BOAS VINDAS

SEJAM BEM VINDOS AO BLOG DE
VALDECIR JOSE PINTO

OBRIGADO PELA VISITA.

quinta-feira, agosto 05, 2010

Como driblar o La Niña: lições para encarar a seca


Semeadura espaçada, qualidade das sementes, plantio direto, insumos adequados e manejo correto do solo são medidas que podem auxiliar na produtividade da soja, mesmo no fenômeno La Niña, previsto para 2011.

Ontem, a influência do clima no cultivo da soja foi debatida na 38ª Reunião de Pesquisa da Soja da Região Sul, em Cruz Alta, promovida pela Fundação Centro de Experimentação e Pesquisa (Fundacep).

Genei Damago, pesquisador da Embrapa Trigo – Sistemas de Produção, ressalta que, em anos de La Ninã, a tendência é de queda na produção. No entanto, é possível ter uma boa produtividade com alguns cuidados.

Cada estágio da soja depende de certa quantidade de chuva. Mas se houver precipitações no período certo para o desenvolvimento da planta, a safra não estará comprometida.

Gilson Bull Cecheli, 28 anos, sabe da importância do escalonamento. Nos 150 hectares em Cruz Alta, Cecheli vai plantar de forma espaçada.

A Embrapa pesquisa estratégias de engenharia genética para ativar os mecanismos naturais da soja, para tentar aumentar as defesas na falta de água.

– É uma planta mais tolerante, mas se o solo não estiver bem preparado, fértil, não adianta – explica Alexandre Lima Nepomuceno, da Embrapa Soja.

Genei Damago destaca pontos que podem ajudar a enfrentar o La Niña. É preciso acompanhar periodicamente a evolução de fenômenos, como o La Niña. Existem previsões a cada 20 dias em sites especializados. A orientação é de que não se faça a semeadura de toda a lavoura em uma única época. O ideal é plantar em momentos diferentes. Uma diferença de 15 dias pode surtir efeitos favoráveis.

Entre as outras dicas, estão o uso do plantio direto, o acompanhamento permanente da previsão do tempo e o estudo do material que será plantado, conhecendo bem a região. Utilizar sementes apropriadas para cada lugar é fundamental. De nada adianta plantar uma semente importada sem saber como se comportará em determinada região.

Não há uma receita certa para a irrigação, cada propriedade tem suas particularidades. Não vale para todas as regiões e a todos os momentos. Se não há água, não adianta um sistema de irrigação. Geralmente, esse sistema tem bons resultados complementando as precipitações.


 


Fonte: Zero Hora

Nenhum comentário:

Postar um comentário