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sexta-feira, agosto 20, 2010

AGENDA: ACOMPANHE OS PRINCIPAIS EVENTOS DO AGRONEGÓCIO NA PROXIMA SEMANA

AGENCIA SAFRAS (20) - Acompanhe abaixo os principais eventos ligados ao agronegócio e à economia na semana entre 23 e 27 de agosto:

Segunda-feira (23/08)
- O Banco Central (BC) informa, às 8h30, o boletim semanal Focus.

- O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior anuncia, às 11h, a balança comercial da terceira semana de agosto.

- O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga o número para as inspeções de exportação de milho, trigo e soja, às 12hs.

- O USDA divulga às 17hs o levantamento de condições das lavouras de milho, trigo, algodão e soja.

- Técnicos dos ministérios da Fazenda, Agricultura e do Planejamento, se reunirão no ministério da Fazenda, para avaliar os resultados das operações de apoio à comercialização de milho. Em relação ao trigo, os tecnicos dos três ministérios deverão discutir quais operações serão realizadas para garantir o escoamento da safra atual.

Terça-feira (24/08)
- Alemanha: O escritório federal de estatísticas Destatis divulga, às 3h, o  detalhamento do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre.

Quarta-feira (25/08)

- Japão: O Ministério das Finanças informa o resultado final da balança comercial de julho.

Quinta-feira (26/08)

- O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) referente ao mês de julho.

- O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga, às 9h30, as  exportações semanais de milho, soja, trigo e algodão do país.

Sexta-feira (27/08)
- Japão: O Minstério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar divulga a taxa de desemprego em julho. 

- Japão: O Ministério de Assuntos Internos e Comunicações informa o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) em julho.

- Alemanha: escritório federal de estatísticas Destatis divulga a leitura  preliminar do consumidor (CPI, na sigla em inglês) em agosto.

-Reino Unido: escritório de estatísticas National Estatistics divulga, às 5h30, a leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre.

- EUA: O Departamento do Comércio divulga, às 9h30, a segunda prévia do Produto  Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2010.

Mercado do Boi Gordo segue firme e em alta com a falta de animais

Mercado firme e em alta devido à falta de bois. As escalas, curtas, atendem entre 2 e 3 dias, na maioria dos casos. A maior parte dos frigoríficos trabalha com abates reduzidos.
O preço referência em São Paulo subiu e está em R$88,00/@, a prazo, livre de imposto. Animais de confinamento são em pequena quantidade e não tiram a tendência de alta.
Houve reajuste para os preços do boi gordo em 10 das 31 praças pesquisadas, o que demonstra a escassez de bovinos para abate.
No Sul da Bahia, a oferta enxuta devido às condições fracas das pastagens fez com que o preço subisse. Na semana, o preço do boi gordo acumula de 3,8%. Em 2010, a valorização é de 10,8%.
As fêmeas se valorizaram em 11 praças, como reflexo da procura desta categoria para compor as escalas.
Também houve reajustes no Mato Grosso (região sudoeste e Cuiabá), Goiás (região sul e Goiânia), Pará (Marabá e Redenção) e Espírito Santo. No mercado atacadista com osso os preços estão estáveis.

SOJA- Mercado de soja em mais uma sessão de perdas com vendas técnicas e expectativa de uma grande safra nos EUA.

SOJA- Mercado de soja em mais uma sessão de perdas com vendas técnicas e expectativa de uma grande safra nos EUA. Ao mesmo tempo, a movimentação externa negativa atrelada a alta do U$ perante as principais moedas globais e a fraqueza dos mercados acionários ao redor do globo, aderiram ao quadro mais negativo. O cenário técnico mais fraco, com o mercado perdendo áreas de suporte importante em Chicago aceleraram o movimento de realizações por parte de fundos.
- A Pro Farmer realizou sua projeção para a safra norte-americana de soja em 95,256 mi/t, acima dos 93,43 mi/t projetados pelo USDA no relatório do último dia 12/08.
- O relatório do CFTC indicou que, até o dia 17/10 (portanto, ainda sem a pressão de liquidação dos fundos da segunda metade da semana), a posição compra de fundos tradicionais aumentara em 9.180 ctrs. Fundos de índice haviam reduzido o posicionamento em 3.863 ctrs. No próximo relatório o saldo comprado tende a reduzir significativamente. - No âmbito técnico, atenção aos fundos na casa de 1000 e 994. para o setembro CBOT.

Milho- XP: Preços fecham em alta com demanda aquecida e pequena oferta


Com um cenário fundamentalista extremamente positivo associado a grande escassez de oferta no mercado interno associado a movimentação favorável dos preços internacionais, os futuros BM&F permanecem ampliando as máximas. Nas próximas semanas este quadro tende a permanecer, já que, mesmo sem novos leilões de PEP, o fluxo de exportações seguirá firme naturalmente em função da melhora da paridade de exportação e, com isso, a contínua disputa pela oferta interna.

Em Chicago mercado firme com players focando a expectativa de uma demanda aquecida para o mercado exportador. Novos reportes de vendas pelo USDA na sessão de hoje, associado a incerteza com relação ao potencial produtivo das lavouras norte-americanas voltaram a trazer sustentação a este mercado, mesmo sem suporte externo. Pro Farmer estimou safra de milho nos EUA em 337,579 mi/t, abaixo da projeção do USDA de 339,48 mi/t. Tecnicamente, BM&F rompendo topo sobre topo, com resistências, acima dos 22,00 na casa de 22,40.

domingo, agosto 15, 2010

Alta sustentada?

