Em uma semana com poucas divulgações no âmbito doméstico, os agentes financeiros se debruçaram sobre os números fornecidos pela agenda internacional. Os dados, como temido pelo mercado, reforçaram o quadro de enfraquecimento da recuperação econômica mundial.
Dos Estados Unidos veio a maior grande parte das novas informações, tais como a ata da reunião de política monetária realizada pelo Federal Reserve que trouxe a possibilidade de que os EUA possam precisar de mais estímulos monetários, além de indicadores de atividade produtiva, consumo e inflação.
No outro lado do globo, a economia chinesa emitiu sinais de moderação no crescimento em meio à redução dos estímulos do governo, que está preocupado com possíveis pressões inflacionárias e aumento da explosiva bolha no mercado imobiliário, ambos resultantes de um superaquecimento econômico.
De acordo com os analistas da SulAmerica Investimentos, apesar dos sinais de arrefecimento do crescimento, a inflação chinesa pode subir e alcançar os 5% nos próximos meses, impulsionada pelos reajustes salariais e pressão dos alimentos. "Não está descartada a possibilidade de o banco central elevar a taxa de juros referencial, em 5,31% ao ano. E a perspectiva de juros reais negativos crescentes nos próximos meses deverá forçar o governo chinês a subir o juro básico ao longo do segundo semestre", destacam os especialistas da SulAmerica.
Neste cenário de dúvidas, a aversão a risco e a volatilidade, além da fraca liquidez marcaram a semana de negócios no câmbio. No Brasil, o dólar oscilou entre as pontas de R$ 1,76 e R$ 1,78, acumulando nestes últimos cinco dias valorização de 1,18% face ao real.
Simone e Silva Bernardino - Agência IN)
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