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quinta-feira, agosto 05, 2010

Trigo/Cepea: Alta internacional não impulsiona preço no BR

Trigo/Cepea: Alta internacional não impulsiona preço no BR
O clima nas lavouras de trigo de vários países elevou de forma expressiva as cotações internacionais do produto nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Cepea, no entanto, esse fator ainda não influenciou os valores e a negociação do trigo no Brasil. Pesquisas do Cepea apontam que a comercialização do produto segue lenta e que os preços têm registrado poucas variações.

Fonte: Cepea/Esalq

Frango com excesso de água tem vendas suspensas pelo governo(Commodities)

Frango com excesso de água tem vendas suspensas pelo governo(Commodities)
Ministério detecta irregularidade em três unidades de produção, uma delas da Brasil Foods

Para que as vendas das três fábricas sejam liberadas, os produtos terão que passar por análise do ministério

O Ministério da Agricultura detectou excesso de água em carne de frango "in natura" de três unidades de produção do país, uma delas pertencente à BRF-Brasil Foods, e impôs restrições à venda dos produtos.

Além de a medida envolver uma fábrica da Brasil Foods em Santa Catarina, onde são fabricados produtos da Perdigão, ela abrange também uma unidade da Copacol (Cooperativa Agroindustrial Consolata) no Estado do Paraná e da Rigor Alimentos Ltda., em São Paulo.

A comercialização de carne de frango congelada e resfriada produzida nessas fábricas está suspensa temporariamente.

Para que a venda seja liberada, os produtos terão de ser submetidos a uma análise prévia que confirme o atendimento aos padrões estabelecidos pela legislação.

A portaria número 210, de 1998, permite que carcaças e cortes de frango "in natura" tenham até 6% de água depois de congelados.

Em amostras de carne de frango "in natura" dessas unidades recolhidas no varejo de todo o país, a análise do ministério apontou que a presença de água ultrapassou esse limite.

O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério, Nelmon Costa, disse que a suspensão temporária da comercialização dos produtos tem o objetivo de fazer com que as empresas revisem os seus padrões de controle de qualidade.

"O resultado da análise não quer dizer que a empresa é fraudadora. É um indicativo de que ela está fugindo dos padrões de qualidade com frequência", afirmou.

Segundo Nelmon, nos últimos 12 meses o ministério analisou 200 amostras de carne de frango "in natura" congelada ou resfriada.

Somente neste ano, esse tipo de irregularidade foi encontrado em produtos de oito unidades.

Dessas, cinco permanecem no Regime Especial de Fiscalização, agora também válido para as fábricas da Brasil Foods, Copacol e Rigor Alimentos. Costa não quis informar quais são os outros fabricantes.

As empresas deverão apresentar ao ministério análises de três lotes com os padrões previstos em lei para ter a comercialização de novos lotes liberada sem restrições.

"Os fabricantes precisam garantir que os seus produtos não vão sair fora das especificações", afirmou o diretor do Ministério da Agricultura.

Desde 2007, 34 empresas foram submetidas ao regime especial de fiscalização.

TATIANA FREITAS
DE SÃO PAULO
Folha de São Paulo

Como driblar o La Niña: lições para encarar a seca


Semeadura espaçada, qualidade das sementes, plantio direto, insumos adequados e manejo correto do solo são medidas que podem auxiliar na produtividade da soja, mesmo no fenômeno La Niña, previsto para 2011.

Ontem, a influência do clima no cultivo da soja foi debatida na 38ª Reunião de Pesquisa da Soja da Região Sul, em Cruz Alta, promovida pela Fundação Centro de Experimentação e Pesquisa (Fundacep).

Genei Damago, pesquisador da Embrapa Trigo – Sistemas de Produção, ressalta que, em anos de La Ninã, a tendência é de queda na produção. No entanto, é possível ter uma boa produtividade com alguns cuidados.

Cada estágio da soja depende de certa quantidade de chuva. Mas se houver precipitações no período certo para o desenvolvimento da planta, a safra não estará comprometida.

Gilson Bull Cecheli, 28 anos, sabe da importância do escalonamento. Nos 150 hectares em Cruz Alta, Cecheli vai plantar de forma espaçada.

A Embrapa pesquisa estratégias de engenharia genética para ativar os mecanismos naturais da soja, para tentar aumentar as defesas na falta de água.

– É uma planta mais tolerante, mas se o solo não estiver bem preparado, fértil, não adianta – explica Alexandre Lima Nepomuceno, da Embrapa Soja.

