Área e produtividade menores afetam safra de milho de verão, que cairá 8% - Vaivém
O Brasil deverá terminar a safra 2010/11 de milho com estoques previstos em 5,9 milhões de toneladas, volume inferior aos 7,1 milhões da de 2009/10. Os dados são da consultoria Céleres, que divulgou ontem novas estimativas de produção para esta safra de verão.
Apesar da recente elevação dos preços do milho, os produtores estão semeando apenas 7,6 milhões de hectares nesta safra, área 5,9% inferior à de 2009/10.
Outro dado preocupante para o setor é que a produtividade não repete o desempenho da safra anterior e recua 2,1%. O resultado final será uma safra de milho 7,9% inferior à de 2009/10.
PRESSÃO SOBRE CUSTOS
Com números menos folgados na oferta de milho, principalmente devido às exportações e à safra menor, a indústria de carnes terá um peso forte na composição de custos de produção.
A safra de verão recua para 29,9 milhões de toneladas, o menor volume desde 2004/5. O peso do abastecimento interno vai recair sobre a safrinha, cuja produção, conforme dados ainda provisórios da Céleres, sobe para 21,9 milhões de toneladas.
As recentes chuvas estão sendo favoráveis ao plantio na região Sul, onde 23% da área de verão já foi semeada, ante 31% da safra anterior.
O plantio avança no Rio Grande do Sul, onde os produtores já semearam 40% da área. No Paraná, líder de produção na avaliação da Céleres, o plantio atinge 15%.
Plantio lento A falta de chuva atrasou o plantio de soja em Mato Grosso. Acompanhamento do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) indica que apenas 0,4% da área já foi semeada. Em igual período de 2009, o plantio atingia 5%.
Perda de ritmo O feijão, em alta constante nas últimas semanas, começa a perder fôlego. A saca do tipo carioquinha recuou para R$ 190 ontem nas lavouras, queda de 7%. A retração se deve à alta de preços, o que provocou recuo nas vendas.
Dia de queda O café teve forte recuo ontem nas Bolsas de negociação. Caiu 4,8% em Nova York, para US$ 1,73 por libra-peso no primeiro contrato. Aposta na safra brasileira derrubou os preços.
Cana A chuva, que favorece o plantio de grãos, atrapalha a colheita de cana. A moagem da primeira quinzena de setembro somou 37 milhões de toneladas, 12% menos do que na quinzena anterior.
País gasta US$ 3,2 bi no ano com importações de adubo
As importações de adubos e fertilizantes voltaram a subir forte no mês passado.
Os dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) registraram compras brasileiras no mercado externo no valor de US$ 508 milhões, o segundo maior patamar de gastos no ano.
Os dados da Secex indicam que de janeiro a setembro as importações nacionais somaram US$ 3,2 bilhões. Aumento nas compras e preços externos mais elevados puxaram os gastos das indústrias neste ano.
A demanda por fertilizantes, que estava centrada no primeiro semestre nos últimos anos -devido à antecipação de compras-, voltou a ter peso maior no segundo.
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