nem germinar por falta de umidade no solo.

Em todo o Estado, a ordem é esperar mais um pouco antes de plantar. “Dependemos do fator tempo para iniciar o plantio. O solo está muito seco e quente, falta umidade e não chove. Plantar agora é dar um tiro no próprio pé”, diz o produtor Carlos Frederico Aniceto, com lavoura na região oeste de Mato Grosso.
Ele diz que no Estado o tempo continua muito seco e longe de oferecer condições para o plantio. “Não temos praticamente nenhuma umidade no solo. Está todo mundo olhando para o céu, à espera de chuva para iniciar o plantio da safra. Mas não temos idéia de quando isso irá ocorrer para o produtor mato-grossense dar a largada”.

Os produtores estão atentos também a uma possível ocorrência do fenômeno La Niña, quando ocorre o processo de resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, provocando alterações climáticas e retardando a ocorrência de chuvas. A primeira conseqüência do fenômeno é o atraso no plantio de soja e da safrinha de milho, que é semeado logo após a colheita da oleaginosa, a partir do mês de janeiro.
De acordo com a Somar Meteorologia, a previsão é de um episódio de intensidade moderada a forte de La Niña que deve durar pelo menos até o outono de 2011. O mais recente episódio de La Niña ocorreu no verão 07/08 e causou prejuízos de pequenas proporções aos produtores de soja e milho.

ATENÇÃO - Em 2010, contudo, os produtores estão mais receosos porque as chuvas poderão atrasar ainda mais, com poucas ocorrências nos meses de outubro e novembro, data crítica para a semeadura da soja em Mato Grosso. Caso este evento se confirme, a soja começará a ser plantada sob o sinal amarelo e ante a ameaça de prejuízos em um ano de bons preços, em que o produtor semeava esperanças de colher melhores resultados em termos de produtividade.

A AgRural, por exemplo, aposta em um aumento acima de 1% na produtividade da soja, que sairia de 50 para 53 sacas no próximo ciclo.

Segundo o diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), Luiz Nery Ribas, o produtor terá que ter muita atenção porque este ano o regime de chuvas será menor, principalmente no período de setembro a novembro.

O pesquisador Fabiano Siqueri também acredita que algumas regiões do Estado terão o plantio atrasado em função das chuvas tardias durante a primavera de 2010. “O produtor deve fazer um bom planejamento da safra de soja, com um eficiente manejo do solo, escolha correta das cultivares, tratamento de sementes e uso correto de insumos. Todo cuidado é pouco neste momento em que se fazem previsões sombrias ante o La Niña”.

Em Mato Grosso, o início da semeadura ocorre normalmente a partir da segunda quinzena deste mês. Alguns produtores chegam a semear antes mesmo do término do vazio sanitário (15 de setembro), com a planta germinando após esta data e, portanto, não configurando irregularidade.

De acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea), a infração é evidenciada quando a planta é germinada antes do dia 16 de setembro, oferecendo risco para o desenvolvimento do fungo da ferrugem asiática nas plantas tigüeras, aquelas germinadas de forma involuntária.

Fonte: Diário de Cuiabá

quarta-feira, setembro 15, 2010

MERCADO DA ASIA SOBE COM IENE MAIS FRACO

As bolsas asiáticas encerraram com tendência positiva nesta quarta-feira, em um dia marcado pela intervenção do governo do Japão no mercado de divisas do país, freando a forte valorização do iene.

A medida ocasionou uma subida momentânea do dólar frente ao iene, estimulando o movimento de exportações. Assim, as ações de grandes exportadoras como Sony, Honda e Toyota valorizaram expressivamente.