Genei Damago destaca pontos que podem ajudar a enfrentar o La Niña. É preciso acompanhar periodicamente a evolução de fenômenos, como o La Niña. Existem previsões a cada 20 dias em sites especializados. A orientação é de que não se faça a semeadura de toda a lavoura em uma única época. O ideal é plantar em momentos diferentes. Uma diferença de 15 dias pode surtir efeitos favoráveis.

Entre as outras dicas, estão o uso do plantio direto, o acompanhamento permanente da previsão do tempo e o estudo do material que será plantado, conhecendo bem a região. Utilizar sementes apropriadas para cada lugar é fundamental. De nada adianta plantar uma semente importada sem saber como se comportará em determinada região.

Não há uma receita certa para a irrigação, cada propriedade tem suas particularidades. Não vale para todas as regiões e a todos os momentos. Se não há água, não adianta um sistema de irrigação. Geralmente, esse sistema tem bons resultados complementando as precipitações.


 


Fonte: Zero Hora

Condições das lavouras nos EUA

Indicadores das condições de lavoura têm redução nos Estados Unidos, mas em importantes estados produtores as lavouras melhoraram.

Redução de 1 ponto percentual no somatório das condições de lavouras em estado bom + excelente nos Estados Unidos não significou necessariamente que a semana anterior foi desfavorável para a soja, pelo contrário, nos maiores estados produtores como Illinois, Indiana e Minessota o mesmo indicador subiu entre 1 e 2 pontos percentuais. Em Illinois o indicador foi para 64% ante 63% na semana passada. Em Minessota o progresso também foi de 2%, atingindo agora 87% das lavouras. A redução ocorreu em estados como Kansas, Kentucky e Dakota do Norte, regiões não muito importantes da produção de soja.

O clima na semana passada apresentou-se como favorável. As chuvas não foram tão frequentes e atingiram grande parte da região de produção. Para esta semana a previsão do tempo indica chuvas até a próxima sexta-feira e tempo seco para o próximo final de semana.

De uma forma geral, as lavouras estão muito boas e a previsão para este inicio de agosto não é de tempo seco e quente, como prevíamos mês passado. O temor de incerteza com relação ao clima, entretanto, continua mexendo no mercado da soja. O temor vem principalmente com relação à produtividade da soja na região do Delta, que deverá sofrer com o clima quente desta semana, com temperaturas acima de 40 graus celsius.

Fonte: Ana Maria Gaudencio Martins - IMEA

segunda-feira, agosto 02, 2010

A produção industrial caiu na China pela primeira vez em 16 meses, segundo um estudo do banco HSBC

A produção industrial caiu na China pela primeira vez em 16 meses, segundo um estudo do banco HSBC que discorda do índice oficial chinês e cuja publicação nesta segunda-feira influenciou uma alta na bolsa de Xangai, ante a perspectiva de que o governo não prossiga com o endurecimento de sua política econômica. O índice PMI publicado pelo HSBC, que se baseia numa pesquisa com os diretores de compras de uma série de empresas, caiu a 49,4 pontos, contra 50,4 em junho, passando pela primeira vez abaixo dos 50 pontos, limite a partir do qual se considera que houve crescimento.



O índice do HSBC difere do PMI oficial chinês (CFLP), que caiu em julho a 51,2 (52,1 no mês anterior), seu nível mais baixo desde fevereiro de 2009.
O HSBC consultou diretores de compras de mais de 400 empresas, enquanto que o índice oficial é feito a partir de mais de 700 empresas.
Segundo os economistas da Nomura International, as fortes chuvas e as inundações que atingiram a China em julho contribuíram sensivelmente para o enfraquecimento da atividade industrial.
Depois desta publicação, a Bolsa de Xangai subiu 1,33% nesta segunda, ante a perspectiva de que o governo deixe de adotar medidas para frear o reaquecimento da economia chinesa. Uma decisão desse tipo evitaria uma desaceleração muito marcada.
Por outra parte, o HSBC indica que as pressões inflacionárias se reduzem sensivelmente desde o início do ano.
O crescimento na China começou a desacelerar no segundo trimestre, em consequência de medidas que visam a frear o forte aumento dos preços no setor imobiliário.
No entanto, o Produto Interior Bruto (PIB) continua tendo crescimento de dois dígitos pelo terceiro trimestre consecutivo, ao crescer 10,3% entre abril e junho passados.
(Redação com AFP - Agência IN)

Bolsas dos EUA disparam com dados Positivos

Os principais índices acionários norte-americanos tiveram fortes altas nesta segunda-feira, motivados por indicadores positivos da economia do país e do continente europeu. Ao final da sessão, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average subiu 1,99%, aos 10.674 pontos. O S&P 500, por sua vez, ganhou 2,20%, aos 1.125 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq avançou 1,80%, aos 2.295 pontos. Hoje foi divulgado que os gastos com construção civil nos Estados Unidos avançaram 0,1% em junho deste ano. Em maio, o indicador teve recuo de 1%. O dado veio melhor do que o esperado pelos analistas, que estimavam retração de 0,8%.



