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sábado, agosto 28, 2010

Dólar fecha a R$ 1,75 e cede 0,4% na semana; Bovespa tem alta de 2,42%

As notícias positivas da economia americana influenciaram o dia de alta das Bolsas e de queda nos preços da moeda americana que, no entanto, respeitou o piso informal de R$ 1,75 nas operações desta sexta-feira.

Hoje, os agentes financeiros reagiram às duas notícias mais importantes da semana: primeiro, o PIB americano, que cresceu menos entre o primeiro e segundo trimestre, mas ainda surpreendeu positivamente economistas, que esperavam um quadro ainda pior. E o presidente do banco central americano, Ben Bernanke, que sinalizou, conforme as expectativas de muitos, que pode tomar medidas para evitar que a economia desse país caia numa deflação (recuo generalizado e prolongado de preços e salários).

Nesse contexto, o dólar atingiu R$ 1,762 como a cotação máxima do dia, mas desceu até R$ 1,750 nas últimas horas, encerrando o expediente na taxa de R$ 1,753, o que significa uma queda de 0,5% sobre o fechamento anterior.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,870, em baixa de 0,53%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) avança 2,42%, aos 65.415 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,54 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 1,56%.

JUROS FUTUROS.
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas ficaram ligeiramente mais baixas nos contratos mais negociados.

No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista recuou de 10,67% para 10,66%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada cedeu de 10,70% para 10,69%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista subiu de 11,33% para 11,40%.

Os números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.
Fonte: Folha Online

Indústrias Citrosuco e Cutrale em Bebedouro (SP): País é lider em suco de laranja


O Brasil desafiou os estudiosos “agropessimistas” e criou um modelo de produção agrícola que pode alimentar o mundo e evitar a escassez de comida, na opinião da revista britânica “The Economist”.

Os “agropessimistas” são pesquisadores e profissionais do mercado que, no final dos anos 1960 e início dos 1970, previam que nas décadas seguintes a humanidade não seria capaz de produzir a quantidade demandada de alimentos pela crescente população.

A revista lembra que, depois que esses estudos apareceram, o Brasil resolveu adotar uma postura diferente do restante do mundo: em vez de oferecer subsídios ao setor agrícola, optou por investir em pesquisas para melhorar a produtividade.

Nas quatro décadas seguintes, o Brasil se tornou “o primeiro gigante agrícola tropical e o primeiro a desafiar o domínio dos cinco grandes exportadores (Estados Unidos, Canadá, Austrália, Argentina e União Europeia)”, afirma a revista.

Por meio de pesquisas apoiadas pela Embrapa e baseada em sementes geneticamente modificadas, diz a reportagem, a produção agrícola brasileira “representa uma clara alternativa para o crescente entendimento de que, na agricultura, ser pequeno e orgânico é bonito”.

Os números mostram o efeito dos investimentos em pesquisa. Desde 2000, a área plantada no Brasil variou pouco, de cerca de 40 milhões de hectares para pouco menos de 50 milhões; no mesmo período, a produção saltou de menos de 90 milhões de toneladas por ano para quase 150 milhões.

O periódico diz que esse modelo pode ser adotado em países pobres, que têm clima parecido com o do Brasil, e termina o artigo afirmando que o mundo deveria “aprender com o Brasil” na produção agrícola.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Soja: Direto do corn-bealt americano, a avaliação é de que a safra dos EUA está com bom enchimento de grãos.


Soja: Direto do corn-bealt americano, a avaliação é de que a safra dos EUA está com bom enchimento de grãos. Mas preços sobem na Bolsa de Chicago com notícias de que a China voltou a comprar mais soja nos Estados Unidos.

Apesar dos problemas climáticos no cinturão de grãos dos EUA, o desenvolvimento das lavouras de soja aponta para uma colheita de super safra, com rendimento de 2 milhões de toneladas. Já o milho preocupa, quando o clima indica rendimentos abaixo do esperado. A entrada desses grãos no mercado deverá pressionar o preço das commodities nas bolsas, mas a demanda internacional sustenta patamares.

Segundo Glauco Monte, consultor da FC Stone que está nos EUA avaliando a formação das vagens, nem mesmo a síndrome da morte súbita da soja, responsável por atingir até 10% das lavouras ocasionada pelo excesso de umidade em Iowa poderá afetar a produtividade americana. Ainda não se sabe a dimensão da doença sobre o volume das produções.

