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quarta-feira, março 09, 2011

Dólar sobe com expectativa de medidas

Quarta-feira, 9 de março de 2011 16:57 BRT

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar registrou a maior alta percentual em mais de um mês e meio frente ao real nesta Quarta-feira de Cinzas, reagindo a expectativas de que o governo possa anunciar novas medidas para conter a apreciação da divisa brasileira.

A moeda norte-americana avançou 0,73 por cento, a 1,657 real na venda, operando em alta desde os primeiros negócios da sessão. É o maior ganho diário desde 14 de janeiro, quando a cotação teve acréscimo de 0,96 por cento.

"Essa valorização se deve basicamente às notícias que saíram na sexta-feira sobre possíveis novas medidas no câmbio. Pelo visto, o governo quis ver o comportamento do mercado hoje para eventualmente anunciar alguma coisa amanhã ou depois", afirmou Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

Na noite de sexta-feira, uma fonte do Ministério da Fazenda disse à Reuters que as autoridades poderiam anunciar logo após o Carnaval ações para frear os ganhos do real. Segundo a fonte, que pediu anonimato, uma nova elevação da taxação sobre investimentos estrangeiros no país é uma alternativa.

De acordo com a fonte, que não descartou a adoção de uma quarentena, o mais provável é que o governo anuncie algo na quinta-feira, após monitorar o comportamento do mercado nesta sessão.

Na visão de Galhardo, medidas como aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre investimentos direcionados à renda fixa ou a tributação sobre ganhos de investidores estrangeiros seriam recebidas pelo mercado com menos apreensão do que uma quarentena, por exemplo.

"Uma medida mais drástica, como uma quarentena, poderia até mesmo deixar o investidor ressabiado e abalar a percepção de que é seguro trazer dinheiro ao Brasil."

Segundo Ovídio Soares, operador de câmbio da Interbolsa do Brasil, a subida do dólar nesta quarta-feira se deve à cobertura de posições vendidas de agentes que têm mantido apostas na queda da divisa norte-americana.

Com base em números mais recentes disponibilizados pela BM&FBovespa, os investidores estrangeiros aumentaram a posição vendida na moeda dos Estados Unidos a 15,053 bilhões de dólares nos mercados futuro e de cupom cambial. A posição é a maior desde novembro do ano passado.

Após a volta do feriado de Carnaval e com as operações se iniciando por volta das 13h, o volume de negócios era considerado modesto por operadores.

Dados da clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa mostravam pouco mais de 1 bilhão de dólares perto do fechamento do mercado, contra média diária deste ano ao redor de 2,585 bilhões de dólares.

Na quinta-feira, o foco dos mercados recairá sobre a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) --quando o juro básico foi elevado a 11,75 por cento ao ano-- e aos dados de fluxo cambial cheios de fevereiro.
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Realizando lucros, soja opera com queda de dois dígitos na CBOT


Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam no vermelho nesta quarta-feira. Depois de encerrar o pregão noturno no campo misto, os preços já exibem um recuo de dois dígitos na sessão diurna de hoje.

Segundo analistas, o mercado realiza lucros frente a ausência de novidades entre os fundamentos. Além disso, os traders já adotam um tom mais cauteloso às vésperas da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda de março do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que deve acontecer nesta quinta-feira (10).

As expectativas do mercado para os dados que serão informados amanhã referem-se a um possível aumento nas estimativas da produção brasileira e argentina.

Os analistas apostam ainda em um ligeiro aumento nos estoques finais de soja nos EUA por conta da migração da demanda pela oleaginosa do país para a América do Sul.

Além dos fatores relacionados à relação de oferta e demanda, as cotações também sentem a pressão negativa da instabilidade política no Oriente Médio e também do problema com as dívidas de países como Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda - o que aumente a aversão ao risco por parte dos investidores.

Por volta das 13h30, o vencimento maio - referência para a safra brasileira - já recuava 21,25 pontos, sendo cotado a US$ 13,60 por bushel.
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, março 08, 2011

Colheita chega a 38%, mas continua atrasada


A colheita da soja em Mato Grosso chega a 38,7% do total de 6,4 milhões de hectares. No entanto, este percentual representa um atraso de 23,4% em comparação com a safra passada da oleaginosa. No mesmo período do ano passado, os produtores matogrossenses já haviam colhido 62,1% do total da área plantada. As informações são do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea).

Entre as principais regiões produtores do grão, o Médio-Norte com 2,5 milhões de hectares é o mais adiantado com 43,3% da área plantada colhida. O Sudeste com área estimada em 1,5 milhão de hectares já retirou das lavouras 37,5% do produto. Já o Oeste (930,2 mil hectares) colheu 40% da área semeada. O Nordeste (694,2 mil hectares) é o mais atrasado com apenas 25% colhidos até o momento.

As regiões Norte (39 mil hectares) e Noroeste (261,2 mil hectares) se destacam pela colheita de 46,1% e 43,4%, respectivamente. Enquanto a região Centro-Sul que tem 413 mil hectares de soja plantados colheu apenas 30,8% de sua área.





segunda-feira, março 07, 2011

Colheita paralisada em MT


Se no começo da temporada de plantio os produtores reclamavam da falta de chuvas, a reclamação agora é porque chove muito e quase incessantemente nos últimos dias, em todo o Estado. Por conta disso, os produtores vivem uma situação inusitada: foram obrigados a interromper a colheita de soja e retirar as máquinas das lavouras. Em muitas regiões, as lavouras estão alagadas, sem condições dos maquinários entrarem. O reflexo é o atraso na colheita, com o aumento de incidência de grãos ardidos, úmidos e avariados.