Além disso, o indicador que mede o desempenho do setor manufatureiro norte-americano recuou de 56,2 pontos em junho deste ano, para 55,5 pontos em julho. Apesar de a expansão ter desacelerado, o número veio melhor do que o previsto pelo mercado que projetava 54,2 pontos. Vale lembrar que leituras acima de 50 pontos expressam expansão do setor.

Para Álvaro Bandeira, diretor da Ágora Corretora, os indicadores influenciaram o movimento de otimismo no mercado. "Por terem vindo acima das expectativas, os dados da economia dos Estados Unidos tiveram impacto positivo. Isso causou boa impressão dos investidores o que levou às altas", pontuou.

Nesta segunda-feira, Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano, afirmou que a economia do país está se expandindo em ritmo moderado, e que um dos principais desafios é vencer o desemprego.

O executivo disse também que "embora o apoio à atividade econômica através de estímulos fiscais e políticas de repovoamento das empresas estejam diminuindo, a crescente demanda das famílias e das empresas devem ajudar a sustentar o crescimento, com destaque para o consumo doméstico".
(Humberto Domiciano - Agência IN)

Tags: Economia e Finanças BOLSAS

Europa usa milho transgênico como moeda para obter trigo

Os leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) para o milho brasileiro podem ganhar novo impulso com a decisão da União Europeia (UE) de abrir seu mercado para o grão transgênico. No entanto, o maior beneficiado com a medida deve ser os EUA, que têm a chance de aumentar os embarques para o bloco.

O mercado nacional entendeu a medida da UE como política de boa vizinhança. De acordo com Aedson Pereira, analista de mercado da AgraFNP, a Europa abriu o comércio transgênico de milho por estar de olho no trigo internacional. "A região terá quebra de safra do cereal, assim como a Rússia, o Canadá e a Austrália. Tanto que a cotação do trigo já subiu 5%", diz Pereira, lembrando que trata-se no maior ganho percentual mensal em julho desde, pelo menos, 1959.

Nos Estados Unidos, o volume de milho geneticamente modificado responde por 90% da produção interna. "Para a Argentina, a Europa também é um mercado atrativo", afirma o analista.

De acordo com a assessoria de comunicação da Monsanto, que teve duas de suas variedades de milho transgênico liberadas pela Comissão Europeia, os cultivares ainda não chegaram ao Brasil. A assessoria também informou que as tecnologias existem apenas nos EUA e estão à frente da segunda geração de milho, recentemente lançada no País.

Para Odacir Klein, representante coorporativo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), a União Europeia liberou o milho geneticamente modificado por falta de opção. "A decisão foi um avanço, e uma adaptação às condições de mercado", afirma.

Por outro lado, de acordo com Pereira, a decisão da Europa também deve favorecer o escoamento da safra de milho brasileiro.

A comercialização do grão nacional é realizada hoje quase totalmente por meio do PEP, intermediado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "A medida dos europeus abre caminho para que outras variedades sejam importadas, mas os destinos para o milho nacional serão os mesmos", diz o analista, considerando a possibilidade de os europeus também comprarem o produto brasileiro. "Eles (Europa) devem até comprar alguma coisa nossa, mas o montante não será significativo", diz.

Segundo o analista, 90% dos leilões da Conab destinam o milho para exportação. Dados da AgraFNP mostram que 80% do milho exportado pelo Brasil vai para Irã, Arábia Saudita, Malásia, Marrocos e Coreia do Sul. "As exportações brasileiras não são focadas na Europa, e sim no Oriente Médio e países árabes", diz.

Estatística da AgraFNP aponta que, de janeiro a junho de 2010, o Brasil já enviou 611,9 mil toneladas de milho para o Irã, 248,4 mil toneladas para o Japão, 215,9 mil toneladas para Taiwan e 196,4 mil toneladas para Marrocos. A Arábia Saudita comprou 76 mil toneladas e a Coreia do Sul, por enquanto, 52,6 mil toneladas.

