O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira que a safra de 2011 de cereais, leguminosas e oleaginosas deve ficar abaixo da de 2010, apesar da previsão de aumento na área colhida. Uma das explicações, segundo o instituto, é a perda de produtividade esperada em decorrência do fenômeno La Niña, que deixa o tempo mais seco no centro e no sul do país.
De acordo com o IBGE, a produção total de grãos deve somar 144,5 milhões de toneladas em 2011. O número é 2,8% inferior à safra esperada para 2010, que sofreu uma pequena revisão entre setembro e outubro, passando de 148,9 milhões para 148,8 milhões de toneladas --volume que, se confirmado, superará em 1,9% os 146 milhões de toneladas colhidos em 2008, ano de safra recorde no país. Em relação a 2009, a alta chega a 11%.
Já a área colhida deve passar de 46,6 milhões de hectares em 2010 para 47,4 milhões de hectares em 2011, o que representa um acréscimo de 1,7%.
"O rendimento em 2010 foi muito bom por causa das condições climáticas favoráveis", diz o gerente da Coordenaçãode Agropecuária do IBGE, Mauro Andreazzi, destacando que a safra de 148,8 milhões de toneladas apontada pelo último levantamento agrícola supera em 6,8% o primeiro prognóstico para o ano, realizado ainda em 2009, que previa produção de 139,3 milhões de toneladas.
Segundo ele, é possível que o prognótico para 2011 também seja superado, mas isso vai depender da força do La Niña. O fenômeno climático, causado pelo resfriamento das águas do Pacífico, já levou à redução das chuvas em alguns estados do sul e do centro do país.
"O tempo seco na época do plantio prejudica o desenvolvimento da planta e afeta a produção", diz Andreazzi, para quem as culturas de soja e milho devem ser as mais prejudicadas.
"Mas, se a natureza contribuir e o fenômeno não for tão severo, é possível que tenhamos nova safra recorde, já que a área plantada é maior", diz.
Fonte: Folha de S. Paulo
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quinta-feira, novembro 11, 2010
Conab venderá estoque para combater inflação
Alarmado com a escalada inflacionária de alguns alimentos, o governo decidiu fazer amplos leilões de venda direta dos estoques públicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A prioridade é conter os preços do milho, matéria-prima essencial para a produção de carnes, e do feijão, produto cuja disparada nas cotações tem assustado consumidores em plena entressafra.
O governo prepara um leilão de 300 mil toneladas de milho em venda direta para os próximos dias. Em seguida, fará pregões de até 1 milhão de toneladas na modalidade "VEP" - um subsídio ao frete pago ao consumidor do produto (frigoríficos, granjas, esmagadoras). Para o feijão, a Conab fará leilões até dezembro, quando começa a entrar no mercado a "safra das águas" da leguminosa. Hoje, a estatal leiloará 30 toneladas de feijão em vários Estados.
Na terça-feira, uma portaria foi assinada pelos ministros da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento para acelerar a venda dos estoques. "A ordem é conter a alta de preços usando os estoques", diz o diretor da Conab, Sílvio Porto. "Há muita demanda e a oferta está apertada".
Somados à redução da oferta e ao aumento da demanda nos Estados Unidos, o atraso no plantio da safra brasileira e a expansão do consumo, sobretudo na China, elevaram em 40% as cotações internacionais do milho neste ano. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou ontem que está "preocupado" em manter uma "oferta equilibrada" de milho para "não influenciar uma alta de preços que possam elevar a inflação". Há sinais são evidentes como a "fila" para embarque de milho em alguns portos do país.
Os armazéns do governo têm 5,44 milhões de toneladas de milho e 160,6 mil toneladas de feijão (preto e cor). Nos cálculos da Conab, existiriam outras 4,12 milhões de toneladas de milho vinculadas ao compromisso de compra pelo governo na modalidade "opções de venda", mecanismo usado por produtores como proteção de preços. Mas com os preços em alta, os produtores devem optar por vender boa parte desse milho no mercado, e não ao governo, o que reduzirá a margem de manobra oficial.
