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sexta-feira, julho 16, 2010

Boi a termo pressiona o mercado, mas preços continuam firmes


Mercado típico de sexta-feira, com poucos negócios sendo realizados.

Após a tentativa de redução dos preços por parte dos frigoríficos os negócios travaram e as ofertas nos preços menores já começam a diminuir.

No entanto, as empresas de maior porte, que possuem animais negociados no mercado a termo, ainda oferecem valores menores em São Paulo.

Os demais frigoríficos são os que seguram o mercado e acabam oferecendo mais pela arroba do boi gordo, já que muitos não possuem animais negociados a termo e, com isso, aumenta a necessidade de completar suas escalas de abate.

No Mato Grosso do Sul, o frio intenso acabou fez a oferta de animais terminados aumentar. Em Campo Grande, a arroba teve queda de R$1,00 e está sendo negociada a R$77,00, à vista, livre do funrural.

No Norte de Minas Gerais, as compras melhoraram nos últimos dias e a arroba do boi gordo sofreu ajuste. Hoje o boi vale R$72,50/@, à vista, livre de imposto.

No mercado atacadista de carne bovina os preços estão estáveis.

Fonte: Scot Consultoria

Colheita chega a 94% da área plantada do milho em Lucas do Rio Verde


Dos municípios com as maiores áreas plantadas de milho safrinha, Lucas do Rio Verde está praticamente no final da colheita. Com um área plantada de 150 mil hectares, a colheita no município atingiu 94% do total. Sorriso, com a maior área plantada do grão no Estado com 230 mil hectares, aparece com 90% do total colhido.

Nova Mutum, com 90 mil hectares, colheu até agora 88% do total da área destinada para o plantio do milho safrinha. Seguido por Nova Ubiratã, com área de 100 mil hectares, e 82% de colheita do grão. Todos estes municípios estão localizados na região Médio-Norte, que é a maior área plantada do Estado com 982,8 mil hectares e que já atingiu na média 86,8% da colheita do total, segundo informações do relatório do Instituto Matogrossense de Economia Agrária (Imea).

Fonte: Só Notícias

TRIGO: Cooperativas esperam altas, moinhos esperam baixas no preço do trigo


Duas reações contrárias estão no mercado de trigo em grão, no momento: os moinhos pressionam as cooperativas e produtores para que baixem os seus preços, alegando que o preço Mínimo foi reduzido em 10%.

Sobre isto há duas considerações a fazer:
a) o novo preço mínimo valerá para a próxima safra, que começará a ser colhida em setembro e não para a que está atualmente sendo comercializada;

b) o preço de mercado nunca acompanhou o preço mínimo na presente temporada, por que deveria ser parâmetro para pressionar os preços agora? A segunda reação é a das cooperativas, que nunca estiveram contentes com os preços praticados pelos moinhos até o momento e esperam que eles melhorem os seus preços, uma vez que os preços internacionais já subiram 20% nos últimos 30 dias o que, se repassados aos preços internos, significaria um aumento entre 4 e 5 reais por saca de 60 kg.

No fundo, ambos estão errados, porque estão baseados em motivos artificiais e não inerentes ao processo da cadeia de comercialização. Os preços de qualquer matéria-prima são balizados pela oferta e demanda dos produtos finais e não por intervenções externas descoladas do processo. Preço Mínimo e cotações internacionais do trigo são componentes do processo, certamente, mas não tem o mesmo peso da oferta e demanda de biscoitos e massas, por exemplo. Na hipótese exagerada de um aumento brutal na demanda por massas e biscoitos os preços subiriam, seguramente acima do Preço Mínimo e sem dar bola para as cotações internacionais. Por outro lado, as indústrias não podem subir preços se a demanda por biscoitos e massas estiver caindo, independentemente das cotações internacionais do grão.

Fonte: Trigo

quinta-feira, julho 15, 2010

Abiove eleva previsão de soja exportada


O Brasil deverá exportar um recorde de 29,5 milhões de toneladas de soja na temporada 2010/11 (fevereiro/ janeiro), informou a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), que elevou sua previsão em 300 mil toneladas ante a estimativa de junho.

Na temporada anterior, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o Brasil exportou 28 milhões de toneladas.

