Após as ultimas altas no mercado das commoditys surge uma nova tendência de comercialização. No passado, era a comercialização a termo onde os agricultores realizam a venda da produção antecipada e não se preocupavam mais com os preços para os volumes já comercializados. Pois o preço subindo ou caindo, eles não tinham mais produto físico para comercializar. Após veio a trava de preços através do hedge, onde os agricultores realizam negócios através de um corretor na bolsa de mercadorias com base nas cotações da BM&F ou da bolsa de Chicago. E agora, o que fazer? É a hora da venda através do seguro de preço. Esta operação visa oferecer aos agricultores e comerciantes a opção de comercializar a produção através do seguro de preço. E como funciona? O agricultor faz o seguro como se fosse o seguro de um carro. Paga um valor para garantir o preço em alta que está em determinado dia e fica torcendo para perder o valor do seguro. Claro! Como o agricultor garantiu o preço do dia ele fica torcendo para o preço subir e não precisar usar o seguro. Um exemplo hipotético é o caso de um agricultor que se dirige a uma instituição bancaria, querendo fazer proteção de preço de determinado produto a R$ 38,00 a saca até maio de 2011, quando irá realizar a colheita. Caso na data do vencimento o preço de mercado da commodity estiver em R$ 32,00 a saca, caberá ao banco pagar a diferença de R$ 6,00 a saca ao agricultor. Para isso, no entanto, o agricultor necessita pagar o preço pelo serviço. O valor do serviço vai variar de acordo com o preço que o produtor estabelecer para seu produto cujos custos variam bastante. Para alguns analistas, o que existe é uma tendência de redução do seguro agrícola voltado apenas aos fatores climáticos como granizo, estiagem ou até mesmo excesso de chuvas e sim esta nova modalidade garantidora de preço voltado à volatilidade do mercado, os chamado contratos de opção. Como especialista em agronegócio, oriento que neste momento os agricultores façam este investimento no seguro e garantam os atuais preços da soja principalmente e se mantenham buscando aumentar sua lucratividade na agricultura também na comercialização e não apenas no ganho de produtividade. Para as empresas do setor a possibilidade é de oferecer este serviço aos agricultores em troca da garantia do recebimento da produção física da safra que hora inicia o plantio á preço de mercado físico da época da colheita.
Valdecir Jose Pinto,
Especialista em Agronegócio com Ênfase em Mercados- UFPR,
Bacharel em Administração e cursando MBA em Gestão.
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