FEIJÃO CARIOCA
Em dia de mercado lento todos os compradores viraram observadores esperando o que vai acontecer. A sensação de baixa é geral e a pergunta é: onde esta o piso deste momento? Os produtores paulistas pediram R$ 130/140 mas também ouviram contra ofertas na casa de R$ 120. Estamos percorrendo Minas e Goiás esta semana e percebermos um aumento de área a ser quantificado em breve nos pivôs. Percebe-se, em Cristalina, que a área de trigo diminuiu muito este ano e que a substituição evidentemente foi por feijão. Nesta região o indicativo foi de R$ 130. Em Paracatu ocorre aumento de área também, nesta praça a pedida de vendedores era, no fim da tarde, pouco abaixo de R$ 130 sem compradores. Amanhã estaremos em Unaí e na Coopa-DF e estaremos informando as condições daquela região. Em breve também disponibilizaremos detalhes desta lavouras. A notícia de plantio no Mato Grosso confirma que os pivôs em Primavera do Leste, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop, Tangará e Campo Novo do Parecis, a maioria com carioca, estão dentro da normalidade. Nesta madrugada, o volume total disponibilizado em São Paulo entre amostras depositadas no interior e carretas na região do Brás somaram 18.200 sacas com venda de 50% e saldo por volta de 07h30 de 9.100 sacas. Os preços registrados foram R$ 130 para nota 9, R$ 125 para 8,5; R$ 120 para grãos com nota 8 e R$ 105 para o nota 7.
FEIJÃO PRETO
Os produtores que tem vencimentos de seus financiamentos nos próximos dias estão decididos a não correr o risco de ver os compradores optarem por feijão argentino. Ontem, decidiriam vender e aceitaram inclusive em alguns poucos lotes valores abaixo de R$ 75/80. Nada que mude substancialmente o mercado mas aponta para um esvaziamento mais rápido dos últimos lotes de feijão que estavam em mãos de produtores. Com o dólar nervoso, ontem, alguns importadores que vendem em saco no mercado interno decidiram esperar um pouco para dar sequência as negociações, afinal a notícia do novo imposto na Argentina e mais um cambio desfavorável tornam as operações complicadas com a estreita margem que estão auferindo neste momento.
Fonte: Correpar
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