O mês de maio não foi fácil para os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago. Depois do rali que durou do final de março aos últimos dias de abril, a oleaginosa enveredou por um canal de baixa que continua em ação, apesar do alívio proporcionado pelas recentes valorizações.
Ao longo de maio, a soja foi pressionada por fatores fundamentais, como o aumento de área e o bom início de plantio nos EUA, e a influência negativa dos mercados externos, por meio da crise das dívidas em países da União Europeia. Evitando maiores perdas, a soja encontrou certo suporte na demanda firme pelo grão nos EUA, que continuaram vendendo grandes volumes para a China.
O problema é que, agora, o mercado já começa a falar na redução das importações chinesas a partir de julho. Se, de fato, a China passar a comprar menos, o desenvolvimento das lavouras de soja nos EUA vai ganhar ainda mais importância, num cenário que deverá proporcionar fortes emoções durante o mercado climático que vem por aí.
Nesta sexta-afeira, com mercado morno, mas com tensão na crise européia, o dólar voltou a subir e a soja ciu em Chicago. O primeiro vencimento, julho, perdeu 14 cents.
Fonte: Agrural
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