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sexta-feira, julho 02, 2010

Mato Grosso é o Estado brasileiro com maior área nas mãos de estrangeiros, com 844 mil hectares


Com mais de 90 milhões de hectares, Mato Grosso é o terceiro maior Estado do Brasil. Nesse vasto território, se concentram três biomas importantes. Amazônia, Cerrado e Pantanal são garantia de muitas riquezas naturais. O potencial produtivo também chama atenção. Já faz algum tempo que o Estado lidera a produção de grãos no país. MT tem um dos maiores rebanhos do Brasil e também é destaque no algodão. Os motivos são mais que suficientes para atrair grandes investidores para o Estado.

Os números oficiais impressionam. Mato Grosso é disparado o Estado brasileiro com a maior área nas mãos de estrangeiros. São 844 mil hectares, em mais de 1,2 mil imóveis. O segundo lugar, Minas Gerais, está longe, com 491 mil hectares.

O produtor rural Walter Trabachin não resistiu ao avanço do investimento internacional. Ele está em Mato Grosso há quase 30 anos e já chegou a plantar 3,2 mil hectares de soja em Diamantino, a 190 quilômetros da capital Cuiabá. Porém, com o tempo vieram os obstáculos. A falta de rentabilidade gerou endividamento, preocupação e desestímulo. A decisão de abandonar os grãos e se dedicar apenas à pecuária, em uma outra fazenda, coincidiu com o interesse de um grupo estrangeiro que buscava terras na região. O produtor não teve dúvidas e se desfez da propriedade.

— Foi a necessidade que me fez entregar. Eles vieram em uma hora boa, o que me aliviou daquele problema que eu tinha. É lógico que quem está na agricultura gosta daquilo, gosta de ver a planta crescendo, só que você não vê retorno e vai perdendo o entusiasmo — explica Trabachin.

A negociação foi feita com uma empresa argentina conhecida como “o telhar agropecuária”, considerada uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do mundo. A companhia também atua no Uruguai, Bolívia e Paraguai. No Brasil, as operações começaram em Mato Grosso. Além de comprar, o grupo arrenda áreas e faz parcerias com produtores. A estimativa é que só na região de primavera do leste, uma das mais produtivas do Estado, a empresa controle mais de 200 mil hectares.

— Eu acho que, para mim, foi uma boa negociação. Eles são muito exigentes com relação à documentação, são muito rígidos. Para mim, os pagamentos foram feitos certinho, e para eles, irem para a região foi bom. Ajudou porque eles contratam mais mão-de-obra eles trabalham com mais tecnologia, então eles beneficiam a região — avalia o produtor Walter Trabachin.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Primavera do Leste, Milton Rosseto, a discussão deve ser outra. Para ele, não dá para esquecer que o aumento de terras nas mãos de estrangeiros é conseqüência de uma série de dificuldades enfrentadas pelos agricultores.

— Nós vemos a questão da ampliação da área de produção mais como uma falta de capitalização do produtor. O agricultor tradicional, pequeno e médio, por falta de condições de levantar créditos para tocar a atividade, se vê forçado a vender sua propriedade ou até mesmo deixar a atividade rural. E isso tem tornado mais fácil para estes grupos fortalecidos, que têm facilidade de levantar créditos, consigam fazer os investimentos necessários — defende Rosseto.

Fonte: Canal Rural

CNA pede que governo federal substitua dois leilões de PEP por PEPRO


A Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério da Agricultura a substituição de dois leilões de Pep, Prêmio de Escoamento de Produto, por leilões de PEPRO, Prêmio Equalizador Pago ao Produtor. Os estados beneficiados com a retirada de 400 mil toneladas devem ser Espírito Santo, Rio de Janeiro, e norte de Minas Gerais.
O documento reúne os pedidos das federações de agricultura de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Apenas o Paraná não será contemplado. O estado é o mais próximo do porto e por isso tem as melhores condições para exportar. Representantes da Federação de Agricultura do Mato Grosso (FAMATO) afirmam que a mudança devem beneficiar as cooperativas e produtores, que teriam condições de exportar sem interferência das tradings.
A Comissão de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA espera para a próxima semana uma resposta do Ministério, que ficou de analisar a proposta da entidade.

Fonte: Redação NA

Desvalorização da soja trava venda antecipada


A tendência de queda dos preços da soja no mercado internacional está travando as vendas antecipadas da próxima safra (2010/11) no Brasil. Apesar de terem perdido força nos últimos anos, as vendas antecipadas são uma ferramenta importante para financiar o plantio sobretudo no Centro-Oeste, celeiro de grandes propriedades onde os limites de acesso ao crédito rural oficial valorizam o papel das tradings que trabalham com o grão no financiamento do plantio, que terá início em setembro.

No primeiro semestre, os contratos futuros de segunda posição de entrega caíram 11% na bolsa de Chicago, e as perspectivas para o segundo semestre, apesar de muitas incertezas, não são de recuperação. Diante desse quadro, as vendas antecipadas em Mato Grosso - Estado que historicamente mais utiliza a ferramenta - chegaram a, no máximo, 10% da expectativa de oferta até agora. No mesmo período do ano passado, quando os negócios antecipados já estavam em um ritmo mais lento que o normal, 17% da produção havia sido comercializada ao fim do primeiro semestre. Em 2008, as vendas antes do plantio chegaram a 25% da safra prevista nesta mesma época.

"A comercialização está muito lenta. Mais do que no ano passado, quando havia restrição de crédito", diz Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja). Ele lembra que para poder cobrir os custos, o produtor precisaria fixar o preço em R$ 15,50 por saca. As ofertas de compra, porém, não superam R$ 15.

Aliado à tendência de queda dos preços futuros da soja, diz André Debastiani, analista da Agroconsult, o perfil de financiamento dos agricultores, especialmente dos produtores de Mato Grosso, mudou mesmo nos últimos dois anos. A crise financeira de 2008 fez com que as tradings reduzissem a oferta de crédito para financiamento, fato que obrigou os produtores a elevarem a parcela de recursos próprios para o plantio das lavouras.