A segunda estimativa da nova safra, divulgada ontem pela Conab, mostram um aperto na oferta de milho no ciclo 2010/11. Pelos novos dados, os produtores devem colher entre 6% a 7,5% menos milho no país, um déficit que pode superar 4 milhões de toneladas. O efeito negativo do fenômeno "La Niña" e a redução na área plantada e na produtividade são as causas. Os estoques de milho devem ser os mais baixos desde o ciclo 2006/07.
Para o feijão, a situação da oferta é um pouco melhor, mas a variável climática ainda é preocupante. No total, os produtores devem colher até 7% mais do que no ciclo anterior, chegando a 3,44 milhões de toneladas. Em São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, porém, a colheita deve pressionar a demanda. Com o mercado em entressafra, a oferta é restrita e os preços seguem acima do mínimo de garantia de R$ 80 por saca - cotada a R$ 110 em SP e R$ 130 na Bahia.
A Conab estimou a nova safra em uma média de 147,54 milhões de toneladas - de 146,26 milhões a 148,82 milhões de toneladas. Essa média, se confirmada, seria 0,82% inferior ao ciclo anterior. A área plantada média deve situar-se em 47,62 milhões de hectares, pouco dos 47,36 milhões registrados em 2009/10.
Para a soja, carro-chefe da produção nacional, a Conab prevê colheita de até 69 milhões de toneladas, ou 0,5% superior ao ciclo anterior. No algodão, é possível uma safra de 2,72 milhões de toneladas de caroço, ou 47,5% acima de 2009/10.
A nova estimativa da Conab trouxe previsões favoráveis à elevação da oferta de arroz e trigo no país. No caso do arroz, a produção poderia chegar a 12,3 milhões de toneladas, ou até 9,3% acima das 11,26 milhões de toneladas do ciclo anterior. Para o trigo, a previsão da Conab estima um forte aumento da produção. A colheita poderia expandir-se até 11,5%, para 5,6 milhões de toneladas.
Fonte: Valor Econômico
O governo prepara um leilão de 300 mil toneladas de milho em venda direta para os próximos dias. Em seguida, fará pregões de até 1 milhão de toneladas na modalidade "VEP" - um subsídio ao frete pago ao consumidor do produto (frigoríficos, granjas, esmagadoras). Para o feijão, a Conab fará leilões até dezembro, quando começa a entrar no mercado a "safra das águas" da leguminosa. Hoje, a estatal leiloará 30 toneladas de feijão em vários Estados.
Na terça-feira, uma portaria foi assinada pelos ministros da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento para acelerar a venda dos estoques. "A ordem é conter a alta de preços usando os estoques", diz o diretor da Conab, Sílvio Porto. "Há muita demanda e a oferta está apertada".
Somados à redução da oferta e ao aumento da demanda nos Estados Unidos, o atraso no plantio da safra brasileira e a expansão do consumo, sobretudo na China, elevaram em 40% as cotações internacionais do milho neste ano. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou ontem que está "preocupado" em manter uma "oferta equilibrada" de milho para "não influenciar uma alta de preços que possam elevar a inflação". Há sinais são evidentes como a "fila" para embarque de milho em alguns portos do país.
Os armazéns do governo têm 5,44 milhões de toneladas de milho e 160,6 mil toneladas de feijão (preto e cor). Nos cálculos da Conab, existiriam outras 4,12 milhões de toneladas de milho vinculadas ao compromisso de compra pelo governo na modalidade "opções de venda", mecanismo usado por produtores como proteção de preços. Mas com os preços em alta, os produtores devem optar por vender boa parte desse milho no mercado, e não ao governo, o que reduzirá a margem de manobra oficial.