O país, segundo exportador global de soja (atrás dos EUA), continua se beneficiando da forte demanda da China, o maior importador mundial, disse o secretário-geral da associação, Fábio Trigueirinho.

"Os EUA tiveram uma safra muito boa (na temporada passada), mas foram vendendo muito e estão com estoques curtos, permitindo que o Brasil se beneficie disso nos meses de julho, agosto, setembro."

Trigueirinho prevê embarques elevados nos próximos meses, antes do início da colheita da nova safra dos EUA. Ele também lembrou que o Brasil já exportou grandes volumes no primeiro semestre.

Em seu relatório mensal, a Abiove manteve a previsão de colheita na última safra em um recorde de 68,4 milhões de toneladas, 10 milhões de toneladas a mais que o colhido na temporada anterior.
Fonte: Folha de São Paulo

Compra de terras por estrangeiros será monitorada

A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) determinou que todos os cartórios de registro de imóveis passem a informar às corregedorias dos tribunais de justiça e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, trimestralmente, a aquisição de terras por estrangeiros.

De acordo com a nota do CNJ, a decisão foi tomada em resposta a um requerimento da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, e põe fim a uma discussão que se arrasta desde a promulgação da Constituição de 1988, onde se discutia se deveria ou não haver controle das compras de terras por empresas nacionais controladas por pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras.

Segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), no Brasil, 4,3 milhões de hectares estão nas mãos de estrangeiros, totalizando 34.371 imóveis.

Fonte: Pantanal News

DISPUTA EM LEILÃO DE PEP REDUZ PRÊMIO NO PR EM 60%

A forte disputa no leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), realizado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), provocou quedas expressivas nos valores dos subsídios. Na região 1 do Paraná, que reúne municípios do norte e oeste do Estado, o valor da subvenção caiu 59,7%, passando de R$ 3,72/saca para R$ 1,50/saca. Em Mato Grosso, o interesse foi maior pelos prêmios das regiões 1 e 2, que caíram 45,2% e 46,8%, respectivamente. Houve demanda para 98,15% dos subsídios, o que representa 981,49 mil toneladas da oferta inicial de 1 milhão de toneladas. O valor da operação foi de R$ 55,99 milhões.

Este foi o sexto leilão de PEP - de uma série prevista para 12 - que a Conab realizou. Até agora, o governo já negociou prêmios para o equivalente a 5,142 milhões de toneladas. Na operação anterior, houve demanda para 100% da oferta de subsídios.

Pepro - O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) teve interesse para 61,9%, ou 86,65 mil toneladas da oferta de 140 mil toneladas do oeste da Bahia (66,5 mil t), do Maranhão (10 mil t) e do Piauí (10 mil t). O resultado é melhor do que o obtido no pregão anterior, quando houve interesse para apenas 25% da oferta.
Fonte: Conab

Entidade eleva previsão de soja exportada

O Brasil deverá exportar um recorde de 29,5 milhões de toneladas de soja na temporada 2010/11 (fevereiro/ janeiro), informou a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), que elevou sua previsão em 300 mil toneladas ante a estimativa de junho.

Na temporada anterior, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o Brasil exportou 28 milhões de toneladas.

O país, segundo exportador global de soja (atrás dos EUA), continua se beneficiando da forte demanda da China, o maior importador mundial, disse o secretário-geral da associação, Fábio Trigueirinho.

"Os EUA tiveram uma safra muito boa (na temporada passada), mas foram vendendo muito e estão com estoques curtos, permitindo que o Brasil se beneficie disso nos meses de julho, agosto, setembro."

Trigueirinho prevê embarques elevados nos próximos meses, antes do início da colheita da nova safra dos EUA. Ele também lembrou que o Brasil já exportou grandes volumes no primeiro semestre.

Em seu relatório mensal, a Abiove manteve a previsão de colheita na última safra em um recorde de 68,4 milhões de toneladas, 10 milhões de toneladas a mais que o colhido na temporada anterior.

