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terça-feira, outubro 11, 2011

Preço pago pelo trigo compensa redução da área com o grão no PR

Saca está sendo comercializada por uma média de R$ 26.
Estimativa é de redução de 25% na safra em relação ao ano passado.
Do Globo Rural

Agricultores da região dos Campos Gerais, no Paraná, ampliaram a área plantada em 14% nesta safra com a expectativa de uma colheita muito maior em relação ao ano passado. Com mais trigo na lavoura, houve mais prejuízos por conta das condições climáticas. Faltou chuva e geou demais.

Nos 350 hectares do produtor Guilherme de Geus, que ficam no município de Tibagi, 175 mil quilos de trigo se perderam na lavoura desde o início do plantio. “A minha expectativa era colher cerca de 3,8 mil a 4 mil quilos por hectare. Hoje, vai reduzir de 3,4 mil a 3,5 mil por hectare", calcula.

O produtor Fred Biersteker também deve colher menos grãos nos 170 hectares cultivados. “O mais importante é que precisa ter qualidade desse trigo. Sem qualidade, a gente não consegue ter bons preços", diz.

A saca está sendo comercializada por uma média de R$ 26 e o custo de produção é de R$ 24. A qualidade dos grãos que resistiram à geada e à chuva é boa, o que fez com que os moinhos paranaenses voltassem a comprar o trigo cultivado no Paraná.

"Os moinhos estão mais interessados na nossa matéria prima. Assim, não temos que fazer boa parte da nossa venda via governo. O produtor tem um preço melhor e um fluxo de comercialização mais rápido, ou seja, o produtor recebe antes o pagamento pela sua produção", explica Anacleto Ferri, gerente da cooperativa.

domingo, outubro 09, 2011

Produtores de milho do Paraná apostam em bom retorno financeiro

Clima tem colaborado para desenvolver uma planta com alto potencial.
Expectativa é de uma produção 13% superior à da safra passada do estado.
Fonte: O Globo Rural

Na propriedade de Luis Antônio Caríssimo em Cascavel, no oeste do Paraná, nunca se plantou tanto milho. Foram 137 hectares, 21% a mais que a safra de verão passada. “Fazia muitos anos que ele não chegava nesse patamar de preço. Se mantiver na faixa de 20 a 24 reais no ano que vem, está bom”, diz Luis Antônio.

O clima tem colaborado. Sol com chuvas regulares uma ou duas vezes por semana. O resultado é uma planta saudável que cresce com alto potencial produtivo.

No Paraná, a expectativa é de uma produção 13% superior à da safra passada. Segundo a Secretaria de Agricultura do estado, o milho deve ter este ano, em média, um lucro de R$ 227 por hectare.

Se tudo correr como o planejado, Seu Luis vai ganhar mais nesta e na próxima safra. "Estou otimista, porque na realidade foi o ano que mais investi em milho. Sementes melhores, adubação melhor. Desde o preparo do solo fiz tudo melhor. Agora é só colher bem."

Primeira estimativa da Conab para a safra de grãos contém incertezas

Ela aponta, ao mesmo tempo, aumento no plantio e queda na produção. Valores são preliminares e próximos levantamentos podem mudar a previsão. Fonte: O Globo Rural

Conab divulgou na quinta-feira a primeira estimativa para a safra brasileira de grãos relativa ao ano agrícola 2011/2012. É uma previsão que vem com muitas incertezas. Os números apontam ao mesmo tempo para um aumento da área de plantio e uma queda de produção.

O que chama mais a atenção nessa primeira estimativa é o crescimento na área do milho primeira safra. Para a Conab, os agricultores vão aumentar em até 7,2% o cultivo. A soja cresce 3,5%. O algodão, 6,1%. No total de todas as culturas, a área deverá ter um incremento de até 2,9%.

Apesar dos agricultores estarem plantando mais, o levantamento da Conab indica redução no volume. A produção brasileira de grãos deve ficar entre 157 e 160 milhões de toneladas: 1,5% de queda em relação à colheita anterior. Isso não acontece desde 2009. Nas últimas duas safras, o Brasil vinha aumentando a quantidade produzida e batendo recordes.



Das principais culturas, duas vão ter redução de área: feijão primeira safra, queda de 8%, e arroz, menos 2,7%. No caso do Rio Grande do Sul, que é o maior produtor, a previsão da Conab é de uma redução de até 3% no cultivo.

“A questão mais significativa é a falta de água na região da Campanha, no Rio Grande do Sul. Tem uma perspectiva de reduzir em mais de 50% a área por conta da falta de água nas barragens”, explica Cláudio Pereira, presidente do IRGA, Instituto Rio Grandense do Arroz. É o que está acontecendo com o produtor Antonio Fontes, de Uruguaiana. Nesta safra, ele diz que vai reduzir em 10% por cento a extensão da lavoura.

Essa primeira estimativa fala em queda na produção no total da safra com base nas previsões de que pode faltar chuva no sul do país também para a soja e para o milho. O diretor de Política Pública Agrícola e Informações da Conab Silvio Porto acha, no entanto, que os números são preliminares e que os próximos levantamentos podem mudar a situação.

“A tendência de chuva, com regularidade para os próximos três meses, principalmente no Centro-Oeste está numa sinalização muito positiva e mesmo essa preocupação que se tem de uma estiagem no Sul poderá não se concretizar e, portanto, os dados e os números poderão ser surpreendentes em relação a este ano”, argumenta Silvio Porto.

O presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso Rui Prado acha que os dados da colheita do ano que vem podem ser melhores que os da previsão da Conab. “Ela deve estar sendo muito conservadora, mas de qualquer forma percebemos uma tendência muita clara dos produtores em plantar mais a segunda safra e em investir em tecnologia, ou seja, colocar mais insumos para a produção dessa segunda safra, que é principalmente a de milho. Isso fatalmente vai trazer uma safra maior. Estamos estimando em torno de 27% a mais de milho já no ano que vem”, diz.

CONAB, Mato Grosso, Rio Grande do Sul

quinta-feira, outubro 06, 2011

Safra de soja está sob ameaça com previsão de estiagem no Sul, diz Conab

O clima do país durante a safra 2011/2012 será determinante para superar ou não o recorde de 2010/2011, quando se colheu 163 milhões de toneladas de grãos, disse o diretor de Política Agrícola e Informação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto. As condições climáticas preveem chuvas regulares principalmente na região Centro-Oeste e a ocorrência de estiagem no Sul.



Essa estiagem no Sul do país pode prejudicar a produção regional, principalmente, de soja. Com essa hipótese houve um aumento da área plantada de milho de verão no Sul, após três anos seguidos de quedas expressivas, segundo dados da Conab.



De olho em possíveis prejuízos ao produtor, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, José Carlos Vaz, disse que o governo está preocupado na proteção de renda do produtor com a contratação de seguro rural. 'Vamos trabalhar nos próximos meses na construção de mecanismos de proteção de renda para 2011/2012 principalmente na região Sul', explicou.

Fonte: Valor Online

Carnes: Rússia embarga dois frigoríficos de Goiás

A Rússia voltou a impor restrições a frigorificos brasileiros. Dessa vez, o estado penalizado foi Goiás. O anúncio desta semana informa que as plantas SIF 4029, do Mataboi Alimentos, em Santa Fé de Goiás e a SIF 1940, do Minerva S.A., em Palmeiras de Goiás estão proibidas de exportar carnes aos país. A medida entre e m vigor no próximo dia 18 de outubro.

Segundo informações de um técnico ligado à defesa agropecuária, esse tipo de restrição temporária é bastante comum e, por meio de acordos, essas barreiras conseguem ser suspensas. O mais importante agora é colocar em prática os ajustes de conduta para atender às exigências do serviço sanitário da Rússia.

As informações são do Rosselkhoznadzor, o Serviço Federal de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária da Rússia.
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Em Chicago, Grãos realizam lucros com avanço da colheita nos EUA e fecham em queda

Após operar durante o dia todo em alta, a soja fechou mais um pregão em queda nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa acabaram devolvendo partes de seus ganhos por conta do clima favorável nos Estados Unidos que estimula o avanço da colheita no país. O milho fechou com poucas variações e as perdas do trigo foram mais acentuadas.

O clima mais quente e seco na principal região produtora norte-americana previsto anteriormente pela agência Telvent DTN favoreceu a maturação das lavouras tanto de soja quanto de milho.

No Brasil e na Argentina, a chuva que pode chegar em alguns dias deve contribuir para o bom andamento de suas safras e contribuir para essa pressão dos preços.

Não bastasse o clima favorável em importantes países produtores, no final da sessão de hoje, os traders acabaram optando pela realização de lucros, forçando ainda mais o fechamento negativo.

Assim como a soja, o milho também terminou o dia próximo da estabilidade, registrando um recuo bem pouco expressivo. O cereal vinha apresentando um dia de altas, porém, a baixa mais significativa do mercado vizinho do trigo, limitou as altas e acabou até mesmo levando as cotações para o lado negativo da tabela.

A previsão de tempo bom para o trigo nos Estados Unidos foi o principal fator de pressão para as baixas mais severas vistas hoje entre o complexo de grãos. Os agentes, neste caso, também optaram por realizar lucros e acabaram revertendo a tendência de alta do início dos negócios.

Os traders seguem operando com mais cautela na Bolsa de Chicago. Além do mercado de grãos apresentarem uma tendência de novas baixas nos próximos dias, os agentes sentem as expectativas para o próximo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado no dia 12.

Pesquisas de agências privadas apontam que o departamento irá reportar um aumento na produção, produtividade e estoques de soja, além de uma diminuição do consumo, dados que poderiam voltar a pressionar o mercado da oleaginosa.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Longa vida receberá investimentos de mais de R$ 1 bi


Motivado pelo crescimento da renda das famílias brasileiras, as indústrias de leite longa vida devem realizar o maior investimento da história do setor em 2011: mais de R$ 1 bilhão entre ampliações e construção de novas plantas. Essa é a estimativa do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV), Laércio Barbosa. "Não temos os números dos outros anos, mas pela nossa experiência é o maior investimento da história", afirmou.

Segundo ele, as vendas de leite longa vida, que representa 76% do total de leite fluido consumido no país, devem crescer 4% neste ano, para 5,7 bilhões de litros.