A segunda estimativa da nova safra, divulgada ontem pela Conab, mostram um aperto na oferta de milho no ciclo 2010/11. Pelos novos dados, os produtores devem colher entre 6% a 7,5% menos milho no país, um déficit que pode superar 4 milhões de toneladas. O efeito negativo do fenômeno "La Niña" e a redução na área plantada e na produtividade são as causas. Os estoques de milho devem ser os mais baixos desde o ciclo 2006/07.
Para o feijão, a situação da oferta é um pouco melhor, mas a variável climática ainda é preocupante. No total, os produtores devem colher até 7% mais do que no ciclo anterior, chegando a 3,44 milhões de toneladas. Em São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, porém, a colheita deve pressionar a demanda. Com o mercado em entressafra, a oferta é restrita e os preços seguem acima do mínimo de garantia de R$ 80 por saca - cotada a R$ 110 em SP e R$ 130 na Bahia.
A Conab estimou a nova safra em uma média de 147,54 milhões de toneladas - de 146,26 milhões a 148,82 milhões de toneladas. Essa média, se confirmada, seria 0,82% inferior ao ciclo anterior. A área plantada média deve situar-se em 47,62 milhões de hectares, pouco dos 47,36 milhões registrados em 2009/10.
Para a soja, carro-chefe da produção nacional, a Conab prevê colheita de até 69 milhões de toneladas, ou 0,5% superior ao ciclo anterior. No algodão, é possível uma safra de 2,72 milhões de toneladas de caroço, ou 47,5% acima de 2009/10.
A nova estimativa da Conab trouxe previsões favoráveis à elevação da oferta de arroz e trigo no país. No caso do arroz, a produção poderia chegar a 12,3 milhões de toneladas, ou até 9,3% acima das 11,26 milhões de toneladas do ciclo anterior. Para o trigo, a previsão da Conab estima um forte aumento da produção. A colheita poderia expandir-se até 11,5%, para 5,6 milhões de toneladas.
Fonte: Valor Econômico
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11/11/2010 07:16:00 AM
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USDA ajusta para baixo oferta de grãos
Ansiosamente aguardado pelo mercado e alvo de muitas especulações na última semana, o novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre oferta e demanda de grãos naquele país e no mundo nesta safra 2010/11, divulgado Terça feira, (09/11/2010), reforçou perspectivas "altistas" para as cotações internacionais de soja e milho, mas esvaziou a tendência de ascensão do trigo.
Milho, trigo e soja são as commodities agrícolas mais negociadas no comércio global e estão entre as que mais influenciam os custos dos alimentos ao redor do globo.
A maior surpresa entre as novas estimativas do USDA caiu sobre a soja, que teve produtividade e colheita americanas mais reduzidas do que o esperado pelo órgão. O corte amenizou o efeito de projeções do aumento da produção em outras partes do mundo, inclusive no Brasil, e foi vital para as reduções das previsões para os estoques finais da oleaginosa nos EUA e no mundo.
Na bolsa de Chicago, principal referência de preços para o comércio de grãos, o reflexo foi forte. Os contratos da soja em grão com vencimento em janeiro - que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez - subiram 4,26% e alcançaram US$ 13,29 por bushel, maior valor desde 27 de agosto de 2008, segundo o Valor Data. Para alegria dos exportadores brasileiros, em 2010 a alta acumulada subiu para 26,75% em 12 meses, chegou a 36,73%.
Também em Chicago, os futuros de segunda posição do trigo recuaram ontem 1,93% e fecharam a US$ 7,6125 por bushel. Como os analistas previam, o USDA diminuiu suas estimativas para a produção e os estoques finais dos EUA, mas menos do que o esperado, e também cortou menos do que o previsto os estoques finais globais do cereal.
Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que esses números podem significar que a oferta mundial será suficiente para atender à demanda na temporada. Apesar da baixa, o trigo ainda acumula altas de 37,16% em 2010 e de 40,97% em 12 meses.