FONTE FOLHA DE SAO PAULO

FERTILIZANTES: Vendas crescem 4,2% no 1º semestre do ano

As vendas internas de fertilizantes totalizaram 8,619 milhões de toneladas nos primeiros seis meses de 2010, crescimento de 4,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando as entregas somaram 8,274 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados hoje pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda). Segundo a entidade, o aumento das vendas reflete a firme demanda para o algodão no Centro-Oeste e Bahia; milho safrinha na região Centro-Oeste; e a cana-de-açúcar no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.


A Anda informou em comunicado que o Mato Grosso concentrou o maior volume de entregas no período, com 1,809 milhão de toneladas no semestre, por conta do plantio de milho safrinha e algodão. Houve retração de 14,9% nas vendas de fertilizantes no Paraná, para 1,135 milhão de toneladas, por conta da retração na área cultivada de trigo no Estado.

De acordo com a Anda, a produção nacional do primeiro semestre somou 4,259 milhão de toneladas, aumento de 14,8%, sobre 3,712 milhões de toneladas fabricadas no País nos primeiros seis meses de 2009. As importações totalizaram 5,933 milhões de toneladas no período, o que representa um aumento de 76,5% em relação a igual período de 2009, quando foram importadas 3,361 milhões de toneladas de fertilizantes.

O setor iniciou 2009 com estoques recordes, depois que a crise financeira global de setembro de 2008 restringiu o crédito e fez a demanda pelo insumo despencar. Por conta deste cenário, a indústria limitou as importações da matéria-prima para consumir o volume excedente no mercado interno ao longo do ano passado. Agora a indústria retoma as importações para recompor os estoques e atender a crescente demanda agrícola para este ano.

Fonte: Redação NA

Milho segue a soja e também encerra o dia em alta


E segue a tranquilidade no mercado de milho. Em mais uma sessão sem novidades, os futuros na BM&F trabalharam entre estáveis a mais fracos na sessão de hoje. O indicador registrou leve queda ontem , mas já evidenciando uma menor pressão de venda após as fortes perdas registradas na semana passada. As chuvas prejudicando a colheita no PR reduzem, momentaneamente, a oferta no estado.

Os futuros seguem encontrando sustentação na expectativa de um maior fluxo de embarques no segundo semestre e cobertura de vendas de players comercias, ou seja, o discurso permanece.

Em Chicago, sessão de fortes ganhos com mercado refletindo previsões indicando a possibilidade de tempo seco e mais quente que o normal sobre o cinturão produtor norte-americano na segunda quinzena de julho e agosto. Altas no mercado de trigo refletindo problemas climáticos nas lavouras européias contribuíram à sustentação do mercado de commodities agrícolas hoje com forte fluxo de fundos. No milho estima-se que estes agentes compraram 11.000 ctrs (1,4 mi/t).

Tendência- mercado totalmente sem novidades. Físico segue pesado, mas futuros continuam encontrando sustentação no atual patamar de preços. Suporte em 18,80 e resistência enrre 19,10 e 19,20. Amanhã leilão de PEP para 1 mi/t com lotes para todas as regiões do país e Pepro de 140 mil t para estados do norte e nordeste. Spread U-X aproxima-se dos maiores patamares do ano em 0,65-0,70.


Fonte: XP Investimentos

ETANOL: CRÉDITO PARA ESTOCAGEM É BEM VINDO PELO SETOR - UNICA


 
SAFRAS (14) A linha de crédito aprovada pela Governo Federal para a formação de estoques por empresas produtoras e comercializadoras de etanol a chamada warrantagem - é muito bem-vinda pelo setor sucroenergético, que espera que os recursos estejam em breve disponíveis nos bancos repassadores. A
avaliação é do diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues.

Está tudo regulamentado, sem definições pendentes, o que significa que os produtores podem de fato buscar junto aos bancos credenciados pelo BNDES esta importante linha de crédito ao setor, avalia o executivo. Ele lembra que agora será necessária uma boa comunicação entre o BNDES e o sistema bancário,
para que haja uma correta capilaridade dos recursos aos produtores.

De acordo com a instrução divulgada pelo BNDES (Programa de Apoio ao Setor Sucroalcooleiro PASS), serão disponibilizados R$ 2,4 bilhões no total, sendo R$ 50 milhões por empresa em operações indiretas automáticas, podendo atingir R$ 200 milhões (considerando operações diretas, contratadas com o
BNDES, e indiretas com os bancos repassadores). O custo será de 9% ao ano, embutidas nesta cifra os 3% de remuneração da instituição financeira credenciada.