"Como o produtor passou a usar mais dinheiro próprio, passou a comprometer menos da soja colhida. Isso fez com que ele passasse a ter mais produto para vender na parte final da safra", afirma Debastiani. Segundo ele, em Mato Grosso, com a colheita praticamente concluída, ainda existe 15% da safra 2009/10 para ser vendida.

Em Goiás e Tocantins, a situação é um pouco diferente. Segundo dados da Atman - trading que trabalha praticamente apenas por meio de trocas de insumos pela produção, modelo de venda antecipada mais disseminado -, entre 45% e 50% dos insumos para o cultivo da safra 2010/11 já foram adquiridos. Dessa fatia, aproximadamente 70% das aquisições foram feitas na modalidade de troca.

"Como a perspectiva de preços para o segundo semestre é de estabilidade ou queda, os produtores estão tentando antecipar ao máximo para travar os preços e pelo menos viabilizar o plantio. No ano passado, para essa época do ano, as trocas representaram apenas 30% na aquisição de insumos", afirma Rodrigo Camilo, diretor comercial da Atman.

Um pouco mais conservador, o analista de mercado da Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Pedro Arantes, diz que a participação das trocas no financiamento do plantio da próxima safra dependerá do acesso que o agricultor terá às linhas de crédito oficial do governo, com juros subsidiados.

Ele lembra que os preços dos insumos estão relativamente estáveis, mas a queda das cotações da soja está elevando a relação de troca entre os insumos e os produtos. "Historicamente, 23 sacas de soja compram uma tonelada de adubo. Neste ano, por enquanto, são necessárias entre 26 e 28 sacas para comprar o mesmo volume, principalmente porque os preços da soja recuaram no mercado", afirma Arantes.


Fonte: Valor Econômico

Carga de trigo vira caso de Justiça após suposta contaminação no Rio


O destino de 5.048 toneladas de trigo importadas da Argentina, avaliadas em torno de R$ 2 milhões pela cotação de mercado, está sendo discutido judicialmente no Rio de Janeiro. Para a Coordenação de Vigilância Sanitária (CVS) de Portos, Aeroportos e Fronteiras do Rio de Janeiro, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os grãos estão contaminados por fezes de ratos e devem ser destruídos. Já o Moinho Cruzeiro do Sul, responsável pela importação, abriu discussão na 17ª Vara Federal na expectativa de provar que o produto não foi contaminado e pode virar farinha.

Esta quantidade de trigo - parte de uma carga de 9 mil toneladas descarregada em meados de maio - foi estocada no armazém 13. A quantidade de ratos no local atraiu a atenção dos auditores da Receita Federal lotados no porto do Rio, também na zona portuária, que acionaram a Vigilância Sanitária. A fiscalização das condições de uma carga agrícola é da responsabilidade da Vigilância Agrícola (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que liberou o trigo antes de o produto sair da embarcação.

A avaliação da CVS da Anvisa, porém, não se ateve às condições do produto, mas ao local do armazenamento, onde foram encontrados ratos. Na Justiça, os advogados do escritório Siqueira Castro, que defende o Moinho Cruzeiro do Sul, contestam a interdição e levantam a discussão sobre os métodos adotados pelos fiscais da Anvisa, principalmente por ter sido coletada apenas uma amostra do produto. Alegam que as fezes estavam no armazém, mas não junto aos grãos.

A Anvisa apresentará em juízo filmes e fotos mostrando os dejetos no armazém e sobre o trigo. Buscará o testemunho de agentes de outras instituições, como a própria Vigiagro, a Companhia de Limpeza Urbana do município (Comlurb) e a vigilância sanitária, municipal e estadual, que também constataram o problema no local. Insistirá que, do ponto de vista da saúde pública, é incontestável a infestação do local e o comprometimento do trigo, que não deve ser utilizado para produção de farinha.

A juíza da 17ª Vara Federal, Mariana Carvalho Belotti, antes mesmo de pedir explicações à Anvisa, entendeu ser "patente o risco de perecimento do direito, na medida em que a Autarquia Ré exigiu a destruição de 5.048 toneladas de trigo in natura, o que poderá causar prejuízos irreparáveis à autora, caso o procedimento de coleta da prova não tenha seguido os ditames legais e a pena aplicada se mostre, a posteriori, desarrazoada". Em seguida, nomeou um perito judicial para realizar uma perícia técnica agropecuária.



AGÊNCIA ESTADO

quinta-feira, julho 01, 2010

Produtores de milho e arroz registram perdas em junho



Com o mercado interno de milho abastecido, os produtores continuam recebendo preços pouco atraentes e, em alguns casos, os prejuízos em junho superaram os de maio em cinco municípios. Em apenas uma região, os preços recebidos pelos produtores são suficientes para cobrir os custos de produção, segundo o boletim Custos e Preços, divulgado mensalmente pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A situação mais crítica foi observada em Primavera do Leste, MT. Apesar de uma ligeira recuperação, o agricultor obteve perdas de R$ 5,97 pela saca de 60 quilos, pouco menos que os R$ 6,13 por saca de prejuízo no mês passado. O Custo Operacional Total (COT) ficou em R$ 17,13 a saca, enquanto o preço de comercialização foi de R$ 11,16.

Já em Rio Verde, GO, a situação piorou e o prejuízo foi de R$ 4,06 por saca, contra R$ 3,22 verificados em maio. De acordo com a CNA, o resultado deste mês no município goiano veio da diferença entre R$ 17,22 do COT e R$ 13,66 do valor de venda da produção. Também houve retração do preço do milho em Londrina, PR, acarretando perda de R$ 3,13 por saca em junho.

Segundo a superintendente técnica da CNA, Rosemeire Santos, a previsão é de continuidade na queda dos preços com o início da colheita do milho safrinha. “O mercado está abastecido. Se há expectativa de oferta, os preços caem”, explica.

Arroz - O boletimtambém verificou um quadro desfavorável na cultura do arroz, diante dos problemas climáticos ocorridos na região Sul do país, que responde por grande parte da produção nacional.

Em Pelotas, RS, o produto, cuja situação ensaiou leve alta em maio, de R$ 0,24 por saca de 50 quilos, voltou a ter perdas em junho, e o COT superou os valores de venda em R$ 2,09. Também foi observada perda em Santa Vitória do Palmar, RS, que ficou em R$ 3,08 por saca, diferença de R$ 29,45 do COT e R$ 26,37 do preço comercializado.

