O crédito que começa a ser liberado para o plantio da safra de grãos 2010/11, de R$100 bilhões para a agricultura comercial, dificilmente terá todo o seu volume tomado pelos produtores rurais. São vários os fatores que impedem um maior acesso dos agricultores aos financiamentos que vem sendo disponibilizados desde o dia 1° de julho. São restrições de cunho ambiental ou fundiário e sobretudo as decorrentes das dívidas remanescentes de safras anteriores. Além disso, em alguns estados, como o Mato Grosso, existe ainda uma tendência de redução das áreas de plantio, particularmente da soja, diante da baixa rentabilidade na comercialização da safra deste ano. De acordo com estimativas da Federação da Agricultura do Mato Grosso, menos de 10% dos produtores de soja matogrossenses contratarão o crédito oficial na próxima safra. Quem puder, deve recorrer a financiamentos privados, junto às indústrias e tradings. Mesmo os recursos especiais destinados a estimular os médios produtores terão pouco efeito nesse estado, na medida em que os produtores que, no âmbito nacional, são considerados de médio porte, no caso do Mato Grosso são caracterizados como pequenos. Uma solução aventada para facilitar um maior acesso ao crédito é a prorrogação do prazo de pagamento dos débitos antigos e que estão vencendo este ano. Até o momento, porém, o governo não se decidiu a respeito dessa reivindicação das lideranças do setor produtivo. Mas é importante que o faça, até para evitar uma redução acentuada e indesejável nas áreas de plantio
Fonte:
www.noticiasagricolas.com.br
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