O valor do produto dado em garantia em operações do PASS deve corresponder, no mínimo, a 150% do valor do saldo devedor, enquanto os preços de referência do etanol carburante para constituição das garantias são de R$ 0,83 por litro de etanol anidro e R$ 0,75 por litro de hidratado. Os financiamentos do PASS podem ser feitos por usinas produtoras de etanol etílico carburante, destilarias de etanol etílico carburante, empresas de comercialização de etanol, cooperativas de produtores e cooperativas de
produção.

O diretor da UNICA lembra que na última safra o crédito para warrantagem não chegou às mãos dos produtores por uma série de problemas. Infelizmente tivemos a liberação do crédito, mas não tomadores na outra ponta. Isto foi um dos fatores que contribuíram para uma excessiva oscilação de preços do etanol
na virada do ano, afirmou. Ele diz, contudo, que a situação agora é outra.
Estou otimista que o dinheiro chegará aos produtores, cujo beneficiário sempre será o consumidor final, concluiu.As informações partem da assessoria de imprensa da ÚNICA.
(FR)

Fonte: SAFRAS & MERCADOS

quarta-feira, julho 14, 2010

Mercado externo tem visão atrasada sobre agricultura brasileira

Os setores público e privado brasileiros terão de redobrar os esforços para informar e esclarecer a opinião pública europeia sobre o novo paradigma da produção agrícola e pecuária. A avaliação é do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que esteve reunido hoje com o presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, o deputado português Vital Moreira. Rossi está em missão oficial na União Europeia (UE), à frente de uma comitiva que inclui autoridades públicas e empresários, para falar sobre os novos rumos da produção no campo. “Percebemos que ainda há uma visão atrasada, do passado, sobre a agricultura brasileira”, disse o ministro na saída do encontro. "Não é consistente, mas há um pouco disso". Ele ouviu do deputado Vital Moreira elogios à mudança “copérnica” na percepção da imagem do Brasil na Europa, nos últimos dez anos. "Estamos no caminho, mas ainda há muito a fazer", comentou.

A vinda da comitiva é considerada importante por governo e empresários para intensificar a relação comercial entre Brasil e União Europeia, principal mercado dos produtos nacionais, inclusive agrícolas. Há dois anos, a venda de carne bovina brasileira para a UE caiu em até 85%. A Europa foi o destino de 46% das exportações brasileiras em 2009.

Ex-deputado federal, Wagner Rossi disse que encontros como esse são importantes porque é no Parlamento Europeu que boa parte das pressões políticas são exercidas, inclusive pelos agricultores do continente, preocupados em preservar mercados. A competitividade dos produtos brasileiros é alvo de temores dos produtores agrícolas europeus.

Importância - O deputado Vital Moreira declarou que o Brasil representa um dos pontos centrais da política de comércio exterior europeia, mas admitiu que há dificuldades, embora as considere menores. Ele falou da “desinformação” sobre o grau de desenvolvimento da produção agrícola brasileira. “O Brasil é, entre as nações emergentes, importante demais para a União Européia”, disse o deputado. “E a Europa, por sua vez, é um mercado de mais de 500 milhões de consumidores, que são muito exigentes”.

As reuniões do ministro da Agricultura em Bruxelas ocorrem às vésperas da retomada dos encontros de cúpula entre autoridades do Brasil e da União Europeia, previstos para serem iniciados nesta quarta-feira (14), em Brasília, pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Durão Barroso.

O deputado Vital Moreira insistiu na ideia de que é preciso “ultrapassar e superar os preconceitos” existentes para abrir ainda mais os mercados. “Vejo com bons olhos os êxitos das negociações, que são naturalmente difíceis, mas não insuperáveis”, comentou.

Meio ambiente - Rossi fez um relato prolongado sobre o novo paradigma da agricultura brasileira, que busca aliar aumento de produção e preservação ambiental. “Queremos mostrar que o Brasil faz o “dever de casa”, que seguimos os princípios normativos mais modernos na questão da segurança e sanidade animal e vegetal. Além disso, os modos de produção no campo estão mudando para melhor e a expressão disso são as políticas públicas levadas pelo governo brasileiro para reduzir a emissão dos gases de efeito estufa”, declarou o ministro.

