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quinta-feira, março 17, 2011

Valor Bruto da Produção agrícola do Brasil é o maior em 14 anos

Índice teve crescimento de 5,8% em relação ao ano passadoMaíra Gatto
Brasília (DF)

O Valor Bruto da Produção Agrícola brasileira é o maior dos últimos 14 anos. Segundo os dados do governo, quem planta saiu ganhando, mesmo quando descontado os custos para produzir. O cenário pode se repetir nos próximos anos.

O produtor Derci Cenci cultiva cinco mil hectares de milho, soja e feijão. Ele lembra que o lucro chegou para os médios e grandes agricultores. Quem pode investir em tecnologia, colhe mais por hectare.

– Aquele produtor que está capitalizado e usa a tecnologia de ponta no solo, na semente e nos insumos e defensivos ele atinge até maior índice que esse divulgado – comenta.

O índice é o Valor Bruto da Produção (VBP), que teve crescimento de 5,8% em relação ao ano passado. O cálculo multiplica os preços médios pela quantidade de toneladas colhidas. Este ano, o país deve totalizar R$ 189,600 bilhões em VBP.

Se por um lado o produtor gastou 30% a mais com insumos, os preços de produtos como o milho, compensaram o investimento e ainda geraram uma boa margem de lucro.

– Além desse valor do produto estar refletindo maior produção, ele reflete uma situação favorável dos preços agrícolas – afirma o coordenador de planejamento estratégico do mapa, José Garcia Gasques.

Os especialistas avaliam que a elevação do Índice fortalece a posição do Brasil como grande produtor de alimentos.

– Como o Brasil apresenta o setor agrícola fortalecido, capaz de responder determinadas pressões, ele passa ser um setor muito importante, inclusive no cenário internacional. Outros países podem estar pensando no Brasil como estratégico na oferta de alimentos – assegura Junia Conceição, pesquisadora Ipea.

O cenário que favorece a agricultura pode ser prejudicial para o consumidor. A alta nos preços das commodities deve chegar as prateleiras.

– De fato pode acontecer uma elevação nos preços de consumo. A tendência é que haja esse comportamento sobre os preços não de todos os produtos, mas alguns onde essa variável externa é mais importante.
CANAL RURAL

terça-feira, março 15, 2011

Previsao climatica para os proximos 15 dias

Início de semana com sol e variação de nuvens em SC

Segunda-feira (14/03): O dia começa com muitas nuvens devido a passagem de uma frente fria pelo Litoral em direção ao oceano, e segue com aberturas de sol devido ao avanço de uma nova massa de ar frio e seco ao Sul do Brasil que deixa o final do dia com céu mais aberto. Temperatura em declínio especilamente à noite. Vento de sudoeste a sudeste, moderado com rajadas fortes e constantes ao longo do dia.



Terça-feira (15/03): O tempo segue estável com predomínio de sol e algumas nuvens em todo estado de SC, devido a massa de ar frio e seco presente no Sul do Brasil. Temperatura mais amena na madrugada e com pouca elevação durante o dia. Vento de sudeste a leste, fraco a moderado.

Quarta-feira (16/03): Massa de ar seco mantém o tempo estável com predomínio de solevariação de nebulosidade em todo o estado de SC, sem previsão de chuva. Temperatura em elevação. Vento de sudeste a leste no Litoral e de leste a nordeste nas demais regiões, fraco a moderado.

Quinta-feira (17/03): Presença de sol pela manhã e pancadas de chuva entre a tarde e noite nas regiões do Oeste, Meio Oeste, Planalto Sul e Litoral Sul, devido ao avanço de umafrente fria ao Sul do Brasil. Nas demais regiões, sol com aumento de nuvens. Temperatura elevada. Vento de nordeste a sudeste, fraco a moderado com rajadas.

Sexta-feira (18/03): Nas regiões do Oeste, Meio Oeste, Planalto Sul e Litoral Sul, tempo encoberto com chuva no decorrer do dia, devido a passagem de uma frente fria pelo estado de SC. Nas demais regiões, sol e pancadas de chuva entre a tarde e noite. Temperatura em elevação. Vento de noroeste a sudoeste, fraco a moderado, com rajadas fortes.

TENDÊNCIA 19 a 29/03/2011

Período com previsão de baixos volumes pluviométricos em SC. Os maiores acumulados devem se concentrar no Sudeste do Brasil. Diminuição gradativa da temperatura, devido ao início da estação de outono.

Marcelo Martins / Noele Brito - Meteorologista(s)


O que o tsunami do Japão significa para as commodities agrícolas?

O desastre do Japão deverá ter um impacto significativo sobre os preços dos grãos. Mas, isto poderá não ser aparente de imediato.

O primeiro deles é que o desastre japonês, como um todo, deverá continuar a pressão negativa que já vinha pesando na semana passada sobre as commodities agrícolas.

O país é, acima de tudo, um dos maiores (talvez o maior) importador mundial de alimentos, comprando no exterior cerca de 60% das calorias que seus cidadãos precisam, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA.

Portanto, qualquer sinal de uma queda ou de aumento na sua demanda depois do terremoto afetará as já apertadas disponibilidades mundiais.

E os mercados externos não poderão oferecer muito apoio no sentido de sustentar os mercados agrícolas, dado que os investidores já estavam direcionando suas aplicações para ativos mais arriscados, como ações e metais, assim como as commodities.

O fator Yen

Por enquanto, o impacto potencialmente estimulante sobre as importações japonesas de alimento ainda não está muito claro. A idéia é de que o Japão precisa importar mais alimentos – embora, talvez, digamos, de produtos acabados ao invés de commodities, tais como carne de porco em vez de milho para alimentação de animais, se muitas das facilidades do país forem destruídas.

O Japão tem moeda suficiente para fazer imediatamente as compras necessárias. Ironicamente, um dos impactos esperados do desastre é o fortalecimento do iene, porquanto as seguradoras deverão repatriar fundos aplicados no exterior para pagar as indenizações e o país deverá vender moeda estrangeira, principalmente títulos do Tesouro dos EUA, para arrecadar dinheiro. Após o terremoto de Kioto em 2005, o ienne valorizou cerca de 20% em relação ao dólar em três meses.

Alimentos x Combustível

Um impacto a mais longo prazo pode tornar-se mais difícil de ignorar: a utilização das commodities agrícolas como fontes de energia, tanto quanto de alimentos.

A elevação dos preços dos alimentos, no início deste ano, colocou a produção de biocombustíveis em cheque, colocando dúvidas sobre a sua utilização de terras, que estariam sendo desviadas da sua verdadeira finalidade, que seria a produção de alimentos para o mundo.

Além disso, os problemas dos reatores nucleares japoneses também possuem pontos de interrogação, redesenhando também mais uma das formas de produção de energia convencional num momento em que as deficiências de outra fonte, o petróleo, já estavam sendo examinadas depois dos conflitos nos principais países produtores do Oriente Médio e do Norte da África.

A segurança dos combustíveis está de volta à agenda. E, enquanto as produções convencionais, tais como carvão e gás natural, irão fazer a sua parte para preencher o vazio, assim como as fontes alternativas, como a eólicas e a energia das marés, os agricultores provavelmente também serão convidados a contribuir, mesmo colocando em risco a segurança alimentar mundial.

Tradução: Boletim Trigo & Farinhas
Fonte: Agrimoney