Apesar dos resultados positivos, com vendas em alta e investimentos em patamares históricos, o setor não consegue acompanhar o crescimento forte do consumo no país, intensificando as importações de lácteos. "Nossa produção não acompanhou o crescimento da demanda", reconhece Barbosa, para quem o déficit da balança de lácteos também será recorde neste ano, chegando a US$ 600 milhões. Entre janeiro e agosto de 2011, disse ele, o setor já acumulou déficit de US$ 300 milhões.

Ainda que as importações sejam estimuladas pela demanda nacional, Barbosa responsabiliza o câmbio apreciado por parte do déficit da cadeia de lácteos.

Segundo ele, o leite produzido no Brasil custa US$, 0,60 por litro, enquanto em países como Argentina, Uruguai e Nova Zelândia o custo é de US$ 0,40 por litro.

Em meio à demanda firme, os preços do leite devem continuar em alta. Para o economista Alexandre Mendonça de Barros, sócio-diretor da MB Agro, o produto nacional sofrerá pressões altistas por conta do clima seco que prejudica a produção em Goiás, Mato Grosso e no norte do país.

Na opinião do economista, os produtores de leite no país serão "fortemente desafiados pela concorrência com os grãos e a cana-de-açúcar", cuja área plantada deve crescer. "Tem muita gente dizendo que Goiás vai diminuir sua produção de leite".

A matéria é de Luiz Henrique Mendes, para o Valor, adaptada pela Equipe MilkPoint.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Alta no preço do suíno traz otimismo a criadores de MG

Nos últimos 15 dias a alta no estado foi de 20%.
Animados, os criadores fazem planos para o fim do ano.
Do Globo Rural

Os criadores de suínos em Minas Gerais têm dois bons motivos para comemorar. É que nos últimos 15 dias, o preço recebido pelo quilo do animal vivo aumentou mais de 20% e a expectativa é de que esse mercado deve se manter em alta até o fim do ano.

Os criadores estão recebendo R$ 2,80 pelo quilo do suíno vivo. Considerando que o custo final de cada porco de 110 quilos é de R$ 260, o lucro é de R$ 50 reais por animal.

O suinocultor Thiago Miranda, de Patrocínio, região do Alto Paranaíba, coloca no mercado 1,1 mil animais por mês. Ele também está confiante na manutenção dos preços em alta. "De certa forma, a gente está analisando o mercado com otimismo porque agora no fim do ano, tradicionalmente o consumo é mais elevado. Por outro lado, o mercado externo, o embargo da Rússia está sendo revisto e outros países do leste europeu, como a Ucrânia, estão comprando a nossa carne. Temos também novas fronteiras se abrindo com a China, o Japão e a África do Sul", conta.

Ministério da Agricultura suspende entrada de animais do Paraguai

Medida foi adotada depois de confirmado foco de febre aftosa no país.
Os estados do RS, SC, PR e MS estão em alerta.
Do Globo Rural

No Rio Grande do Sul, a preocupação é que a doença chegue pela fronteira com a Argentina, por isso, as ações se concentram nos municípios de Ijuí, Santa Rosa e São Luiz Gonzaga no noroeste do estado. Barreiras serão montadas nas estradas e as propriedades serão vistoriadas.

No Paraná, estado que tem fronteira com o Paraguai, o exército está ajudando a vistoriar veículos que passam por Foz do Iguaçu trazendo cargas de animais e produtos. A Secretaria de Agricultura do estado intensificou as inspeções em propriedades onde se encontram animais vindos de outros estados.

Em Mato Grosso do Sul, estado mais próximo do foco de aftosa identificado no Paraguai, as medidas para evitar a entrada da doença no Brasil já estão sendo adotadas. Uma delas é o reforço da fiscalização em 11 municípios que ficam na fronteira.

Em Florianópolis, houve reuniões durante todo o dia desta terça-feira (20). Santa Catarina é o único estado brasileiro livre de aftosa sem vacinação. O governo local chegou a anunciar emergência sanitária, mas o secretário de Agricultura de Santa Catarina, João Rodrigues, informou que foi decretado estado de alerta sanitário, considerado menos grave. A intenção é evitar preocupação nos mercados internacionais.

O governo catarinense decidiu proibir a entrada de caminhões com produtos vegetais, principalmente grãos. Somente a produção paraguaia destinada à exportação pelo porto de São Francisco será autorizada, desde que transite por um corredor sanitário estabelecido pelo governo.

Em Brasília, o Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, se reuniu com representantes dos quatro estados e disse que vai adotar medidas necessárias para evitar que a aftosa entre no Brasil.


Guerra fiscal e importações do Mercosul prejudicam setor leiteiro do Rio Grande do Sul

O fechamento de duas unidades de lácteos nos últimos dias, com a alegação da necessidade de redução de custos pelas empresas, revela as dificuldades de competição do setor no Rio Grande do Sul. O problema tem origem em diferenças tributárias e é agravado pelo avanço das importações de produtos do setor.

Apesar de o consumo interno estar em alta, o leite longa vida gaúcho, por exemplo, perde mercado devido a incentivos tributários à industrialização em outros Estados, o que faz o produto envasado no Rio Grande do Sul chegar 20% mais caro em São Paulo e 8% no Rio de Janeiro.

Nos últimos anos, a saída encontrada pelas empresas instaladas no Estado foi apostar na produção de leite em pó e queijos, com custos menores de transporte para o centro do país, observa o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini. A alternativa, porém, começa a esbarrar na importação cada vez maior de lácteos, capitaneada justamente por leite em pó e queijos do Mercosul, que têm a entrada facilitada pelos custos de produção menores e câmbio favorável. Conforme o Sindilat, até agosto, o país importou 56 mil toneladas de leite em pó, mais do que todo o volume de 2010.

- Não conseguimos concorrer com o preço do produto que está entrando - diz Palharini, sustentando que, enquanto o quilo do leite em pó do Mercosul chega a R$ 7, o custo de produção no Estado fica em R$ 8,50, em média.

Com as margens de manobras escassas e as exportações travadas pelo dólar baixo, a saída encontrada para reduzir custos, diz Palharini, é fechar unidades menos competitivas e transferir a produção, apesar de o Estado ser a segunda bacia leiteira do país.

Uma das frentes para suavizar a guerra fiscal é negociar equalização tributária com o governo gaúcho. Nesta segunda, dia 19, representantes do Conselho Estadual do Leite, que reúne indústria, produtores e cooperativas, vão à Secretaria Estadual da Fazenda expor a situação.

No caso que envolve o Mercosul, o Brasil negocia a renovação do acordo de autolimitação das exportações da Argentina. O teto era de 3,3 mil toneladas/mês, mas, como venceu em abril, os volumes aumentaram. Ao mesmo tempo em que os argentinos pedem a elevação do limite, pregam que o Brasil feche acordo semelhante com o Uruguai. Um novo encontro ocorrerá dia 28, em Buenos Aires. Para o presidente da Comissão de Leite da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Jorge Rodrigues, os três países deveriam construir em bloco uma política de exportações para fora do Mercosul.

O presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), José Ernesto Ferreira, reclama que o "descontrole" no ingresso de leite do Mercosul tem segurado os preços pagos ao produtor e atrapalhado o planejamento de investimentos de toda a cadeia. O analista Rafael Ribeiro de Lima Filho, da Scot Consultoria, avalia, no entanto, que, apesar do forte ingresso de importados, o preço ao produtor não recuou e o país registra elevação no consumo. Em 2000, o consumo per capita de lácteos era de 120 litros/ano. Em 2010 chegou a 161 - destaca.

A matéria é do Zero Hora (RS), adaptada pela Equipe MilkPoint

Argentinos recusam proposta para o trigo

Os produtores de trigo da Argentina rejeitaram uma proposta da Agricultores Federados Argentinos (AFA) que, supostamente, pretende acabar com as distorções na comercialização dos cereais no mercado local.

A AFA, cooperativa apoiada pelo governo, sugere que, uma vez realizada a projeção da produção anual pelo Ministério de Agricultura, os produtores recebam dois certificados emitidos pela Administração Federal de Renda Pública (Afip), equivalente à Receita Federal. Um deles compromete o produtor a vender 40% de sua safra ao mercado doméstico. O outro garante a exportação do trigo disponível.

Para o secretário da Confederações Rurais Argentinas (CRA), Javier Jayo Ordoqui, a medida "não resolve o problema porque a interferência do governo no mercado continua". Para ele, a proposta "é uma artimanha para disfarçar a transferência de valor do produto para os compradores, moinhos e exportadores". Segundo ele, quando o mercado sabe que a demanda está garantida por valor máximo controlado pelo governo, deprime os preços.

Fonte: DCI

segunda-feira, setembro 19, 2011

USDA indica piora nas condições das lavouras de soja e milho dos EUA

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou no final da tarde desta segunda-feira, 19, mais um relatório semanal de acompanhamento de safra.

De acordo com o boletim, as lavouras de soja em condições boas ou excelentes nos EUA somavam 53 % da área em 18 de setembro, abaixo dos 56% registrados na semana passada. Uma redução, portanto, de 3 pontos percentuais.
Com a nova queda, o índice se aumentou a distância da média de 5 anos, que é de 6 1% para o período. O somatório também está abaixo do exibido na mesma época, há um ano ( 63 %).


Com relação aos estados, Illinois apresentou o maior avanço no índice bom/excelente, com avanço de 3 pontos percentuais. Porém, as intensas quedas nas condições das lavouras de Dakota do Sul e Minnesota predominaram. O somatório caiu para 9 e 10 pontos percentuais, respectivamente.

De acordo com relatório, 33% das plantações dos EUA estavam em maturação no domingo. O índice continua bem abaixo da mesma época do ano anterior (56%) e da média de cinco anos, que é de 47%.

No caso do milho, as plantações em boas ou excelentes condições ficaram em 51% da área, abaixo dos 53% da área com bom desempenho na última semana. O recuo foi, portanto, de 2 pontos percentuais. No ano passado, o somatório bom/excelente era de 68 %. A média de cinco anos é de 64 %.

De acordo com o relatório, 46% das plantações do cereal do país estavam em fase de maturação, abaixo dos 48% da média de cinco anos e dos 67% de 2010, confirmando, portanto, atraso no processo.