Nas reuniões e encontros oficiais que vem mantendo com autoridades e empresários europeus, Wagner Rossi tem falado longamente sobre os programas federais que favorecem o aumento da produção agrícola combinado com a proteção do meio ambiente.

As linhas centrais dos programas Agricultura de Baixo Carbono (ABC), lançado pelo governo em junho, de Estímulo à Produção Agropecuária Sustentável (Produsa) e de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (Propflora) foram apresentadas por Wagner Rossi ao deputado Vital Moreira. Os três programas destinarão para a safra 2010/2011 R$ 3,150 bilhões em linhas de crédito. Os recursos estão disponíveis nos bancos com taxas e prazos diferenciados.

Ainda nesta terça-feira, Wagner Rossi se encontra com o comissário de Agricultura e Desenvolvimento Rural da União Europeia, Dacian Ciolos. O regresso da missão oficial para o Brasil está prevista para ocorrer na quarta-feira (14)

Fonte: Só Notícias

Mercado do milho fecha mais um dia sob pressão


Mais uma sessão de poucas novidades para o mercado de milho na BM&F. Mesmo com o tempo atrapalhando a colheita no PR e sudeste, o físico permanece pressionado. O interesse de venda do produtor é menor após as quedas recentes do mercado, mesmo assim a oferta é confortável e mantém os compradores adquirindo apenas da "mão para a boca".


Na BM&F porém, o impacto da problemática no mercado físico não é tão expressiva quanto poderíamos esperar, e o mercado segue a movimentação registrada na semana passada, encontrando sustentação em compras técnicas e cobertura de vendas por parte de players comerciais. No curto prazo este quadro tende a permanecer.


Em Chicago, sessão de realizações de lucros. Embora a movimentação externa positiva, a melhora nas condições das lavouras norte-americanas no final da tarde de ontem pelo USDA (que passaram de 71% para 73% enquadradas entre boas e exclentes) e vendas técnicas após os ganhos recentes pressionaram os futuros do cereal.


Tendência: o call permanece: mercado físico pressionado, porém com menor potencial de queda após perdas recentes. Enquanto isso, a BM&F assimila a expectativa de um maior fluxo de exportações a frente, com compras técnicas e cobertura de vendas de players comerciais. No curto prazo setembro tende a permanecer lateral.


Fonte: XP Investimentos

CATTALINI TERMINAIS MARITIMOS ANUNCIA PARQUE DE TANCAGEM PARA 2011

PORTOS: 

SAFRAS (13) A Cattalini Terminais Marítimos, empresa do setor de granéis líquidos, há cerca de 30 anos instalada no Porto de Paranaguá (PR), inaugura em junho de 2011 um parque de tancagem que ampliará em 30% sua capacidade de armazenagem de granéis líquidos, informou a assessoria da empresa.
Constituída por 18 tanques com capacidade total de aproximadamente 102.000 m a estrutura será construída numa área de cerca de 25 mil m e servirá para armazenagem de produtos, principalmente, etanol, metanol, biodiesel e diesel.

A nova estrutura estará interligada ao terminal existente e dotada de todos os equipamentos e mecanismos necessários para atender com qualidade e segurança as operações, como caldeiras, estação de tratamento de efluentes, balanças e sistemas automatizados, comentou o diretor-superintendente da Cattalini,
Cláudio Fernando Daudt.
A expectativa é que, com a ampliação, a Cattalini ofereça ao mercado uma das maiores estruturas de logística para líquidos da América Latina.
Acreditamos no crescimento do etanol e de outros produtos e queremos oferecer uma estrutura que dê conforto aos clientes e colocar o sistema portuário com um dos mais efetivos para atendê-los, diz Daudt.
(VA)

Fonte: SAFRAS & MERCADOS

Soja volta a fechar em alta na bolsa de Chicago

O sentimento de que a oferta de soja no curto prazo continuará apertada fez com que os preços voltassem a fechar em alta na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em agosto fecharam o pregão de ontem(12) cotados a US$ 9,9775 por bushel, valorização de 4,50 centavos de dólar. Segundo a Dow Jones Newswires, o mercado está puxando os preços da soja da safra antiga, já que os valores não estão atraentes para que os agricultores vendam seus estoques.

