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quinta-feira, setembro 08, 2011

Escoamento no Brasil é 43% mais caro do que nos EUA


A infraestrutura de logística norte-americana foi um dos aspectos que mais chamaram a atenção da comitiva da Aprosoja durante do ‘Intercâmbio da Soja’. Principalmente quando se compara as condições vividas cotidianamente pelos produtores brasileiros para o escoamento da produção com o cenário encontrado nas fazendas visitas durante o intercâmbio. “Tudo foi planejado aqui há muito tempo. O processo de ocupação urbana ocorreu ao lado de grandes projetos logísticos”, observa o delegado da Aprosoja, Adolfo Petry.

Um dos grandes diferenciais é a composição do mix de modais existentes. Nos Estados Unidos, as hidrovias correspondem a 61% das opções de logística, as ferrovias perfazem 23% e as rodovias, 16%. No Brasil, o que prevalece é o modal rodoviário, que responde por 60% do total. As ferrovias somam 33%, e as hidrovias, apenas 7%. Em outras palavras: há um sub-aproveitamento do potencial hidroviário brasileiro – que é considerado por suas características estruturais a opção mais barata para o escoamento de produtos.

Estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) com base em dados da Agência Nacional de Transportes Aquáticos (Antaq) mostra que para transportar uma tonelada de grãos por hidrovia é necessário pagar US$ 17,00, enquanto esse valor vai para US$ 55,00 no modal ferroviário e sobe para US$ 65,00 no rodoviário.

A fragilidade dos transportes no Brasil acaba criando o chamado “Custo Brasil”, um dos principais fatores de redução da rentabilidade no setor produtivo rural. Independentemente dos resultados obtidos “dentro da porteira”, produzir em solo nacional é mais caro. Para se levar um produto do interior de Mato Grosso até o porto, com destino a Xangai, na China, o produtor precisa desembolsar US$ 174,57 por tonelada – um valor 43% superior aos custos que um produtor norte-americano teria para percorrer a mesma distância partindo de Minnesota, por exemplo.

“Para nós ficou clara a importância da logística. As empresas que visitamos, que têm uma grandiosa atuação mundial, são hoje cada vez mais focadas em logística, porque sem esse aspecto o nosso negócio simplesmente não existe”, avalia Petry. Uma das alternativas encontradas pelos Estados Unidos para manter o investimento em infraestrutura tem sido a participação do setor privado, que controla trechos de ferrovias ou detém concessão para o gerenciamento de portos e terminais. “Agora, temos a missão de buscar a nossa fórmula para esse problema”, disse o delegado da Aprosoja.

Fonte: Ascom Aprosoja

quarta-feira, setembro 07, 2011

Revista britânica divide o Brasil em 26 países

A revista mais prestigiada do mundo na área econômica, a britânica "Economist", com objetivo de avaliar a distribuição de renda no Brasil - usando como critérios o PIB (Produto Interno Bruto) e a renda per capita, ambos em dólares, e a população -, dividiu os 26 estados da Federação e o Distrito Federal, como se fossem países independentes. Considerando puramente dados econômicos, o "país" mais desenvolvido dentro do Brasil é o Distrito Federal, com PIB per capita de US$ 25 mil, segundo dados de 2008. Com esse valor, equivalente ao de Portugal, a capital brasileira seria a única a figurar no grupo das nações desenvolvidas. Na segunda colocação, mas bem atrás, está São Paulo, com US$ 13,3 mil, equivalente à Polônia, cujo PIB per capita em 2008 era de US$ 13,8 mil. Em terceiro lugar ficou o Rio de Janeiro, com US$ 11,7 mil, valor semelhante ao da Rússia. Os três do fim da fila são Alagoas, com US$ 3,4 mil (próximo ao da China em 2008), Maranhão, com US$ 3,3 mil (igual ao Reino de Tonga, na Oceania) e, em último lugar, Piauí, com quase US$ 3 mil (semelhante à Georgia). Na outra classificação, que leva em conta o PIB "cheio", São Paulo lidera, com US$ 500 bilhões (novamente equivalente à Polônia), seguido por Rio de Janeiro (semelhante a Cingapura) e Minas Gerais (próximo à Hungria). E os últimos colocados são Piauí (equivalente à Macedônia), Tocantins (proximo às Bahamas), Acre e Amapá (ambos semelhantes às Ilhas Fiji) e, na rabeira da fila, Roraima (igual à Suazilândia). No terceiro ranking, que considera a população, o primeiro lugar ficou com São Paulo (desta vez comparável à Argentina), seguido por Minas Gerais (Síria) e Rio de Janeiro (Casaquistão). Fonte: http://tvterraviva.band.com.br