Já os preços do milho oscilaram em um dia em um padrão que costuma ser observado em dois pregões seguidos. Como a soja, chegaram a alcançar o maior patamar em 27 meses em Chicago, com queda dos estoques finais nos EUA e no mundo, conforme o USDA, mas um movimento de realização de lucros enxugou os ganhos e a segunda posição ainda teve tempo de fechar em queda de 1,5%, a US$ 5,9025. Em 2010, os ganhos ainda somam 39,13% em 12 meses, 47,47%.
A realização de lucros no mercado de milho teve relação com movimentos financeiros e apostas especulativas que também se refletiram em outras commodities, inclusive não agrícolas. Nos mercados de soja e milho, por exemplo, as posições compradas de grandes fundos estão em patamares recordes.
É certo que as apostas têm relação com os fundamentos de oferta e demanda - esta ainda aquecida e puxada por emergentes como a China - mas que foram catapultadas por turbulências, ou estratégias, que erodiram o dólar.
Tais turbulências levaram ontem o índice Reuters/Jefferies CRB, composto por 19 commodities, ao maior nível em 25 meses, com destaque também para as disparadas de produtos como cobre e ouro, além do algodão, que atingiu nova máxima em 140 anos na bolsa de Nova York. Na sexta-feira, o CRB completou 11 semanas seguidas de valorizações, no rally mais longo desde 1977.
"A paranoia recessiva americana conduziu a uma nova expansão monetária que criou condições para que apostas altistas em commodities se multiplicassem mundo afora", diz Fabio Silveira, economista da RC Consultores.
"Esta desvalorização do dólar não deixa de ser uma política protecionista sem precedentes. Só que é uma política perigosa para o sistema financeiro internacional. Isso ajuda a ampliar a aposta em ouro e outras commodities e vira inflação global".
Para Silveira, a mistura entre movimentos estritamente financeiros e aqueles diretamente ligados aos fundamentos resulta, para a análise de preços de commodities, no mais complexo quadro desde o fim da Segunda Guerra.
Mas os fundamentos estão lá, avisa. E, com os problemas climáticos que reduziram as colheitas no Hemisfério Norte e poderão fazer o mesmo no Hemisfério Sul, a corrida por grãos é acelerada.
Tão acelerada que nem a China, maior país importador de soja do mundo está tendo facilidades. "A indústria de processamento de oleaginosas está encarando um grande problema: a falta de grão", disse um executivo da chinesa CofCo à agência Bloomberg.
Fonte: Valor Econômico
Milho, trigo e soja são as commodities agrícolas mais negociadas no comércio global e estão entre as que mais influenciam os custos dos alimentos ao redor do globo.
A maior surpresa entre as novas estimativas do USDA caiu sobre a soja, que teve produtividade e colheita americanas mais reduzidas do que o esperado pelo órgão. O corte amenizou o efeito de projeções do aumento da produção em outras partes do mundo, inclusive no Brasil, e foi vital para as reduções das previsões para os estoques finais da oleaginosa nos EUA e no mundo.
Na bolsa de Chicago, principal referência de preços para o comércio de grãos, o reflexo foi forte. Os contratos da soja em grão com vencimento em janeiro - que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez - subiram 4,26% e alcançaram US$ 13,29 por bushel, maior valor desde 27 de agosto de 2008, segundo o Valor Data. Para alegria dos exportadores brasileiros, em 2010 a alta acumulada subiu para 26,75% em 12 meses, chegou a 36,73%.
Também em Chicago, os futuros de segunda posição do trigo recuaram ontem 1,93% e fecharam a US$ 7,6125 por bushel. Como os analistas previam, o USDA diminuiu suas estimativas para a produção e os estoques finais dos EUA, mas menos do que o esperado, e também cortou menos do que o previsto os estoques finais globais do cereal.
Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que esses números podem significar que a oferta mundial será suficiente para atender à demanda na temporada. Apesar da baixa, o trigo ainda acumula altas de 37,16% em 2010 e de 40,97% em 12 meses.
