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domingo, maio 23, 2010

Soja, milho e trigo ganham força no mercado interno

Os ganhos obtidos no período de o1 de maio a 21 do mesmo mês, fez com que a soja atingisse o patamar de R$39,04 no fechamento da ultima sexta feira. A negociação em US$ no mês já acumula queda de 3,23% segundo CEPEA, enquanto em reais os ganhos sejam significativos.


A cotação da Commodity que atingiu U$S21,68 no inicio do mês fechou a semana a US$20,98. Esta variação se deve a vários fatores externos que vem ocorrendo no período a alta do dólar no período. O principal fator que se atribui esta variação s deve ao que movimentou a economia mundial, a crise na zona do euro. O investidor buscou cautela nos negócios na semana visando a redução de risco de mercado. A própria BMFBOVESPA com os atuais números confirma isso. A bolsa brasileira que atingiu 63 mil pontos no inicio do mês, fechou a semana a 60.465 pontos.


Já o mercado do milho vive expectativa dos leilões que deve movimentar o mercado interno na semana. Os leilões programados para o dia 25 de maio pode ajudar a escoar parte do milho existente nas principais regiões produtoras do país. Caso isso se confirme, a expectativa que teremos uma semana com possibilidade de alta na commodity no mercado interno em função de pressão compradora no mercado.


Para o trigo a semana foi de nova queda no mercado forçada pela tendência de super safra no país vizinho. A Argentina deve ter safra recorde e o mercado já vem assimilando esta expectativa. Mesmo com esta possibilidade os produtores brasileiros ainda estão realizando o plantio da gramínea, ainda que em menor intensidade do que dos últimos anos.



O plantio deve reduzir para esta safra 2010, mas uma nova modalidade de negocio ganha força em determinadas regiões. As Cooperativas na região sul do país estão incentivando o plantio de variedades que atendem aos seus interesses, interesses de seus cooperados e principalmente aos interesses do mercado. Essa modalidade visa pagar premio aos agricultores que buscarem ganhos aliados ao plantio de variedades mais procuradas pelo mercado industrial e ao consumidor final, sejam industriais produtoras de massas ou biscoitos, etc.

Crise no Euro afeta Brasil e China

A crise do euro levou o Índice Bovespa a cair 2,51% ontem, para 58.192 pontos, o menor nível desde 9 de setembro de 2009. Somente neste mês, a perda do índice já chega a 13,83%, percentual que, em dólar, sobe para -20,15%. Mas essa perda não é apenas do Brasil. A aversão ao risco provocou uma onda de vendas de ações por estrangeiros em todo o mundo, em especial na Europa, o epicentro da crise, como mostra a queda de 21% no ano na Bolsa de Madri. O movimento atingiu também a China, que enfrenta ainda um processo de desaceleração da economia e cuja bolsa cai outros 21% no ano. O índice MSCI Emergentes recua 10,73% no mês e 7,98% no ano, até ontem.

A aversão ao risco fica clara no saldo de investidores estrangeiros da Bovespa. No mês, até dia 18, o saldo está negativo em R$ 1,7 bilhão e, no ano, em quase R$ 3 bilhões (R$ 2,998 bilhões). Segundo o responsável por clientes internacionais de um grande banco privado, que pediu para não ser citado, os fundos hedge, mais especulativos, estão vendendo mercados emergentes - e por tabela Brasil - para reduzir o nível de risco das carteiras devido ao aumento da incerteza no cenário macro global. Em especial com relação a possíveis problemas com os bancos europeus. Isso ocorre apesar de eles continuarem a ver os fundamentos do mercado e da economia brasileira de forma positiva.

Já os fundos internacionais de ações voltados para o Brasil estão vendendo apenas quando há resgate, avalia esse diretor. Alguns estão também ajustando as carteiras para aplicar mais em ações menos voláteis. "O nível de resgate nesses fundos não tem sido alto, mas deve aumentar", diz, antevendo novos efeitos da crise.