A nota baixa da região veio da China, com a expectativa, por parte do mercado, de que o governo elabore medidas que reduzam o preço dos imóveis, puxando para baixo os índices chineses. Segundo o governo do país, as medidas seriam necessárias em função da situação de pressão pela qual atravessam as principais imobiliárias e incorporadoras chinesas.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 subiu 2,34%, para 9.516,56 pontos, ao mesmo tempo que em Seul, o índice Kospi subiu 0,48%, para 1.823,88 pontos, e em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,14%, para 21.725,64 pontos. Contrariando o movimento da região, a bolsa da China fechou com perdas, com O índice Xangai Composto recuando 1,34%, encerrando a sessão aos 2.652,50 pontos.

(Gabriel Nunes - Agência IN)







Largada do plantio de soja em MT só espera as chuvas

Termina amanhã em Mato Grosso o vazio sanitário para o plantio de soja no Estado. Com isso, o cultivo do grão passa a depender apenas do início da temporada de chuvas, que está prevista apenas para outubro.

"Precisamos de uma chuva de pelo menos 60 milímetros para começar a plantar", diz Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

Apesar da preocupação com o clima, o aumento de preços elevou o otimismo dos produtores. Estimativas do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) apontam para uma estabilidade na área plantada em comparação ao ciclo 2009/10, em 6,2 milhões de hectares. Até julho, a estimativa era de retração de 2%.

Em agosto, os preços médios de Chicago subiram 4%. Além disso, apensar de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter elevado sua previsão para a safra mundial, nas entrelinhas, a entidade elevou também o intervalo em que as cotações deverão oscilar na safra 2010/11.

No relatório de agosto a estimativa era de preços entre US$ 8,50 e US$ 10,00 por bushel. No documento da última sexta-feira, o intervalo foi corrigido para valores entre US$ 9,15 e 10,65 por bushel.

A alta nos preços, no entanto, travou a comercialização. Dados da Céleres mostram que 14% da safra 2010/11 já foi comercializada, exatamente o mesmo percentual da semana passada. Em Mato Grosso, onde os negócios antecipados são mais comuns, também não houve evolução semanal e as vendas ficaram estáveis em 21%.

Fonte: Valor Econômico

Esmagamento nos EUA fica acima do esperado pelo mercado

A Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosa dos EUA, o Nopa,divulgou um relatório nesta terça-feira (14) apontando que as indústrias norte-americanas esmagaram 3,33 milhões de toneladas de soja.

O volume ficou acima das expectativas do mercado, que apostava em 3,27 milhões de toneladas. O total esmagado, no entanto, é inferior ao processado em julho - 3,38 milhões de toneladas. Em agosto de 2009, o processamento foi de 3,06 milhões de toneladas.

Quanto aos estoques de óleo, houve um recuo de 1,374 milhão de toneladas em julho para 1,280 milhão de toneladas em agosto.

Fonte: Notícias Agrícolas

segunda-feira, setembro 13, 2010

Com bom momento do milho, soja fecha em alta na CBOT

O milho trabalha em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Chicago. As cotações encontram sustentação nas especulações de que a produtividade nos Estados Unidos será menor do que do que o anunciado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) - 171,45 sacas/hectare. O rendimento pode ser menor até mesmo do que a expectativa do Informa de 167,75 sacas/hectare.

As cotações vistas nos últimos dias estão nos maiores níveis em 23 meses. Entretanto, os negociadores afirmam que não há previsão de quando o mercado pode começar a apresentar uma correção dos preços, que pode ser originada por um movimento de realização de lucros e de vendas por parte dos produtores.

O vencimento dezembro encerrou a sessão cotado a US$ 4,83/bushel com 5,25 cents de alta e o vencimento março a US$ 4,96 por bushel subindo também 5,50 cents.

De carona no bom momento do milho, os futuros da soja se recuperam e trabalham em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Chicago. Na última sexta-feira, os preços da oleaginosa foram pressionados pelos dados divulgados pelo USDA em seu relatório mensal de oferta e demanda. Além disso, os números positivos sobre a economia chinesa e rumores de que a nação asiática teria comprado mais soja nesta final de semana também deram sustentação aos preços.