O milho será colhido em maior volume no início, já que os problemas climáticos prejudicam as plantações tardias e, assim como a soja, a entrada dos grãos no mercado devem pressionar as cotações nas bolsas.

Por outro lado, a demanda aquecida pela oleaginosa, principalmente pela China, sustentará patamares mínimos de US$ 9,50 por bushel, uma vez que se mantém crescente. Nesta madrugada, o país comprou mais dois navios de soja americana.

Confira a entrevista completa no link abaixo:

http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=74104

quinta-feira, agosto 26, 2010

Clima ainda não afeta preços, mas impacto pode vir até 2011



A falta de chuvas em diversos Estados brasileiros ainda não alterou os preços agrícolas, seja de grãos, seja de verduras e legumes. Se o clima seco se prolongar, contudo, poderá gerar efeitos de curto e de médio a longo prazo. No curto prazo, o efeito aparece em legumes, verduras e hortaliças.

As maiores preocupações, contudo, são com a possibilidade de a seca atingir o plantio de safras importantes, como soja e milho. Os preços de alguns desses itens já começam a ficar pressionados, devido à estiagem em outros produtores estratégicos. A forte seca que fez a Rússia perder US$ 1,1 bilhão em trigo, na pior estiagem em 150 anos, causou impacto nos preços do cereal comercializado no Brasil, que subiu 4,6% na semana passada - a primeira elevação desde novembro de 2009.

Movimento de alta nos preços não havia ocorrido mais cedo graças aos estoques acumulados no país, mas agora as cotações da soja e do milho começam a subir. Esses grãos funcionam como substitutos imediatos do trigo, que teve a exportação proibida pelos russos há cerca de um mês.

"As dificuldades da Rússia e os problemas de seca que estamos enfrentando agora, combinados, vão chegar nos preços agrícolas sim, mas não é possível mensurar quando", diz Antônio Comone, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, que apura preços semanalmente em São Paulo. "Até o momento, não dá para perceber absolutamente nada", diz ele.

Levantamento realizado pela RC Consultores com 14 produtos agrícolas mostra que itens como batata, tomate, leite, ovos e laranja estão comportados. Já milho e soja passam por elevação em agosto. A saca de soja é vendida a R$ 39 e a de milho a R$ 20,2, um avanço de 9,6% e 9,3%, respectivamente, sobre julho. A alta, avalia Fábio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores, respondem à maior demanda sobre esses grãos.

Os problemas com o trigo russo demoraram a aparecer no mercado interno brasileiro. Desde a última semana de novembro de 2009, a média de preços de uma saca de trigo caiu levemente de uma semana para a outra ou permaneceu estável. "Foram os estoques que seguraram esse baque forte que a Rússia deu, mas tem uma hora que não dá mais", diz Silveira.

Na semana passada, o preço da saca de trigo subiu 4,6% sobre a semana anterior - o primeiro avanço em 36 semanas. "O tempo seco ainda não afeta os preços internamente. O aumento decorre unicamente da forte estiagem na Rússia. Se esse tempo seco continuar no Brasil, aí teremos problemas, porque em setembro começa o plantio de grãos importantes, como milho e soja, e o impacto nos preços costuma ser rápido", afirma Silveira.

Segundo Comone, os estoques das empresas é que oferecerão sustentação para preços. "Muitas companhias com estoques podem optar por não mexer nos preços para ganhar o espaço do concorrente que está sem estoques, preferindo não ampliar o lucro para ganhar mercado. Esse movimento pode segurar os preços por um tempo", explica o economista, para quem, no entanto, "em mais ou menos tempo, o clima seco em São Paulo e no Brasil vai afetar os preços agrícolas".

Em cinco anos da década iniciada em 2000, a inflação de alimentos e bebidas superou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador de inflação do país. Nos três anos em que o índice de precipitação atingiu mínimas históricas em São Paulo, o avanço nos preços de alimentos superou o IPCA. No entanto, a maior diferença entre alimentos e IPCA foi alcançada em 2002 - 6,9 pontos percentuais - ano em que não houve problemas de seca. Em 2004, quando a estiagem foi mais severa em agosto que a atual, a inflação de alimentos foi inferior ao índice cheio.