O cenário para o Brasil não mudou, mas há uma nova ameaça de crise sistêmica com o enfraquecimento de uma moeda importante como o euro e a incerteza com o futuro das economias da Europa, diz Antonio Milano, diretor da Fator Corretora. "Como subimos bastante no ano passado e no começo do ano, com expectativa de crescimento forte, Copa do Mundo, Olimpíadas e IPOs (aberturas de capital na sigla em inglês), o gestor externo procura vender onde os ganhos foram maiores", explica.

Outro fator que ajuda a derrubar o mercado é o desmonte de operações de compra de ações com financiamento em dólar, chamado de "cash and carry". O estrangeiro pegava dinheiro nos Estados Unidos ou na Europa pagando juros baixíssimos para comprava ações aqui e ganhava com a alta dos papéis e a queda do dólar em relação ao real. Com o dólar subindo e as ações caindo, a operação deixa de ser atrativa e as vendas derrubam ainda mais o mercado.
Fundos locais também tiveram seu papel, lembra Milano. Apesar de serem poucos, eles acabam ampliando a queda de algumas ações de menor liquidez, mesmo que tenham fundamentos. O caso dos fundos alavancados da GWI foi o mais conhecido do mercado. A carteira GWI Leverage perde 52% no ano até dia 18.

Já no caso das pessoas físicas, a sensação é de perplexidade, diz Milano. "Há um descompasso entre as notícias positivas da economia brasileira, que as pessoas ouvem todo dia, e o mercado, que só cai", afirma. Mas não há um processo de venda generalizada de ações, com exceção dos mais agressivos, que tinham posições alavancadas em operações a termo. Eles tiveram perdas e saíram do mercado. O investidor de longo prazo, que compra as ações e as encarteira, está apreensivo, mas acompanhando e esperando para comprar mais. "Países com mercado interno forte e em crescimento, como Brasil, China e Estados Unidos, devem sofrer menos", diz.

A saída do capital externo da bolsa nos últimos dias está longe de apontar um arrefecimento do encanto do investidor estrangeiro com o Brasil, avalia Odair Abate, estrategista do private bank do Santander. "É apenas um movimento técnico, de curto prazo, com gestores ajustando posições", diz. Para Abate, o mercado exagera ao avaliar o estrago que a crise europeia terá sobre o crescimento mundial e castiga demais a bolsa brasileira. "Não dá para esquecer que a economia americana está se recuperando, e na própria Europa, há a Alemanha."

Sem uma desaceleração aguda do ritmo do PIB global, com redução forte do crescimento chinês, não há motivo para esperar um tombo das commodities. Ponto para a parte "chinesa" da bolsa, que ainda define o rumo do Ibovespa. E o mercado local, diz Abate, emite sinais de crescimento econômico "consistente e vigoroso", que será apenas suavizado pelo aperto monetário e o corte de gastos anunciado pelo governo. "A perspectiva de geração de lucros das empresas listadas na bolsa continua muito favorável", afirma.

Ele estima que a relação preço sobre lucro (P/L, que dá uma ideia dos anos que o investidor levaria para ter o retorno do investimento) do Ibovespa está perto de 11 vezes, um nível baixo para o padrão histórico do índice. "É um patamar muito atraente, e dá para dizer que a bolsa está barata", afirma Abate. "O Ibovespa pode até cair um pouco mais no curto prazo, mas já dá para o investidor começar a comprar".

Há, porém, visões bem mais negativas para o mercado. Frederico Soares, chefe da mesa de operações da HSBC Corretora, diz que a bolsa pode até ter repiques de alta, mas enquanto a crise do euro não estiver solucionada, a aversão ao risco vai continuar. Ele lembra que muitas corretoras e bancos trabalham com projeções gráficas que indicavam 60 mil pontos como um suporte importante do mercado. "Abaixo disso, o Ibovespa pode ir para 50 mil pontos", diz. Ele observa que os fundamentos das empresas continuam bons. "Mas como o estrangeiro tem de reduzir risco, ele vende ações de emergentes de uma maneira geral, independente da situação macro estar boa", diz. Com isso, o mercado perde o chão, porque o que passa a mandar nos preços é o fluxo.