Soja - Ao contrário do milho e do arroz, os produtores de soja tiveram em junho recuperações maiores em relação a maio na maioria das regiões que fazem parte do levantamento, com os preços superando o COT.

Em Rio Verde, GO, o preço de venda da saca de 60 quilos foi de R$ 35,50, proporcionando lucro de R$ 11,10 por saca. Em Campo Mourão, PR, com o preço da saca a R$ 36,10, o ganho foi de R$ 8,22. O boletim também constatou ganhos em Unaí (R$ 2,85) e Londrina (R$ 1,28). Apenas em Sorriso, MT, houve prejuízo, embora menor do que em maio, de R$ 0,08.

Café - De acordo com a pesquisa da CNA, houve lucro nas cinco regiões pesquisadas, com valorização significativa do preço da saca de 60 quilos. Em Venda Nova do Imigrante, ES, o preço superou o COT e gerou ganho de R$ 58,10 por saca. Em Luís Eduardo Magalhães, BA, a diferença entre o preço e o COT foi positiva em R$ 52,15.

Boi gordo - Dos 10 estados onde houve levantamento, apenas Goiás, Minas Gerais e São Paulo registraram prejuízos para os pecuaristas. A situação foi pior para os produtores goianos, que amargaram prejuízo de R$ 8,98. O maior ganho foi verificado em Tocantins, de R$ 32,36 pela arroba, resultado de R$ 71,53 do preço médio comercializado e de R$ 39,17 do COT. (Com informações da CNA)


Fonte: Globo Rural

Semestre de perdas para os grãos em Chicago


O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras e incertezas sobre o comportamento da demanda nos próximos meses determinaram novas quedas dos preços médios mensais dos grãos na bolsa de Chicago em junho. Era o carimbo que faltava para coroar um semestre de perdas de 10% a 15% nos mercados de soja, milho e trigo.

Cálculos do Valor Data baseados nas oscilações dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez) naquele mercado mostram que, em junho, a maior queda em relação à média de maio foi a do trigo (5,11%), seguida pelas baixas do milho (4,45%) e da soja (1,67%).

O Brasil é o segundo maior exportador de soja do mundo e um dos maiores no caso do milho, ainda que nesta frente a regularidade dos embarques seja menor. No trigo, o país "disputa" a liderança entre os importadores.

"O clima está favorável nos EUA para milho, soja e, consequentemente, trigo, com chuva e calor onde precisa. A demanda está boa, mas a oferta de grãos é muito grande", afirma Vinícius Ito, analista da Newedge em Nova York.

A pequena desvalorização da moeda chinesa chegou a oferecer alguma sustentação às cotações do trio em Chicago, mas os sinais de desaceleração do crescimento da economia do gigante asiático exerceu pressão contrária no fim do mês, especialmente no mercado de soja. A China é o maior país importador de soja do planeta.

Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou um novo e surpreendente relatório sobre área plantada no país capaz de provocar ajustes nos preços no curto prazo. Principalmente no milho, já que a área veio abaixo das expectativas. As cotações do produto dispararam no dia e levaram o trigo de carona.

O risco de ocorrência de La Niña no fim da atual safra americana (2010/11) ainda pesa como fator "altista" para os grãos, mas segundo Renato Sayeg, da Tetras Corretora, a expectativa é menor do que aquela que havia com os efeitos do El Niño antes do plantio da safra 2009/10 na América do Sul. Ao fim e ao cabo, nada de muito grave aconteceu por aqui.

Em relação ao comportamento de fundos de investimentos nos grãos em Chicago, Ito e Sayeg têm visões distintas. O primeiro lembra que muitos têm perdas no acumulado do ano, estão realizando perdas e tendem a zerar posições. Sayeg vê o movimento no óleo de soja em particular, mas vê retomada das apostas no caso do grão.

Na bolsa de Nova York, o embate entre movimentos financeiros derivados de resultados em outras aplicações e atrelados aos fundamento de oferta e demanda resultou em alta dos preços médios de açúcar, café, cacau e suco de laranja. No critério do Valor Data, apenas o algodão, também suscetível ao clima americano, caiu (0,42%).

Com estoques globais rasos como há muito não se via, o café foi a commodity nova-iorquina que mais subiu entre as mais negociadas pelo Brasil no exterior. O salto na comparação com cotação média de maio foi de 12,58%.

O preço médio do açúcar, que já despencou em 2010 sob influência de uma liquidação especulativa após máximas em quase três décadas - também alcançadas com o empurrão da especulação -, subiu 2,76% sobre maio.

Também tiveram valorizações em Nova York em junho o cacau (0,59%), que aparece com quadro de oferta escassa, e o suco de laranja (0,52%), graças à ameaça de furacões que ainda paira sobre os pomares da Flórida.

Em Nova York, açúcar e cacau fecharam junho com cotações médias mensais inferiores às de dezembro de 2009, mas café, suco e algodão registraram altas.


Fonte: Valor Econômico

Quarto leilão de PEP tem demanda para 96%, o melhor resultado da série



A Conab realizou hoje o quarto leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para o milho com o melhor resultado da série, que teve início em 25 de maio. Houve demanda para 95,95% do subsídios, o que equivale a 930,688 mil toneladas, da oferta total de 970 mil toneladas. O valor da operação foi de R$ 67,095 milhões.

Houve grande disputa pelos prêmios em algumas regiões e o valor da subvenção teve deságio de quase 30%. Na região 2 de Mato Grosso - Lucas do Rio Verde e Sorriso -, o subsídio caiu 29,8%, de R$ 6,24/saca para R$ 4,38/saca. Na região 1 do Paraná, que reúne os municípios do norte do Estado, a subvenção arrematada foi 26,9% menor, de 2,718/saca, ante os R$ 3,72/saca iniciais.

O resultado não surpreendeu ao mercado, que já esperava por uma boa participação dos compradores. Apenas a região 5 de Mato Grosso, no extremo-leste do Estado, com oferta de subsídio para o equivalente a 5 mil t, não teve nenhum interessado.