Embargo russo à carne brasileira é tema de reunião em Brasília

07/09/2011 06h21 - Atualizado em 07/09/2011 08h07

Do Globo Rural

Embargo atinge frigoríficos de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

O setor mais prejudicado é o de suínos.
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, participou de uma reunião no Ministério da Indústria e do Comércio. Um dos assuntos tratados foi o embargo da Rússia às carnes brasileiras, que atinge frigoríficos de Mato Grosso, Paraná e do Rio Grande do Sul. O setor mais prejudicado é o de suínos. Das 21 unidades que exportavam antes do embargo, somente uma continua embarcando para Rússia.

Desde abril, quando a Rússia anunciou o primeiro embargo às carnes brasileiras por questões sanitárias, o governo vem tentando retomar o mercado. Na próxima semana, um grupo de técnicos do Ministério da Agricultura volta a Moscou para uma nova rodada de negociações.

No início da semana, o ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota esteve com o chanceler russo tratando do assunto. Segundo o Itamaraty, os russos deram sinais positivos de que estão dispostos a retomar a compra das carnes brasileiras.

Na terça-feira (06), o ministro da Agricultura Mendes Ribeiro esteve no Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio conversando com Fernando Pimentel. Os dois estão dispostos a embarcar para Moscou para finalizar as negociações.

“Tivemos a preocupação no que diz respeito aos laboratórios, ao credenciamento dos mesmos, às missões que estão se desenvolvendo, ainda temos uma marcada. Se for necessária a nossa presença, iremos numa missão para que possamos ter claramente o assunto sob controle”, diz Mendes Ribeiro, ministro da Agricultura.

Agrotóxico falsificado causa prejuízo a produtores de soja


Foram vendidos cerca de dois mil litros de agrotóxico adulterado.

Empresa acusada de vender o lote falsificado fica em Balsas, no Maranhão.

Do Globo Rural

A venda de agrotóxico falsificado prejudicou muitos agricultores no sul do Maranhão. Eles pagaram caro por um produto que não funcionou. As perdas foram significativas nas lavouras de soja.

As denúncias chegaram à Aged, Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão, por meio dos próprios produtores de soja, que desconfiaram do produto quando perceberam a grande perda de produção nas lavouras.

Quase dois mil litros de agrotóxico adulterado foram vendidos nos municípios de Tasso Fragoso e Alto Parnaíba, na região sul do Maranhão, e Santa Filomena, no estado do Piauí. De acordo com fiscais da Aged, o fabricante Basf, informou que a numeração deste lote nunca existiu.

Durante a fiscalização foi observado também que na bula dos produtos falsificados havia vários erros ortográficos. Além disso, o laudo da Universidade Federal do Paraná confirmou a falsificação do produto. O índice de fipronil, princípio ativo do produto nas amostras, era de 0,03%. O normal seria de 25%.

O resultado foi um prejuízo grandioso para os produtores da região sul do estado do Maranhão. Na fazenda onde foram plantados 2,5 mil hectares de soja, mil e novecentos foram totalmente perdidos.

A empresa acusada de vender o lote falsificado fica na cidade de Balsas, no sul do Maranhão. A Granule está fechada e os gerentes desaparecerem após prestarem depoimento na Aged.