Fonte: Notícias Agrícolas // Marília Pozzer

Soja encerra pregão regular na CBOT com mais de 20 pontos de baixa

Os futuros da soja encerraram o primeiro pregão regular da semana com fortíssimas quedas. A oleaginosa despencou logo no início da sessão caindo mais de 27 pontos nos principais vencimentos, recuperou um pouco as perdas e fechou com 21 pontos de baixa no vencimento maio/12.

O milho, que durante boa parte do pregão também operou com grandes baixas conseguiu retomar o fôlego e fechou no misto, com leves perdas. Já o trigo, que também é pressionado pelos fundamentos climáticos nos EUA, fechou com 16 pontos de queda.

As dúvidas quanto ao futuro da economia mundial, mais uma vez, levaram os investidores a liquidar posições não só no complexo de grãos, mas também no mercado financeiro. Hoje, as principais Bolsas do mundo fecharam em queda. O dólar registrando forte valorização, também ajudou a puxar para baixo os futuros das commodities em Chicago.

De acordo com analistas, a preocupação quanto a um desaquecimento da demanda mundial frente à crise na Europa e nos EUA também pressionou os fundos especulativos, que diminuíram sua exposição ao risco durante a sessão e pressionou os preços dos grãos.

Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

domingo, setembro 18, 2011

Copérdia e Coperio fecham acordo

Agora, a decisão é com os associados. Acordo foi fechado nesta sexta-feira, dia 16.09 e divulgado no início da tarde.


Está selado o acordo que une a Copérdia e a Coperio. Representantes das duas cooperativas estiveram reunidos em Concórdia nesta sexta-feira, dia 16.09. O acordo foi assinado nesta tarde. Depois de meses de negociação, foi finalizado o processo de união , apontado como uma alternativa viável por um estudo desenvolvido pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC). Agora, caberá aos quadros de associados das duas organizações aprovarem o encaminhamento.

Além de atuar no Alto Uruguai, agora a Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia terá abrangência no Baixo Vale do Rio do Peixe. A reportagem da Rádio Rural acompanhou o final da reunião realizada nesta manhã. Dirigentes da Copérdia e da Coperio não se manifestaram sobre as discussões.

Estrutura da Copérdia

A Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia) atua em 20 municípios. Possui 8.847 associados e 564 colaboradores.

Estrutura da Coperio

A Coperio possuiu sete mil associados atendendo 55 municípios da região de Joaçaba. São 41 lojas agropecuárias, três postos de recebimento de leite e duas fábricas de ração. Além disso, seis unidades de produção de leitões.
Fonte: Rádio Rural

Produtores do PR aumentam a área de milho de olho no preço da saca

Atualizado em 18/09/2011 08h30

O plantio começou no Paraná, que é dos principais produtores nacionais. Preço médio na região é de R$ 22, 40% a mais do que o obtido em 2010.
Do Globo Rural

imprimir Na fazenda que fica em Cascavel, no oeste do Paraná, o agricultor Vinícius Lararin está com as máquinas no campo. Ele já semeou metade dos 150 hectares que reservou para o plantio do milho. Que neste ano, ocupa 40% da área da fazenda, o dobro do ano passado. Área que antes seria ocupada com soja.

No Paraná os produtores aumentaram a área de milho de olho no preço da saca, bem mais atrativo do que no ano passado. E a expectativa é concluir os trabalhos até o fim desse mês.

“No ano passado, na safra de verão, o pessoal plantou um pouco menos de milho porque a soja estava em um preço melhor, e o milho estava um pouco mais baixo do que está hoje. Com esse preço que o milho se encontra hoje, é mais lucrativo plantar um pouco mais de milho”, declara Vinícius Lazarini, agricultor.

O preço médio hoje na região é de 22 reais, 40% a mais do que o obtido no ano passado. O aumento tem a ver com a quebra da safra americana. A produção será de 317,4 milhões toneladas, 26 milhões a menos que o previsto no início do plantio.

O analista de mercado, Antônio Sartori, explicou os motivos. “Problemas de clima. Iniciou mal já no plantio em maio. Julho foi uma seca terrível, e continua sendo uma seca muito forte no Sul e no Centro-Oeste também, e ainda eles não colheram. Tem ainda mais 15, 20 dias desse clima pela frente”.

Com os preços em alta e o mercado precisando de milho, muitos agricultores estão fechando vendas antecipadas do produto. “A verdade é que o milho está em um preço bom, o mercado internacional tem escassez do milho, e esses preços são muito atrativos para o produtor porque os custos de produção no ano 2012 serão praticamente iguais daqueles custos que foram para o ano 2011”, declara Dilvo Grolli, presidente da Copavel.

Se no Paraná as vendas da safra de verão de milho já estão sendo fechadas, em Mato Grosso os agricultores estão indo além.

Além do milho verão, que está sendo vendido agora, em Mato Grosso, os agricultores estão negociando a safrinha, que será plantada só no ano que vem. Os contratos giram em torno de dez dólares a saca.


Marfrig vende ativos de logística por US$400 milhões

SÃO PAULO (Reuters) - Depois de realizar cerca de duas dezenas de aquisições nos últimos anos e se tornar uma das mais diversificadas empresas de alimentos do mundo, chegou a vez de o brasileiro Marfrig vender.

A companhia terminou o segundo trimestre com uma dívida bruta de 10,3 bilhão de reais, com um indicador de alavancagem de 3,9 vezes, alta contra os 3,59 vezes do primeiro trimestre, após a aquisição da Keystone.

Questionado se os recursos da venda poderiam ser utilizados para novas aquisições, Molina soltou uma gargalhada.

"Não tem nada a ver uma coisa com a outra, primeiro foi estratégico a gente fazer isso, queira ou não queira, melhora o caixa e a relação dívida/Ebitda. Outras aquisições no setor são outra coisa, é outra coisa que a gente tem que estudar, analisar e ver se é viável, não tem nada ver um caso com o outro", declarou.

Ele refutou ideias de que o negócio tenha relação com um suposto interesse do Marfrig nos ativos que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) mandou a Brasil Foods vender. Os ativos à venda da BRF são vistos como complementares aos do Marfrig, segunda maior processadora de carnes do país.

"Não é pra dar a interpretação de que o Marfrig vendeu a empresa para comprar ativos da Brasil Foods, como está todo mundo falando. Não tem nada a ver uma coisa com a outra."

DISTRIBUIÇÃO

O Marfrig continua tendo o sistema de distribuição de carnes próprio, deixando de realizar o transporte de produtos não relacionados ao principal de seu negócio.

O braço de logística da Keystone vendido distribui uma série de outros produtos, como por exemplo guardanapos personalizados, copinhos, canudinhos, a caixa do sanduíche, tendo também o McDonald's como um importante cliente.

"Era uma logística que não fazia serviços para os nossos negócios. Quando compramos a Keystone, compramos o pacote inteiro, mas analisamos nesse período e, como o foco nosso é buscar sinergias, focar no negócio, decidimos pela venda."

A operação foi anunciada menos de uma semana após a criação da Keystone Foods América Latina, planejada para atuar na produção, comercialização e distribuição de alimentos, também com foco em melhora a eficiência.

"Esse é mais um passo de gestão para melhorar a eficiência, para reduzir custos, para a gente estar cada dia mais competitivo... como fizemos muitas aquisições no passado, este ano e no próximo é ano de sinergia e eficiência."

Edição de Marcelo Teixeira)

quinta-feira, setembro 15, 2011

Futuros da soja despencam após relatório de exportações do USDA


Os contratos futuros dos grãos fecharam com forte queda no pregão diurno desta quinta-feira em Chicago. A oleaginosa encerrou a sessão com mais de 20 pontos de queda. Este é o quarto dia consecutivo de baixas da soja.

O milho e o trigo, também despencaram na CBOT, perdendo 23 e 8 pontos, respectivamente, nos principais contratos.

De acordo com o analista de mercado Pedro Dejneka, os grãos sentem hoje a forte pressão frente às dúvidas sobre a saúde financeira da Europa. Segundo Dejneka, no início da semana rumores de que o Société Générale e outros bancos da Europa estivessem diminuindo suas posições derivativas de commodities também influenciaram os preços. Além dos fatores da macroeconomia, o analista afirma que as geadas da última noite no Cinturão de Produção norte-americano foram fracas e todos esses fatores juntos derrubaram os preços dos grãos que liquidam posições nesta quinta-feira.

Hoje pela manhã, o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) divulgou o relatório semanal de exportação, que apontou números de embarque da oleaginosa abaixo da expectativa. Segundo o Departamento, na semana encerrada em 8 de setembro, as vendas de soja dos EUA para o exterior somaram 351,9 mil toneladas, sendo que a expectativa inicial ia de 400 a 600 mil toneladas. Para o milho, os números vieram dentro do esperado, somando 127 milhão de toneladas para o ano comercial 2011/12. O total, de 1,168 milhão de toneladas ficou acima das apostas dos traders, que esperavam vendas de 400 mil a 700 mil toneladas.

Para finalizar, Dejneka afirma que os preços da soja ainda estão US$3 acima do mesmo período no ano anterior e que não devem passar dos US$13,50, pois o mercado ainda aguarda dois importantes relatórios. O primeiro do dia 30 com números sobre os estoques do USDA e o segundo no dia 12, com números finais sobre a produção da safra nos EUA.
Fonte: Not�cias Agr�colas // Ana Paula Pereira

domingo, setembro 11, 2011

Brasil movimenta 700 mi de t de mercadorias

Mais 90% das mercadorias são na área de exportações; objetivo é investir cerca de R$ 740 milhões em melhorias visando à Copa do Mundo
Da Agência Brasil noticias@eband.com.br

A costa brasileira tem 8,5 mil quilômetros navegáveis e um setor portuário que movimenta aproximadamente 700 milhões de toneladas de mercadorias por ano, dos quais mais de 90% na área de exportações. O objetivo é investir cerca de R$ 740 milhões em melhorias visando à Copa do Mundo de 2014. As informações são da Secretaria de Portos.

No total, no Brasil, são 37 portos públicos, entre marítimos e fluviais, além de 42 terminais de uso privativo e três complexos portuários que operam sob concessão à iniciativa privada. Em julho, o ministro José Leônidas Seixas, da Secretaria de Portos, avisou que até o fim de 2013 serão construídos sete novos terminais.