Pepro - O terceiro leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) negociou 98,540 mil toneladas do grão produzido no oeste da Bahia, Maranhão e Piauí, o que corresponde a 70,39% do volume de 140 mil toneladas ofertadas. Esse desempenho ficou abaixo do registrado no último leilão, de 74,36%. O valor total da operação é de R$ 11,720 milhões.


Fonte: Conab

Milho dispara 8,6% em Chicago



O governo dos Estados Unidos surpreendeu ontem ao informar estoques e área plantada de milho menores do que o esperado pelo mercado, provocando um salto nas cotações do cereal na Bolsa de Chicago. Os contratos da commodity com vencimento em dezembro subiram 8,58%, a US$ 3,7350 por bushel. O Departamento de Agricultura do país (USDA) estimou que os estoques somavam 109,5 milhões de toneladas de milho em 1º de junho, volume 6,5% menor do que a média das expectativas dos analistas.


Os ganhos de ontem interromperam uma sequência de sete sessões de quedas consecutivas, provocada pelo clima favorável para a safra 2010/11 nos Estados Unidos. Mas o governo americano estimou que a área da cultura ficará aquém do previsto, o que também contribuiu para a forte alta do cereal. Os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais e colheram 332,7 milhões de toneladas de milho na última temporada.


Puxado pelo milho, o preço do trigo também disparou em Chicago. Ambos os cereais são usados na produção de ração. O contrato com vencimento em setembro avançou 5,09% e fechou em US$ 4,8025/bushel. O preço da soja foi na contramão e caiu 1,04% no vencimento novembro, o mais negociado. Com um cenário mais favorável ao milho, investidores compraram contratos do produto e venderam lotes da oleaginosa.

Filipe Domingues
O ESTADO DE S. PAULO - SP Economia e Negocios

quarta-feira, junho 30, 2010

Comissão de Agricultura aprova restrição a importação de cítricos

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou nesta quarta-feira (30) o Projeto de Lei 7226/10, do deputado Albano Franco (PSDB-SE), que proíbe a importação de frutas cítricas para consumo in natura sem a devida certificação por órgão de vigilância sanitária.

A intenção é evitar a entrada de produtos que possam contaminar a produção nacional. Hoje, o Ministério da Agricultura acompanha as importações brasileiras e, quando detecta problemas sanitários, suspende temporariamente as compras.

O relator, deputado Jerônimo Reis (DEM-SE), apresentou parecer favorável. O parecer foi lido na reunião pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), em razão da ausência do relator.

"Nos últimos anos, vários problemas fitossanitários de origem estrangeira têm cruzado as fronteiras nacionais, ocasionando imensos prejuízos ao setor agropecuário", argumentou o Jerônimo Reis em seu relatório.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Fonte: Agência Senado

Análise de mercado do feijão


FEIJÃO CARIOCA

Em dia de mercado lento todos os compradores viraram observadores esperando o que vai acontecer. A sensação de baixa é geral e a pergunta é: onde esta o piso deste momento? Os produtores paulistas pediram R$ 130/140 mas também ouviram contra ofertas na casa de R$ 120. Estamos percorrendo Minas e Goiás esta semana e percebermos um aumento de área a ser quantificado em breve nos pivôs. Percebe-se, em Cristalina, que a área de trigo diminuiu muito este ano e que a substituição evidentemente foi por feijão. Nesta região o indicativo foi de R$ 130. Em Paracatu ocorre aumento de área também, nesta praça a pedida de vendedores era, no fim da tarde, pouco abaixo de R$ 130 sem compradores. Amanhã estaremos em Unaí e na Coopa-DF e estaremos informando as condições daquela região. Em breve também disponibilizaremos detalhes desta lavouras. A notícia de plantio no Mato Grosso confirma que os pivôs em Primavera do Leste, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop, Tangará e Campo Novo do Parecis, a maioria com carioca, estão dentro da normalidade. Nesta madrugada, o volume total disponibilizado em São Paulo entre amostras depositadas no interior e carretas na região do Brás somaram 18.200 sacas com venda de 50% e saldo por volta de 07h30 de 9.100 sacas. Os preços registrados foram R$ 130 para nota 9, R$ 125 para 8,5; R$ 120 para grãos com nota 8 e R$ 105 para o nota 7.



FEIJÃO PRETO

Os produtores que tem vencimentos de seus financiamentos nos próximos dias estão decididos a não correr o risco de ver os compradores optarem por feijão argentino. Ontem, decidiriam vender e aceitaram inclusive em alguns poucos lotes valores abaixo de R$ 75/80. Nada que mude substancialmente o mercado mas aponta para um esvaziamento mais rápido dos últimos lotes de feijão que estavam em mãos de produtores. Com o dólar nervoso, ontem, alguns importadores que vendem em saco no mercado interno decidiram esperar um pouco para dar sequência as negociações, afinal a notícia do novo imposto na Argentina e mais um cambio desfavorável tornam as operações complicadas com a estreita margem que estão auferindo neste momento.


Fonte: Correpar

Dólar fecha a R$ 1,80 e acumula perda de 0,88% no mês; Bovespa cai 0,7%

De "cabeça fria", os agentes reavaliaram o forte nervosismo de ontem, quando uma bateria de indicadores abaixo do esperado nos EUA e na China derrubou as Bolsas e pressionou o dólar.

Dessa forma, a taxa de câmbio doméstica virou o semestre com baixa --de 0,38%-- para R$ 1,804, na venda, após oscilar entre R$ 1,807 e R$ 1,790 durante o expediente.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,910, em um recuo de 0,52% sobre o fechamento anterior.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) cede 0,73%, aos 61.523 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,96 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cai 0,48%.

Profissionais de mercado lembram que o último dia do mês é marcado pela tradicional disputa entre "comprados" (que ganham com a alta do dólar) e "vendidos" (que ganham com a baixa), numa referência às posições mantidas pelos agentes financeiros em contratos do mercado futuro.

A Ptax (taxa média de câmbio) formada hoje vai servir de referência para a liquidação financeira desses contratos.

Apesar do clima de maior apreensão nos mercados com os últimos desdobramentos da cena externa, analistas do segmento de câmbio afirmam que a cotação da moeda americana tem espaço limitado para subir. E lembram que há expectativa de forte ingresso de recursos com as próximas ofertas de ações no país, a exemplo do Banco do Brasil, que historicamente tem forte participação do capital estrangeiro.

