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sexta-feira, abril 29, 2011

Mercado do milho

Mercado do milho

 

 
Hoje analisarei aqui o mercado do milho durante os últimos 7 anos. Esta analise consiste em apresentar como foram os últimos anos da commoditys, mas principalmente apontar caminhos para o futuro com base no passado.

 
Analise em reais com base nos preços praticado na BM&F mostra como o mercado tem se mostrado bastante volátil desde 2004 até meados do ano de 2008 onde atingiu as maiores altas permanecendo ate metade de 2009. A partir daí inicia uma nova era que após atingir o quase ridículo preço de R$18,00 a saca na colheita de da safra 2009/2010 para hoje atingir R$31,00 a saca.

 
Esta volatilidade de certa forma não é considerada a ideal para a cultura por vários fatores. A cadeia das carnes é a que mais sofre oscilações. Outro fator é a insegurança do produtor ao planejar o plantio da safra seguinte em função do alto risco da cultura aliado a grande volatilidade de preço.

 
Outro fator relevante e que deve ser observado no gráfico abaixo é a valorização do milho em US$. Este fato se deve a variação cambial que tem sido determinante para variação de preço das commoditys durante este inicio de ano. Quando olhamos o preço histórico em dólar vimos os melhores preços históricos o mesmo não acontecendo em reais.

 
Com tudo isso, concluímos que esta é uma boa hora para os produtores de grãos analisarem os preços e efetuar negócios visando garantir os atuais preços, sejam através de HEDGE ou contratos a termo com empresas do setor.

  
Valdecir Jose Pinto


MBA gestão de sociedade Cooperativa- UNOESC


Esp. Em Agronegócio com Ênfase em Mercados- UFPR


Bacharel em Administração- UNIUV
 

 

 

Apenas 50% da safrinha está "salvo" no Estado até agora

Apenas 50% da safrinha está "salvo" no Estado até agora



A safrinha de milho está plantada, a colheita começa em junho, mas até agora apenas 50% da produção está "salva", ou seja, não corre risco de apresentar problemas no desenvolvimento dos GRÃOS até o enchimento completo das espigas, segundo projeção da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT). O volume representa 3,57 milhões de toneladas do total previsto pela COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) para o ciclo 10/11.

"O restante da safra depende do que vai acontecer daqui para frente", diz o presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira. Segundo ele, o produtor está preocupado porque em pleno desenvolvimento da planta, a chuva diminuiu na maioria das regiões e o clima está muito quente. "Precisaríamos de pelo menos mais três boas chuvas até à primeira quinzena de maio. Se isto vier a ocorrer, teremos uma bela safra de milho, que pode inclusive ultrapassar 8 milhões de toneladas".

Pelas projeções da CONAB, a safra mato-grossense de milho deverá apresentar redução de 12,06 em relação ao ciclo anterior, caindo de 8,11 milhões/t para 7,13 milhões/t. Já a área plantada encolheu de 1,99 milhão de hectares (safra 09/10) para 1,80 milhão/ha este ano, queda de 9,40%. O Estado mantém o título de maior produtor de milho segunda safra (safrinha) do Brasil.

Silveira lembra que muitos produtores venderam até 70% de sua produção, sendo que até agora estão garantidos apenas 50%. A ameaça começou com o atraso no plantio, que era para ter sido feito até fevereiro. Contudo, o plantio acabou "invadindo" março, deixando o produtor na dúvida quanto ao volume a ser colhido na próxima safra.

MERCADO - Com o pouco milho disponível para compra no mercado, a oferta também despencou e poucos negócios vêm sendo realizados. Na avaliação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a tendência é de que o milho disponível volte com grande volume de negócios só depois do início da colheita da safrinha, quando o mercado disponível do grão estiver com oferta elevada e com preços "mais realistas" para o fechamento de negócios. Como referência, o milho disponível em Tangará da Serra (242 quilômetros ao norte de Cuiabá) esteve cotado a R$ 19,40/saca, e, em Primavera do Leste (239 quilômetros ao sudeste de Cuiabá), a R$ 22,00/saca.

Apesar da grande queda no início do mês na Bolsa de Chicago, a leve alta da última semana foi o suficiente para que o mercado disponível de milho seguisse um pouco menos nebuloso no número de negócios. Mas os preços continuam atrativos para o produtor. Em Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá), na última semana, a saca de milho foi negociada em média a R$ 16 e, em Primavera do Leste, a R$ 19.

DEMANDA CHINESA - A China também tem um papel muito importante no mercado mundial de milho. Se por um lado a produção do resto do mundo tem um déficit de 23 milhões de toneladas, por outro, a China tem um balanço positivo de quatro milhões de toneladas.