Os desafios do governo se concentram na construção de um novo porto em Manaus e em ampliar os investimentos em Fortaleza, no Ceará; Natal, no Rio Grande do Norte; Salvador, na Bahia; no Rio de Janeiro; em Santos, em São Paulo, e Recife, em Pernambuco. No Brasil, 18 portos públicos são administrados diretamente pela Companhia Docas - sociedades de economia mista que têm como acionista majoritário o governo federal, com vínculo à Secretaria de Portos.

Produção nacional de grãos chegará a 162,9 mi de toneladas, diz Conab

A produção nacional de grãos na safra 2010/2011 deve chegar a 162,9 milhões de toneladas, confirmando o recorde durante nesse ciclo, conforme o 12º e último levantamento da safra 2010/2011 divulgado nesta sexta-feira. O estudo é elaborado mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O volume total representa um aumento de 9,2% em relação à safra 2009/2010, que registrou 149,2 milhões de toneladas de grãos. O bom desempenho se deve, segundo o Ministério da Agricultura, principalmente às boas condições climáticas na maioria das regiões produtoras.

O recorde na produção mostra a força da agricultura brasileira e a importância cada vez maior do Brasil como fornecedor mundial de alimentos. Isso confirma nossa contribuição para o combate à fome no Brasil e no mundo e para o enfretamento da crise econômica que atinge vários países”, disse o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.

Em relação ao 11º levantamento, divulgado em agosto, houve aumento de 1,42 mil toneladas devido à confirmação da produtividade do milho segunda safra. A alteração no valor total da safra ocorreu por causa do aumento da área de milho no Nordeste e das áreas de soja subirrigada de Tocantins e de Roraima. Os resultados positivos compensaram a queda do feijão terceira safra e do milho segunda safra na Bahia, que devido às adversidades climáticas, apresentam perdas consideráveis.

A área total cultivada no País está estimada em 49,9 milhões de hectares. A estimativa é 5,3%, ou 2,5 milhões de hectares, superior à safra passada (47,4 milhões de hectares). O Centro-Sul representa 79% da área plantada de grãos. A região obteve crescimento de 3,3% (1,2 milhão de hectares), passando de 38,1 milhões para 39,4 milhões de hectares, em comparação ao ciclo anterior.

Fonte: Assessoria

quinta-feira, setembro 08, 2011

Escoamento no Brasil é 43% mais caro do que nos EUA


A infraestrutura de logística norte-americana foi um dos aspectos que mais chamaram a atenção da comitiva da Aprosoja durante do ‘Intercâmbio da Soja’. Principalmente quando se compara as condições vividas cotidianamente pelos produtores brasileiros para o escoamento da produção com o cenário encontrado nas fazendas visitas durante o intercâmbio. “Tudo foi planejado aqui há muito tempo. O processo de ocupação urbana ocorreu ao lado de grandes projetos logísticos”, observa o delegado da Aprosoja, Adolfo Petry.

Um dos grandes diferenciais é a composição do mix de modais existentes. Nos Estados Unidos, as hidrovias correspondem a 61% das opções de logística, as ferrovias perfazem 23% e as rodovias, 16%. No Brasil, o que prevalece é o modal rodoviário, que responde por 60% do total. As ferrovias somam 33%, e as hidrovias, apenas 7%. Em outras palavras: há um sub-aproveitamento do potencial hidroviário brasileiro – que é considerado por suas características estruturais a opção mais barata para o escoamento de produtos.

Estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) com base em dados da Agência Nacional de Transportes Aquáticos (Antaq) mostra que para transportar uma tonelada de grãos por hidrovia é necessário pagar US$ 17,00, enquanto esse valor vai para US$ 55,00 no modal ferroviário e sobe para US$ 65,00 no rodoviário.

A fragilidade dos transportes no Brasil acaba criando o chamado “Custo Brasil”, um dos principais fatores de redução da rentabilidade no setor produtivo rural. Independentemente dos resultados obtidos “dentro da porteira”, produzir em solo nacional é mais caro. Para se levar um produto do interior de Mato Grosso até o porto, com destino a Xangai, na China, o produtor precisa desembolsar US$ 174,57 por tonelada – um valor 43% superior aos custos que um produtor norte-americano teria para percorrer a mesma distância partindo de Minnesota, por exemplo.

“Para nós ficou clara a importância da logística. As empresas que visitamos, que têm uma grandiosa atuação mundial, são hoje cada vez mais focadas em logística, porque sem esse aspecto o nosso negócio simplesmente não existe”, avalia Petry. Uma das alternativas encontradas pelos Estados Unidos para manter o investimento em infraestrutura tem sido a participação do setor privado, que controla trechos de ferrovias ou detém concessão para o gerenciamento de portos e terminais. “Agora, temos a missão de buscar a nossa fórmula para esse problema”, disse o delegado da Aprosoja.

Fonte: Ascom Aprosoja

quarta-feira, setembro 07, 2011

Revista britânica divide o Brasil em 26 países

A revista mais prestigiada do mundo na área econômica, a britânica "Economist", com objetivo de avaliar a distribuição de renda no Brasil - usando como critérios o PIB (Produto Interno Bruto) e a renda per capita, ambos em dólares, e a população -, dividiu os 26 estados da Federação e o Distrito Federal, como se fossem países independentes. Considerando puramente dados econômicos, o "país" mais desenvolvido dentro do Brasil é o Distrito Federal, com PIB per capita de US$ 25 mil, segundo dados de 2008. Com esse valor, equivalente ao de Portugal, a capital brasileira seria a única a figurar no grupo das nações desenvolvidas. Na segunda colocação, mas bem atrás, está São Paulo, com US$ 13,3 mil, equivalente à Polônia, cujo PIB per capita em 2008 era de US$ 13,8 mil. Em terceiro lugar ficou o Rio de Janeiro, com US$ 11,7 mil, valor semelhante ao da Rússia. Os três do fim da fila são Alagoas, com US$ 3,4 mil (próximo ao da China em 2008), Maranhão, com US$ 3,3 mil (igual ao Reino de Tonga, na Oceania) e, em último lugar, Piauí, com quase US$ 3 mil (semelhante à Georgia). Na outra classificação, que leva em conta o PIB "cheio", São Paulo lidera, com US$ 500 bilhões (novamente equivalente à Polônia), seguido por Rio de Janeiro (semelhante a Cingapura) e Minas Gerais (próximo à Hungria). E os últimos colocados são Piauí (equivalente à Macedônia), Tocantins (proximo às Bahamas), Acre e Amapá (ambos semelhantes às Ilhas Fiji) e, na rabeira da fila, Roraima (igual à Suazilândia). No terceiro ranking, que considera a população, o primeiro lugar ficou com São Paulo (desta vez comparável à Argentina), seguido por Minas Gerais (Síria) e Rio de Janeiro (Casaquistão). Fonte: http://tvterraviva.band.com.br

Embargo russo à carne brasileira é tema de reunião em Brasília

07/09/2011 06h21 - Atualizado em 07/09/2011 08h07

Do Globo Rural

Embargo atinge frigoríficos de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

O setor mais prejudicado é o de suínos.
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, participou de uma reunião no Ministério da Indústria e do Comércio. Um dos assuntos tratados foi o embargo da Rússia às carnes brasileiras, que atinge frigoríficos de Mato Grosso, Paraná e do Rio Grande do Sul. O setor mais prejudicado é o de suínos. Das 21 unidades que exportavam antes do embargo, somente uma continua embarcando para Rússia.

Desde abril, quando a Rússia anunciou o primeiro embargo às carnes brasileiras por questões sanitárias, o governo vem tentando retomar o mercado. Na próxima semana, um grupo de técnicos do Ministério da Agricultura volta a Moscou para uma nova rodada de negociações.

No início da semana, o ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota esteve com o chanceler russo tratando do assunto. Segundo o Itamaraty, os russos deram sinais positivos de que estão dispostos a retomar a compra das carnes brasileiras.

Na terça-feira (06), o ministro da Agricultura Mendes Ribeiro esteve no Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio conversando com Fernando Pimentel. Os dois estão dispostos a embarcar para Moscou para finalizar as negociações.

“Tivemos a preocupação no que diz respeito aos laboratórios, ao credenciamento dos mesmos, às missões que estão se desenvolvendo, ainda temos uma marcada. Se for necessária a nossa presença, iremos numa missão para que possamos ter claramente o assunto sob controle”, diz Mendes Ribeiro, ministro da Agricultura.

Agrotóxico falsificado causa prejuízo a produtores de soja


Foram vendidos cerca de dois mil litros de agrotóxico adulterado.

Empresa acusada de vender o lote falsificado fica em Balsas, no Maranhão.

Do Globo Rural

A venda de agrotóxico falsificado prejudicou muitos agricultores no sul do Maranhão. Eles pagaram caro por um produto que não funcionou. As perdas foram significativas nas lavouras de soja.

As denúncias chegaram à Aged, Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão, por meio dos próprios produtores de soja, que desconfiaram do produto quando perceberam a grande perda de produção nas lavouras.

Quase dois mil litros de agrotóxico adulterado foram vendidos nos municípios de Tasso Fragoso e Alto Parnaíba, na região sul do Maranhão, e Santa Filomena, no estado do Piauí. De acordo com fiscais da Aged, o fabricante Basf, informou que a numeração deste lote nunca existiu.

Durante a fiscalização foi observado também que na bula dos produtos falsificados havia vários erros ortográficos. Além disso, o laudo da Universidade Federal do Paraná confirmou a falsificação do produto. O índice de fipronil, princípio ativo do produto nas amostras, era de 0,03%. O normal seria de 25%.

O resultado foi um prejuízo grandioso para os produtores da região sul do estado do Maranhão. Na fazenda onde foram plantados 2,5 mil hectares de soja, mil e novecentos foram totalmente perdidos.

A empresa acusada de vender o lote falsificado fica na cidade de Balsas, no sul do Maranhão. A Granule está fechada e os gerentes desaparecerem após prestarem depoimento na Aged.

