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quarta-feira, julho 21, 2010

Três maiores frigoríficos do Brasil suspendem compras de 221 fazendas

O Greenpeace informou hoje que os três maiores frigoríficos do Brasil, JBS/Bertin, Marfrig e Minerva, suspenderam a compra de gado de 221 fazendas localizadas dentro de terras indígenas, unidades de conservação ou próximos a áreas recém-desmatadas da Amazônia. Outras 1.787 propriedades, num raio de até 10 quilômetros de novos desmatamentos, unidades de conservação e terras indígenas, passam por averiguação. As empresas declararam também ter o ponto georreferenciado de mais de 12.500 fazendas, número que, segundo elas, representa 100% da cadeia de fornecedores diretos da região.


"A apresentação desses números é uma clara e bem-vinda sinalização de que o setor está de olho nas novas exigências do consumidor preocupado com o meio ambiente em todo o mundo. As empresas precisam agora ampliar e consolidar esse trabalho, realizando auditorias nos processos, garantindo transparência e confiabilidade aos dados e convencendo seus fornecedores a disponibilizarem mapas com os limites georreferenciados das propriedades", afirma Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace.
Nos relatórios entregues pelas empresas ao Greenpeace consta a averiguação de outras 1.787 propriedades localizadas num raio de até 10 quilômetros de novos desmatamentos, unidades de conservação e terras indígenas. Além disso, os frigoríficos declararam ter a localização geográfica das 12,5 mil fazendas, representativas de 100% da cadeia de fornecedores diretos da região.

Somente da lista de fornecedores da JBS, segundo a própria companhia, foram excluídos 31 fornecedores por estarem em unidades de conservação e/ou terras indígenas, ao passo que outras 1.491 estão sendo verificadas por se encontrarem a menos de 10 quilômetros de novas áreas de desmatamentos, unidades de conservação e terras indígenas. "Estas unidades em alerta em verificação estão suspensas temporariamente do cadastro da JBS", informou a empresa, em nota. No Bioma Amazônico dados de 9.813 propriedades de fornecedores foram coletados até o momento.

Já a Marfrig Alimentos, segundo o Greenpeace, mapeou 2 mil propriedades e suspendeu a compra de gado de 170 fazendas da região, enquanto o Minerva excluiu de sua lista 20 fornecedores, sem informar, no entanto, quantas unidades foram pesquisadas. "Cada empresa tem um procedimento, estamos tentando padronizar. O Minerva, por exemplo, nem faz a verificação de campo. Mas o que importa é que já há medidas efetivas para combater o desmatamento", declarou o coordenador do Greenpeace.

Fonte: Redação NA

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