A Polícia Federal investiga o caso e os agricultores que compraram o produto adulterado entraram na Justiça contra a Granule. Já a Basf, empresa que sofreu a falsificação, não quis comentar o assunto.

terça-feira, setembro 06, 2011

Apesar de geadas, qualidade do milho surpreende produtores em MS


Aproximadamente 70% da área plantada do milho já foi colhida no estado. CONAB estima que em MS houve queda de 22% na produtividade neste anoA colheita do milho entrou na reta final em Mato Grosso do Sul. Faltam apenas 30% da área para serem colhidos. Apesar da perda na produtividade por causa da seca e da geada, neste inverno, os resultados no hora de classificar os GRÃOS na cooperativa estão surpreendendo. Na propriedade de Allan Christian Kruger, em Dourados, as máquinas passam para colher o milho semeado mais tarde. Dos 450 hectares plantados na safrinha o produtor estima que 30% foram atingidos pela geada. Na área a produtividade esperada é de 30 sacas por hectare, mas o produtor não fala em prejuízos porque na maior parte da plantação o rendimento médio deve ser de 70 sacas por hectare. “Com certeza vou conseguir ter uma boa renda para pagar todos os custos da produção”, afirmou Kruger. A COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) estima que em Mato Grosso do Sul houve uma queda de 22% na produtividade. Em uma cooperativa do município, apenas 2% dos GRÃOS que chegaram até agora estão com a qualidade abaixo da esperada.Segundo informações do gerente da cooperativa, Antônio Nishimura, 20 mil toneladas de milho vão chegar à cooperativa até o fim da colheita, deste total 75% já estão nos silos. "Mesmo com as geadas, tivemos uma qualidade muito boa no milho”, analisou o Nishimura. Ainda segundo informações da CONAB, no estado foram plantados quase 946 mil hectares. A produção estimada é de 2,9 milhões de toneladas, que é 12,7% a menos se comparado ao ano passado. Segundo a Fundação MS, que acompanha resultados de pesquisas de qualidade do milho, para cobrir os custos de produção, o agricultor precisa colher pelo menos 50 sacas por hectare. O índice está sendo alcançado na maioria das propriedades, mesmo com as perdas.





Fonte: G1 MS



Preço alto estimula as vendas antecipadas de milho no país


A forte valorização dos preços do milho no mercado internacional - diante da perspectiva de quebra da safra americana - estimula as vendas antecipadas do produto brasileiro, inclusive para o mercado externo. Já há contratos de exportação fechados, para entrega em agosto do ano que vem, de milho de Mato Grosso que será plantado na safrinha 2011/12, ou seja, a partir de janeiro e fevereiro.

Isso é inédito na história da comercialização do produto no país, segundo Sílvio Farnese, coordenador geral de fibras e oleaginosas da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Em 12 meses, o contrato de segunda posição do milho subiu 69,83% na bolsa de Chicago, conforme o Valor Data. Os contratos de exportação antecipados, para entrega em agosto do ano que vem, foram negociados a R$ 15,00 FOB. "Nunca antes se vendeu milho com tanta antecedência", afirma Farnese.

O superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), Otávio Celidonio, diz que a comercialização antecipada é "muito rara" no caso do milho. "A antecipação foi estimulada pelos preços altos", afirma. Segundo ele, a estimativa é de que um terço da safrinha 2011/12 de milho de Mato Grosso, projetada em 8,9 milhões de toneladas, já tenha sido comercializada. Algo também inédito. A fatia é semelhante à estimada para a comercialização antecipada de soja no Estado.

De fato, os patamares de preço do milho mudaram de um ano para cá em Mato Grosso, por conta da quebra da safrinha de milho passada, a 2010/11. A saca, que está hoje em R$ 20,80 em Rondonópolis (MT), estava em R$ 11 há um ano, de acordo com o Imea.

Além da perspectiva de quebra da safra dos EUA, os estoques baixos de milho e a demanda internacional explicam a antecipação das vendas, afirma Celidonio. Anderson Galvão, da consultoria Céleres, avalia que o mercado está com "receio muito grande" em relação à disponibilidade de milho este ano. "Há quem diga que o USDA [Departamento de Agricultura dos EUA] vai reduzir ainda mais a estimativa para a safra de milho do país no relatório de setembro". Em agosto, o USDA reduziu para 328 milhões de toneladas a previsão. A primeira estimativa indicava 343 milhões de toneladas.