A Polícia Federal investiga o caso e os agricultores que compraram o produto adulterado entraram na Justiça contra a Granule. Já a Basf, empresa que sofreu a falsificação, não quis comentar o assunto.

terça-feira, setembro 06, 2011

Apesar de geadas, qualidade do milho surpreende produtores em MS


Aproximadamente 70% da área plantada do milho já foi colhida no estado. CONAB estima que em MS houve queda de 22% na produtividade neste anoA colheita do milho entrou na reta final em Mato Grosso do Sul. Faltam apenas 30% da área para serem colhidos. Apesar da perda na produtividade por causa da seca e da geada, neste inverno, os resultados no hora de classificar os GRÃOS na cooperativa estão surpreendendo. Na propriedade de Allan Christian Kruger, em Dourados, as máquinas passam para colher o milho semeado mais tarde. Dos 450 hectares plantados na safrinha o produtor estima que 30% foram atingidos pela geada. Na área a produtividade esperada é de 30 sacas por hectare, mas o produtor não fala em prejuízos porque na maior parte da plantação o rendimento médio deve ser de 70 sacas por hectare. “Com certeza vou conseguir ter uma boa renda para pagar todos os custos da produção”, afirmou Kruger. A COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) estima que em Mato Grosso do Sul houve uma queda de 22% na produtividade. Em uma cooperativa do município, apenas 2% dos GRÃOS que chegaram até agora estão com a qualidade abaixo da esperada.Segundo informações do gerente da cooperativa, Antônio Nishimura, 20 mil toneladas de milho vão chegar à cooperativa até o fim da colheita, deste total 75% já estão nos silos. "Mesmo com as geadas, tivemos uma qualidade muito boa no milho”, analisou o Nishimura. Ainda segundo informações da CONAB, no estado foram plantados quase 946 mil hectares. A produção estimada é de 2,9 milhões de toneladas, que é 12,7% a menos se comparado ao ano passado. Segundo a Fundação MS, que acompanha resultados de pesquisas de qualidade do milho, para cobrir os custos de produção, o agricultor precisa colher pelo menos 50 sacas por hectare. O índice está sendo alcançado na maioria das propriedades, mesmo com as perdas.





Fonte: G1 MS



Preço alto estimula as vendas antecipadas de milho no país


A forte valorização dos preços do milho no mercado internacional - diante da perspectiva de quebra da safra americana - estimula as vendas antecipadas do produto brasileiro, inclusive para o mercado externo. Já há contratos de exportação fechados, para entrega em agosto do ano que vem, de milho de Mato Grosso que será plantado na safrinha 2011/12, ou seja, a partir de janeiro e fevereiro.

Isso é inédito na história da comercialização do produto no país, segundo Sílvio Farnese, coordenador geral de fibras e oleaginosas da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Em 12 meses, o contrato de segunda posição do milho subiu 69,83% na bolsa de Chicago, conforme o Valor Data. Os contratos de exportação antecipados, para entrega em agosto do ano que vem, foram negociados a R$ 15,00 FOB. "Nunca antes se vendeu milho com tanta antecedência", afirma Farnese.

O superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), Otávio Celidonio, diz que a comercialização antecipada é "muito rara" no caso do milho. "A antecipação foi estimulada pelos preços altos", afirma. Segundo ele, a estimativa é de que um terço da safrinha 2011/12 de milho de Mato Grosso, projetada em 8,9 milhões de toneladas, já tenha sido comercializada. Algo também inédito. A fatia é semelhante à estimada para a comercialização antecipada de soja no Estado.

De fato, os patamares de preço do milho mudaram de um ano para cá em Mato Grosso, por conta da quebra da safrinha de milho passada, a 2010/11. A saca, que está hoje em R$ 20,80 em Rondonópolis (MT), estava em R$ 11 há um ano, de acordo com o Imea.

Além da perspectiva de quebra da safra dos EUA, os estoques baixos de milho e a demanda internacional explicam a antecipação das vendas, afirma Celidonio. Anderson Galvão, da consultoria Céleres, avalia que o mercado está com "receio muito grande" em relação à disponibilidade de milho este ano. "Há quem diga que o USDA [Departamento de Agricultura dos EUA] vai reduzir ainda mais a estimativa para a safra de milho do país no relatório de setembro". Em agosto, o USDA reduziu para 328 milhões de toneladas a previsão. A primeira estimativa indicava 343 milhões de toneladas.

Para Farnese, quanto mais venda antecipada houver, mas positivo para a cadeia produtiva do milho. "É um incentivo para o plantio", afirma. Segundo ele, a expectativa é que a produção brasileira de milho na safra 2011/12 chegue perto de 60 milhões de toneladas, considerando o plantio de verão e o de inverno. Na 2010/2011, ficou em 56,34 milhões de toneladas.

A valorização do milho no mercado internacional também se reflete nos números das exportações brasileiras do produto. De janeiro a agosto, o país embarcou 4,593 milhões de toneladas, alta de 29,45% sobre os 3,548 milhões de igual período de 2010. A receita cresceu muito mais, 85,3%, de US$ 678,1 milhões para US$ 1,269 bilhão, segundo dados da Secex. Os principais importadores são Irã, Espanha, Coreia e Indonésia.

Só em agosto, o país embarcou 1,5 milhão de toneladas de milho, ou 25% mais do que no mesmo mês de 2010. Conforme Galvão, o salto em agosto aconteceu depois de dois meses de embarques muito baixos. "No fim de junho, o milho caiu após picos de alta, o que levou os compradores a travarem posições", explica. Esse produto foi embarcado em agosto.

A estimativa do governo é de que o Brasil exporte entre 8,5 milhões e 9 milhões de toneladas de milho este ano. Em 2010, quando o governo deu apoio às exportações, foram 10,8 milhões


Fonte: Valor Econ�mico

Medo de crise maior na Europa empurra dólar a R$1,65

Medo de crise maior na Europa empurra dólar a R$1,65

segunda-feira, 5 de setembro de 2011 17:24 BRT

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subiu pelo quarto dia consecutivo nesta segunda-feira, atingindo 1,65 real com o aumento da preocupação sobre a dívida na zona do euro.

A moeda norte-americana avançou 0,86 por cento, a 1,6505 real para venda. É a maior cotação de fechamento desde 29 de março, quando o dólar ficou a 1,654 real.

O feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos reduziu o volume de operações, com apenas 160 mil contratos negociados no principal vencimento futuro até as 17h, a uma hora do fechamento na BM&FBovespa. A média no ano é de 315 mil.

O feriado norte-americano também colocou o foco dos investidores nos problemas da dívida na zona do euro, provocando um novo surto de aversão a risco.

"O euro estava em 1,45 (dólar) na terça-feira, e agora está a 1,41 (dólar). Perdeu bastante valor", disse o economista-chefe da corretora BGC Liquidez, Alfredo Barbutti, citando a falta de progresso nas negociações entre Grécia, União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI) para o pagamento da próxima parcela da ajuda como um dos motivos.

Os outros pontos de tensão são Itália, onde o mercado desconfia cada vez mais da capacidade do governo de implementar as reformas fiscais, e a Alemanha, onde o partido da chanceler Angela Merkel demonstrou ter menor apoio popular ao perder votos em uma eleição regional no fim de semana.

A moeda brasileira também tem sido prejudicada pela reação do mercado à diminuição da taxa básica de juros do Brasil, de 12,50 por cento para 12 por cento ao ano, na semana passada. Na opinião da equipe de câmbio da Bronw Brothers Harriman, em relatório, o real deve continuar a ter um desempenho mais fraco que outras moedas emergentes nesta semana.

Para a economista da corretora Link, Marianna Costa, a rápida subida do dólar pode conduzir a moeda a 1,70 real nos próximos dias, mas esse patamar provavelmente será um limite. Segundo ela, a taxa de câmbio deve voltar a cerca de 1,60 real nos próximos meses.

A taxa Ptax, calculada pelo Banco Central (BC) e usada como referência para os ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a 1,6522 real para venda, em alta de 1,10 por cento.

O BC manteve o padrão de intervenções dos últimos dias, com apenas um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A taxa de corte foi de 1,6538 real.
(Reportagem adicional de Jeb Blount)




domingo, julho 24, 2011

Inflação do etanol é a pior em 8 anos

No Estadão:

Preços do álcool anidro, utilizado na mistura da gasolina, subiram 46,08% no atacado em 12 meses segundo levantamento da FGV

Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a inflação acumulada do álcool anidro atingiu em 2011 o maior patamar em oito anos em um mês de junho. Em comportamento atípico para o período de safra de cana-de-açúcar, o produto no atacado subiu 46,08% em 12 meses.

Feito a pedido da Agência Estado, o estudo indica que o impacto chegou ao varejo e elevou os preços do álcool combustível e da gasolina para o consumidor. O álcool anidro é usado na mistura da gasolina.

O quadro de preços altos e carência de oferta de etanol tende a se manter nos próximos dez anos, revela outro estudo, feito pela consultoria Projeto Brasil Sustentável, especializada no segmento sucroalcooleiro.

Mantidas as recentes taxas de evolução do setor, nas próximas cinco safras, haverá déficit de mais de 25% da oferta de etanol em relação à demanda. A produção anual estimada será de 780 milhões de toneladas de cana, enquanto o mercado só estará bem atendido com um mínimo de 980 milhões de toneladas.

Na extensão do cenário para dez safras, a situação piora. Em 2021, a oferta de etanol estará 40% menor que a necessidade do mercado. A safra será de 970 milhões de toneladas para um consumo superior a 1,3 bilhão.

A atual oferta de cana não consegue atender à crescente demanda por açúcar e etanol, alerta o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros. "Os preços deveriam estar caindo nesta época."

O anidro mais caro afeta a evolução dos indicadores inflacionários do varejo. O preço do etanol gerou uma migração de consumidores para a gasolina, que também tem anidro na fórmula.

No Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), calculado pela FGV, o álcool combustível acumula alta de 29,12% em 12 meses, também a mais elevada em oito anos. A gasolina subiu 7,70%, o mais forte aumento em cinco anos para o período.

No Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de julho, prévia do IPCA, referência como meta inflacionária, os combustíveis tiveram trajetória incomum, diz a coordenadora de índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos.

O preço da gasolina caiu 3,43% em junho e 1,49% em julho - reduzindo pela metade o ritmo de queda. Já o etanol subiu 1,79% em julho, após cair 16,53% em junho. Juntos, os combustíveis respondem por cerca de 4,5% do IPCA e normalmente recuam nesta época do ano, segundo a coordenadora. "Pelo que observamos na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), o peso do etanol tende a aumentar no IPCA", disse Eulina.