João Villaverde, de São Paulo

Trigo cai 3,85% com disputa comercial (Mercados)

Trigo cai 3,85% com disputa comercial (Mercados)


A cotação do trigo caiu ontem na Bolsa de Chicago pelo segundo dia consecutivo depois que o Egito, maior importador mundial, preferiu comprar 240 mil toneladas do cereal do Canadá e da França, em vez dos Estados Unidos. Esse movimento decepcionou investidores que esperavam que a quebra na safra da Rússia desviasse demanda para o trigo norte-americano. Foi a segunda vez que o Egito preferiu comprar o produto de outros fornecedores, que ofereceram preços menores. O contrato dezembro, o mais negociado, fechou com queda de 3,85%, para US$ 6,8050 por bushel. A cotação, que chegou ao maior nível em quase dois anos há algumas semanas, reverteu o ganho de agosto e no acumulado do mês registra queda de 1,91%.

Na Bolsa de Nova York, os preços do açúcar tipo demerara alcançaram seu maior nível em quase seis meses, mas fecharam com queda. O contrato outubro perdeu 1,54%, para 20,03 centavos de dólar por libra-peso. Os participantes do mercado estarão de olho nas novas estimativas para a produção brasileira na safra 2010/11, que serão divulgadas hoje. No café, após mergulhar 8% na véspera, a cotação fechou perto da estabilidade, com queda de 0,21%, em 166,60 centavos de dólar por libra-peso. Após as perdas recentes, a Organização Internacional do Café (OIC) avaliou que os preços devem ficar firmes no curto prazo por causa dos baixos estoques mundiais.

Análise: Ana Conceição - O Estado de S.Paulo



Acompanhe a divulgação dos principais indicadores econômicos e eventos do dia:

CONSTRUÇÃO:

8h: A Fundação Getulio Vargas (FGV) publica o Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), referente a agosto.

EMPREGO:
9h: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) anuncia a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), referente a julho.

INDÚSTRIA:

11h: A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) divulga os indicadores industriais - INA - NUCI, referente a julho.

BC:

11h: O Banco Central divulga a Nota de Política Fiscal, referente a julho.

INTERNACIONAL

ALEMANHA:

3h: Publicação Índice GFK de confiança do consumidor germânico, referente a setembro.

EUA:

9h30: O Departamento do Trabalho informa o índice semanal que mede os novos pedidos de seguro-desemprego, referente a semana com término em 21 de agosto.

JAPÃO:

20h30: Publicação da taxa de desemprego japonesa, referente a julho.

20h30: O Bureau de Estatísticas do japonês divulga índice nacional de preços ao consumidor em todo o país e em Tóquio, referente a julho.

(Redação - Agência IN)

segunda-feira, agosto 23, 2010

Safra de grãos da Rússia recuou 38% até o momento

Safra de grãos da Rússia recuou 38% até o momento

A Rússia possui grãos suficientes para corresponder à demanda local, mesmo após a colheita ter diminuído em 38 por cento em 2010, disse uma autoridade sênior nesta segunda-feira (23). No entanto, estes dados indicam que o ex-exportador deve importar milhões de toneladas.

A Rússia, que já foi o terceiro maior exportador de trigo do mundo, foi atingida por uma intensa seca em muitas regiões produtoras, destruindo amplas áreas de safra e levantando a questão de importações.

Analistas estimaram importações russas de 1,5 milhão a 2 milhões de toneladas, enquanto uma reportagem do jornal Vedomosti mostrou que a Rússia pode importar pelo menos 5 milhões de toneladas. Rumor que o porta-voz do Ministério da Agricultura negou rapidamente.

O vice-ministro da Agricultura, Alexander Petrikov, disse que a Rússia colheu 40,3 milhões de toneladas de grãos (peso bruto) até 19 de agosto. Ele disse que os grãos foram colhidos em 19,3 milhões de hectares, ou 48 por cento da área plantada. A produtividade média caiu para 2,08 toneladas por hectare ante 2,69 toneladas por hectare em 19 de agosto de 2009.

O peso bruto é normalmente 7 a 8 por cento superior ao volume após os grãos serem limpos, mas essa diferença pode ser menor em anos mais quentes e secos, como este. A safra final é calculada com base no volume limpo.