Para Farnese, quanto mais venda antecipada houver, mas positivo para a cadeia produtiva do milho. "É um incentivo para o plantio", afirma. Segundo ele, a expectativa é que a produção brasileira de milho na safra 2011/12 chegue perto de 60 milhões de toneladas, considerando o plantio de verão e o de inverno. Na 2010/2011, ficou em 56,34 milhões de toneladas.

A valorização do milho no mercado internacional também se reflete nos números das exportações brasileiras do produto. De janeiro a agosto, o país embarcou 4,593 milhões de toneladas, alta de 29,45% sobre os 3,548 milhões de igual período de 2010. A receita cresceu muito mais, 85,3%, de US$ 678,1 milhões para US$ 1,269 bilhão, segundo dados da Secex. Os principais importadores são Irã, Espanha, Coreia e Indonésia.

Só em agosto, o país embarcou 1,5 milhão de toneladas de milho, ou 25% mais do que no mesmo mês de 2010. Conforme Galvão, o salto em agosto aconteceu depois de dois meses de embarques muito baixos. "No fim de junho, o milho caiu após picos de alta, o que levou os compradores a travarem posições", explica. Esse produto foi embarcado em agosto.

A estimativa do governo é de que o Brasil exporte entre 8,5 milhões e 9 milhões de toneladas de milho este ano. Em 2010, quando o governo deu apoio às exportações, foram 10,8 milhões


Fonte: Valor Econ�mico

Medo de crise maior na Europa empurra dólar a R$1,65

Medo de crise maior na Europa empurra dólar a R$1,65

segunda-feira, 5 de setembro de 2011 17:24 BRT

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subiu pelo quarto dia consecutivo nesta segunda-feira, atingindo 1,65 real com o aumento da preocupação sobre a dívida na zona do euro.

A moeda norte-americana avançou 0,86 por cento, a 1,6505 real para venda. É a maior cotação de fechamento desde 29 de março, quando o dólar ficou a 1,654 real.

O feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos reduziu o volume de operações, com apenas 160 mil contratos negociados no principal vencimento futuro até as 17h, a uma hora do fechamento na BM&FBovespa. A média no ano é de 315 mil.

O feriado norte-americano também colocou o foco dos investidores nos problemas da dívida na zona do euro, provocando um novo surto de aversão a risco.

"O euro estava em 1,45 (dólar) na terça-feira, e agora está a 1,41 (dólar). Perdeu bastante valor", disse o economista-chefe da corretora BGC Liquidez, Alfredo Barbutti, citando a falta de progresso nas negociações entre Grécia, União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI) para o pagamento da próxima parcela da ajuda como um dos motivos.

Os outros pontos de tensão são Itália, onde o mercado desconfia cada vez mais da capacidade do governo de implementar as reformas fiscais, e a Alemanha, onde o partido da chanceler Angela Merkel demonstrou ter menor apoio popular ao perder votos em uma eleição regional no fim de semana.

A moeda brasileira também tem sido prejudicada pela reação do mercado à diminuição da taxa básica de juros do Brasil, de 12,50 por cento para 12 por cento ao ano, na semana passada. Na opinião da equipe de câmbio da Bronw Brothers Harriman, em relatório, o real deve continuar a ter um desempenho mais fraco que outras moedas emergentes nesta semana.

Para a economista da corretora Link, Marianna Costa, a rápida subida do dólar pode conduzir a moeda a 1,70 real nos próximos dias, mas esse patamar provavelmente será um limite. Segundo ela, a taxa de câmbio deve voltar a cerca de 1,60 real nos próximos meses.

A taxa Ptax, calculada pelo Banco Central (BC) e usada como referência para os ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a 1,6522 real para venda, em alta de 1,10 por cento.

O BC manteve o padrão de intervenções dos últimos dias, com apenas um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A taxa de corte foi de 1,6538 real.
(Reportagem adicional de Jeb Blount)