Área plantada. A cana ocupa cerca de 7 milhões de hectares (2% da terra arável do país), de acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Antes da crise global de 2008, a área plantada de cana crescia 10% ao ano. Cresce hoje de 2% a 3%.

Desde 2008 o setor amarga menos crédito à indústria e não recuperou níveis de investimento do pré-crise, lamenta o presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana), Ismael Perina Júnior.

"Sem novos investimentos, a produtividade cai. E tivemos problemas com o clima. Em 2009, chuvas constantes. em 2010, secas. Este ano, geadas afetaram a qualidade da cana e reduziram o potencial de produção de açúcar". A projeção de produção de cana do Centro-Sul do País na safra 2011/12 caiu de 560 milhões para 530 milhões de toneladas.

As incertezas diminuíram o ritmo de abertura de novas usinas de etanol. Hoje são 426 no país. E a cada ano, surgem menos: 30 em 2008, 19 em 2009, 10 em 2010 e quatro em 2011.

Com a menor oferta, o governo discute com a iniciativa privada a redução da mistura de 25% do anidro na gasolina, o que não é comum para esta época do ano. "Isso não elevará a oferta de cana. Temos hoje a mesma oferta que tínhamos há três anos, enquanto a demanda cresce", disse Antônio Pádua Rodrigues, diretor da Unica.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) calcula que a demanda por etanol triplicará em uma década. Passará de 27 bilhões de litros em 2010 para 73 bilhões em 2020.
Fonte: O Estado de S. Paulo

EUA tentam acalmar mercados, mas ainda não há acordo para dívida

Autoridades da Casa Branca e líderes republicanos se esforçavam neste domingo para assegurar aos mercados globais que os Estados Unidos irão evitar o calote da dívida, mas os dois lados não davam sinais de estarem próximos de um acordo.
"Os líderes do Congresso têm deixado evidente --não apenas os democratas-- que não irão permitir que não cumpramos com nossas obrigações. Nós não vamos entrar em default", disse o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, ao programa "This Week" da rede de televisão ABC.

Com a proximidade de abertura dos mercados financeiros na Ásia na segunda-feira, em algumas poucas horas, autoridades dos EUA lutavam para encontrar uma forma de ampliar o limite de endividamento dos EUA de US$ 14,3 trilhões antes do prazo limite de 2 de agosto.

O chefe de gabinete da Casa Branca Bill Dalye alertou que as negociações estavam indo em direção a "dias difíceis" e disse ser crucial para a confiança dos mercados e dos empresários que um acordo seja fechado logo.

Mas a perspectiva de um acordo era incerta, com republicanos falando em elevar o limite da dívida no curto prazo e a Casa Branca rejeitando essa ideia.

O presidente da Câmara dos EUA, o republicano John Boehner, prometeu revelar um acordo bipartidário para elevar o teto da dívida dos EUA.

Líderes republicanos querem mostrar progresso nas conversações neste domingo, antes que os pregões das bolsas asiáticas abram. O desejo é ter uma legislação sobre o tema para ser apresentada na segunda-feira.

Os EUA ficarão sem recursos para pagar os juros de sua dívida em 2 de agosto se o Congresso não elevar o limite de endividamento do país. Republicanos têm insistido que a Casa Branca precisa concordar com cortes profundos nos gastos para uma redução do deficit do país no longo prazo antes de qualquer aprovação no Congresso. As negociações se arrastam há semanas.

Autoridades da administração do presidente Barack Obama disseram que uma proposta que combinaria o aumento do limite da dívida com um plano de 10 anos para reduzir o deficit em US$ 4 trilhões ainda é uma possibilidade, apesar da decisão do presidente da Câmara na sexta-feira de abandonar as negociações com a Casa Branca sobre essa proposta.

Agências de rating disseram que poderão cortar a nota de crédito "AAA" dos EUA se o país não conseguir honrar seus pagamentos, provavelmente causando desordem nos mercados financeiros globais.

Mesmo se os EUA não entrarem em default, o rating poderá ficar sob pressão se o Congresso e o presidente falharem em acertar um plano de longo prazo de redução do deficit.


Republicano defende solução para dívida rejeita por Obama

O presidente da Câmara de Representantes dos EUA, o republicano John Boehner, disse neste domingo aos membros de seu partido que pressionará para seguir adiante com seu plano para aumentar o teto da dívida em duas fases, opção que o presidente americano, Barack Obama, rejeita.

Os Estados Unidos alcançaram em maio passado o teto de endividamento de US$ 14,29 trilhões e a Casa Branca deixou claro que o Congresso deve aumentar o teto da dívida até o dia 2 de agosto. Caso contrário, o Governo ficaria sem fundos para pagar suas faturas.

"Se estamos juntos nisto, podemos ganhar [a batalha] pelos cidadãos americanos", assegurou Boehner, disseram ao jornal "The Washington Post" membros do partido republicano que participaram da teleconferência.

Boehner também defendeu sua estratégia em entrevista no programa da emissora "Fox News Sunday", no qual afirmou que "vai ter um processo em duas fases" e que "é materialmente impossível fazer tudo de uma só vez". "O presidente está preocupado com as próximas eleições, mas não deveríamos estar preocupados com o país?", ironizou.  O governante americano se opõe ao que chamou de uma solução a "curto prazo" para estender o limite da dívida, por considerar que não é suficiente para dar segurança aos mercados.

No Estadão:

Obama renova oposição para aumentar teto da dívida dos EUA


Presidente americano teve reunião de emergência neste domingo com líderes democratas na Casa Branca


O presidente americano Barack Obama e os líderes democratas no Congresso renovaram sua oposição a um plano de curto prazo para elevar o teto da dívida dos Estados Unidos, disse neste domingo, 24, um porta-voz da Casa Branca.
Obama se reuniu há pouco, na Casa Branca, com o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e com a chefe da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi. A reunião, em caráter de emergência, durou cerca de uma hora.

O encontro entre Obama, Reid e Pelosi ocorre em meio às intensas negociações com os republicanos para chegar a um acordo que evite uma moratória no dia 2 de agosto.

Fonte: Folha de S. Paulo/Estadão

quarta-feira, julho 06, 2011

Alertas de Mercado

TRIGO/CEPEA: No Brasil, clima tem sido favorável ao trigo

6 jul 2011 Cepea, 6 – Produtores brasileiros de trigo estão atentos às condições climáticas, especialmente chuvas e geadas que atingiram o Sul do Brasil e regiões do Sudeste e Centro-Oeste (sul de Mato Grosso do Sul). As lavouras não foram prejudicadas em função da atual fase de desenvolvimento, segundo informações do Cepea. De modo geral, o clima está sendo favorável à cultura. No Paraná, colaboradores do Cepea explicam que foram observados apenas alguns casos pontuais de condições não favoráveis às lavouras. Em geral, estas áreas estão no norte e no oeste do estado, onde o plantio está um pouco mais adiantado. No Rio Grande do Sul, segundo dados da Emater, 80% da área estimada já havia sido cultivada até 30 de junho. Quanto ao mercado dos derivados, a comercialização ainda segue lenta, de acordo com pesquisadores do Cepea. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )

Alta dos preços dos insumos agrícolas eleva custos de produção da agropecuária


A aceleração dos preços dos insumos agrícolas, em especial dos fertilizantes, elevou os custos de produção da atividade agropecuária no acumulado do ano até março. A análise divulgada, nesta terça-feira (5/7), pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostra que o aquecimento da demanda por fertilizantes é reflexo da elevação dos preços dos produtos agropecuários. O aumento das cotações, aliado ao aumento do volume produzido, elevou em 1,25% o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária em março, resultado que ampliou para 2,81% a expansão do PIB no primeiro trimestre do ano.

O estudo da CNA, feito em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), aponta que a alta das cotações dos grãos também influenciou o ritmo de alta dos preços das rações, cujos valores aumentaram 14,93% no acumulado dos três primeiros meses de 2011 em relação a igual período de 2010. Até fevereiro, essa variação foi de 13,96%.


Os preços médios do milho, um dos principais componentes da ração animal, subiram 27,1% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2010, alta que determinou a revisão para R$ 21,07 bilhões da estimativa de Valor Bruto da Produção (VBP) desse segmento em 2011. Se confirmada a previsão, o faturamento obtido com a venda do produto crescerá 28,75% este ano, em relação ao resultado de 2010, quando o VBP do milho foi de R$ 16,3 bilhões, segundo estimativas da CNA.

Para toda a agropecuária, a estimativa da CNA é que o VBP some R$ 281,8 bilhões em 2011, superando o resultado de R$ 257,6 bilhões obtido no ano passado, em função do aumento da área plantada e do volume de produção. A alta de 44,9% no preço das commodities agrícolas, nos últimos 12 meses, justifica o aumento da área plantada e da produção na safra 2010/2011.

BALANÇA – As exportações do agronegócio renderam US$ 8,47 bilhões, em maio. O resultado é 17,5% superior ao obtido em igual período do ano passado, com destaque para o complexo soja, que respondeu por 39,8% das exportações do agronegócio no mês. O saldo da balança comercial do setor cresceu 11,5%, em maio, atingindo US$ 6,911 bilhões.
Fonte: CNA

Safra nacional de grãos deve ser 8% maior em 2011, prevê IBGE


A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 161,5 milhões de toneladas em 2011, superior em 8% à safra recorde obtida em 2010 (149,6 milhões de toneladas), indica a sexta estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) em 2011, de junho, divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A área a ser colhida neste ano é estimada em 49,0 milhões de hectares, acréscimo de 5,3%, frente à de 2010.

As três principais culturas (o arroz, o milho e a soja), que somadas representam 90,5% do volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, respondem por 82,4% da área a ser colhida registrando, em relação ao ano anterior, variações de 1,5%, 5,3% e 3,4%, respectivamente, diz o IBGE. Em relação à produção os acréscimos estimados são, nessa ordem, de 18,1%, 3,2% e 9,3%.
Regiões
Entre as regiões, a produção apresenta a seguinte distribuição: região Sul, 68,1 milhões de toneladas; Centro-Oeste, 55,8 milhões de toneladas; Sudeste, 17,1 milhões de toneladas; Nordeste, 16,2 milhões de toneladas e Norte, 4,3 milhões de toneladas.