Petrikov disse que a Rússia possui grãos suficientes para cobrir a demanda local. "As necessidades domésticas da Rússia são de 77 milhões de tonelada", disse Petrikov. "Os estoques de cerca de 23 milhões de toneladas e reservas de intervenção do governo de 9,5 milhões de toneladas, serão mais que suficiente para cobrir as necessidades."

Petrikov confirmou a previsão do ministério de 65 a 67 milhões de toneladas para a safra de 2010 em um cenário otimista e 60 milhões de toneladas em uma visão mais pessimista.

No entanto, os estoques de passagem do país, os quais já foram estimados anteriormente pela agência oficial de estatísticas Rosstat em 21,7 milhões de toneladas, já incluem os 9,5 milhões de toneladas de reservas de intervenção do governo.

Fonte: Reuters

Milho- XP: Preços fecham o dia em queda com realização de lucros

Preços em queda para os futuros BM&F. Mercado consolidou ganhos registrados na semana passada após recuo do indicador na sexta-feira. De uma forma geral, a sessão foi de realização de lucros na BM&F, já que, cenário fundamentalista permanece favorável no físico, com oferta muito restrita nas principais regiões consumidoras do país. Fraqueza do mercado norte-americano, com vencimento setembro em Chicago próximo a resistências importantes, contribuíram as perdas no mercado brasileiro.

Após o fechamento em Chicago, o USDA reportou que 70% das lavouras do cereal no país encontram-se em condições boas/excelentes, 1% acima do registrado na semana passada e também acima das expectativas do mercado. No âmbito técnico, vencimento setembro com suporte na primeira retração de Fibonacci em 21,60 e resistência no topo anterior em 22,20.
Fonte: XP Investimento

USDA: Cai somatório de lavouras de soja em boas/excelentes condições nos EUA

USDA: Cai somatório de lavouras de soja em boas/excelentes condições nos EUA Índice é 2% menor do que na semana passada.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu relatório semanal de acompanhamento de safra nesta segunda-feira (23) mostrando que 64% das lavouras de soja estão em boas ou excelentes condições. O montante de plantações nessas condições é 2% menor do que nas últimas três semanas - 66%, quando o índice se manteve inalterado.

Se comparado ao mesmo período de 2009, o índice mostra-se 5 pontos percentuais menor, quando 60% das lavouras norte-americanas estavam em boas/excelentes condições.

Quanto à formação de vagens, o USDA afirma que 91% da produção está com as vagens formadas. No ano anterior, eram apenas 83% nesta mesma época. A média dos últimos cinco anos é de 90%.

Commodities Agrícolas

Commodities Agrícolas

Oferta incerta. Os futuros de café subiram ontem na bolsa de Nova York para o mais alto nível em mais de 12 anos com preocupações de que a oferta na América do Sul será limitada. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam em US$ 1,8505 a libra-peso, valorização de 520 pontos. De acordo com levantamento da Bloomberg, os futuros de café subiram 6,1% na última semana com especulação de que o grande volume de chuva iria prejudicar os cafezais no Brasil e na Colômbia, os maiores produtores mundiais de grãos arábica. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, a preocupação sobre o suprimento de curto prazo permanece. No mercado interno, a saca de 60 do café arábica fechou em valorização de 2,54% a R$ 328,1, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Vendas especulativas. As cotações futuras do cacau caíram na sexta-feira para o menor nível em um ano em dia de forte pressão de venda especulativa. Os papéis com vencimento em dezembro encerraram o pregão de ontem a US$ 2.827 a tonelada, valorização de US$ 65. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado deu o suporte para mais tempo, mas agora não é mais possível continuar. Comerciantes otimistas têm reduzido a exposição de longo prazo no mercado, de acordo com a agência. O cacau já tinha caído com expectativas de aumento de safra nos maiores produtores do mundo, como a Costa do Marfim, devido ao clima favorável no país. No mercado de Ilhéus, na Bahia, os preços médios ficaram praticamente estáveis em R$ 82 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

À espera da nova safra. Os futuros de suco de laranja fecharam em leve alta na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em novembro encerraram o pregão a US$ 1,3690 por libra-peso, alta de 55 pontos. Segundo a Dow Jones Newswires, os preços estão consolidando um patamar de fim de safra esperando a entrada da safra nova. Expectativas para uma significante colheita na Flórida na temporada 2010/11 têm pesado nos preços. Comerciantes estão vendo sinais de desenvolvimento de um baixo sistema de pressão no Atlântico. O Centro Nacional dos Furacões em Miami deu 40% de chance de desenvolver uma depressão tropical nas próximas 48 horas. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos de laranja fechou estável em R$ 14,77, segundo o Cepea.