Para a safra nova, ainda existe uma indefinição sobre o desenvolvimento das lavouras, apesar de as perspectivas para o clima no Meio-Oeste americano terem melhorado. Em Rondonópolis, a soja foi negociada ontem a R$ 34,50 por saca, valorização de 1%, segundo informações do Imea.

Fonte: Valor Econômico






segunda-feira, julho 12, 2010

Preços do milho fecham o dia em queda

Preços em queda para os futuros BM&F nesta segunda-feira. Com físico pressionado e spread indicador/setembro próximo a R$ 0,80 no fechamento da quinta-feira, interesse de compra registrado na semana passada esteve praticamente ausente. O físico segue muito ofertado em praticamente todas as regiões do país, com destaque ao centro-oeste. Nesta semana o tempo chuvoso tende a resultar em problemas a colheita no PR e áreas do sudeste, de qualquer forma, o problema de oferta já está estabelecido.

No mercado físico a sessão foi de poucos negócios com compradores sem interesse em posicionar-se no mercado neste momento na percepção de que a oferta confortável tende a permanecer nas próximas semanas. O produtor, por sua vez, tem registrado um menor interesse de venda após as quedas recentes buscando os leilões de PEP mesmo que a liquidação fique abaixo do preço mínimo, beneficiando-se essencialmente da liquidez proporcionada pelo mecanismo.


Em Chicago mercado em queda em sessão de consolidação dos ganhos registrados na semana passada após ter atingido condição técnica sobre-comprada. Condições favoráveis as lavouras do cereal no cinturão produtor (tempo úmido e quente) e a movimentação negativa dos mercados externos contribuiu as perdas de hoje. As inspeções semanais na última semana ficaram em 35,148 mi/bushels ante 39,296 na semana passada e 35,796 no mesmo período de 2009. O USDA anunciou hoje a venda de 152,4 mil t para destinos não revelados (provavelmente China) para embarque a partir de setembro.

Tendência- físico segue problemático com oferta abundante. Intensidade das perdas tendem a reduzir nos próximos dias, mas potencial de recuperação segue limitado no curto prazo. Na BM&F, a expectativa de exportações mais expressivas nos próximos meses e cobertura de vendas de players comerciais podem continuar limitando a pressão do físico sobre os futuros.

Fonte: XP Investimentos

Dia de grande volatilidade no mercado da soja


As preocupações com a demanda firme e incerteza quanto as produtividades finais das lavouras norte americanas com um longo período de risco climático a frente seguem sustentando os futuros especialmente os vencimentos mais curtos. Na prática o movimento de hoje foi bastante positivo considerando as expectativas do mercado de que após os ganhos significativos registrados na semana passada, o início desta semana seria de realizações de lucro em meio a condições mais favoráveis as lavouras. A movimentação negativa dos mercados externos, com commodities energéticas/metálicas em queda e dólar em alta permitiu a confirmação deste movimento nos vencimentos mais longos. Mas não foi suficiente para pressionar o vencimento agosto em meio a prêmios firmes no golfo e expectativas de que os estoques projetados pelo USDA não confirmem a realidade do mercado norte americano.


Ainda nos EUA, as inspeções semanais de exportação na última semana atingiram 6,515 mi/bushels ante 3,011 na semana passada e 11,209 no mesmo período de 2009. No Brasil, a receita com exportações na segunda semana de julho atingiu U$ 106,86 mi. A média mensal de julho supera em 16,2% junho e 19% o registrado no mesmo período de 2009. Em junho, a China importou 6,2 mi/t (recorde mensal) com alta de 42% ante maio e 32% ante junho/09. No semestre as importações cresceram 17%.

Tendência- tecnicamente, o mercado de soja tem espaço para uma realização no curto prazo, especialmente em meio a condições climáticas atuais nos EUA. De qualquer forma, até que o mercado não tenha uma percepção mais clara quanto ao potencial produtivo final das lavouras norte-americanas, a pressão de venda tende a ficar limitado devido a demanda robusta.