Apesar dessa especulação, o relatório de inspeções semanais de exportações divulgado nesta segunda-feira (13) veio abaixo das expectativas do mercado totalizando 189,7 mil toneladas de soja na semana encerrada no dia 9 de setembro. O mercado apostava em um volume entre 272,7 e 408,2 mil toneladas.

A soja fechou o pregão diruno com vencimento setembro ganhando 1,75 cents valendo US$ 10,25/bushel. Já o vencimento novembro encerrou com alta de 3,50 cents e valendo US$ 10,34/bushel.
 
Fonte: Redação NA

Milho: A safra de milho se encerra com mais um leilão de PEP, somando agora 12 leilões


ENCERRADA A SAFRA DE MILHO EM MATO GROSSO: Com aproximadamente 80% da safra comercializada até o final do mês de agosto, a Conab anunciou na quarta‐feira (8) que irá realizar mais um leilão de auxílio à comercialização na modalidade PEP. O programa de auxílio à comercialização deverá ser encerrado nesta última intervenção, com 12 leilões realizados (11 na modalidade PEP e 1 na modalidade Pepro) com 7,32 milhões de toneladas auxiliadas, se o volume do leilão da próxima quarta‐feira (15) for arrematado em sua totalidade. Apesar de restar no Estado um pequeno volume ainda disponível para a comercialização, cerca de 1,3 milhão de toneladas, ainda há muito milho estocado em posse da Conab, cerca de 2,7 milhões de toneladas. Na última quinta‐feira (9) a Conab divulgou sua estimativa de safra para o mês de setembro, aumentando a safra mato‐grossense em 7,1%, passando agora para 8,1 milhões de toneladas. Com a safra encerrada e praticamente definida em Mato Grosso, os olhos se voltam agora para o início da colheita nos EUA, o maior produtor mundial do cereal.

Fonte: IMEA

USDA ignora problemas nas lavouras

Para a secretária-executiva da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat/MT), Andrea Barnabé, que pela segunda vez integrou a comitiva mato-grossense que visitou por dez dias o meio- oeste norte-americano – cinturão da produção de grãos naquele país– as lavouras de soja estão piores do que as vistas no ano passado. Além de sofrer um estresse hídrico na reta final do desenvolvimento por causa da estiagem prolongada - como foi observado em lavouras de Illinois - a Síndrome da Morte Súbita, uma doença fúngica, está preocupando sojicultores em Iowa, estado que concentra a maior produção dos Estados Unidos.

O produtor Dick Blomgren, de Boone, em Iowa, foi o descobridor dos nematóides na região e agora se depara com outro problema: a morte súbita, que mata a planta e derruba, assim, a produtividade. A poucos dias do início da colheita, ele teme perdas, que em algumas regiões podem chegar a 50%. A doença não consta dos números do relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) divulgado na última sexta-feira, que, contrariando a expectativa do mercado, ao invés de reduzir a produtividade em função dos problemas já relatados, ampliou o volume da nova temporada.

Ele conta que entre a primeira semana de junho até 15 de julho, teve cerca de 13 acres (pouco mais de 5 hectares) submersos em função da intensidade das chuvas. A Síndrome surgiu no começo de julho e segundo ele nunca havia aparecido tão cedo. O registro da doença, que surgiu em 1978, se deu em outros ciclos entre final de julho e começo de agosto.

“Este é o pior ano dos últimos 40”, afirma. Iowa, assim como Mato Grosso, é o principal estado produtor de soja e na safra passada atingiu a cobertura de 3,88 milhões de hectares. Blomgren cultiva nesta safra pouco mais de 1,2 mil hectares de soja e milho.