Economia em retração. Os futuros de algodão caíram na bolsa de Nova York com sinais de que o enfraquecimento da economia vai reduzir a demanda por commodities. Os contratos com vencimento em dezembro recuaram 59 pontos para 83,55 centavos de dólar a libra-peso. Os registros de desempregados nos EUA subiram na última semana para os níveis mais altos desde novembro de 2009, segundo a Bloomberg com base em dados do governo americano. "Se o mercado de ações começar a ter solavancos, então, claro, muitos vão tirar dinheiro das commodities", disse Sid Love, o presidente da consultoria americana Joe Kropf & Sid Love. Consulting Services LLC. No mercado interno, a arroba da pluma bateu R$ 59,8 em Primavera do Leste (MT), forte alta em relação ao R$ 58,6 do dia anterior, segundo o Imea/Famato.

2010: O ano das mudanças climáticas

Eventos extremos como as inundações na Ásia, os incêndios florestais na Europa e a seca no Centro-Oeste brasileiro indicam que o aquecimento global já começa a mexer com o clima em todo o planeta

André Julião

Nos próximos meses, os cientistas do clima vão trabalhar intensamente para provar se há ou não ligação entre os eventos climáticos extremos deste ano. Nas últimas semanas, a Rússia sofre com centenas de focos de incêndio, por causa das maiores temperaturas desde que começaram as medições, em 1880. Se no inverno o frio chegou a -26oC, este verão tem alcançado os 39oC. Enquanto isso, o Paquistão tem um quarto do seu território alagado.

As monções, fortes chuvas características dessa época, foram reforçadas por uma zona de baixa pressão, que fez das precipitações as piores desde 1929 e deixaram seis milhões de desabrigados. Na China, deslizamentos de terra mataram mais de mil pessoas.

Embora alguns possam julgar que é cedo para afirmar que os eventos estão diretamente conectados, o fato de terem se seguido a outros neste ano tem feito muitos cientistas deixarem a cautela de lado para culpar diretamente o aquecimento do planeta. "Eventos extremos vêm ocorrendo com maior frequência e, em muitos casos, com maior intensidade", disse Jay Lawrimore, do Centro Nacional de Dados Climáticos de Asheville (EUA) ao jornal "The New York Times".

Quanto ao calor e à chuva, é possível que eles tenham sido causados por uma corrente de ar que circula em grandes altitudes. A ligação entre alta temperatura e precipitação é simples de entender: quanto mais calor, mais água é evaporada. Estudos indicam que, para cada grau de aquecimento, mais 7% de água fica disponível para as massas de ar que geram as chuvas.

Este é o ano mais quente em mais de um século, numa década recheada de eventos extremos. Em 2003, 70 mil pessoas morreram na Europa por causa do calor. Dois anos depois, Nova Orleans, nos EUA, foi devastada por um furacão. Em 2007, queimadas na Grécia quase destruíram a cidade histórica de Olímpia. Ainda naquele ano, a chamada Passagem Noroeste, no Ártico, ficou sem gelo pela primeira vez na história. No ano passado, incêndios na Austrália mataram centenas de pessoas. No Brasil, na virada do ano e em abril, chuvas causaram deslizamentos no Rio de Janeiro e destruíram cidades do Nordeste.

Na semana passada, o tempo seco causou queimadas em diversos Estados. As mudanças climáticas fizeram com que a estação seca, que durava de julho a setembro, tenha se estendido até outubro. "O que vemos agora é consequência de um aquecimento de apenas 0,8oC", escreveu no jornal britânico "The Guardian" Stefan Rahmstorf, coautor do livro "The Climate Crisis" (sem tradução no Brasil). "Se nada for feito, até o fim do século os termômetros subirão até 7oC." Que os últimos eventos sirvam de alerta.
FONTE: ISTO E