Fonte: XP Investimentos

MILHO: CHINA AMPLIA PLANTIO APÓS CHUVAS

- A produção chinesa de milho este ano poderá se recuperar da queda do ano passado, uma vez que as chuvas amenizaram condições de seca e de calor e muitos produtores, revigorados após a colheita de trigo no inverno, plantaram mais milho do que soja ou algodão, disseram analistas nesta segunda-feira.

Uma melhor colheita este ano poderá fazer com que a China, o segundo maior consumidor mundial de milho, não precise buscar mais o grão nos mercados mundiais, depois da compra de mais de 1 milhão de toneladas dos Estados Unidos em abril, o maior volume em 15 anos.

A necessidade da China de importar milho dos EUA, depois que uma seca afetou a colheita do ano passado, deu um grande impulso para os preços do produto em Chicago, onde o valor dessa commodity subiu 5,3 por cento no trimestre de abril a junho, comparado com um ganho de 2,7 por cento nos três meses anteriores.

"Houve chuva mais do que suficiente na semana passada, o que aliviou o clima quente (no norte)", disse Li Qiang, presidente de uma influente consultoria privada, a Shanghai JC Intelligence Co. Ltd. "A safra deste ano será muito melhor do que a do ano passado desde que o nordeste do país não seja afetado por uma geada prematura."

Na semana passada Li visitou duas grandes áreas de plantio de milho no nordeste da China, Shandong e Hebei, e afirmou que a demora no plantio do produto, em razão de uma tardia colheita do trigo de inverno, teve apenas um impacto pequeno e os agricultores da região ampliaram a área destinada ao cultivo do milho.

"A área para o milho foi maior este ano. Muitos trocaram o algodão e a soja pelo milho. As terras antes plantadas com algodão foram amplamente alocadas para o milho", disse Li.

Os produtores fizeram a mudança com base na expectativa de obter melhores preços do que com o cultivo de lavouras como a soja.
Li também espera que a produção do milho seja maior este ano no nordeste - nas regiões de Heilongjiang, Jilin, Liaoning e Mongólia Interior - desde que não haja nenhuma geada prematura.

É comum gear cedo no nordeste, em setembro e outubro, mas não nas províncias do norte.
Dados do departamento de agricultura de Heilongjiang, a maior produtora de milho do país, mostraram que a opção dos camponeses pelo milho ou arroz aumentou a área de plantio de milho na província em 9,8 por cento e reduziu as terras da lavoura da soja em cerca de 11 por cento este ano. As informações partem do site da Reuters no Brasil.

Fonte: SAFRAS & MERCADOS

AGRICULTURA: COOPERATIVAS PODEM OBTER DECLARAÇÃO DE APTIDÃO AO PRONAF


- As cooperativas centrais podem, a partir de agora, solicitar
a emissão de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP modelo 3.3) permitindo,
assim suas formalizações como cooperativas centrais de agricultores familiares.

Para isso, o conjunto de cooperados das cooperativas singulares filiadas à
central deve atender à exigência de composição de um quadro societário com um mínimo de 70% de agricultores familiares e representar 55% da produção. A medida consta na portaria n 12 da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 25 de junho.

O artigo 49 da portaria informa que a identificação das cooperativas
centrais para acesso às linhas de crédito rural ao amparo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) se dará por intermédio dos registros das cooperativas singulares a ela filiadas, existentes na base de dados da SAF/MDA.

A DAP modelo 3.3 é emitida por empresas estaduais de assistência técnica
e extensão rural, sindicatos ou associações de agricultores familiares,
organizações da agricultura familiar, entre outros. Mais informações podem ser obtidas nas Delegacias Federais do Desenvolvimento Agrário dos estados. As informações partem da Assessoria de Comunicação Social MDA/Incra.