Já os preços do milho oscilaram em um dia em um padrão que costuma ser observado em dois pregões seguidos. Como a soja, chegaram a alcançar o maior patamar em 27 meses em Chicago, com queda dos estoques finais nos EUA e no mundo, conforme o USDA, mas um movimento de realização de lucros enxugou os ganhos e a segunda posição ainda teve tempo de fechar em queda de 1,5%, a US$ 5,9025. Em 2010, os ganhos ainda somam 39,13% em 12 meses, 47,47%.
A realização de lucros no mercado de milho teve relação com movimentos financeiros e apostas especulativas que também se refletiram em outras commodities, inclusive não agrícolas. Nos mercados de soja e milho, por exemplo, as posições compradas de grandes fundos estão em patamares recordes.
É certo que as apostas têm relação com os fundamentos de oferta e demanda - esta ainda aquecida e puxada por emergentes como a China - mas que foram catapultadas por turbulências, ou estratégias, que erodiram o dólar.
Tais turbulências levaram ontem o índice Reuters/Jefferies CRB, composto por 19 commodities, ao maior nível em 25 meses, com destaque também para as disparadas de produtos como cobre e ouro, além do algodão, que atingiu nova máxima em 140 anos na bolsa de Nova York. Na sexta-feira, o CRB completou 11 semanas seguidas de valorizações, no rally mais longo desde 1977.
"A paranoia recessiva americana conduziu a uma nova expansão monetária que criou condições para que apostas altistas em commodities se multiplicassem mundo afora", diz Fabio Silveira, economista da RC Consultores.
"Esta desvalorização do dólar não deixa de ser uma política protecionista sem precedentes. Só que é uma política perigosa para o sistema financeiro internacional. Isso ajuda a ampliar a aposta em ouro e outras commodities e vira inflação global".
Para Silveira, a mistura entre movimentos estritamente financeiros e aqueles diretamente ligados aos fundamentos resulta, para a análise de preços de commodities, no mais complexo quadro desde o fim da Segunda Guerra.
Mas os fundamentos estão lá, avisa. E, com os problemas climáticos que reduziram as colheitas no Hemisfério Norte e poderão fazer o mesmo no Hemisfério Sul, a corrida por grãos é acelerada.
Tão acelerada que nem a China, maior país importador de soja do mundo está tendo facilidades. "A indústria de processamento de oleaginosas está encarando um grande problema: a falta de grão", disse um executivo da chinesa CofCo à agência Bloomberg.
Fonte: Valor Econômico
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11/11/2010 06:59:00 AM
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quarta-feira, novembro 10, 2010
Fiscalização identifica agrotóxicos fabricados com ingredientes vencidos desde 2007
Fiscalização identifica agrotóxicos fabricados com ingredientes vencidos desde 2007
Registro no Ministério da Agricultura é requisito obrigatório para produção e comercialização de defensivos agrícolas no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou, nesta terça, dia 9, cerca de 60 mil litros do agrotóxico Clorpirifós Técnico na fábrica da Fersol Indústria e Comércio S.A, em Mairinque (SP). A substância não possuía o registro do produto técnico importado da Índia. Além disso, a empresa não possuía registro junto ao Ministério da Agricultura para produzir o referido produto técnico, utilizado para formular o agrotóxico Clorpirifós Fersol 480 EC, autorizado para uso em 14 culturas.
O registro no Ministério da Agricultura é requisito obrigatório para produção e comercialização de agrotóxicos no Brasil.
– Agrotóxicos sem registro não passaram por avaliação dos órgãos competentes, portanto são produzidos de forma clandestina e sem nenhuma segurança para a saúde dos trabalhadores rurais e dos consumidores – afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.
Durante a fiscalização, também foi identificado que mais de dois terços dos estoques de matérias primas e componentes utilizados pela Fersol para produção de agrotóxicos e inseticidas, que correspondem a mais de 200 mil litros de produtos, estavam com os prazos de validade vencidos.
– Em alguns casos, foram encontrados produtos vencidos desde 2007 – complementa Álvares.