O Banco Central apontou uma saldo negativo de US$ 4,6 bilhões no fluxo cambial do país neste mês, até o dia 25. No acumulado deste ano, o saldo de entradas e saídas de dólares ainda é positivo em US$ 2,999 bilhões, bem acima dos US$ 908 milhões contabilizados em idêntico período de 2009.

Fonte: Folha Online

USDA: Boletim traz estoques de milho e soja abaixo do esperado


O relatório trimestral de estoques físicos divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na manhã de hoje (30) apontou números abaixo do esperado pelo mercado. A soja totalizou, em 1º de junho, 15,54 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em 16,11 milhões de toneladas. O total apresenta uma redução de 4,19% em relação ao mesmo período de 2009.

Já os estoques de milho, também em 1º de junho, somaram 109,48 milhões de toneladas. A expectativa do mercado era de 117,4 milhões de toneladas. No ano passado, nessa mesma época, os volume armazenado totalizada 108,23 milhões, o que apresenta um incremento de 1,15% em 2010.

Ao contrário da soja e do milho, o trigo ficou com os estoques acima do que o mercado esperava (25,53 milhões de toneladas) e a armazenagem totalizou em 26,49 milhões de toneladas.

Com informações do USDA

Fonte: Redação NA

terça-feira, junho 29, 2010

Tensão global leva Bovespa a maior tombo em 20 semanas

terça-feira, 29 de junho de 2010 18:01 BRT

SÃO PAULO (Reuters) - Dados econômicos globais desanimadores e o medo de um repique na crise da zona do euro juntaram-se para levar os mercados acionários globais a testar novas mínimas em 2010, levando a Bovespa a conhecer seu pior dia em mais de 20 semanas.
Apertado sobretudo pelas blue chips domésticas ligadas a commodities, o Ibovespa retrocedeu 3,5 por cento, para 61.977 pontos, próximo das mínimas do mês.

De uma só vez, as principais balizas das expectativas do mercado trouxeram motivos de preocupação.

A confiança do consumidor na cambaleante economia dos EUA desabou em junho . Ao mesmo tempo, o Conference Board revisou para baixo um indicador antecedente da China referente a abril , acendendo a luz amarela quanto à capacidade da gigante asiática de compensar o efeito da fraqueza europeia e norte-americana sobre a economia mundial.

"Hoje os astros se alinharam negativamente", resumiu Ernesto Leme, CEO da Claritas Wealth Management.

Isso sem contar o nervosismo que já passeava pelas mesas de operações antes mesmo do início dos negócios, prestes ao fim do prazo de pagamento de empréstimos feitos a bancos pelo Banco Central Europeu da ordem de 442 bilhões de euros esta semana.

Nas bolsas, o resultado não poderia ser outro: o índice acionário chinês fechou na mínima em 14 meses, enquanto o europeu encontrou o piso em 3 semanas e os principais de Nova York recuaram cerca de 3 por cento. O S&P caiu 3,1 por cento para chegar a novo piso em 8 meses.

Não por acaso, quem mais puxou a bolsa paulista para baixo foram ações de empresas ligadas a commodities, principal elo comercial do país com o mundo. O papel preferencial da Vale despencou 4,8 por cento, cotado a 39,03 reais. Nem mesmo a elevação do rating da companhia pela Fitch, para BBB+, foi suficiente para levantar o ânimo dos investidores.

Outra mineradora, a MMX, foi ainda mais longe, tombando 7,3 por cento, a 10,75 reais, com a pior performance do índice, que teve apenas quatro altas.
Embora a apatia tenha estado presente em todos os setores indistintamente, alguns deles, como os de siderurgia, construção civil, eletricidade e financeiro, foram atingidos mais duramente.

A consistência do pessimismo foi ilustrada pelo giro financeiro da sessão, que somou 7,6 bilhões de reais, justamente o oposto do que ocorreu nos últimos dias, quando a Bovespa tocou as máximas em mais de um mês.

"Uma queda com volume como esse é um indicativo bem ruim para o mercado", acrescentou Leme.

Segundo ele, no caso brasileiro o movimento tem boa participação dos estrangeiros, investidores que ampliaram a exposição na bolsa paulista em 435,9 milhões de reais até o dia 25.

© Thomson Reuters 2010 All rights reserved.
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE65S0OQ20100629?sp=true

China compra óleo de soja do Brasil

29/06/2010 - Reuters

A China comprou óleo de soja do Brasil em parte com embarque em junho e julho, uma vez que uma disputa comercial suspendeu as importações da Argentina, principal exportador, informou nesta terça-feira a Oil World.

"A China adquiriu uma ampla quantidade de 400 a 500 mil toneladas de óleo de soja do Brasil, das quais cerca de 260 mil toneladas estão sendo exportadas em junho e aproximadamente 150 mil toneladas em julho", acrescentou a consultoria com sede em Hamburgo.

O Brasil exportou apenas 44 mil toneladas de óleo de soja para a China em maio. Não está claro quando as aquisições foram feitas.

A China, um grande comprador de óleo de soja, bloqueou em março as importações da Argentina, maior exportador mundial, após o país sul-americano adotar tarifas antidumping sobre alguns produtos chineses.

A China também tem comprado óleo de soja dos Estados Unidos, informou a Oil World.

Em junho, os EUA registraram sua primeira venda de óleo de soja para a China desde abril de 2009, e há expectativas de mais vendas uma vez que o país asiático procura alternativas à oferta argentina.

"Os Estados Unidos devem embarcar pelo 115 mil toneladas de óleo de soja para a China, das quais a maior parte (será entregue) em julho", disse ele.

A Oil World estimou que a China vai importar pelo menos 700 mil toneladas de óleo de soja em julho/setembro de 2010, provavelmente o suficiente para cobrir suas necessidades e apenas ligeiramente abaixo das 782 mil toneladas importadas no mesmo período do ano anterior.

"As amplas aquisições chinesas de óleo de soja brasileiro vão provocar uma apreciação dos preços brasileiros e devem resultar em uma escassez de oferta no mercado doméstico (brasileiro)", completou a consultoria.