A AgraFNP estima, ainda, que o Brasil deve embarcar sete milhões de toneladas de milho até o fim do ano. "O milho transgênico no Brasil ainda está em processo de adaptação, principalmente na safrinha", comenta, lembrando que, para esta temporada, 20% da safra nacional será de milho modificado. "Como a produtividade do milho geneticamente modificado foi positiva, a tendência é que produtor brasileiro cultive cada vez mais variedades". No entanto, Klein, da Abramilho, aposta em 50% da safra de milho nacional transgênico.

Para o analista, a medida pode ainda provocar um aumento nas cotações do grão norte-americano e refletir no Brasil. "As cotações externas podem se fortalecer. Como os traders têm participação nos leilões, os preços aqui podem se tornar mais atrativos".

Cenário Atual

O último levantamento feito pela Conab registrou, para a primeira safra (verão), 2009/2010, uma produção de pouco mais de 34 milhões de toneladas de milho, 1,2% maior do que foi colhido na safra anterior. A safrinha deve render 19,4 milhões de toneladas. Para a Conab, a retração na safra de verão se deve a grande oferta do produto no mercado e aos preços praticados abaixo do mínimo estipulado pelo governo federal.

Os leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) do milho brasileiro podem ganhar novo impulso com a decisão da União Europeia (UE) de abrir seu mercado para o grão transgênico. No entanto, o maior beneficiado com a medida devem ser os EUA, que têm a chance de aumentar os embarques para o bloco.

O mercado brasileiro entendeu a medida da UE como política de boa vizinhança. De acordo com Aedson Pereira, analista da AgraFNP, a Europa abriu o comércio ao milho transgênico por estar de olho no trigo internacional. "A região terá quebra de safra do cereal, assim como a Rússia, o Canadá e a Austrália. Tanto que a cotação do trigo já subiu 5%", diz Pereira, lembrando que se trata do maior ganho percentual mensal em um mês de julho desde 1959.a
Fonte: Valor Econômico

Crédito Rural: 320 mil agricultores já podem realizar operações na BA

Visando otimizar o acesso dos agricultores familiares junto às linhas de crédito rural, a Bahia intensificou suas atividades de emissão de Declarações de Aptidão (DAP), e atingiu, este ano, com o apoio da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura (Seagri), mais de 55 mil declarações emitidas, totalizando 320 mil Dap`s em menos de quatro anos. A meta é atingir 400mil declarações emitidas até dezembro.

A Declaração é o instrumento que identifica o agricultor familiar como beneficiário do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e é obrigatório para acessar créditos e programas sociais. É o passaporte que dá ao agricultor acesso aos programas sociais dos governos do estado e federal, às linhas de crédito como o Pronaf A ou B, ao programa Mais Alimentos, e dá também garantia do direito à assistência técnica e à tecnologia.

De acordo com o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, a Bahia é o estado que possui o maior contingente de agricultores familiares no país, com um total de 665 mil famílias. “Desde a criação do Pronaf até 2008, período de 20 anos, o estado possuía apenas 193 mil DAPs, portanto esse número de 320 mil é o reflexo de que o trabalho está no caminho certo”, comentou o secretário.

A EBDA, segundo o presidente Emerson Leal, “é responsável por 80% das emissões das Dap`s e para obter o benefício, o agricultor deve dirigir-se a um dos escritórios da Empresa munido de CPF e de dados como número da área de produção, número de pessoas residentes, composição da força de trabalho e da renda, endereço completo”, disse.

Beneficiários

Além dos agricultores familiares, são também beneficiários e devem ser identificados por declarações de aptidão ao Pronaf: pescadores artesanais que se dediquem à pesca artesanal, com fins comerciais, com meios de produção próprios ou em regime de parceria com outros pescadores que se dediquem à exploração extrativista ecologicamente sustentável, silvicultores que cultivem florestas nativas ou exóticas e que promovem o manejo sustentável desses ambientes.

Também são aptos a adquirirem o documento, aquicultores que explorem área não superior a dois hectares de lâmina d'água ou ocupem até quinhentos metros cúbicos de água, quilombolas e indígenas que pratiquem atividades produtivas agrícolas e/ou não agrícolas de beneficiamento e comercialização desses produtos.