Constatando a presença da doença no sul e centro-sul de Iowa, ele aposta em uma perda global não inferior a 10%. Ele e os pesquisadores da Universidade local acreditam que a maior incidência da morte súbita pode estar em áreas com forte presença de nematóides. “Hoje a nossa maior preocupação é desvendar a morte súbita”, frisa. No ano passado, as lavouras, além dos ‘tradicionais’ nematóides – considerados terrores da produção norte-americana – sofreram a incidência dos pulgões-da-soja (Aphis glycines), que assim como outras pragas e doenças reduz o potencial produtivo, influenciando diretamente no rendimento por hectare, sem falar na necessidade da intensificação de inseticidas, o que onera o custo de produção.

Jim Legvold, produtor em Vincent, também em Iowa, planta volume menor em relação ao colega, cerca de 500 hectares, e frisa que a morte das plantas será decisiva para redução da produtividade. “A quebra é fato”. Em função dos problemas observados nas últimas safras e em função de fatores mercadológicos, ambos pensam em ampliar a área de milho em detrimento da soja, mudança que vem sendo registrada ano a ano nos Estados Unidos. “Milho não tem nematóides como na soja, não tem morte súbita e tem mercado”.

2011 – Diante da constatação de que este é o pior ano nas últimas quatro décadas, os produtores foram questionados sobre o momento de decisão sobre o planejamento da nova safra. Os norte-americanos mal concluíram o plantio e já se veem às voltas de uma escolha entre o milho e a soja. Jim Legvold explica que o rally de preços para 2011 é quem decreta a inclinação das lavouras a um ou outro grão, mas pretende manter algo em torno de 50% para cada. Já Dick acredita que com o bushell a US$ 10, vai vender a cada alta de 0,25 e isso será determinante para ele.

USDA – O relatório da última sexta-feira afirma que a produção de soja nos Estados Unidos, na safra 10/11, deve ser maior que o estimado no mês anterior, contrariando as expectativas do mercado, que previa redução. Segundo o órgão, os 93,4 milhões de toneladas estimados em agosto deram lugar para um número mais robusto, de 94,8 milhões de toneladas. O incremento se sustenta na elevação da produtividade que passou de 49,3 sacas/hectare para 50,1.

Em relação ao milho o efeito foi contrário, o mercado esperava mais, como aponta a AgRural. O Usda calculou a área de em 35,57 milhões de hectares, com produção de 334,28 milhões de toneladas e produtividade de 169,98 sacas por hectare. O mercado esperava média de 335,26 milhões de toneladas e rendimento de 170,60 sacas por hectare.

Fonte: Diário de Cuiabá

Dólar atinge menor cotação no ano

Moeda fechou cotada a R$ 1,716 na venda, queda de 0,23%.


Esta é a nona queda seguida da cotação da divisaA incerteza sobre a possibilidade de intervenções mais agressivas do governo no mercado de câmbio reduziu a volatilidade do dólar nesta segunda-feira (13), no nono dia seguido de queda frente ao real.

Dados da China impulsionam bolsas asiáticas O dólar caiu 0,23%, a R$ 1,716, cotação mais baixa desde 3 de dezembro do ano passado.

"O mercado não mexeu hoje. Abriu em queda, com números bons na China e Basileia III... mas não gerou volatilidade", resumiu Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da corretora Hencorp Commcor, em referência a dados sobre atividade industrial e inflação na China e às novas regras de capital bancário, que abriram espaço para recuo do dólar no mundo inteiro.

"(O dólar) já está num nível muito baixo e o mercado fica com receio de bater um pouco mais", completou Nassar.

A longa sequência de quedas do dólar está ligada à expectativa de um ingresso volumoso de recursos no país. A maior parte viria com a capitalização da Petrobras , cuja reserva de ações já está em curso, mas há emissões de títulos que somente na semana passada somaram cerca de US$ 4 bilhões.

O receio, porém, tem relação com o discurso do governo contra a valorização do real. O Banco Central já aumentou a quantidade de dólares comprados diariamente, com dois leilões realizados por dia desde quarta-feira.