Em relação a 2010, são constatadas altas em todas as regiões: Norte, 8,0%, Nordeste, 37,1%, Sudeste, 0,3%, Centro-Oeste, 6,3% e Sul, 6,0%.

O Paraná, nessa avaliação de junho para 2011, mantém a liderança na produção nacional de grãos, com participação de 20,5%, seguido pelo Mato Grosso com 19,3% e Rio Grande do Sul com 17,7%.
Fonte: Do G1, em S�o Paulo

Rússia dará resposta sobre embargo a frigoríficos brasileiros em 15 dias

Comitiva que negocia uma saída para o impasse em Moscou esperava uma resposta imediata
O Serviço Federal de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) pediu 15 dias para se manifestar sobre a última negociação para acabar com o embargo às exportações de carne de 85 frigoríficos do Paraná, Rio Grande do Sul e de Mato Grosso.



Desde segunda, dia 4, a missão brasileira comandada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, manteve, em Moscou, reuniões com autoridades russas para tentar reverter a situação de embargo, em vigor desde 15 de junho. A comitiva esperava uma resposta imediata, o que não ocorreu.



“O Brasil respondeu a todos os questionamentos e os russos, de posse das informações, pediram 15 dias para nos dar um retorno”, informou o Ministério da Agricultura.



No final da semana passada, o ministro Wagner Rossi já havia adiantado que, dos 210 frigoríficos nacionais habilitados a exportar para a Rússia antes do início dos embargos, apenas 140 estariam na lista entregue pelos representantes do governo brasileiro ao Rosselkhoznadzor. Os demais terão que se adaptar às exigências.

Na ocasião, Rossi criticou a má qualidade das traduções, para o idioma russo, dos documentos encaminhados pelo Brasil. Segundo o ministro, os erros de tradução foram objeto de uma reclamação pessoal endereçada a ele pelo diretor do Rosselkhoznadzor, Sergey Dankvert. As falhas de tradução podem ter atrasado a avaliação das respostas brasileiras aos questionamentos da autoridade russa.


CANAL RURAL E AGÊNCIA BRASIL

Cooperativa do Paraná ganha prêmio com programa que auxilia produtores a gerenciarem suas finanças

Programa na Ponta do Lápis, criado pela Coamo, de Campo Mourão, ajuda produtores a controlarem gastos da propriedade ruralKatia Baggio
Peabiru (PR)



Saber como o dinheiro é usado na propriedade “na ponta do lápis”. Com essa expressão tão conhecida, que indica precisão no controle das finanças, a cooperativa Coamo, de Campo Mourão, no oeste do Paraná, elaborou para os produtores um projeto de aperfeiçoamento em gerenciamento rural. E está dando certo.

A lavoura é transformada em números que vão direto para o caderno de anotações. O lápis registra cada centavo empregado. O agricultor Aristides Fernandes adotou o kit oferecido pela cooperativa: além do caderno e do lápis, uma calculadora. Anotando o custo de produção em detalhes, ele percebeu como economizar.



– Antes a gente não fazia essas anotações. A gente usava um produto, sempre o mesmo produto, com a mesma eficiência. De repente, você, com essas anotações, compara de um ano para o outro e vê outros produtos com a mesma eficiência. Vê que pode ganhar dinheiro na hora de adquirir esses produtos – disse Aristides Fernandes.



Ganha mais, ou perde menos, quem tem uma visão financeira global da propriedade. E o programa “Na Ponta do Lápis” segue por esse caminho: despesas, investimentos, lucros e prejuízos, mas tudo bem real e registrado em cada detalhe. E é assim, não deixando nada que envolva dinheiro escapar que o produtor sabe o que vai bem e o que precisa de ajustes. Saber administrar hoje pode levar a um futuro mais sólido e tranqüilo.



Os irmãos André e Pedro Henrique Zawadzki assumiram os negócios da família depois da morte do pai. As lavouras, no município de Araruna, são apenas uma parte do patrimônio, que é preciso preservar. Eles adotaram a versão informatizada do programa, mas o processo é o mesmo do caderno impresso. Custos, preços e outros dados são atualizados e avaliados pelos irmãos diariamente. E os resultados do controle financeiro são bem positivos.



– Nós tivemos uma economia de 15% nos custos da produção. Então, vale a pena utilizar o programa. Dá um pouquinho de trabalho, você tem que anotar tudo, fazer os lançamentos, mas compensa. No final se paga – falou André Zawadzki.



O programa também ajuda no controle dos gastos que nem todos lembram de contabilizar. São as chamadas despesas invisíveis, como a conta do telefone, o conserto do carro, o desgaste do maquinário. O produtor rural Pedro Henrique diz que a família levou um susto quando percebeu o quanto itens como estes podem pesar no orçamento.



– A gente pode ver quais eram realmente as despesas invisíveis da propriedade e pessoais como o que era gasto com moradia, alimentação, água, luz, telefone. O celular mesmo, que a gente usava e só ia ver a conta no final do mês. Em reunião com meu irmão, a gente resolveu computar também todas as despesas da propriedade com manutenção de máquinas, depreciação, depreciação da própria terra, para ter um resultado econômico mais detalhado – observou Pedro Henrique Zawadzki.



O programa “Na Ponta do Lápis” da cooperativa Coamo foi adotado por mais de dois mil associados. A iniciativa ganhou o Prêmio de Gestão Profissional, da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB). O principal mérito é colaborar para a mudança de visão dos produtores na forma de administrar as finanças.



– Nesse ano, quando tivemos boa produção e bons preços, nós estamos vendo que houve uma evolução muito grande na questão da capitalização do produtor. E, ele conhecendo seus custos, já está vendendo uma parte da produção para o ano que vem já sabendo que sobre aquele custo de produção ele vai ter uma margem de renda boa. Isso é a evolução do produtor, vendendo em função de custos e já sabendo seus lucros na medida em que vai vendendo. É uma evolução bastante grande e é o que nós temos que fazer – frisou José Aroldo Gallassini, diretor presidente da Coamo.







CANAL RURAL

domingo, junho 26, 2011

DF: Mapa institui nova comissão de bem-estar animal

Grupo vai desenvolver ações para aumentar o conforto dos animais e dar prosseguimento a programas que já vinham sendo realizados na área



O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabeleceu a Comissão Técnica Permanente de Bem-Estar Animal (CTBEA) para intensificar iniciativas para o bem-estar dos animais de produção e de interesse econômico nos diversos sistemas pecuários brasileiros, que inclui bovinos, aves e suínos, entre outros. As atribuições estão definidas na Portaria nº 524, publicada no Diário Oficial da União da última quarta-feira, 22 de junho.



O grupo tem como metas propor normas e recomendações técnicas de boas práticas para bem-estar animal e fomentar a capacitação dos diversos profissionais envolvidos nas cadeias pecuárias, como já ocorre por meio do Programa Nacional de Abate Humanitário (Steps). O projeto treinou cerca de 2,5 mil técnicos que atuam direta ou indiretamente com bem-estar animal desde 2009. A iniciativa é uma parceria do Ministério da Agricultura com a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, sigla em inglês).



"A nova Comissão vem ao encontro das exigências de mercados como a União Europeia, que cada vez mais cobra e audita parâmetros de bem-estar animal no Brasil", ressalta a coordenadora da CTBEA, Andrea Parrilla.



Outro objetivo do grupo será incentivar a celebração de acordos, convênios e termos de cooperação com entidades públicas e privadas. Atualmente, a Embrapa Aves e Suínos e o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (Etco) desenvolvem atividades em conjunto com o ministério, como cursos de formação de transportadores de suínos e treinamentos dos fiscais federais agropecuários.



Segundo Andrea Parilla, a norma também prevê uma maior interação dos estados com o tema, pois em cada Superintendência Federal da Agricultura haverá um representante técnico que responderá pelas demandas relacionadas à CTBEA. Os integrantes serão indicados pelos superintendentes e receberão qualificação em bem-estar animal.



Saiba mais

O conceito de bem-estar animal refere-se a uma boa ou satisfatória qualidade de vida que envolve determinados aspectos referentes ao animal tal como saúde, ambiente adequado, dieta e longevidade, entre outros.



A definição segue cinco premissas básicas: o animal deve ser livre de fome e de sede; de desconforto; de dor, lesões ou doença; desimpedido para expressar os seus comportamentos normais e isento de medo e aflição.



O bem-estar animal pode ser medido por meio de metodologias - fisiológicas e comportamentais - que reflitam com exatidão este conceito em diferentes situações.



A WSPA lançou, em junho de 2006, um importante documento para estabelecer critérios uniformes para a proteção dos animais em todo o mundo: a Declaração Universal de Bem-Estar Animal (Dubea). O acordo que estabelece diretrizes básicas de bem-estar, reconhecendo os animais como seres sencientes (que têm sentimentos) e sua proteção como importante meta para o pleno desenvolvimento social das nações.



Atualmente, mais de um bilhão de pessoas no mundo dependem diretamente dos animais para sobreviver, o que reforça a ideia do bem-estar animal como fator-chave no planejamento de estratégias para atingir os objetivos de desenvolvimento do milênio, como redução da pobreza e a promoção da sustentabilidade ambiental e da saúde humana.





Fonte: Mapa







sábado, junho 25, 2011

Valorização do milho deve compensar perdas de produtividade, diz Pozzobon

Apesar de atrasada, a colheita de milho segue avançando. Até agora, os produtores de Sorriso colheram cerca de 8% da safrinha. Segundo o presidente do Sindicato Rural, Elso Pozzobon, os trabalhos estão dentro da normalidade, uma vez que o plantio também foi tardio, consequentemente, a colheita teve que ser adiada em cerca de 20 dias.

Este atraso se justifica pela falta de chuva durante a janela de plantio do grão. Com o tempo seco, cerca de 20% da safra devem ser perdidos, assim como a qualidade do grão também deve ser afetada. “Até agora nós ainda não vimos grandes perdas, mas acredito que vamos perceber mais para o final da colheita. Isto porque muitos produtores plantaram o milho ainda mais tarde, acreditando que iria chover, porém a chuva não apareceu prejudicando a safrinha”, disse Pozzobon, em entrevista ao Só Notícias.