Agencia SAFRAS (12)

domingo, julho 11, 2010

Analise de mercado


Soja:
A soja após ter se mantido praticamente toda a semana passada em alta baseada na pressão do clima nos EUA, no inicio desta  semana voltou a buscar aquilo que tem sido uma constante durante o primeiro semestre, a casa de 9,5 US$ por bushel (27,15 kgs). Este fator está fazendo com que as cotaçoes não consigam uma estabilidade na bolsa de Chicago.
O mundo vive a expectativa de super safra; porem algumas notícias que correm o mundo através da internet tem deixado os investidores sem um rumo a seguir. Alem do clima americano, agora o efeito La Niña na América do sul aparece como outro fator determinante para ajudar nesta oscilação.
Segundo a Somar Meteorologia para a lavoura de soja do Brasil o Fenômeno La Niña tem dois impactos bem caracterizados: Primeiro atrasa o retorno das chuvas no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. Enquanto para as lavouras do Sul do Brasil e também de Mato Grosso do Sul reduz a incidência de chuva e aumenta o risco de estiagens regionalizadas no verão. Para a safra 2010/2011, portanto, muda o cenário climático, principalmente quando comparado com o observado na safra passada. Lembrando ainda que o último La Niña ocorreu no Verão 2007/2008. Porém, dadas as características como intensidade, rapidez na formação e provavelmente duração, o episódio deste ano está muito semelhante com o observado no segundo semestre de 1998 e verão 1999.
Milho:
Mesmo com a projeção dos estoques mundiais de passagem abaixo de 2010 em 1,6% o mercado não esta assimilando esta tendência e tem se mostrado cauteloso diante deste cenário. O mês já acumula queda mais de 2% e esta tendência baixista pode continuar por mais algum tempo.
Na semana passada todos os volumes oferecidos no PEP pelo governo foram negociados e isso pode ajudar a pelo menos manter o atual cenário, evitando que tenhamos baixas ainda maiores. O fato é que tivemos safrinha com recorde de produção e estes volumes tendem a pressionar o mercado.
Alguns fatores tem sido divergentes neste cenário. Assim como a soja a cultura de milho possivelmente sofrerá pela influencia climática. Por outro lado, os leilões estão comercializando todos os volumes oferecidos. Outro fator que deve ser considerado é a baixa liquidez do milho. Ao contrario da soja que hoje chega a pagar noventa centavos por bushel de premio no Porto de Paranaguá os compradores vivem um momento de acomodação baseada na grande oferta da commodity e da falta de local para armazenagem. O prazo médio para pagamento varia de 14 até 45 dias.

Carne suína:
O mercado de carne suína tem se mostrado firme e com tendência de altista para os próximos meses. Nos últimos dias os preços subiram em varias praças brasileiras basicamente em função da redução da oferta interna, resultante do maior volume exportado no período. Durante o mês de junho foram embarcados 41,3 mil toneladas de carne in natura, volume 13,1% menor que junho de 2009, porem 5,4% a mais que maio de 2010.

Valdecir José Pinto
Especialista em Agronegócio
Bacharel em Administração
Cursando MBA em Gestão

Importações de petróleo e soja batem recordes na China em junho

Publicidade:DA REUTERS, EM PEQUIM

As importações de petróleo e soja pela China quebraram recordes em junho, mostraram neste sábado dados preliminares da autoridade alfandegária do país. As compras de cobre e minério de ferro, porém, desaceleraram em relação a maio.

Os sinais heterogêneos aumentam a incerteza sobre a capacidade da China de manter o ritmo de compra de commodities nos mesmos níveis vistos desde o início de 2009, quando uma intensa acumulação de estoques e um programa de estímulos deram impulso às importações.

Não há dúvidas, no entanto, sobre o apetite do país por petróleo. Os embarques subiram a 5,42 milhões de barris por dia, recuperando-se do recuo de maio para quebrar pela primeira vez a marca de 22 milhões de toneladas em um mês.

A soja também teve importação recorde em junho com a chegada de 6,2 milhões de toneladas, cerca de 30% a mais do que a máxima anterior, registrada em dezembro de 2009. O número, ainda assim, ficou um pouco menor que o previsto.

A demanda por cobre bruto na China diminuiu pelo terceiro mês seguido, o que pode ter impacto nos preços na reabertura dos mercados, na segunda-feira. As importações do metal, incluindo produtos semi-industrializados, ficaram em 328.231 toneladas, 100 mil toneladas a menos que o previsto e 17,3% a menos que o registrado em maio.

As compras de minério de ferro também desabaram, com variação negativa de 9,1% ante maio.
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