Fonte: EBDA

Boi Gordo: Mercado firme, com oferta escassa na maior parte das regiões

As escalas em São Paulo atendem entre 2 e 3 dias. Existem casos de programações mais confortáveis, mas não é regra. Os negócios ocorrem entre R$83,00/@ e R$84,00/@, à vista e R$84,00/@ e R$85,00/@, a prazo, livres de imposto.
Os frigoríficos que compram animais em outros estados pagam R$79,00/@, à vista, livre de imposto.

Animais a termo e o início da saída dos bois confinados não chegam a aumentar a oferta a ponto de tirar sustentação dos preços.

A demanda local, somada à dos frigoríficos paulistas causou reajuste nos preços dos animais negociados no Sul de Goiás. Hoje os negócios ocorrem em R$79,00/@, à vista, livre de imposto.
Oferta escassa também impôs reajuste no Noroeste do Paraná, onde os bois gordos são negociados por R$82,00/@, à vista, livre de imposto.
No mercado atacadista os preços estão estáveis.

Hyberville Paulo D’Athayde Neto
médico veterinário
Scot Consultoria

Milho: 92% da área cultivada nesta safra está colhido no MT

Trabalhos relativos a 09/10 entram na reta final e grão sofre com a oferta.
A área plantada de milho em Mato Grosso, num total de 2 milhões de hectares no ciclo 09/10, está encerrando o mês de julho com 92,1% das lavouras já colhidas, representando 1,84 milhão de hectares. As informações constam do último levantamento sobre a colheita no Estado, divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Em apenas uma região – a norte, com 8,70 mil hectares plantados nesta safra – a colheita está 100% concluída em Mato Grosso. A região que plantou a maior área de milho foi a médio norte, com 982,82 mil hectares, onde a colheita atinge 96,8% das lavouras. Outras regiões com colheita em andamento: centro-sul (92,5%), nordeste (91,8%), noroeste (91,8%), oeste (87,7% da área colhida) e, sudeste, 82,7%.

Com quase toda a produção colhida, a comercialização segue embalada pelos leilões realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que já somam oito pregões. No último leilão PEP (Prêmio de Escoamento de Produto), realizado na quinta-feira, toda a produção ofertada de Mato Grosso, num total de 1,20 milhão de toneladas, foi vendida, encerrando com deságio de 31%. (Veja quadro)

De acordo com levantamento de preços nas principais regiões produtoras do Estado, acompanhados pelo Imea, o mercado de milho se mantém estável há cerca de um mês.

Em Campo Verde, o preço da saca de milho está em torno de R$ 9, valor 17% menor que no mesmo período do ano passado. Em Canarana, o preço médio da saca neste mês ficou em torno de R$ 11, mantendo a média do ano anterior.

PRESSÃO - O preço de paridade – preço no porto menos frete - ficou na casa de R$ 6,10 em Sorriso. Em Sapezal, o preço é de R$ 6,40, porém devido à grande oferta do grão, o que realmente é disponibilizado pelos compradores é de R$ 6,20.

Com os preços abaixo da expectativa dos produtores, os olhares continuam firmes nos leilões da Conab, que tem apresentado bom resultado para o produtor. O melhor desempenho alcançado nos pregões foi verificado no leilão da última quinta-feira. Para a próxima semana está prevista a comercialização de mais 1,20 milhão de toneladas no novo leilão PEP da Conab, no dia 5.

O valor recebido pela tonelada exportada em Mato Grosso, em 2010, tem seguido à lei da oferta e demanda, na qual o aumento da oferta do grão com o início da colheita derrubou os rendimentos em 14%. Os valores recebidos pelos exportadores caíram de R$ 177, no mês de janeiro, para R$ 152 em junho, valor 10% maior que no ano anterior, quando o preço da tonelada do cereal em junho era de R$ 138,05.

De acordo com o Imea, desde que a colheita começou, no final de maio, o valor recebido pela tonelada do cereal caiu 10%.

As exportações no mês de junho somaram 618 toneladas, volume menor em relação aos outros meses, pois concentrou principalmente os últimos embarques de milho da antiga safra. Para efeito de comparação, em 2010 o volume acumulado das exportações é 6% inferior ao mesmo período de 2009.

A produção de milho na safra 09/10 deverá atingir 7,53 milhões de toneladas, segundo o último levantamento da Conab.

Com cerca de 30% já colhido no Brasil, o milho segunda safra, segundo dados da Conab, apresentará uma produção de cerca de 19 milhões de toneladas em todo o país, 12% maior que a do mesmo período do ano passado.