Fonte: Valor Econômico

Período proibitivo para o plantio vai durar 3 meses

21/05 - 08:55 - Período proibitivo para o plantio vai durar 3 meses A A A



A partir do dia 15 de junho tem início o período de vazio sanitário em Mato Grosso – que irá se prolongar por três meses. A semeadura da soja poderá ser iniciada, portanto, a partir de 16 de setembro. O período proibitivo para o plantio de soja, vistoriado pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) desde 2006, tem o propósito de combater a incidência da ferrugem asiática nas lavouras de Mato Grosso.

Nesta safra, o número de focos da doença aumentou 80% em relação às ocorrências do ano passado, por causa das condições climáticas, com chuvas contínuas no período. Enquanto em 2009 foram confirmados 329 focos de ferrugem, na safra 09/10 chegou a 623, conforme informou o gerente técnico da Aprosoja/MT, Luiz Nery Ribas. O número de amostras colhidas, consequentemente, foi superior nesta safra, totalizando 4.003 amostras laboratoriais em 2010, contra 3.183 do ano passado. “Com isso, as perdas foram altas, porque reduziu a produtividade e aumentou o custo de produção”, comenta Ribas. Ele lembra que durante o período restritivo, não pode ser mantida nenhuma planta viva (tiguera/guaxa) de soja no campo. Por isso, o produtor deve estar atento, já que há sementes que germinam involuntariamente, espalhadas durante o transporte da soja.

VARIAÇÕES

Enquanto na última safra a produtividade se manteve na média de 53 sacas por hectare, na atual ficou estimada em 51 sacas por hectare. O número de aplicações de defensivos, por sua vez, aumentou: na safra 08/09 se manteve na média de 2,5 aplicações por hectare. Na atual, houve regiões plantadas onde as aplicações chegaram a quatro por hectare. Cada aplicação de defensivo pode custar até US$ 40 dólares. Considerando a área plantada na safra atual de 6,21 milhões de hectares, o investimento para controle da doenças e aproximou do montante de US$ 993,60 milhões, enquanto na safra 08/09 teria se mantido na média de US$ 570,40milhões.

Punição – Em caso de desrespeito ao período de manutenção do vazio sanitário – determinado em lei –, o sojicultor pode ser penalizado com multas de até três mil UPFs (Unidades Padrões Fiscais), num montante equivalente a R$ 80 mil.

Fonte: Folha do Estado

Agronegócio representa 50% do PIB da Região Sul

A Região Sul aumentou sua participação no agronegócio brasileiro nos últimos cinco anos. Hoje o agronegócio é responsável por 50% do PIB da região. No ano passado o Estado do Paraná reassumiu a dianteira na produção de grãos do País enquanto o Rio Grande do Sul se manteve como líder absoluto na produção de fumo e se destacou na produção de arroz irrigado. O setor agroindustrial de Santa Catarina, fortemente integrado, vem atraindo mais investimentos.


Para debater as oportunidades de investimento no Sul do País o Caderno de Economia & Negócios do Estadão promove no próximo dia 25, em São Paulo, o Fórum Estadão Regiões/Sul. O evento será aberto pelo ministro Paulo Passos, dos Transportes,


Participam como palestrantes Marcelo Perrupato, secretário nacional de Política dos Transportes, Rodrigo Loures, presidente da Federação das Indústrias do Paraná, Bernardo Hees, presidente da ALL e Belmiro Valverde, professor da PUC Paraná. No segundo painel estarão Wagner Salaverry, sócio do Banco Geração Futuro , José Roberto Ricken, diretor do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, Fernando Adauto Loureiro de Souza, diretor da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul e José Paulo Cairoli, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil. O fórum terá dois painéis: "Como abrir passagem para o crescimento regional" e "Oportunidades de investimento na região". Os debates serão mediados pelo jornalista João Caminoto, editor do site Economia&Negócios do Estadão.