O último boletim divulgado pelo Imea aponta que a produção do segundo maior player no grão, perdendo apenas para os Estados Unidos, de acordo com os últimos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), está estimada em 168 milhões de toneladas, 20,6% do volume mundial. Enquanto isso, a participação chinesa no consumo total é de 164 milhões de toneladas, ou seja, 19,6% da produção global. "Assim, é possível avaliar que a China é um país independente do mercado externo, do qual importa apenas 1,5 milhão de toneladas, o que representa menos de 1% do consumo daquele país", afirma o Imea.

Fonte: Di�rio de Cuia

segunda-feira, abril 25, 2011

Grãos: Clima adverso nos EUA deve promover novas altas ao mercado


A semana poderá ser de alta para os preços da soja, do milho e do trigo na Bolsa de Chicago uma vez que as condições climáticas permanecem desfavoráveis nos Estados Unidos.

O avanço da soja e do milho deverá encontrar suporte no clima frio e úmido do meio oeste norte-americano, o qual já provoca um atraso no plantio do cereal no país, reduzindo os índices de produtividade.

Já as cotações do trigo se sustentam na severa estiagem que compromete a produtividade nos Estados Unidos, na China, no Canadá e também em alguns países da Europa.

Analistas pesquisados pela agência Bloomberg apostam em novos ganhos para os grãos na CBOT. Entretanto, na semana passada, os futuros do milho tiveram um recuo de 0,7% - o que surpreendeu o mercado - e a soja caiu 3,5%.

Seguindo a tendência prevista, soja, milho e trigo encerraram o pregão noturno desta segunda-feira em alta. Além do clima adverso que prejudica as lavouras norte-americanas, o mercado encontra suporte também na alta do petróleo em Nova York e na queda do dólar frente ao euro.

O recuo da moeda norte-americana torna as commodities agrícolas mais atrativas para os investidores, oferecendo sustentação ao mercado de commodities em geral.

No caso da soja, porém, as altas são limitadas ainda pela incerteza sobre a demanda chinesa no curto prazo e por um possível aumento da área de soja nos EUA por conta do atraso do plantio do milho.

"A firmeza dos grãos e a fraqueza do dólar trazem suporte as cotações, mas a incerteza para com a demanda chinesa no curto prazo, combinado a expectativa de que o tempo chuvoso impedindo o plantio do milho nos EUA resulte na expansão da área a ser cultivada com a oleaginosa nos EUA, facilitando a recuperação dos estoques na temporada 2011/12", diz Ricardo Lorenzet, analista de mercado da XP Investimentos.

Apesar dessa expectativa de novas altas para os grãos em Chicago nesta semana, a soja registrava uma queda na abertura do pregão diurno em Chicago desta segunda-feira.

Pesam sobre os preços o desaquecimento da demanda chinesa por conta das margens de lucro reduzidas da indústria esmagadora do país.

Por conta dos cancelamentos da última semana, a previsão de importações da oleaginosa pela nação asiática devem ser reduzidas de 57 para algo entre 53 e 54 milhões de toneladas.
Fonte: Not�cias Agr�colas // Carla Mendes

Agricultores seguram vendas à espera de reação no mercado

Agricultores seguram vendas à espera de reação no mercado A A A

Produtores estão preocupados com a soja colhida entre fevereiro e março. Para uma família, os 700 hectares renderam quase duas mil toneladas, mas apenas 35% foram comercializados antecipadamente. O restante está armazenado em um silo esperando a melhora no mercado.

Muitos agricultores aguardam a reação dos valores pagos pela soja. Em uma cooperativa em Dourados, sul de Mato Grosso do Sul, aproximadamente 21 mil toneladas estão estocadas. O gerente já decidiu, só vai comercializar os grãos depois que o preço voltar a subir. “O frete ainda está um pouco alto, vamos aguardar mais um pouco”, conta Antônio Nishimura.

Em aproximadamente 30 dias, a soja acumula uma desvalorização de 16%. O grão que estava sendo vendido a R$ 45 a saca de Mato Grosso do Sul em março, hoje está custando em média R$ 37.



Por causa dos problemas climáticos, Mato Grosso do Sul produziu quatro milhões e 900 mil sacas de soja, queda de 7% em relação à safra anterior.

O aumento da oferta é por causa do fim da colheita nos grandes estados produtores e a diminuição da demanda nos mercados internacionais. A queda no valor da saca já era esperada pelos especialistas. Para os produtores que venderam apenas uma parcela de grãos antecipadamente, a hora é de planejar a venda para aproveitar o melhor momento.

O economista Leonardo Mussury explica que a safra norte-americana começa a ser plantada em maio e será decisiva no preço da soja no mercado internacional. “São muitas variáveis, mas ainda acredito na relação oferta X demanda. Se acontecer qualquer problema na safra americana, o segundo semestre deve ter mercados melhores da soja”.

Fonte: g1.com