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quinta-feira, abril 21, 2011

Riscos e vitórias na relação com a China/Fernando Lopes

Não é fácil negociar com um gigante que tem nas costas mais de 5 mil anos de comércio. Ontem, enquanto o Ministério da Agricultura comemorava os resultados obtidos pela missão liderada pela presidente Dilma Rousseff à China, o CNGOIC, centro nacional de informações de GRÃOS e oleaginosas do país asiático, confirmava o cancelamento das compras de seis a oito carregamentos de soja em grão da América do Sul. Além disso, os chineses postergaram o recebimento de outros 20 carregamentos.

Tais movimentos ajudaram a provocar a queda da commodity ontem na bolsa de Chicago, principal referência global para os preços dos principais GRÃOS. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 13,54 por bushel, em baixa de 1,75 centavo. É verdade que, em grande medida graças ao apetite chinês, o patamar de negociações segue elevado - a valorização em 12 meses é superior a 37%, conforme cálculos do Valor Data. Mas também é verdade que não é a primeira vez nas últimas semanas que os chineses devolvem cargas quando os preços se aproximam de US$ 14 por bushel.



Em parte, os cancelamentos e adiamentos decorreram da expectativa de que Pequim libere um montante grande, da ordem de 3 milhões de toneladas, de reservas estatais da oleaginosa a baixos preços para combater a inflação. Segundo o CNGOIC, novos adiamentos poderão acontecer caso as margens de processamento do grão para a produção de farelo e óleo sigam negativas no curto prazo. A China é o maior país importador de soja do mundo; o Brasil, o segundo maior exportador, atrás apenas dos EUA.



Independentemente desses percalços mercadológicos e de táticas chinesas nem sempre encaradas com normalidade, o Ministério da Agricultura brasileiro - que no passado já teve que driblar a devolução de cargas brasileiras de soja por acusações de contaminação - elencou ontem aquelas que considerou as principais vitórias do setor na recente viagem encabeçada por Dilma. Além dos três frigoríficos de carne suína brasileiros que foram habilitados a exportar para aquele país, cujos nomes ainda não foram divulgados, 25 estabelecimentos de carne de frango e cinco de carne bovina também receberam sinais de que poderão receber a habilitação.

Além disso, os dois países acertaram o modelo de certificação sanitária para a exportação de gelatina, a venda de própolis brasileira com fins alimentares foi autorizada, os chineses deram sinais de que poderão importar tabaco também de Alagoas e Bahia - além do Rio Grande do Sul, de onde já compram - e que também poderão comprar mais milho. Brasília tenta abrir o mercado chinês para lácteos e sêmen e embriões bovinos, e as negociações sobre citros avançaram.
Fonte: Valor Economico



Com clima adverso e recuo do dólar, soja opera com forte alta


Os grãos continuam registrando boas altas na Bolsa de Chicago. Nesta quarta-feira, a soja fechou o pregão noturno com quase 15 pontos de alta, caminhando na esteira do bom momento do milho e principalmente do trigo. Já no início do pregão diurno, por volta de 12h08, os preços registravam altas de mais de 25 pontos.

Ambos continuam encontrando sustentação nos problemas climáticos dos Estados Unidos. O milho sofre com o tempo frio e úmido que atrasa o plantio e as lavouras de trigo de inverno penam diante de uma severa estiagem que certamente afetará seus níveis de produtividade.

A China, o Canadá e alguns países da Europa também enfrentam um clima adverso para o trigo e isso colabora para as expressivas altas dos preços.

Paralelamente aos fatores climáticos, o forte recuo do dólar age como catalisador do avanço dos grãos na CBOT, uma vez que torna as commodities agrícolas mais atrativa para os investidores.

"Até que o dólar continue fraco e o fluxo especulativo ativo, a soja tende a manter a solidez mesmo diante de uma demanda fraca de curto prazo", explica Ricardo Lorenzet, analista de mercado da XP Investimentos.
Fonte: Noticias Agricolas // Carla Mend