Uma notícia que animou o mercado brasileiro foi a de que as exportações de milho deverão vir com força neste segundo semestre, recuperando-se do pequeno volume exportado até agora, que correspondeu a uma queda de 40% em relação ao mesmo período de 2009.

Fonte: Diário de Cuiabá

Exportação de milho brasileiro ganha força com seca na Europa

As exportações de milho do Brasil contarão com uma demanda extra no segundo semestre, de países da União Europeia que estão vendo uma oferta menor de grãos para ração em função de uma seca que afeta lavouras da Rússia e de outras nações da região do Mar Negro, disseram fontes do mercado nesta sexta-feira.

O milho do Brasil, onde mais da metade da safra não é transgênica, com melhor aceitação pelos europeus, está sendo visado por empresas que deverão substituir o trigo pelo outro cereal na elaboração de ração.

Para se ter uma dimensão da quebra de safra, apenas em dois países, na Rússia e no Cazaquistão, são estimadas perdas de 10 milhões de toneladas de trigo pelo IGC (Conselho Internacional de Grãos), o dobro do que o Brasil produz do grão.

"Eles têm um problema de seca afetando o trigo, que começa a afetar outros grãos na formulação de rações. E isso chega ao Brasil, você já vê navios com milho saindo do Brasil e indo para a Europa", afirmou um trader de uma multinacional que atua no país e que não quer ser identificado.

O Brasil planta pouco mais de 30 por cento de sua safra de milho com grãos transgênicos, mas também são variedades que não enfrentam resistência no bloco europeu, o que não configura um problema para vendas à Europa, segundo as fontes.

Uma maior demanda por milho brasileiro em função de quebra de safra de trigo na Europa já foi vista no passado recente. Em 2007, o Brasil exportou um recorde de quase 11 milhões de toneladas justamente por ter contado com uma demanda adicional da Europa, que tomou cerca de 3 milhões de toneladas.

As vendas externas de milho do Brasil devem fechar julho em aproximadamente 500 mil toneladas, segundo a movimentação verificada nos portos brasileiros, e devem mais que dobrar para 1,1 milhão de toneladas em agosto, em parte pelos embarques para a Europa. Mas as fontes evitaram dar números sobre quanto representará a demanda europeia, que comprou no Brasil apenas cerca de 200 mil toneladas em 2009.

LEILÕES - Já se esperava que os embarques ao exterior de milho do Brasil, que somaram apenas 2 milhões de toneladas no primeiro semestre, ressurgiriam no segundo semestre, podendo atingir cerca de 7 milhões de toneladas, impulsionados pelos leilões de PEP (Prêmio para o Escoamento do Produto), do governo brasileiro.

"Essa demanda extra casa com uma oferta extra do Brasil via leilões...", disse o trader, concordando que a situação é como se "casasse a fome com a vontade de comer", pois o país tem estoques volumosos o Brasil, com uma forte indústria de aves e suínos, consome tradicionalmente cerca de 85 por cento de sua produção, estimada em 2009/10 em 53,5 milhões de toneladas.

Por meio dos leilões de PEP, o governo concede um prêmio que tem girado em torno de 80 reais por tonelada aos vencedores do leilão, que por sua vez pagam um valor mínimo (que cobre custos de produção) aos produtores. O PEP vem sendo disputado ativamente por tradings, que com os recursos conseguem arcar com custos de transporte das regiões mais distantes do país até os portos.

Nesta temporada, contratos para 7,8 milhões de toneladas já foram arrematados nos leilões, que devem prosseguir na próxima semana.

"É um ganho adicional (a Europa), não creio que vamos exportar 10 milhões de novo, tenho expectativa de 7 milhões (para o ano)", afirmou o analista Aedson Pereira, da AgraFNP, divisão brasileira do grupo Agra Informa, ressaltando que a maior parte das exportações ocorrerá pelos leilões.

O governo brasileiro, entretanto, prevê um volume mais elevado para 2010, de 8,5 milhões de toneladas. No ano passado, o Brasil exportou 7,7 milhões de toneladas, principalmente para países do Oriente Médio e da Ásia.

Um corretor do Paraná, que também prefere ficar no anonimato, ressaltou que sem os PEPs as exportações seriam inviabilizadas, em meio a um câmbio persistentemente desfavorável. Ele disse que há compradores do cereal nacional por 178 dólares (FOB porto), mas o vendedor que não conta com o prêmio quer no mínimo 183 dólares por tonelada.