O Brasil pode precisar importar óleo de soja da Argentina em julho para atender às suas necessidades domésticas por conta das amplas exportações chinesas, acrescentou a Oil World.

"Enquanto isso, os tradicionais consumidores brasileiros vão trocar para a origem argentina, o que vai manter as exportações da Argentina relativamente altas em junho e julho, principalmente para a Índia."

Receio na economia faz bolsas cairem em New York


O mercado norte-americano de ações registra queda forte nesta tarde, com a intensificação das preocupações quanto à perspectiva da economia global. Os ativos considerados de maior risco estão em queda forte e os investidores estão buscando opções mais seguras, como os títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

O movimento de venda de ações se acelerou depois da divulgação do índice de confiança do consumidor dos EUA, que caiu mais que se previa. O índice de indicadores antecedentes da China, referente a abril, também ficou abaixo das previsões, abalando as esperanças de que a demanda chinesa poderia contrabalançar a debilidade econômica da Europa e dos EUA. Também se intensificaram os temores quanto à saúde dos bancos europeus.

"Existe alguma preocupação de que a China não será a locomotiva de crescimento que pensávamos que fosse. Muitos investidores estavam atrelando seus sonhos à ideia de que o crescimento da China nos tiraria de nossos problemas. Sem dúvida, há um abalo naquela crença hoje", comentou Len Blum, da Westwood Capital.

Entre os componentes do índice Dow Jones, as ações da Alcoa caíam 5,17%, as da American Express recuavam 4,73% e as da Boeing perdiam 5,32%. Às 14h41 (horário de Brasília), o índice Dow Jones recuava 2,59%, para 9.875 pontos, o Nasdaq caía 3,40%, para 2.145 pontos, e o S&P 500 registrava baixa de 2,98%, para 1.042 pontos.

As negociações com ações do Citigroup foram interrompidas por cinco minutos, após os papéis registrarem um declínio de 15%, para US$ 3,32. A interrupção é resultado do novo sistema que suspende as negociações de um único papel se houver uma baixa muito acentuada nos preços. Às 14h42 (horário de Brasília), as ações do Citi caíam 6,25%.

Fonte: Folha de São Paulo
http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=70513

29/06 - 07:55 - Leilões do governo 'puxam' cotação do milho em junho

Os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) promovidos pelo governo garantiram alguma sustentação aos preços do milho no mercado doméstico em junho, realçou análise da Céleres divulgada ontem. A consultoria lembra que foram três leilões desde 27 de maio, e que a alta do preço médio no mercado disponível foi de 3% no mês passado na comparação com maio.

A Céleres pondera que, apesar da recuperação, o patamar de negociações segue baixo para junho, ainda que o nível médio alcançado tenha sido o maior do ano, semelhante ao de janeiro. Em Cascavel, no Paraná, a saca chegou a R$ 17,07 no mês passado, o maior valor entre as praças pesquisadas pela consultoria.

A empresa também informou que seu levantamento sobre a atual colheita da produção de inverno de milho mostrou que 17,2% das lavouras semeadas no Centro-Sul do país já foram colhidas.

O clima favoreceu as principais áreas de produção no mês passado, mas em Mato Grosso a situação segue menos confortável. Conforme a Céleres, a umidade dos solos mato-grossenses está baixa e as plantações ainda poderão ser mais prejudicadas.

Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, junho 28, 2010

Milho:


As produtividades colhidas começam a reduzir, mesmo assim, já há milho sendo estocado ao ar livre

COLHEITA: No último acompanhamento de colheita de milho divulgado na quinta‐feira (25) o Imea estimou que haviam sido colhidos 24,8% da área contra 11,1% do ano anterior. A evolução semanal de 12,7% segue em linha com os anos anteriores. As regiões mais adiantadas são o Médio‐Norte com 31,1%, o Norte com 32,9% e o Nordeste com 30,2%. As médias de produtividade já começam a diminuir em Campo Verde, de 110 sacas da semana anterior estão colhendo cerca de 95 sacas, e em Lucas do Rio Verde as médias passaram de 90 para 85 sacas. Esta cidade é a que está com os trabalhos de colheita mais adiantada do estado, mesmo com a normal queda na produtividade o cereal já começou a ser “estocado” fora dos armazéns, o que parece ter se tornado uma prática comum para esta época do ano, resultado da combinação de baixos preços e fluxo de armazenagem.

Fonte: IMEA
http://www.imea.com.br/upload/publicacoes/arquivos/2010_06_25_BSMilho.pdf

Projeções apontam queda da produção de soja em 2010/11


Principal justificativa para as projeções iniciais de órgãos estrangeiros de retração da produção brasileira de soja na safra 2010/11, a expectativa de queda das cotações internacionais do grão no segundo semestre já contaminam também as primeiras estimativas domésticas para o plantio do carro-chefe do agronegócio nacional na próxima temporada.

Em linha com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e com a publicação alemã "Oil World", a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja/MT) divulgou na semana passada que a área plantada com o grão no Estado, que lidera a colheita do produto no país, deverá cair 2% na temporada que começará a ser semeada em setembro.

Serão, conforme a entidade, 6,094 milhões de hectares em 2010/11, ante os 6,217 milhões de 2009/10, e só haverá incremento na região nordeste do Estado. No ciclo passado, a produção mato-grossense alcançou 18,81 milhões de toneladas, conforme a Aprosoja/MT, 7,8% mais que em 2008/09. Este incremento foi garantido pelo aumento da área (9,1%), já que, conforme a associação, a produtividade das lavouras caiu quase 1%.

USDA e "Oil World" não divulgaram previsões para a área plantada de soja no Brasil na próxima safra, apenas para o volume de produção. Para o ministério americano, serão 65 milhões de toneladas no total, 5,8% menos que em 2009/10 a publicação alemã prevê 66,5 milhões, queda de 2,1%. Ambos também estimam reduções para a colheita dos EUA, o maior país produtor de soja do mundo, e para a Argentina, o terceiro no ranking que tem o Brasil em segundo.