Devido às irregularidades encontradas, a Polícia Civil Especializada em Crimes Contra Saúde Pública do Estado de São Paulo prendeu o responsável técnico da fábrica. Do ponto de vista sanitário, as infrações encontradas podem ser penalizadas com a aplicação de multas de até R$1,5 milhão.
Clorpirifós
Clorpirifós integra o grupo químico dos organofosforados, que geram alto risco à saúde e que podem levar a problemas no sistema nervoso e a déficits de função cognitiva. Em 2004, a Anvisa reavaliou o Clorpirifós e concluiu que as intoxicações causadas pelo referido ingrediente ativo podem provocar distúrbios cerebrais e no desenvolvimento de crianças.
No mesmo ano, a Agência proibiu o uso de inseticidas de uso doméstico e coletivos à base de Clorpirifós. Na época, a decisão foi tomada para evitar danos à saúde decorrentes da ação neurotóxica desses inseticidas.
Fonte: ANVISA
Registro no Ministério da Agricultura é requisito obrigatório para produção e comercialização de defensivos agrícolas no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou, nesta terça, dia 9, cerca de 60 mil litros do agrotóxico Clorpirifós Técnico na fábrica da Fersol Indústria e Comércio S.A, em Mairinque (SP). A substância não possuía o registro do produto técnico importado da Índia. Além disso, a empresa não possuía registro junto ao Ministério da Agricultura para produzir o referido produto técnico, utilizado para formular o agrotóxico Clorpirifós Fersol 480 EC, autorizado para uso em 14 culturas.
O registro no Ministério da Agricultura é requisito obrigatório para produção e comercialização de agrotóxicos no Brasil.
– Agrotóxicos sem registro não passaram por avaliação dos órgãos competentes, portanto são produzidos de forma clandestina e sem nenhuma segurança para a saúde dos trabalhadores rurais e dos consumidores – afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.
Durante a fiscalização, também foi identificado que mais de dois terços dos estoques de matérias primas e componentes utilizados pela Fersol para produção de agrotóxicos e inseticidas, que correspondem a mais de 200 mil litros de produtos, estavam com os prazos de validade vencidos.
– Em alguns casos, foram encontrados produtos vencidos desde 2007 – complementa Álvares.
Devido às irregularidades encontradas, a Polícia Civil Especializada em Crimes Contra Saúde Pública do Estado de São Paulo prendeu o responsável técnico da fábrica. Do ponto de vista sanitário, as infrações encontradas podem ser penalizadas com a aplicação de multas de até R$1,5 milhão.
Clorpirifós
Clorpirifós integra o grupo químico dos organofosforados, que geram alto risco à saúde e que podem levar a problemas no sistema nervoso e a déficits de função cognitiva. Em 2004, a Anvisa reavaliou o Clorpirifós e concluiu que as intoxicações causadas pelo referido ingrediente ativo podem provocar distúrbios cerebrais e no desenvolvimento de crianças.
No mesmo ano, a Agência proibiu o uso de inseticidas de uso doméstico e coletivos à base de Clorpirifós. Na época, a decisão foi tomada para evitar danos à saúde decorrentes da ação neurotóxica desses inseticidas.
Fonte: ANVISA
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11/10/2010 07:31:00 AM
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segunda-feira, novembro 08, 2010
As exportações brasileiras de carne bovina devem fechar o ano com uma receita perto de US$ 5 bilhões
As exportações brasileiras de carne bovina devem fechar o ano com uma receita perto de US$ 5 bilhões. A previsão foi feita hoje pelo presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, na capital paulista. Se for confirmada a estimativa, o setor registrará crescimento de cerca de 20% em relação ao ano passado - US$ 4,12 bilhões - e se aproximará da receita alcançada em 2008, quando as exportações chegaram a US$ 5,33 bilhões. "Se não alcançarmos a cifra de US$ 5 bilhões, seguramente estaremos perto. Em relação à quantidade, acredito que a gente chegue por volta de 1,8 milhão toneladas equivalente à carcaça", afirmou. Em 2008, em volume, exportou-se 1,924 milhão de toneladas, enquanto que em 2008 o valor chegou a US$ 2,163 milhões.