De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até agora foram colhidos até a semana passada 1,6 milhão de hectares, o equivalente a apenas 25% de toda a área plantada no Estado - 6,4 milhões de hectares – restando ainda mais 4,8 milhões de hectares para serem colhidas.

“A situação vai de mal a pior. A colheita está paralisada em todo o Estado”, afirmou nesta quinta-feira (3) o diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Carlos Henrique Fávaro.

De acordo com a Aprosoja/MT, a situação afeta todo o Estado. As regiões mais críticas são a oeste e noroeste, com destaque para Sapezal, Campos de Julio e Campo Novo. Há registros de perdas pontuais em algumas lavouras dessas regiões, mas, segundo Fávaro, “ainda é cedo para falar em prejuízos”.

Em algumas regiões, a soja plantada em outubro de 2010 está “passando do ponto” de colheita por causa das chuvas. Segundo os produtores, após o fim do ciclo a vagem “estoura” e o grão cai de forma natural. Além disso, quando chove o grão absorve mais umidade. Isto pode ocasionar o apodrecimento da soja mesmo com o grão ainda na planta, devido ao ataque de fungos, ou a perda de peso das sementes.

Segundo ele, a chuva não tem dado trégua aos produtores nos últimos dias. “Na semana passada alguns produtores conseguiam colher, ainda que de maneira precária e com umidade acima de 23 graus. Agora o trabalho está interrompido e ninguém mais consegue fazer nada porque as chuvas não dão um tempo”. No momento em que Fávaro concedia a entrevista ao Diário, nesta quinta pela manhã, chovia em todo o Estado. “A chuva começou bem cedo e, neste momento, cai água ao entorno de toda a BR-163 (Cuiabá Santarém). E ainda há previsão de mais chuvas para o Estado durante o dia”, contou.

Ele diz que enquanto muitos produtores suspenderam a colheita, outros sequer começaram o trabalho. “O problema é que chove durante o dia todo e, à noite, o tempo fica limpo. Mas os produtores nada podem fazer porque a colheita só é possível com sol porque os grãos precisam secar. A situação é inusitada: à noite o tempo fica bom, mas durante o dia os operadores não conseguem fazer nada por causa das chuvas”.

AS PERDAS - Fávaro diz que o excesso de umidade dos grãos afeta diretamente a renda do produtor, já que na hora de entregar o produto à trading, é feito o “desconto” sobre os grãos avariados. Normalmente, grãos com umidade acima de 23 graus geram descontos entre 20% e 30% para o produtor.

A preocupação dos produtores é justamente com a demora na retirada dos grãos. “Se passar do ponto de colheita, o grão começa a se deteriorar. Acredito que isso poderá acontecer nesta safra caso as chuvas persistam por mais cinco ou seis dias”, alerta.
Fonte: Diário de Cuiabá

Expodireto Cotrijal 2011 tem foco na agricultura familiar

Evento apresentará suas atividades direcionadas a diversificação da produção e alternativas para geração de renda

Aproximar o agricultor familiar de novas tecnologias. Esse é um dos objetivos que impulsionam a participação da Emater/RS-Ascar na 12a edição da Expodireto Cotrijal, que acontece entre os dias 14 e 18 de março, em Não-Me-Toque (RS). Em uma área com mais de dois hectares, local conhecido como o Espaço da Família Rural, a Emater/RS-Ascar apresenta as suas atividades com foco na agricultura familiar, em especial a diversificação da produção e alternativas para geração de renda. De acordo com o gerente regional da Emater/RS-Ascar Passo Fundo (RS), Milton Rossetto, o que há de tecnologia voltada à agricultura, para todas as cadeias produtivas, está na Expodireto.



– Na área da Emater, a atenção especial é para a agricultura familiar. Vamos apresentar tecnologias viáveis, possibilidades de abertura de mercado para a produção familiar, bem como propiciar a troca de experiências e conhecimentos entre o público e o corpo técnico de nossa instituição – avalia.



Para este ano estão programados eventos como o 2o Seminário da Agroindústria Familiar, o 4o Fórum Florestal RS e a 6a edição do tradicional Café da Manhã para a Imprensa. Além disso, ocorrerão as oficinas de alimentação e de plantas bioativas, apresentação de teatro, entre outras atividades.



No 2o Seminário da Agroindústria Familiar, evento que será realizado na terça, dia 15, às 8h30min, no Auditório da Produção, serão debatidos temas como a reestruturação do Programa Estadual Sabor Gaúcho, a previdência e seguridade especial e a inserção da agroindústria familiar no Programa Nacional de Alimentação Escolar. As palestras ocorrem no período da manhã e, à tarde, haverá uma rodada de negócios entre produtores e compradores, organizada pelo Sebrae. O Seminário é promovido pela Emater/RS-Ascar, Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Fetag, Cotrijal e Sebrae.



Já o 4o Fórum Florestal RS acontece na quinta, dia 17, no Auditório Central, às 8h45min, e terá como tema principal o Ano Internacional das Florestas, comemorado em 2011. As palestras abordarão assuntos como a contribuição e a importância do setor de base florestal para o desenvolvimento da agricultura de baixa emissão de carbono - ABC - e o foco do Estado e as políticas públicas para o desenvolvimento do setor de base florestal e da preservação ambiental no Rio Grande do Sul. O evento é promovido pela Emater/RS-Ascar, Embrapa Florestas, Sindimate/RS, Ageflor, Famurs, Sindimadeira, Apromate e a Cotrijal.


AGÊNCIA SAFRAS