O ciclo de debates sobre a tendência de desenvolvimento regional pós-crise começou no ano passado com as Regiões Norte e Nordeste e continuou em maio com a região Centro-Oeste. Como nos fóruns anteriores, os internautas poderão enviar perguntas pelo e-mail debate@estadao.com.br. As inscrições são gratuitas.

Fonte: http://www.linearclipping.com.br/conab/m_stca_detalhe_noticia.asp?cd_sistema=26&cd_noticia=1155512

Recordes nas safras... e nos riscos!

Recordes nas safras... e nos riscos!
É bom saber que o país terá safra recorde em 2010. A notícia alvissareira vem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cujas projeções indicam que a produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas chegará a 146,5 milhões de toneladas este ano.

Esta é a quarta estimativa da safra 2010 feita pelo IBGE, mas é a primeira vez que seus números sinalizam um recorde: o patamar máximo anterior da série foi registrado em 2008, quando a safra chegou a 145,9 milhões de toneladas, 0,4% a mais do que o esperado agora.


Em 2009, a safra ficou em 133,9 milhões de toneladas - em relação a ela, a projeção atual aponta incremento de 9,4%.


Houve fatores climáticos que contribuíram para esse sucesso: chuvas nas áreas de maior produção, por exemplo. Vale notar, porém, que se esse ótimo desempenho for de fato alcançado - e tudo indica que será -, ele se dará muito mais pelo aumento da capacidade produtiva do agronegócio do que pela expansão das terras cultivadas: estamos falando em 47,3 milhões de hectares utilizados, apenas 0,1% a mais do que no ano anterior.


A produção de grãos no Brasil também comemora produção recorde. De acordo com o oitavo levantamento do ciclo 2009/10, feito pela Companhia Nacional do Abastecimento ( CONAB), temos em nossas mãos a maior colheita da história: são 146,87 milhões de toneladas de grãos, 8,7% a mais do que na última safra. Com relação ao mês passado (146,31 milhões de toneladas), o desempenho é 0,4% maior.


Num momento em que a sociedade assiste à corrida dos movimentos sociais rumo à ocupação de terras férteis, seja em nome de ressarcimentos históricos, da preservação ambiental (questionável, na maior parte das vezes) ou da realização da reforma agrária, é muito conveniente mostrar a importância econômica e social do agronegócio.


O setor agropecuário responde por um terço do Produto Interno Bruto (PIB), um terço dos empregos e 40% das exportações. Sustenta o superávit comercial brasileiro e é força motriz da maior parte dos nossos acordos bilaterais.


Vendemos soja, carne, leite, algodão, café, açúcar, fruta e inúmeros outros insumos para a Europa, os Estados Unidos, a Ásia, os países latino-americanos, o Oriente Médio.


A riqueza que vem do campo é essencial para o Brasil desde os tempos do Império, quando o café e a cana-de-açúcar nos garantiam posição de destaque no mercado externo.


É evidente, portanto, que as propriedades rurais não podem ficar vulneráveis às invasões e aos boicotes promovidos por grupos que se abrigam sob bandeiras aparentemente inquestionáveis - ninguém é contra a defesa dos índios ou quilombolas, nem considera que os trabalhadores rurais estejam errados em querer um pedaço de terra.


O problema é que as reivindicações não passam, na quase totalidade das vezes, de pretextos para justificar ilegalidades que levam insegurança jurídica ao campo.


A democracia tem a virtude de dar espaço a todas as vozes, a todas as reivindicações. Dessa qualidade não podemos e não devemos abrir mão - jamais! Justamente em nome da democracia e da preservação do Estado de Direto, cabe ao Estado o dever de conter a violência no campo e de zelar pelo direito de propriedade, previsto e assegurado em nossa Constituição.


O Brasil é rico, pujante, promissor. Não podemos deixar que falsos movimentos sociais, convertidos em máquinas da ilegalidade, se transformem no calcanhar-de-aquiles que nos impedirá de alcançar o lugar de destaque que merecemos no mundo do século 21.


Fonte:www.noticiasagricolas.com.br acesso em 23 de maio de 2010