De acordo com o balanço divulgado pela associação, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram US$ 4,11 bilhões no acumulado do ano (entre janeiro e outubro), resultado 22% maior do que o registrado em igual período no ano passado (US$ 3,37 bilhões). Em volume, o Brasil exportou 1,495 milhão de toneladas em dez meses deste ano ante 1,472 milhão de toneladas comercializadas no mesmo período de 2009.
No mês de outubro, as exportações de carne bovina chegaram a US$ 419 milhões, valor 11% maior do que as do mesmo mês do ano passado, quando as vendas para o exterior renderam US$ 378 milhões. Porem, em volume, houve queda. Ela foi motivada principalmente pelo bloqueio europeu à carne brasileira. Os números da Abiec mostram que, em volume, foram exportadas 134 milhões de toneladas em outubro deste ano contra 155 milhões de toneladas do mesmo período de 2009.
Segundo Camardelli, o aumento na receita e a diminuição em relação ao volume no mês de outubro se deve a uma conjuntura de fatores. "Temos hoje um mercado bastante atribulado, leia-se a Europa com essa blindagem excessiva; temos também harmonização de preços na matéria-prima em todo o mundo, no caso o boi, o que estabelece uma competição igual para todo mundo; e temos uma taxa cambial bastante complicada", disse.
De acordo com ele, essa diversidade de fatores implica numa oferta menor de animais e o alto custo dessa matéria-prima (boi) leva o setor a fazer rearranjos e selecionar países onde possa ter mais rentabilidade. Para obter números mais expressivos no próximo ano, o presidente da associação diz que os criadores pretendem conquistar espaço em mercados como Japão, Coreia, Taiwan, Estados Unidos, Canadá e México, apostando que o Brasil possa confirmar seu status sanitário nesses países. As informações são da Agência Brasil.
(Redação - Agência IN)
De acordo com o balanço divulgado pela associação, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram US$ 4,11 bilhões no acumulado do ano (entre janeiro e outubro), resultado 22% maior do que o registrado em igual período no ano passado (US$ 3,37 bilhões). Em volume, o Brasil exportou 1,495 milhão de toneladas em dez meses deste ano ante 1,472 milhão de toneladas comercializadas no mesmo período de 2009.
No mês de outubro, as exportações de carne bovina chegaram a US$ 419 milhões, valor 11% maior do que as do mesmo mês do ano passado, quando as vendas para o exterior renderam US$ 378 milhões. Porem, em volume, houve queda. Ela foi motivada principalmente pelo bloqueio europeu à carne brasileira. Os números da Abiec mostram que, em volume, foram exportadas 134 milhões de toneladas em outubro deste ano contra 155 milhões de toneladas do mesmo período de 2009.
Segundo Camardelli, o aumento na receita e a diminuição em relação ao volume no mês de outubro se deve a uma conjuntura de fatores. "Temos hoje um mercado bastante atribulado, leia-se a Europa com essa blindagem excessiva; temos também harmonização de preços na matéria-prima em todo o mundo, no caso o boi, o que estabelece uma competição igual para todo mundo; e temos uma taxa cambial bastante complicada", disse.
De acordo com ele, essa diversidade de fatores implica numa oferta menor de animais e o alto custo dessa matéria-prima (boi) leva o setor a fazer rearranjos e selecionar países onde possa ter mais rentabilidade. Para obter números mais expressivos no próximo ano, o presidente da associação diz que os criadores pretendem conquistar espaço em mercados como Japão, Coreia, Taiwan, Estados Unidos, Canadá e México, apostando que o Brasil possa confirmar seu status sanitário nesses países. As informações são da Agência Brasil.