Consultado pelo Valor no início de junho sobre os números de USDA e "Oil World", o analista Flavio Roberto de França Junior, da Safras&Mercado, dizia que havia muitas incertezas sobre o comportamento dos preços nos próximos meses e, consequentemente, sobre o plantio de soja no Brasil, que tem vocação natural para a oleaginosa - como a Argentina e ao contrário dos EUA, onde o milho é o grão preferido.

Ouvido na semana passada, Antonio Sartori, da corretora gaúcha Brasoja, lembrou que as lavouras do Hemisfério Norte ainda estão em desenvolvimento e talvez tenham que encarar o fenômeno climático "La Niña". Com isso, reforçou, ainda é cedo para saber se os sojicultores brasileiros terão mais ou menos estímulo para plantar.

Mais de 90% da produção global de cereais e grãos está acima do Equador. Problemas por lá nos próximos dois meses podem mexer profundamente com o mercado.
As atenções estão voltadas para o Hemisfério Norte porque, se tudo correr bem, as colheitas serão cheias e os estoques globais de soja tenderão a permanecer confortáveis, em que pese a forte demanda da China, fator fundamental para evitar fortes quedas dos preços nos últimos meses.

Analistas sobretudo americanos chegaram a prever que os contratos futuros de soja poderiam cair para entre US$ 8,50 e US$ 9 por bushel na bolsa de Chicago neste primeiro semestre, o que até agora não aconteceu.

Os papéis para agosto - que no momento ocupam a segunda posição de entrega em Chicago, normalmente a de maior liquidez - encerraram o pregão de sexta-feira a US$ 9,41 por bushel, ganho de 1,25 centavo de dólar em relação à véspera. Na semana, contudo, houve queda acumulada de 1,1%.

Com as incertezas, Sartori também questiona a visão quase geral de que os estoques globais de soja crescerão em 2010/11. Nos EUA sim mas no mundo, diz, a mudança da correlação de forças no mercado de soja, que ganhou muito mais peso da América do Sul nas últimas décadas, pode significar que não. Em razão dessa mudança, ele crê que previsões para os estoques globais finais como a do USDA deveriam projetar o cenário em 31 de janeiro - e não em 31 de agosto, quando só a produção do Hemisfério Norte está definida.

Há 20 anos, apontou , os EUA respondiam por 54 milhões de toneladas de uma produção mundial de 107 milhões hoje, representam cerca de 90 milhões em um total de pelo menos 250 milhões.


Fonte: Valor Econômico

domingo, junho 27, 2010

Análise do mercado do Trigo

TRIGO BRASIL ·
Preço médio do trigo no Paraná fecha a semana com queda de 2,1%
Nos dois principais estados produtores de trigo do país, Paraná e Rio Grande do Sul, mais uma vez os preços do trigo caíram, sendo que a oscilação foi praticamente irrelevante neste último e bastante significativa no primeiro. No Rio Grande do Sul a queda foi de 0,3%, com o preço médio passando de R$21,50, registrado na semana anterior, para R$ 21,44 esta semana. A pequena variação deveu-se a uma queda pontual na região de Bagé, no Sudoeste do estado, onde a saca está sendo comercializada esta semana a R$ 21,00, com queda de R$ 1,00 em relação ao preço da semana passada. Este preço é sem dúvida o menor do ano no Rio Grande do Sul, sendo que havia sido registrado um preço tão baixo na última semana de março. No Paraná, as cotações atingiram também os menores níveis do ano, mostrando que a cada oferta de venda por parte dos produtores ou suas cooperativas, acaba irremediavelmente fazendo com que os preços caiam, mesmo já estando em níveis muito baixos. Na sexta-feira passada, o preço médio do estado era de R$ 22,83 a saca de 60 kg, e ao final desta semana, chegamos a exatos R$ 22,35, ou seja, uma queda de 2,1% em um período tão curto. Londrina e Guarapuava registraram as maiores perdas, de 5% para a primeira e 4,3% para a segunda. Em Londrina, em especial, os produtores já não encontram alternativa, e após segurarem ao máximo suas cotações ao longo destes seis meses, acabaram cedendo, e agora praticam preços muito semelhantes ao restante do estado. A partir de julho, com a intensificação da colheita da safrinha e com o escoamento lento da safra de verão, os preços do trigo serão ainda mais pressionados, pois é preciso optar por continuar armazenando o trigo, ou dar espaço para o milho, já que ambos estão com preços de mercado em queda na última semana. A decisão é difícil, mas está pendendo contra o trigo, já que o milho já conta com uma política de comercialização definida praticamente até o final do ano, através dos leilões de PEP do governo, enquanto que para o trigo, não se tem nenhuma definição até o momento
Fonte: AF News

Em busca de ganhos de escala e eficiência no setor cooperativista

A consolidação no setor cooperativista é uma forma de as organizações ganharem eficiência e continuarem competitivas para se contrapor ao movimento de concentração das corporações. Essa é a avaliação de Fábio Chaddad, professor de economia agrícola na Universidade de Missouri, nos EUA, e professor visitante do Insper.

"Da mesma forma que para Brasil Foods, Marfrig e JBS, faz sentido para as cooperativas se consolidarem para ganhar eficiência, economia de escala e continuarem competitivas", diz Chaddad. A BRF é resultado da união de Perdigão e Sadia, e JBS e Marfrig fizeram várias aquisições no Brasil e no exterior recentemente.

Segundo ele, o segmento de cooperativas ainda não viveu um forte movimento de consolidação porque há resistência política. "Mas nos próximos cinco anos vamos ver muito mais consolidação porque faz sentido econômico e para [as cooperativas] se contraporem à consolidação das S.As".

Em outros países, como EUA e Nova Zelândia, a consolidação de cooperativas já ocorreu há anos, sobretudo em lácteos. Os números do setor nesses países mostram que o movimento foi bem-sucedido. Nos EUA, lembra Chaddad, a Dairy Farmers of America (DFA) - resultado da fusão de quatro cooperativas regionais em 1998 - , fatura US$ 10 bilhões por ano e responde por um terço do leite produzido no país.