Há razões para justificar o aumento das commodities, mas não há garantia de que os preços se sustentem. OS PREÇOS agrícolas tiveram forte alta nos mercados globais nas últimas semanas. Dois dos maiores especialistas na área, Alexandre Mendonça de Barros e André Pessoa, acreditam que existem fundamentos para isso.

A Rússia foi afetada pela maior seca em 150 anos, o que provocou uma forte queda na produção e na oferta de trigo naquele país, bem como em outros do Leste Europeu e também na Austrália.

Com isso, os preços do trigo subiram, puxando os da soja, do milho e do arroz, seja porque esses produtos são alternativos à alimentação humana, seja para a fabricação de rações. É preciso lembrar que 70% do trigo mundial é produzido no hemisfério Norte. Por outro lado, estamos vivendo uma onda do La Niña, fenômeno meteorológico que traz seca ao hemisfério Sul, notadamente Argentina, Paraguai e Estados do sul brasileiro. A última vez que isso aconteceu com gravidade foi em 2005, com violenta quebra nas produções de soja e de milho do Rio Grande do Sul, principalmente.

Essa expectativa, somada à redução da safra russa, já sinaliza eventual queda na oferta de grãos. Por outro lado, os estoques mundiais de soja estão acima da média, mas os dos Estados Unidos estão baixos. Como esse país é o maior supridor de soja da China neste momento, as atenções estão concentradas na safra americana: ainda é cedo para saber a produção de lá, mas há uma possibilidade de quebra também.

Outro fator da elevação dos preços é a desvalorização do dólar, ainda rescaldo da crise financeira: é um pouco da ressaca retardada dos bilhões de dólares injetados nos bancos centrais. Com essa perda de valor, os gestores financeiros dos fundos se defendem apostando nas commodities agrícolas, dadas as questões referidas, de uma possível oferta menor com demanda aquecida, especialmente nos países em desenvolvimento.

No entanto, não existe nenhuma certeza de que a escassez se concretize. Até meados de setembro teremos clareza dos dados, porque a safra americana estará consolidada. Mesmo assim, os preços atuais oferecem uma oportunidade aos produtores brasileiros de se posicionarem, pelo menos sobre parte da safra futura. Os preços do açúcar, do café e da laranja estão também subindo, mas agora por razões estruturais mais sólidas.

No caso do açúcar, o inverno seco deste ano levará a uma quebra da safra de cana no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil, com consequências na produção de 2011, com a má brotação das socas. Serão dois anos consecutivos de safras menores do que se esperava no começo de 2010.

Esse fato já evidente é ampliado pelo recorrente problema de logística para a exportação do açúcar: dezenas de navios ficam ao largo do porto de Santos esperando semanas para serem carregados, pagando um "demurrage" que encarece ainda mais os preços do produto.

O café, depois de anos de preços aviltados, abaixo do custo (mesma situação da laranja) finalmente teve alta, devido à falta de cafés finos e de estoques mundiais menores.

Mas a recuperação de preços do café e da laranja não é suficiente para cobrir as perdas de anos anteriores. E, se o La Niña afetar o Sudeste durante a florada de outubro, aí a safra do ano que vem será pequena, e os preços serão ainda mais remuneradores para quem produzir bem. A valorização dos grãos (trigo, soja, milho) ainda não chegou nas proteínas animais, mas, se persistir a alta, chegará também, inflando os custos de produção, com reflexos nos preços finais das carnes bovina, suína e de frango, além do leite.

Em suma, há razões concretas para justificar o aumento dos preços das commodities, e essas razões são potencializadas pela especulação dos fundos que se defendem da perda do valor da moeda dólar. Mas não há, até agora, garantia de que os atuais valores acima da média histórica sejam sustentados.

Assim mesmo, essa alta pode ajudar o produtor brasileiro, já informado das condições do Plano de Safra, a definir o que e quanto deverá plantar, inclusive com "hedge" de parte da produção futura.

Por: ROBERTO RODRIGUES, 67, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Departamento de Economia Rural da Unesp -Jaboticabal, foi ministro da Agricultura (governo Lula).




 

Russia inicia neste domingo suspensão de exportações de cereais

A suspensão das exportações de cereais na Rússia, ordenada pelo primeiro-ministro Vladimir Putin, entrou em vigor neste domingo, no momento em que o governo tenta controlar os preços dos alimentos básicos em meio a uma seca recorde.

Segundo o decreto de governo assinado por Putin em 5 de agosto, o embargo sobre as exportações permanecerá em vigor até 31 de dezembro, com possibilidade de ser ampliado.

A Rússia, terceiro exportador mundial de trigo ano passado, informou que a colheita de cereais deste ano ficará entre 60 e 65 milhões de toneladas, muito abaixo das 97 milhões de toneladas em 2009.

A seca provocada pela mais grave onda de calor da história da Rússia destruiu 25% das plantações de grãos, anunciou o presidente Dmitri Medvedev.

Fonte: Folha de S. Paulo