Semeadura espaçada, qualidade das sementes, plantio direto, insumos adequados e manejo correto do solo são medidas que podem auxiliar na produtividade da soja, mesmo no fenômeno La Niña, previsto para 2011.
Ontem, a influência do clima no cultivo da soja foi debatida na 38ª Reunião de Pesquisa da Soja da Região Sul, em Cruz Alta, promovida pela Fundação Centro de Experimentação e Pesquisa (Fundacep).
Genei Damago, pesquisador da Embrapa Trigo – Sistemas de Produção, ressalta que, em anos de La Ninã, a tendência é de queda na produção. No entanto, é possível ter uma boa produtividade com alguns cuidados.
Cada estágio da soja depende de certa quantidade de chuva. Mas se houver precipitações no período certo para o desenvolvimento da planta, a safra não estará comprometida.
Gilson Bull Cecheli, 28 anos, sabe da importância do escalonamento. Nos 150 hectares em Cruz Alta, Cecheli vai plantar de forma espaçada.
A Embrapa pesquisa estratégias de engenharia genética para ativar os mecanismos naturais da soja, para tentar aumentar as defesas na falta de água.
– É uma planta mais tolerante, mas se o solo não estiver bem preparado, fértil, não adianta – explica Alexandre Lima Nepomuceno, da Embrapa Soja.
Genei Damago destaca pontos que podem ajudar a enfrentar o La Niña. É preciso acompanhar periodicamente a evolução de fenômenos, como o La Niña. Existem previsões a cada 20 dias em sites especializados. A orientação é de que não se faça a semeadura de toda a lavoura em uma única época. O ideal é plantar em momentos diferentes. Uma diferença de 15 dias pode surtir efeitos favoráveis.
Entre as outras dicas, estão o uso do plantio direto, o acompanhamento permanente da previsão do tempo e o estudo do material que será plantado, conhecendo bem a região. Utilizar sementes apropriadas para cada lugar é fundamental. De nada adianta plantar uma semente importada sem saber como se comportará em determinada região.
Não há uma receita certa para a irrigação, cada propriedade tem suas particularidades. Não vale para todas as regiões e a todos os momentos. Se não há água, não adianta um sistema de irrigação. Geralmente, esse sistema tem bons resultados complementando as precipitações.
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