Há ainda a neo-zelandesa Fonterra, resultado da união, em 2001, de três centrais cooperativas e que é hoje a maior exportadora de lácteos do mundo, com mais de um terço do mercado internacional. A central cooperativa fatura US$ 10 bilhões por ano e tem 95% do mercado da Nova Zelândia. "Até a década de 50, quando começou a granelização de leite na Nova Zelândia, havia 300 cooperativas. A partir disso começou a consolidação. Nos anos 90, caíram para 12 cooperativas e hoje são apenas três", lembra Chaddad. Das três, uma é a Fonterra e as outras duas atuam em nichos de mercado.

"O mercado impõe que as cooperativas cresçam", diz. Mas também há espaço para as pequenas, que podem ocupar nichos, onde a escala não é relevante. No Brasil, a mineira Itambé costura uma fusão com outras quatro centrais - Centroleite, Confepar, Cemil e Minas Leite - baseando-se justamente nos modelos da Fonterra e da DFA. Chaddad assessorou as cooperativas no projeto.


O especialista não considera o recente movimento de consolidação no Brasil como reflexo de problema no modelo de organização cooperativista. De fato, Chaddad avalia que as cooperativas "têm governança melhor do que as S.As". E lembra os exemplos passados de escândalos financeiros envolvendo grandes multinacionais, como a americana Enron e a italiana Parmalat.

"Não se vê episódios dessas proporções nas cooperativas", afirma. Uma das razões, avalia, é que as cooperativas tendem ser muitos mais conservadoras que as corporações. "Os associados conhecem muito mais de cooperativas do que os acionistas de S.A", compara.

Além de precisarem ganhar escala e eficiência, as cooperativas têm recorrido às fusões porque foram afetadas pelas adversidades decorrentes da crise financeira, no fim de 2008.

A volatilidade nas commodities, diz Chaddad, ampliou a necessidade de capital das organizações para manter as operações de hedge nas bolsas de grãos, o que pode ter afetado a capacidade financeira de parte delas. A alavancagem e a excessiva diversificação em algumas cooperativas também pode ter levado às dificuldades financeiras, admite, ponderando que, "em geral, as cooperativas são mais conservadoras".

Fonte: Valor Econômico

Milho: Conselho Monetário Nacional mantém preço mínimo

O preço mínimo de garantia do milho foi mantido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), segundo informação do secretário adjunto de Política Agrícola, Gilson Bittencourt, do Ministério da Fazenda. "Existiu discussão forte entre os ministérios da Agricultura e da Fazenda e se entendeu que, neste momento, o melhor seria manter o preço do milho", afirmou.

O Ministério da Fazenda queria claramente que o preço fosse reduzido, mas deixou as portas abertas para que a Agricultura apresentasse argumentos para que não houvesse alteração. De acordo com Bittencourt, a expectativa da Agricultura é a de que com o início dos leilões de comercialização realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) haverá um equilíbrio dos preços. "Na prática, em relação ao milho, a expectativa é esperar um pouco para ver os desdobramentos desse processo", afirmou Bittencourt. Ele salientou que a Fazenda acatou a avaliação da Agricultura porque espera-se uma reação dos preços com as operações.

Qualquer alteração determinada hoje pelo CMN só valeria a partir da próxima safra ou da próxima data prevista de alteração de preço mínimo de garantia. Em última instância, segundo o secretário adjunto, poderá haver alterações no preço do milho até dezembro deste ano. "Mas quanto mais tarde pior, pois há o comprometimento do agricultor com a sua produção", relatou.

Bittencourt explicou ainda que não ficou definido um prazo para verificar o comportamento dos preços do mercado. "Só faremos monitoramento", resumiu. De acordo com ele, o preço mínimo do milho é de R$ 13,98 a saca em Mato Grosso R$ 17,46 no Sul e de R$ 19,02 no Nordeste. Ele afirmou que, não necessariamente, os preços de mercado terão de chegar a esses níveis para o governo considerar se estão em valor adequado.

Fonte: Só Notícias

Valorização estimula vendas da soja no mercado

25/06/2010 14:26:27

A pequena valorização no preço do bushel de soja (equivalente 27,215 quilos do grão) em Chigaco estimulou as vendas futuras em Mato Grosso. O preço que passou de US$ 9,30, aproximadamente, para US$ 9,70, devido ao anúncio de um suposto problema climático que os Estados Unidos e a China enfrentariam, animou os produtores do Estado que temem um achatamento das cotações por causa de uma supersafra americana. As vendas futuras estão 5,2% mais adiantadas que no mesmo período do ano passado, quando 5,4% haviam sido comercializados. Este ano, 10,6% dos 6,094 milhões de hectares que devem ser plantados estão com a produção vendida.

Aliado à pequena valorização, a necessidade de comercializar para garantir recursos para a compra de insumos da próxima safra influenciou as vendas. É o que explica Karine Gomes Machado, técnica de grãos da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso(Famato). Ela explica que os baixos preços da soja nesta safra estão forçando os produtores rurais a iniciar a comercialização e assim aumentar a rentabilidade.

O diretor da Associação dos Produtores de Soja de Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Fávaro diz que as venda futuras são decorrentes desta pequena valorização e do possível achatamento de preço na safra 2010/2011 em consequência de uma supersafra. "Os brasileiros aproveitaram a oportunidade para garantir venda", explica Fávaro que também comenta que esta é uma recomendação. "Se a supersafra for confirmada os preços cairão muito e os prejuízos serão grandes. Por isso os produtores devem ficar de olho porque qualquer valorização no mercado externo pode ser uma boa oportunidade".

Milho- Por sua vez, o milho está com a comercialização em baixa em virtude dos baixos preços conquistados. Carlos Fávaro explica que sem liquidez, os produtores estão preferindo reter as vendas. Assim, a comercialização, que neste período do ano passado era de 28,9% do total plantado, no último dia 23 estava em 26,4%, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Quanto ao leilão de Prêmio para Escoamento da Produção (PEP), que seria realizado nesta quinta-feira (27) e foi cancelado a pedido do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já foi remarcado para dia 1º de julho. Em Mato Groso serão ofertadas 600 mil toneladas. O cancelamento ocorreu para revisão técnica dos resultados dos leilões anteriores.

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Fonte: Só Notícias/
http://www.cooperalfa.com.br/2010/pagina.php?menu=noticias_novidades_mostra&idmateria=549