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domingo, julho 11, 2010

Analise de mercado


Soja:
A soja após ter se mantido praticamente toda a semana passada em alta baseada na pressão do clima nos EUA, no inicio desta  semana voltou a buscar aquilo que tem sido uma constante durante o primeiro semestre, a casa de 9,5 US$ por bushel (27,15 kgs). Este fator está fazendo com que as cotaçoes não consigam uma estabilidade na bolsa de Chicago.
O mundo vive a expectativa de super safra; porem algumas notícias que correm o mundo através da internet tem deixado os investidores sem um rumo a seguir. Alem do clima americano, agora o efeito La Niña na América do sul aparece como outro fator determinante para ajudar nesta oscilação.
Segundo a Somar Meteorologia para a lavoura de soja do Brasil o Fenômeno La Niña tem dois impactos bem caracterizados: Primeiro atrasa o retorno das chuvas no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. Enquanto para as lavouras do Sul do Brasil e também de Mato Grosso do Sul reduz a incidência de chuva e aumenta o risco de estiagens regionalizadas no verão. Para a safra 2010/2011, portanto, muda o cenário climático, principalmente quando comparado com o observado na safra passada. Lembrando ainda que o último La Niña ocorreu no Verão 2007/2008. Porém, dadas as características como intensidade, rapidez na formação e provavelmente duração, o episódio deste ano está muito semelhante com o observado no segundo semestre de 1998 e verão 1999.
Milho:
Mesmo com a projeção dos estoques mundiais de passagem abaixo de 2010 em 1,6% o mercado não esta assimilando esta tendência e tem se mostrado cauteloso diante deste cenário. O mês já acumula queda mais de 2% e esta tendência baixista pode continuar por mais algum tempo.
Na semana passada todos os volumes oferecidos no PEP pelo governo foram negociados e isso pode ajudar a pelo menos manter o atual cenário, evitando que tenhamos baixas ainda maiores. O fato é que tivemos safrinha com recorde de produção e estes volumes tendem a pressionar o mercado.
Alguns fatores tem sido divergentes neste cenário. Assim como a soja a cultura de milho possivelmente sofrerá pela influencia climática. Por outro lado, os leilões estão comercializando todos os volumes oferecidos. Outro fator que deve ser considerado é a baixa liquidez do milho. Ao contrario da soja que hoje chega a pagar noventa centavos por bushel de premio no Porto de Paranaguá os compradores vivem um momento de acomodação baseada na grande oferta da commodity e da falta de local para armazenagem. O prazo médio para pagamento varia de 14 até 45 dias.

Carne suína:
O mercado de carne suína tem se mostrado firme e com tendência de altista para os próximos meses. Nos últimos dias os preços subiram em varias praças brasileiras basicamente em função da redução da oferta interna, resultante do maior volume exportado no período. Durante o mês de junho foram embarcados 41,3 mil toneladas de carne in natura, volume 13,1% menor que junho de 2009, porem 5,4% a mais que maio de 2010.

Valdecir José Pinto
Especialista em Agronegócio
Bacharel em Administração
Cursando MBA em Gestão

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