(Redação - Agência IN)
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Brasil e da China vão firmar parcerias para desenvolver a pesquisa em Organismos Geneticamente Modificados (OGM)
Os governos do Brasil e da China vão firmar parcerias para desenvolver a pesquisa em Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e ampliar investimentos no comércio agropecuário. As decisões foram tomadas durante a 2ª reunião do Sub-Comitê de Agricultura da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível (Cosban) e do 3º Comitê Consultivo Agrícola (CCA), nesta segunda-feira, em Brasília, segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). "Brasil e China têm muitos pontos de convergência, por se tratarem de países em desenvolvimento com forte potencial na produção agrícola", declarou o diretor do Departamento de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias do Ministério, Lino Colsera. No encontro entre técnicos dos ministérios de Agricultura dos dois países, a biotecnologia voltada ao setor agrícola foi tema de destaque.
Os chineses demonstraram interesse em fortalecer a pesquisa no setor, a partir da criação de um grupo de trabalho que, anualmente, tratará do intercâmbio de informações para intensificar os estudos nos dois países. O grupo, que contará com a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), terá como foco também a biotecnologia e a agroenergia.
Para o diretor-geral de Cooperação Internacional do Ministério da Agricultura da China, Wang Ying, países que desenvolvem produtos geneticamente modificados têm mais poder no comércio internacional do agronegócio. "Acredito que Brasil e China são predominantemente líderes, inclusive, na área de pesquisa", disse.
A opinião foi compartilhada pelo coordenador de Biossegurança do Ministério da Agricultura do Brasil, Marcus Vinícius Coelho.
"As duas nações têm grande potencial em OGM, com leis bastante seguras, por isso, seria saudável esse intercâmbio na pesquisa, o que facilitará o desenvolvimento conjunto de novos OGM e o comércio agrícola desses produtos", afirmou. Wang acredita que há grande possibilidade de os dois países firmarem acordos para o desenvolvimento de patentes.
Ações estratégicas para ampliar e diversificar o intercâmbio comercial também serão colocadas em prática. Um grupo de técnicos dos dois ministérios promoverá atividades com empresários brasileiros e chineses interessados em investir no agronegócio. Já em 2011, o governo chinês se comprometeu em organizar um evento para aproximar empresários dos dois países. "Será benéfico para os governos, que estreitarão as relações comerciais, e para as companhias", concluiu Wang.
(Redação - Agência IN)
Os chineses demonstraram interesse em fortalecer a pesquisa no setor, a partir da criação de um grupo de trabalho que, anualmente, tratará do intercâmbio de informações para intensificar os estudos nos dois países. O grupo, que contará com a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), terá como foco também a biotecnologia e a agroenergia.
Para o diretor-geral de Cooperação Internacional do Ministério da Agricultura da China, Wang Ying, países que desenvolvem produtos geneticamente modificados têm mais poder no comércio internacional do agronegócio. "Acredito que Brasil e China são predominantemente líderes, inclusive, na área de pesquisa", disse.
A opinião foi compartilhada pelo coordenador de Biossegurança do Ministério da Agricultura do Brasil, Marcus Vinícius Coelho.
"As duas nações têm grande potencial em OGM, com leis bastante seguras, por isso, seria saudável esse intercâmbio na pesquisa, o que facilitará o desenvolvimento conjunto de novos OGM e o comércio agrícola desses produtos", afirmou. Wang acredita que há grande possibilidade de os dois países firmarem acordos para o desenvolvimento de patentes.
Ações estratégicas para ampliar e diversificar o intercâmbio comercial também serão colocadas em prática. Um grupo de técnicos dos dois ministérios promoverá atividades com empresários brasileiros e chineses interessados em investir no agronegócio. Já em 2011, o governo chinês se comprometeu em organizar um evento para aproximar empresários dos dois países. "Será benéfico para os governos, que estreitarão as relações comerciais, e para as companhias", concluiu Wang.
(Redação - Agência IN)
Postado por
Valdecir José Pinto
às
11/08/2010 11:50:00 PM
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