Somente na sexta-feira, de acordo com estimativas de operadores, foram comprados entre US$ 1 bilhão e US$ 1,3 bilhão. Os dados oficiais só serão conhecidos na próxima semana.

Além disso, há a possibilidade de um leilão de swap cambial reverso, derivativo que atua como compra de dólares pelo Banco Central no mercado futuro e que ofereceria um contraponto à enorme oferta de moeda por estrangeiros na BM&FBovespa.

Na sexta-feira, somando os contratos de dólar futuro e de cupom cambial (DDI), os investidores não-residentes exibiam US$ 11,3 bilhões em posições vendidas.

Um termômetro sobre a possível oferta de swap reverso pelo BC é a taxa local de juro em dólares, que vem subindo desde o começo do mês. Nesta segunda-feira, o FRA (forward rate agreement) de cupom cambial para novembro subia a 1,95%, maior nível em mais de um mês


Preços dos Derivados da Soja Registran alta em Agosto

Quanto aos derivados, a procura por farelo e óleo aumentou em agosto e deve se manter firme no curto e médio prazos, pelo menos. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), para o farelo, a expectativa é de que o segmento de carnes aumente as compras. Para o óleo, leilões da Agência Nacional do Petróleo podem elevar a demanda pelo derivado. A procura externa também continua firme, o que impacta positivamente os valores FOB de exportação dos derivados. O esperado era que as exportações e a demanda interna por soja estivessem mais calmas em agosto, especialmente com a proximidade da entrada da safra norte-americana. Conforme pesquisadores do Cepea, no entanto, o interesse comprador no Brasil seguiu aquecido em agosto, levando a um certo descolamento dos valores internos e externos como observado já na primeira quinzena de agosto.

Em agosto, foram embarcadas 3 milhões de toneladas de soja em grão, volume praticamente igual ao de agosto de 2009, mas 25,8% inferior ao de julho de 2010, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). No acumulado deste ano, as exportações da soja em grão somam 25,457 milhões de toneladas, contra 25,620 milhões de toneladas no mesmo período de 2009.

Para o farelo, foram embarcadas 1,04 milhão de toneladas em agosto, volume 30,2% menor que o de julho de 2010. De janeiro a agosto deste ano, os embarques do derivado totalizam 9,05 milhões de toneladas, 2% maior que os do mesmo período de 2009. Já para o óleo de soja, as exportações de agosto foram de 178,4 mil toneladas, recuo de 30,5% sobre a quantidade de julho de 2010 e queda de 8,7% frente à de agosto/09. No acumulado do ano, os embarques do óleo somam 1,02 milhão de toneladas, contra 1,09 milhão no mesmo período de 2009.



Na CME/CBOT (Bolsa de Chicago), entre 30 de julho e 31 de agosto, o primeiro vencimento do contrato da soja (setembro de 2010) caiu 4,2%, passando para US$ 10,08/bushel (US$ 22,22/sc). Para o óleo, o mesmo contrato teve ligeira queda de 0,9%, passando para US$ 0,3948/lp (US$ 870,38/t). Para o farelo, o contrato de setembro de 2010 caiu 2,1%, a US$ 304,25/tonelada curta (US$ 335,37/t) no último dia de agosto.

Os valores FOB porto de Paranaguá, para embarque em set/10, subiram 2,6% entre 30 de julho e 31 de agosto, passando para US$ 25,40/sc de 60 kg. Apesar da ligeira estabilidade das cotações na Bolsa de Chicago, os prêmios de exportação seguem em alta. Para embarque em set/10, os prêmios foram cotados a 121 centavos de dólar por bushel para o comprador e 130 centavos de dólar por bushel para o vendedor no último dia do mês.

Na BM&FBovespa, os futuros seguem apontando preços firmes. Em agosto, a valorização foi de 1,6% no contrato novembro de 2010, cotado a US$ 24,70/sc de 60 kg.

(Redação - Agência IN)