Sex, 17 de Dezembro de 2010 17:33
.A acentuada demanda por dólares nesta sexta-feira, por conta da aproximação do fim do ano, ajudou a elevar as cotações da moeda. O dólar fechou em alta de 0,82%, vendido a R$ 1,715.
De acordo com Sidnei Moura Nehme, diretor executivo da NGO Corretora, essa pressão partiu, principalmente, de empresas multinacionais ultimando o que resta de remessas de juros, dividendos, lucros e até transferência de caixa para suas matrizes, além das operações de companhias com compromissos vincendos com o exterior procurando liquidar seus passivos, já que as duas próximas semanas já envolverão o período festivo do Natal e Ano Novo.
Além dos fatores internos pontuais, a ajuda extra de pressão sobre o câmbio veio do exterior, com o euro firmando-se em baixa e o dólar se valorizando frente a uma cesta de moedas. No entanto, a expectativa é de que o real siga em apreciação enquanto os juros brasileiros continuarem elevados.
Lá fora, o dia foi movimentado. A notícia de que a agência de classificação de risco Moody’s cortou o rating da Irlanda em cinco níveis, a “Baa1”, com perspectiva negativa corroborou com o viés negativo. Ainda por lá, a cúpula da União Européia decidiu, em reunião, criar um mecanismo financeiro de segurança permanente até 2013 e capitalizar o Banco Central Europeu (BCE) em cerca de € 5 bilhões. A ação já era esperada e por isso, não teve forças para inverter o rumo dos negócios.
Nos EUA, a Câmara dos representantes aprovou a extensão do polêmico pacote de corte de impostos por dois anos com o objetivo de ampliar a ajuda aos desempregados.
Fonte: (Simone e Silva Bernardino – Agência IN)
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