Em contrapartida outro fator vem animando os agricultores, que é o preço. Neste ano já foram comercializados 70% do que foi plantado e o principal estímulo é a valorização do grão, que foi comercializado desde janeiro com preços entre R$ 13 a R$ 18. “O preço, de certa forma, vai compensar a perda de produtividade e qualidade motivada pela falta de chuva”, finalizou.
Fonte: Site: Noticias aagricolas/Aline Dessbesell

domingo, junho 19, 2011

Macroeconomia preocupa e pressiona grãos em Chicago


O caos instalado na economia da Grécia vem causando temores nos mercados nesta quinta-feira. Segundo informou uma matéria do jornal Valor Econômico hoje, a situação reforça a sensação de que é inevitável que a zona do euro enfrente seu primeiro default da dívida.

"Ao mesmo tempo que o premiê grego George Papandreou prepara uma mudança em seu governo na tentativa de obter aval do Parlamento para as medidas de austeridade, políticos europeus expressaram seu desânimo enquanto preparam o que pode ser o encontro crucial de líderes da União Europeia", diz a notícia do Valor.

Como não poderia ser diferente, as commodities - tanto agrícolas, como energéticas e metálicas - enfrentam mais uma dia de baixas diante deste cenário. Em Chicago, os grãos estendem suas perdas de ontem, quando o milho encerrou o dia próximo do limite de baixa e o trigo recuando mais de 20 pontos. Por volta das 15h05 (horário de Brasília), os principais vencimentos da soja operavam com mais de 14 pontos de baixa, o milho e o trigo com com quase 20.

Esse mau humor do mercado financeiro acaba estimulando a migração dos investidores para ativos mais seguros, como o dólar, afastando-se das commodities, que são bastante voláteis. Com isso, o dólar index avança e pesa sobre as cotações das agrícolas nesta quarta-feira. Há ainda temores acerca de uma desaceleração do crescimento econômico mundial e da demanda, o que também influencia fortemente a queda das commodities.

No caso da soja, os preços podem sentir ainda o peso do forte recuo do milho, o qual também reflete o mau momento do mercado financeiro. O cereal não consegue nem mesmo encontrar um ligeiro suporte nos dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na semana passada sobre uma expressiva redução nos estoques finais e na produção norte-americana para a sara 11/12.



"É impressionante como o medo dos Estados Unidos virtualmente ficarem sem milho na última sexta-feira foi substituído pelo pânico sobre a Grécia", disseram analistas da consultoria AgResource, em Chicago.



Como explicou o analista de mercado Daniel D'Ávilla, da NewEdge Consultoria, "a Grécia é uma economia pequena. O problema é que Espanha, Irlanda e Portugal também não estão bem. O problema está se espalhando e precisamos de uma solução rápida. Mas, para as commodities, não é o fim do mundo".



O analista acredita, porém, que o mercado tem chances de se recuperar, com problemas climáticos que ainda podem comprometer a safra norte-americana e também com a volta da China às compras, que, em junho, podem somar cerca de 5,5 milhões de toneladas.



"Em breve veremos esse mercado se recuperar. Assim que o mercado macroeconômico começar a acreditar um pouco mais em ações positivas para a crise europeia, veremos recursos e fundos entrando, levando o mercado para cima novamente", explica.





Fonte: Not�cias Agr�colas // Carla Men

Clima nos EUA e movimentos técnicos pressionam mercado

Depois das fortes baixas de ontem, na Bolsa de Chicago, a soja opera em baixa nesta sexta-feira. Por volta das 13h37, os principais vencimentos perdiam pouco mais de 11 pontos. Segundo analistas, esse recuo de hoje é resultado de movimentos técnicos com operações de spreads com o milho.

Além disso, o mercado do clima continua atuando nas cotações da oleaginosa. A previsão é de que as áreas mais secas no sul do cinturão de produção recebam chuvas na próxima semana, melhorando ainda mais as condições das lavouras, confirmando a boa forma da produção e aumentando as boas perspectivas de produtividade das lavouras.

Essa volatilidade é normal das sextas-feiras, uma vez que os investidores ampliam sua aversão ao risco frente à chegada do fim de semana. Diante de incertezas, portanto, acabam saindo do mercado da soja.

Fonte: Noticias Agricolas // Carla Mendes



NORMATIVA 51

MINISTÉRIO CONFIRMA ENTRADA EM VIGOR DE NORMAS SOBRE QUALIDADE DO LEITE.

A Instrução Normativa 51, do Ministério da Agricultura, que regulamenta os novos parâmetros de qualidade para produção do leite nacional, equiparando-os aos parâmetros europeus, entrará em vigor em 1º de julho, apesar da resistência dos produtores. O anúncio foi feito pelo coordenador-geral de Inspeção do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Marcius Ribeiro de Freitas.

A instrução normativa foi discutida em audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Marcius Ribeiro explicou que, mesmo após a entrada em vigor das novas normas, o Ministério da Agricultura está disposto a discutir ajustes com todos os elos da cadeia produtiva do leite.

O presidente da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios, Paulo Roberto Bernardes, defendeu o adiamento do prazo da instrução normativa e a adoção da proposta da câmara setorial, que prevê uma redução gradual das percentagens de bactérias e células somáticas estabelecidas pelo governo.

No caso da percentagem de bactérias no leite, por exemplo, que hoje é de 750 mil por mililitro de leite, teria de baixar para 100 mil pela instrução normativa. A câmara setorial sugere baixar o índice para 600 mil, com a redução gradual a cada ano, até que a meta seja atingida.

Paulo Bernardes considera absurdas as exigências da instrução normativa do Ministério da Agricultura. "A Embrapa, que é uma empresa confiável do governo, diz que, se for aplicado o que está na Instrução Normativa, 95% dos produtores brasileiros serão excluídos. Isso é impossível. Vai ser a lei que não pega. E lei que não pega desmoraliza quem a faz."

Os agricultores familiares também apoiam a sugestão da Câmara Setorial. Além de cobrar tratamento diferenciado em relação aos pequenos e grandes produtores, eles criticam a insuficiência de políticas públicas destinadas às famílias produtoras de leite. A coordenadora-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar, Elisângela dos Santos Araújo, lembra que, em vez de medidas restritivas, o governo deveria viabilizar políticas públicas de assistências técnica, infraestrutura e logística para os agricultores familiares.

O autor do requerimento para a audiência pública, deputado Marcon (RS) destacou que a reivindicação dos produtores é justa e o consumidor brasileiro, segundo ele, pode ficar tranquilo em relação à qualidade do leite nacional. "O leite passa por um processo de industrialização que não tem problema nenhum quanto à contaminação de doenças e qualquer coisa." O deputado disse que somente com recursos e qualidade técnica os produtores poderão aumentar e melhorar ainda mais a qualidade da produção.

Paulo de Oliveira Polese, assessor da Secretaria de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, também manifestou apoio à proposta da Câmara Setorial. Ele afirmou que a instrução merece uma discussão mais ampla, que inclua inclusive uma avaliação dos impactos positivos que a instrução normativa já promoveu.

Já Gustavo Valone, representante do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor do Ministério do Desenvolvimento Agrário, disse que o grande potencial do Brasil está nos agricultores familiares. Ele avalia que a transformação imposta pela instrução normativa pode trazer crise para alguns, mas será benéfica. "Somente produto de alta qualidade pode concorrer com conglomerados internacionais". (Agência Câmara)

terça-feira, maio 31, 2011

Governo detalha plano safra 2011/2012 e apresenta diretrizes da política agrícola para os próximos anos

Governo detalha plano safra 2011/2012 e apresenta diretrizes
 da política agrícola para os próximos anos

Setores sucroalcooleiro, de produção de suco de laranja e pecuário vão receber incentivos específicos

O Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, com orçamento confirmado de R$ 107 bilhões em linhas de crédito e lançamento previsto para meados de junho, será parcialmente detalhado nesta terça, dia 31, pelo novo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Carlos Vaz, e pelo secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt.



Na ocasião, Vaz falará das diretrizes da política agrícola do governo para os próximos anos. Os dois secretários também vão explicar as medidas aprovadas na semana passada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e que valerão a partir da próxima safra.

Entre essas medidas, estão os preços mínimos estabelecidos pelo governo para os alimentos da safra 2011/2012 e as alterações no Manual de Crédito Rural para programas de investimentos com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As mudanças têm o objetivo de facilitar a operacionalização do crédito pelas instituições financeiras e o acesso dos produtores aos recursos.

Também na última semana, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse que o Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 trará incentivos específicos a três setores, sucroalcooleiro, de produção de suco de laranja e pecuário.

O novo secretário de Política Agrícola, que assumiu o cargo na semana passada, é funcionário do Banco do Brasil há 29 anos e ocupava, desde o início de 2007, o cargo de diretor de Agronegócios da instituição.

AGÊNCIA BRASIL

Dado sobre plantio de grãos guia preços


Após o feriado de Memorial Day nos Estados Unidos, ontem, o mercado de GRÃOS na Bolsa de Chicago reabre hoje na expectativa dos dados sobre o avanço do plantio no país. O excesso de umidade vem impedindo o cultivo de milho, trigo de primavera e soja na região Meio-Oeste. Por isso, qualquer atraso nos trabalhos impacta diretamente nos preços. Há necessidade urgente de clima mais seco. E, se isso se confirmar, os preços dos GRÃOS tendem a ceder. O governo divulga hoje relatório em que mostra como evoluiu o cultivo de GRÃOS na semana passada. ""O avanço do plantio no fim de semana vai ditar o início das negociações"", disse Glauco Monte, analista da corretora FCStone.

Embora os preços do trigo estejam abaixo das máximas recentes - em 2011 acumulam queda de 1,47% -, o analista Vinicius Ito, da corretora Newedge, explicou que os preços dos GRÃOS estão altos e os participantes do mercado não querem vender porque as cotações podem subir mais, dependendo do clima. Uma forte seca afeta áreas na Europa. Na sexta-feira, o contrato do trigo para entrega em julho fechou a US$ 8,1975 por bushel.

No médio prazo, pode pesar a retomada das exportações de GRÃOS na Rússia, anunciada no fim de semana. Os embarques começam em 1º de julho, diante da boa expectativa de safra. A restrição foi imposta no ano passado, após seca que reduziu a produção em 30%.


Fonte: O Estado de S. Paulo